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</front><body><![CDATA[ <p align=right><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>REPORTAGENS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A complexa busca    pela simplicidade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Por Maria Teresa    Manfredo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitas de nossas    atividades cotidianas mais importantes acontecem hoje por meio de m&aacute;quinas de    uso pessoal (computadores, celulares, tablets) ou de tecnologias como os controles    remotos e os chips de identifica&ccedil;&atilde;o individual (em carteiras funcionais e estudantis,    em cart&otilde;es de banco). Poder&iacute;amos classific&aacute;-las como frutos de um crescente    paradoxo, j&aacute; que trazem consigo a ideia de uma busca pela simplicidade cada    vez maior para os usu&aacute;rios e de uma enorme complexidade para os seus desenvolvedores.    A maioria das pessoas inseridas nesse mundo tecnol&oacute;gico espera que esses objetos    funcionem da maneira mais simples poss&iacute;vel e reclama quando, por um instante    que seja, cai o milagre di&aacute;rio da comunica&ccedil;&atilde;o instant&acirc;nea e do acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o.  </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando fazemos    uma busca no Google - a maior empresa de servi&ccedil;os on-line do mundo - por exemplo,    os recursos do computador (o teclado, o monitor, o hardware de rede e o software    que conecta a sua m&aacute;quina &agrave; rede, o navegador que formata e encaminha seu pedido    aos servidores do Google) desempenham um papel secund&aacute;rio, por assim dizer.    Num primeiro olhar, enquanto usu&aacute;rios, nos importa a opera&ccedil;&atilde;o de busca e os    resultados imediatos que conseguiremos a partir dessa consulta. Se olharmos    um pouco mais a fundo esse processo de intera&ccedil;&atilde;o, veremos uma imensa infraestrutura    t&eacute;cnica, de alcance mundial, com potencial para possibilitar um &quot;futuro permanentemente    conectado&quot;, no qual mergulhamos, muitas vezes, sem refletir ou, ainda, pensando    que o fazemos &quot;intuitivamente&quot;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em outras palavras,    por tr&aacute;s do fato de os produtos tecnol&oacute;gicos serem cada vez mais comuns em nossas    vidas e cada vez mais simples de se utilizar (ou mais interativos) est&aacute; o aumento    - n&atilde;o muito evidente para todos - da complexidade das tecnologias presentes    em nosso cotidiano. O dinamarqu&ecirc;s Jakob Nielsen, considerado um dos maiores    especialistas em intera&ccedil;&atilde;o humano-computador, j&aacute; recomendava na d&eacute;cada de 1990,    em seu livro <i>Engenharia de usabilidade</i>, que o principal ponto na constru&ccedil;&atilde;o    de interfaces tecnol&oacute;gicas fosse o desenvolvimento da utiliza&ccedil;&atilde;o de elementos    simples, sem rebuscamento, formata&ccedil;&otilde;es ou gr&aacute;ficos que pudessem dificultar ou    enriquecer demais o produto, sobretudo quando ele &eacute; direcionado ao p&uacute;blico com    menor experi&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nielsen tamb&eacute;m    &eacute; considerado um dos precursores e expoentes dos estudos sobre usabilidade.    A ideia de usabilidade est&aacute; vinculada &agrave; simplicidade de opera&ccedil;&atilde;o, por mais complexo    que seja o produto ou o processo desenvolvido. Significa permitir que o usu&aacute;rio    alcance objetivos espec&iacute;ficos com efetividade, efici&ecirc;ncia e satisfa&ccedil;&atilde;o, ou simplesmente,    facilidade de uso do produto, programa de computador ou website. Trata-se de    um conceito amplo, que vem sendo utilizado por pesquisadores da &aacute;rea desde meados    da d&eacute;cada de 1980.