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</front><body><![CDATA[ <p align=right><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A gera&ccedil;&atilde;o Z    e o papel das tecnologias digitais na constru&ccedil;&atilde;o do pensamento</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Por Cristiane    K&auml;mpf</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um adolescente    de classe m&eacute;dia, hoje na faixa dos 15 anos de idade, nasceu num per&iacute;odo em que    o Google e a internet j&aacute; faziam parte da vida cotidiana de muitas pessoas do    seu universo de conv&iacute;vio, tanto no aspecto social como educacional. Muito provavelmente,    a Wikipedia &eacute; a &uacute;nica enciclop&eacute;dia que ele conhece e usa para fazer as pesquisas    da escola e, com mais certeza ainda, esse adolescente maneja com destreza qualquer    tocador de mp3, celular, smartphone, tablet ou leitor de e-book e j&aacute; tentou    ensinar seus professores, pais ou av&oacute;s a usar o controle remoto da TV de LED  ou mesmo a criar um perfil no Facebook.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estamos falando    do que soci&oacute;logos e publicit&aacute;rios classificam como nativos digitais, ou gera&ccedil;&atilde;o    Z: pessoas nascidas a partir da segunda metade da d&eacute;cada de 1990. Esses indiv&iacute;duos,    segundo alguns especialistas, seriam totalmente familiarizados com as &uacute;ltimas    tecnologias digitais e n&atilde;o encontrariam dificuldade alguma em aprender a lidar    com as novidades que aparecem praticamente todos os dias nesse mercado, diferentemente    dos membros das gera&ccedil;&otilde;es que os antecedem. O &quot;Z&quot; vem de &quot;zapear&quot;, ou seja, trocar    os canais da TV de maneira r&aacute;pida e constante com um controle remoto, em busca    de algo que seja interessante de ver ou ouvir ou, ainda, por h&aacute;bito. &quot;Zap&quot;,    do ingl&ecirc;s, significa &quot;fazer algo muito rapidamente&quot; e tamb&eacute;m &quot;energia&quot; ou &quot;entusiasmo&quot;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; comum ouvir que    os jovens de hoje d&atilde;o a impress&atilde;o de terem nascido com um chip inserido no c&eacute;rebro,    j&aacute; que parecem assimilar e fazer uso das novas tecnologias digitais de modo    intuitivo, com muito mais aptid&atilde;o do que os adultos. Surge, ent&atilde;o, a seguinte    quest&atilde;o: seriam os nativos digitais, portanto, mais inteligentes, &aacute;geis, independentes    e autodidatas que seus professores, pais ou qualquer outro membro das gera&ccedil;&otilde;es    anteriores?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Marc Prensky,    especialista em tecnologia e educa&ccedil;&atilde;o pela Universidade de Yale e autor de v&aacute;rios    livros sobre o assunto, entre eles <i>Ensinando nativos digitais</i> (2010),    as crian&ccedil;as de hoje j&aacute; nascem num mundo caracterizado pelas tecnologias e m&iacute;dias    digitais e teriam, portanto, seu perfil cognitivo (de aprendizado) alterado    - essas &quot;novas crian&ccedil;as&quot;, segundo o especialista, teriam estruturas cerebrais    diferentes e seriam mais r&aacute;pidas, capazes de realizar muitas tarefas ao mesmo    tempo e mais autorais do que as das gera&ccedil;&otilde;es anteriores. Para ele, h&aacute; um claro    &quot;gap geracional&quot; entre pais ou professores e alunos, no que se refere ao modo    como utilizam as novas tecnologias digitais e o que elas causam em seus c&eacute;rebros.    As ideias de Prensky, no entanto, n&atilde;o desfrutam de un&acirc;nimidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Um termo, muitas    interpreta&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">M&ocirc;nica Fantin,    coordenadora do N&uacute;cleo Inf&acirc;ncia, Comunica&ccedil;&atilde;o, Cultura e Arte, da Universidade    Federal de Santa Catarina (UFSC) e uma das autoras do <u>artigo</u> &quot;Crian&ccedil;as na era digital: desafios da comunica&ccedil;&atilde;o e da educa&ccedil;&atilde;o&quot;, tem reservas    em rela&ccedil;&atilde;o ao uso do termo &quot;nativo digital&quot;. Ela afirma que o argumento de Prensky    levaria a pensar que as m&iacute;dias digitais est&atilde;o produzindo transforma&ccedil;&otilde;es nas    &quot;novas crian&ccedil;as&quot; e diz que tal quest&atilde;o lhe parece ser bem mais complexa.