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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="verdana" size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="4"><b>Marco de civilidade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Carlos Vogt</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2">Segundo o Ibope Media, pelos dados do Net   Insight, em dezembro de 2012 o Brasil ocupava a terceira posição no mundo em   quantidade de usuários da internet. À sua frente apenas Estados Unidos e Japão,   cujos números, 198 milhões e 60 milhões, respectivamente, batiam os seus 52,5   milhões de usuários.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Na mesma pesquisa, o Brasil é primeiro   quando considerado o tempo de acesso e permanência na rede de cada internauta:   na média, os brasileiros ficaram 43 horas e 57 minutos navegando, a França, em   segundo lugar, gastou 39 horas e 23 minutos e a Alemanha, em seguida, teve uma   média de 37 horas e 23 minutos para cada usuário.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Esses números não param de crescer. Segundo   o próprio Ibope, em agosto de 2013 os usuários ativos da internet no Brasil   somavam 57,2 milhões, enquanto que, se considerados os diferentes ambientes   possíveis de acesso como domicílios, trabalho, escolas, bibliotecas, espaços   públicos e lan houses entre outros, o número ultrapassa a casa dos 105 milhões   de usuários.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">O crescimento é vertical e vertiginoso.   Natural, portanto, que o país que tenha se destacado tanto, não só pelas   quantidades expressivas de usuários, mas também pelas formas eficientes e   eficazes de organização das propostas e modelos de governança da rede de   computadores tenha sido escolhido para sediar o encontro da NetMundial.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">A internet no Brasil, como se pode ver   pelos números acima, expandiu-se em alta velocidade, embora a infraestrutura   física do sistema continue a apresentar problemas e obstáculos que dificultam,   em muitos casos, a fluidez do tráfego de dados e contribuem para impedir o   aumento da própria rapidez do crescimento da rede no país.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">De qualquer modo, os avanços foram grandes   nestes últimos vinte anos e, até certo ponto, pude acompanhar de perto essa   transformação, contribuindo, institucionalmente, para a sua viabilização.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">A internet que nascera, em 1969, com um   programa cujo objetivo era criar uma nova forma de comunicação entre as bases   militares e os departamentos de pesquisa dos EUA, teve, pois, o seu berço no   Pentágono, o seu nome &#9472; ARPANet &#9472; constituído como acrônico da   Advanced Research Projects Agency Network, do Departamento de Defesa e os seus   propósitos ligados a alternativas de segurança e garantias de comunicação   estratégica num mundo dividido e imantado pela Guerra Fria.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Não demorou muito para que esse uso   restrito fosse estendido ao uso acadêmico e daí, mais amplamente, para o uso   comercial e institucional.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">No Brasil, também neste caso, o papel da   Fapesp foi fundamental com a criação da Rede ANSP - Academic Network at São   Paulo e sua integração pioneira, em 1991, à internet.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Nos anos seguintes, a partir de 1994,   depois de haver concluído meu mandato como reitor da Unicamp, assumi a direção   executiva do Instituto Uniemp, ali permanecendo até 2001, quando fui designado   como membro do conselho superior da Fapesp e depois, em 2002, como seu   presidente, até 2007.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">O Instituto Uniemp, criado no começo dos   anos 1990 por um grupo de empresários e por um grupo de reitores, trouxe como   missão promover a relação, a cooperação e a interação entre universidades e   empresas no país articulando-se com as políticas públicas voltadas para a   ênfase e a importância dessas relações.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Nessa época, o Ministério de Ciência e   Tecnologia (MCT) havia estabelecido três programas prioritários para a   informática e contava com a lei de incentivo 8248 como um instrumento poderoso   de apoio à P&amp;D do setor.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Os três programas &#9472; a Rede Nacional   de Pesquisas (RNP), o Programa Nacional de Software para Exportação (Softex -   2000) e o Programa Temático Multi-Institucional em Ciências da Computação   (ProTeM-CC) &#9472; foram muito bem sucedidos com resultados fundamentais para   a expansão da rede de computadores, para o desenvolvimento da indústria de   software, para a formação de competências e para a produção de pesquisas e   conhecimento que consolidaram as bases de crescimento seguro da internet no   país.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Como o Instituto Uniemp foi parceiro na   gestão dessa aproximação entre centros de pesquisa e empresas do setor, pude   acompanhar mais de perto a evolução que essas transformações tecnológicas   imprimiam na nossa sociedade.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Foi dentro desse espírito de interação   entre universidade e empresa que o Uniemp, através de um acordo com a Fapesp,   pode em meados de 1990 oferecer um provimento de acesso para uso comercial,   contribuindo, assim, para inaugurar, na prática, entre nós, o domínio<b> .com</b>,   cujo número de usuários não para de crescer, com uma tendência a multiplicar   também os domínios por especificação de setor, de atividade e mesmo de recorte   etário.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">A internet cresce no mundo e o mundo cresce   e diminui na internet pela rapidez da comunicação, pela atualização veloz da   informação, pela sincronização do distante, pela distância do perto, pela   maquinação do presente, pela esperteza das máquinas.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">As novas tecnologias de informação e de   comunicação &#9472; as NTICs &#9472; promovem transformações profundas na   sociedade contemporânea e alteram padrões de comportamento e de métodos em   setores fundamentais da vida social como é o caso da educação com as novas   perspectivas que se abrem com o ensino virtual e a educação a distância.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Não é sempre que o Brasil acerta. Ao   contrário, costuma errar mais do que acertar. </font><font face="verdana" size="2">No caso da internet, acertou na origem,   continuou acertando no processo e acaba de marcar agora um tento com a   aprovação de seu Marco Civil.</font></p>      ]]></body>

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