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse mesmo sentido,    as empresas de alta tecnologia h&aacute; muito j&aacute; atentaram para o fato de que um produto    f&aacute;cil de usar d&aacute; retorno financeiro. Pesquisadores da arquitetura da informa&ccedil;&atilde;o    e empres&aacute;rios com foco na inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, como &eacute; o caso de Steve Jobs,    concordam que os usu&aacute;rios desistem de utilizar qualquer objeto quando se apresentam    dificuldades de manuseio, refor&ccedil;ando o argumento do consumidor: &quot;Se for dif&iacute;cil    de usar, n&atilde;o uso tanto&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&quot;Ao pensarmos o    projeto de um produto que alcance alto grau de utiliza&ccedil;&atilde;o, n&oacute;s estaremos dentro    do campo da engenharia da usabilidade. Ela atua em conjunto com o modelo de    comunica&ccedil;&atilde;o escolhido, ligando-se diretamente ao processo de produ&ccedil;&atilde;o que deve    satisfazer o n&iacute;vel de expectativa e de conhecimento do usu&aacute;rio/consumidor de    forma a proporcionar um ambiente de interface de uso confort&aacute;vel, eficiente    e eficaz&quot;, explicam Maicon Ferreira Souza, Jos&eacute; Lu&iacute;s Bizelli e Osmar Ambrosio    no artigo &quot;Usabilidade: um fator cr&iacute;tico para a interatividade da televis&atilde;o    digital&quot;, publicado este ano na revista <i>Comunicologia</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os sistemas e tecnologias,    em todos os tempos, se voltam ao atendimento das necessidades dos usu&aacute;rios.    Durante o processo de matura&ccedil;&atilde;o de uma nova tecnologia, h&aacute; sempre necessidade    de se pensar em quem est&aacute; ou estar&aacute; fazendo uso dela, projetando um caminho    entre a pr&aacute;tica anterior e os impactos e mudan&ccedil;as de comportamento resultantes    das novas aprendizagens produzidas. Os desvios que o usu&aacute;rio faz durante a intera&ccedil;&atilde;o    e a quantidade de erros cometidos podem servir para avaliar, por exemplo, o    n&iacute;vel de efici&ecirc;ncia de um site na internet.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Da mesma forma,    quando se trata de pensar a conviv&ecirc;ncia do usu&aacute;rio com a interatividade em um    sistema como o de televis&atilde;o digital, faz-se necess&aacute;rio analisar sua interface    atrav&eacute;s do controle remoto, que deve oferecer op&ccedil;&otilde;es de abordagem simples, f&aacute;cil    e com alta taxa de autoaprendizagem. Essas condi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o fundamentais para manter    a satisfa&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio, afirmam Souza, Bizelli e Ambrosio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>O que significa    essa simplifica&ccedil;&atilde;o para o usu&aacute;rio? </b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra no&ccedil;&atilde;o muito    comum nas &aacute;reas de engenharia de usabilidade e ci&ecirc;ncia da computa&ccedil;&atilde;o &eacute; a do    &quot;uso intuitivo&quot;. Apesar de o termo remeter a algo ligado a caracter&iacute;sticas naturais,    na verdade, ele se refere mais a uma caracter&iacute;stica cognitiva, adquirida de    acordo com o meio cultural e a hist&oacute;ria de vida do indiv&iacute;duo. Raquel Zarattini    Chebabi, doutora em cultura audiovisual e m&iacute;dia pela Unicamp, explica que o    uso intuitivo de uma interface significa a &quot;facilidade de mexer, de usar tal    ferramenta sem muita dificuldade, sem ter que fazer um curso para isso ou ter    que pedir muita ajuda a algu&eacute;m; o uso intuitivo se d&aacute; na medida em que voc&ecirc;    olha para a interface e consegue interagir minimamente com aquela ferramenta&quot;.    