<b>    </b>&quot;Em primeiro lugar, diversos pesquisadores discutem o uso desse termo e    argumentam que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel isolar a tecnologia e sua capacidade de ‘produzir    efeitos sobre as pessoas' de outros elementos do contexto sociocultural que    tamb&eacute;m interferem nessa rela&ccedil;&atilde;o. O neurocientista Edoardo Boncinelli afirma    que o c&eacute;rebro do homem &eacute; o mesmo h&aacute; 120.000 anos e que a cultura digital &eacute; muito    recente para afirmarmos que ela realmente esteja produzindo tais mudan&ccedil;as. J&aacute;    para a neurocientista cognitivista Maryanne Wolf, h&aacute; um processo de mudan&ccedil;a    de paradigma em curso que pode estar reorganizando o c&eacute;rebro das novas gera&ccedil;&otilde;es    a partir de novos par&acirc;metros, o que a leva a perguntar sobre perdas e ganhos    que o amanh&atilde; reserva &agrave;s crian&ccedil;as e aos jovens, mas que hoje ainda n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel    saber&quot;, pondera.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fantin tamb&eacute;m analisa    o aspecto da dist&acirc;ncia entre crian&ccedil;as e adultos no que se refere ao uso social    das tecnologias digitais. Ela diz concordar com a tese do pesquisador italiano    Pier Cesare Rivoltella, estudioso da rela&ccedil;&atilde;o entre m&iacute;dia e educa&ccedil;&atilde;o, o qual    afirma que o &quot;gap geracional&quot; identificado por Prensky est&aacute; cada vez mais sutil,    porque a tecnologia est&aacute; se tornando mais presente nos espa&ccedil;os sociais, fato    que facilitaria seu uso mesmo pelos adultos que possuem certa resist&ecirc;ncia. Ela    afirma que os resultados das pesquisas de Rivoltella mostram que o uso das tecnologias    tem aproximado e n&atilde;o distanciado adultos e crian&ccedil;as. &quot;Ele cita o exemplo do    uso do celular e das redes sociais configurando-se como espa&ccedil;o de negocia&ccedil;&atilde;o,    cumplicidade e compartilhamento de interesses que envolvem e acabam por aproximar    diferentes gera&ccedil;&otilde;es&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com Jos&eacute;    Armando Valente, coordenador associado do N&uacute;cleo de Inform&aacute;tica Aplicada &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o    (Nied) da Unicamp, o termo &quot;nativos digitais&quot; &eacute; interessante, na medida em que    marca um conceito para caracterizar as criancas que s&atilde;o bastante familiarizadas    com as tecnologias digitais. Entretanto, Valente tamb&eacute;m n&atilde;o diria que os membros    da gera&ccedil;&atilde;o Z pensam ou aprendem de uma forma diferente. &quot;Aprender para valer    significa construir conhecimento e isso implica em significar e trabalhar a    informa&ccedil;&atilde;o acessada. O que muda nessa gera&ccedil;&atilde;o &eacute; a maneira como ela tem acesso    &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, no sentido de ter mais facilidade para encontr&aacute;-la, por interm&eacute;dio    da tecnologia, e de usar a tecnologia para acessar uma rede de pessoas&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pesquisador da    Unicamp afirma, por&eacute;m, que &eacute; question&aacute;vel a ideia de que a facilidade no acesso    &agrave; informa&ccedil;&atilde;o esteja produzindo crian&ccedil;as com maior capacidade de construir conhecimento.    