O uso intuitivo estaria ligado, portanto, &agrave; ideia de fazer com que o usu&aacute;rio    compreenda e participe do que foi proposto, sem grandes instru&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&quot;As ‘regras do    jogo' para a utiliza&ccedil;&atilde;o de um equipamento ou software est&atilde;o impl&iacute;citas no produto,    embora possamos analisar e discutir o quanto seus usos s&atilde;o mais ou menos intuitivos,    pensando em delineamentos culturais, geracionais, educacionais, de classe, g&ecirc;nero,    por exemplo, dos poss&iacute;veis usu&aacute;rios&quot;, lembra Adriano Premebida, doutor em sociologia    pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Al&eacute;m disso, essa no&ccedil;&atilde;o    de uso intuitivo, assim como a de usabilidade, traz consigo uma preocupa&ccedil;&atilde;o    em torno da aceita&ccedil;&atilde;o mercadol&oacute;gica de um novo produto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora n&atilde;o tratasse    diretamente de tecnologias, j&aacute; em meados do s&eacute;culo XX o economista austr&iacute;aco    Joseph Schumpeter descreve o processo de inova&ccedil;&atilde;o numa economia de mercado em    que novos produtos destroem antigas empresas e modelos de neg&oacute;cio. Esta seria    a destrui&ccedil;&atilde;o criativa, for&ccedil;a motriz do crescimento do capitalismo. Levando-se    isso em conta, poder&iacute;amos nos indagar se toda essa aparente simplicidade das    interfaces vem carregada de uma aceita&ccedil;&atilde;o passiva &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o das novas tecnologias,    sem o interm&eacute;dio de uma reflex&atilde;o mais profunda sobre suas possibilidades, necessidades    de uso e a apropria&ccedil;&atilde;o de tal produto. Afinal, h&aacute; um fator mercadol&oacute;gico que    estimula o consumidor a desejar uma novidade, levando &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o de produtos    anteriores como obsoletos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&quot;Existe um impulso    para o consumo tecnol&oacute;gico irracional e desenfreado, incentivado pelo modismo    ou pela distin&ccedil;&atilde;o social e, ao mesmo tempo, n&atilde;o h&aacute; uma reflex&atilde;o mais profunda    sobre a quest&atilde;o do que seja realmente uma necessidade&quot;, avalia Fernando Ferreira    de Barros, doutor em sociologia pela Universidade de Bras&iacute;lia (UnB) e analista    em C&amp;T do CNPq.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Poder&iacute;amos nos    questionar, ainda, at&eacute; que ponto a simplifica&ccedil;&atilde;o de uso &eacute; sempre algo evolutivo,    de fato. Afinal, uma novidade tecnol&oacute;gica &eacute; sempre mais simples de se usar do    que uma tecnologia anterior a ela? Os primeiros celulares s&atilde;o mais dif&iacute;ceis    de se manusear do que um <i>smartphone</i>? O que seria mais f&aacute;cil de se utilizar:    os primeiros <i>ebooks</i> ou os atuais tablets?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando falamos    de usabilidade e simplifica&ccedil;&atilde;o do uso de ferramentas de informa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o podemos    perder de vista que aquilo que &eacute; tido como simples e intuitivo exige um aprendizado    de algo que, de fato, &eacute; complexo. Isso porque para que a interatividade seja    efetiva, &eacute; preciso levar em conta que ela tamb&eacute;m est&aacute; condicionada &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o    social e comportamental.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Exemplo disso seria    o que Souza, Bizelli e Ambrosio afirmam sobre a televis&atilde;o anal&oacute;gica: trata-se    de um produto popular que est&aacute; intimamente ligado aos atributos de aceita&ccedil;&atilde;o    social e comportamental, bem como de facilidade de uso, j&aacute; que seu funcionamento    b&aacute;sico depende de que o telespectador apenas conhe&ccedil;a tr&ecirc;s fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas (ligar,    alterar o volume e mudar de canal). Em seu artigo sobre usabilidade, os pesquisadores    complementam que, diante dessa simplicidade, a televis&atilde;o digital tem dificuldade    em romper com um costume de 50 anos de uso e parte disso est&aacute; relacionado