Valente lembra que alguns autores tamb&eacute;m classificam a gera&ccedil;&atilde;o Z de &quot;gera&ccedil;&atilde;o    panqueca&quot; ou &quot;crepe&quot;: espalhada e fina; cujos membros est&atilde;o em todos os lugares,    por&eacute;m n&atilde;o conseguem manter a aten&ccedil;&atilde;o nem se aprofundar em nada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Diferentes estilos    de aten&ccedil;&atilde;o e aprendizagem </b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; capacidade    de concentra&ccedil;&atilde;o da nova gera&ccedil;&atilde;o, Fantin, da UFSC, lembra que as tecnologias    contribuem para entendermos que h&aacute; diferentes estilos cognitivos e diversos    modos de aprender e prestar aten&ccedil;&atilde;o. Ela diz que a multimidialidade (transmiss&atilde;o    da comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de v&aacute;rios meios - textual, gr&aacute;fico, sonoro e v&iacute;deo) desenvolve    diversas habilidades de navega&ccedil;&atilde;o transmidi&aacute;tica (de um meio para outro), que    s&atilde;o diferentes das compet&ecirc;ncias de argumenta&ccedil;&atilde;o e abstra&ccedil;&atilde;o exigidas pela habilidade    de leitura e escrita.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&quot;As crian&ccedil;as multitarefa,    que est&atilde;o habituadas a controlar diversas m&iacute;dias ao mesmo tempo (navegar na    internet, enviar e receber mensagens pelo celular, ouvir m&uacute;sicas no tocador    de mp3), desenvolvem um estilo de aten&ccedil;&atilde;o muito diferente de quem cresceu em    ambiente alfab&eacute;tico e est&aacute; acostumado a focar sua aten&ccedil;&atilde;o no texto escrito e    habituado a raciocinar em termos de um objeto preciso e espec&iacute;fico, tendo uma    aten&ccedil;&atilde;o mais focalizada&quot;, explica. Fantin tamb&eacute;m afirma que as crian&ccedil;as multitarefa    controlam diversos aspectos e elementos perceptivos e, portanto, sua aten&ccedil;&atilde;o    &eacute; distribu&iacute;da e perif&eacute;rica, ou seja, menos focada no objeto. Ela diz que muitas    vezes esse estilo e ritmo de aten&ccedil;&atilde;o podem ser mal interpretados e confundidos    com hiperatividade, termo bastante comum atualmente, usado de maneira muito    generalizada para classificar o comportamento de crian&ccedil;as e adolescentes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&quot;Diante disso,    penso que o termo ‘nativo digital', ao inv&eacute;s de fazer refer&ecirc;ncia aos estilos    diversos de aprendizagem, pode refor&ccedil;ar ainda mais as dist&acirc;ncias entre adultos    e crian&ccedil;as. Afinal, se elas s&atilde;o nativas e n&oacute;s n&atilde;o, em alguns casos parece mais    f&aacute;cil atribuir-lhes a responsabilidade do motivo de n&atilde;o conseguirmos ensin&aacute;-las,    argumentando que elas n&atilde;o s&atilde;o capazes de ter uma aten&ccedil;&atilde;o focalizada e que elas    n&atilde;o sabem raciocinar como n&oacute;s, porque cresceram com multim&iacute;dia e s&oacute; sabem raciocinar    sobre imagens e n&atilde;o mais sobre conceitos. Portanto, mais que uma diferen&ccedil;a em    termos de compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica, importa entender que h&aacute; diferentes estilos de    aten&ccedil;&atilde;o e de aprendizagem, sem responsabilizar ningu&eacute;m, e que isso n&atilde;o significa    que um n&atilde;o possa aprender com o outro sobre outros jeitos de aprender&quot;, esclarece    Fantin.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Fl&aacute;via Amaral    Rezende, doutora em artes visuais pela Unicamp, coordenadora de Novas Tecnologias    nas Faculdades Atibaia e consultora em educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia, pensar e aprender    s&atilde;o, antes de mais nada, processos culturais que dependem do contexto social    e dos instrumentos dispon&iacute;veis. Rezende afirma que a constru&ccedil;&atilde;o de sentido e    significado se d&aacute; atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o e do di&aacute;logo com as pessoas e com as    coisas em torno, atrav&eacute;s de diferentes experi&ecirc;ncias e da reflex&atilde;o sobre elas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&quot;As crian&ccedil;as que    t&ecirc;m acesso a tecnologias diversas (diferentes do l&aacute;pis, do caderno e de livros    de papel) ter&atilde;o experi&ecirc;ncias diferentes de conhecer. Sabemos, por estudos realizados,    que a possibilidade de obter informa&ccedil;&atilde;o e representar o pensamento de forma    n&atilde;o linear se aproxima muito da atividade mental natural (simultaneamente, podemos    fazer diferentes conex&otilde;es neurais). Pensamos em rede e n&atilde;o em linha. Constru&iacute;mos    uma l&oacute;gica pr&oacute;pria&quot;, explica. &quot;A grande contribui&ccedil;&atilde;o das novas tecnologias &eacute;    que elas permitem o registro de nossas representa&ccedil;&otilde;es, seja por escrito, visual    ou sonoramente e, a partir desse registro, podemos refletir sobre o rastro da    experi&ecirc;ncia do processo de aprendizagem. Dessa maneira, a aprendizagem deixa    de ser mec&acirc;nica e reprodutora e passa a ser uma aprendizagem consciente e ativa.    Esse processo deixa de ser apenas individual e pode vir a ser um processo mais    rico, porque coletivo, atrav&eacute;s das tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o em rede, via internet&quot;,    avalia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Rezende,    &eacute; importante ressaltar que a possibilidade de se ter um processo de constru&ccedil;&atilde;o    coletiva do conhecimento vale tanto para a aprendizagem quanto para o ensino,    pois muda tamb&eacute;m a forma de ensinar do professor, levando ao que ela chama de    &quot;ensinagem&quot;, uma mistura de ensino com aprendizagem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Jogar videogame    ajuda a construir conhecimento?</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tanto Rezende quanto    Valente concordam que os games s&atilde;o importantes como meio para criar situa&ccedil;&otilde;es    onde o jogador tenha que tomar decis&otilde;es e desenvolver certas compet&ecirc;ncias, como    a de sele&ccedil;&atilde;o de alternativas, colocando em pr&aacute;tica o conhecimento e as estrat&eacute;gias    de que disp&otilde;e. Mas, como diz Valente, isso, por si s&oacute;, n&atilde;o &eacute; suficiente para    construir conhecimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A consultora em    educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia, por sua vez, lembra que os tais b&ocirc;nus dos games, que alimentam    o interesse, pertencem a uma l&oacute;gica de aprendizagem comportamentalista, e a    reflex&atilde;o - parte fundamental do desenvolvimento da autonomia do pensamento -    pode ser relegada a um segundo plano. &quot;N&atilde;o sou contra os games, desde que a    narrativa agregue valor ao processo de desenvolvimento da crian&ccedil;a - cognitivo    e &eacute;tico&quot;, diz Rezende.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Valente acrescenta    que o jogador pode refletir sobre algo que fez e causou um bom ou mal resultado    e isso talvez possa levar a algum aprendizado. &quot;Por&eacute;m, o game seria mais eficiente    se, ap&oacute;s o t&eacute;rmino do jogo, algu&eacute;m mais experiente, um especialista, pudesse    retomar as jogadas - certas ou erradas - e provocar a reflex&atilde;o e, com isso,    criar mecanismos para a constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento&quot;, opina.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fantin afirma que    pela via do entretenimento, certos jogos permitem a resolu&ccedil;&atilde;o de desafios no    plano simb&oacute;lico e que isso pode estimular novos meios de express&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o    das crian&ccedil;as entre si e com a cultura mais ampla, mas lembra que, para potencializar    tais aspectos, &quot;mais uma vez, o papel da media&ccedil;&atilde;o educativa parece ser fundamental&quot;,    conclui.</font></p>      ]]></body>

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