com    os impactos sociais e comportamentais dessa atualiza&ccedil;&atilde;o para um sistema digital    de alta tecnologia e com in&uacute;meras inova&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&quot;A naturalidade    de uso dos artefatos n&atilde;o &eacute; algo t&atilde;o direto e intuitivo, mas mediado por n&iacute;veis    de educa&ccedil;&atilde;o imersos em determinada cultura. Isso ajuda a explicar, tamb&eacute;m, os    novos usos dados pelos usu&aacute;rios a determinadas tecnologias, mas n&atilde;o previstos,    inicialmente, pelos projetistas ou fabricantes&quot;, complementa o soci&oacute;logo Premebida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, devemos    ponderar que essa facilidade e satisfa&ccedil;&atilde;o de uso de um produto tecnol&oacute;gico pode    n&atilde;o ser universal, variando, frequentemente, de acordo com fatores como o objetivo    da utiliza&ccedil;&atilde;o, a bagagem cultural e t&eacute;cnica da pessoa, al&eacute;m de outras quest&otilde;es    subjetivas ligadas a prefer&ecirc;ncias por este ou aquele recurso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Usabilidade    e inclus&atilde;o digital</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aprofundar a reflex&atilde;o    sobre as condi&ccedil;&otilde;es facilitadoras ou n&atilde;o do manuseio do instrumento de interatividade    constitui um desafio aos pesquisadores que trabalham n&atilde;o s&oacute; com produtos mercadol&oacute;gicos,    mas tamb&eacute;m com o processo de inclus&atilde;o social atrav&eacute;s das tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o    e comunica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O usu&aacute;rio deve    ser abordado conforme seu perfil digital (bagagem t&eacute;cnica e cognitiva) e, consequentemente,    de acordo com o seu n&iacute;vel sociocultural. Souza, Bizelli e Ambrosio, em seu artigo,    exemplificam que cada faixa et&aacute;ria apresenta diferentes aspira&ccedil;&otilde;es e diferentes    abordagens sobre o que usa e qual conte&uacute;do deve ser atingido na interatividade    por meio de aparelhos port&aacute;teis. <u>Estudos</u> coordenados    por Jakob Nielsen tamb&eacute;m apontam para essa diferencia&ccedil;&atilde;o de abordagem por faixa    et&aacute;ria, mostrando, por exemplo, que crian&ccedil;as hesitam mais que adultos em enviar    informa&ccedil;&otilde;es pessoais pela rede.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Raquel Chebabi,    da Unicamp, observa que quanto mais as interfaces estiverem pr&oacute;ximas do ser    humano, quanto mais facilidade para sua utiliza&ccedil;&atilde;o, maior ser&aacute; a inclus&atilde;o das    pessoas no mundo das informa&ccedil;&otilde;es produzidas e dispon&iacute;veis. &quot;A tecnologia n&atilde;o    &eacute; um fim, ela &eacute; um meio para alcan&ccedil;ar uma melhoria de processo ou uma facilidade&quot;,    conclui a pesquisadora. Para os pesquisadores mais otimistas, o uso que se faz    das tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o pode ser transformador, e os exemplos    mais citados s&atilde;o os protestos contra governos que come&ccedil;am a ser organizados    pelas redes sociais. A facilidade de uso aliada aos investimentos na democratiza&ccedil;&atilde;o    da banda larga, ao aumento do mercado consumidor, aos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos digitais,    tem o potencial de romper com o paradigma do usu&aacute;rio passivo, transformando-o    no que Souza, Bizelli e Ambrosio chamam de &quot;interagente&quot;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Premebida, por    outro lado, pondera que muitos produtos de alta tecnologia que consumimos t&ecirc;m    sua obsolesc&ecirc;ncia programada - n&atilde;o s&oacute; em termos materiais, mas principalmente    simb&oacute;licos (moda) -, e isso significa um disp&ecirc;ndio imenso de materiais, energia    el&eacute;trica e m&atilde;o de obra. Al&eacute;m disso, a maioria dos usu&aacute;rios n&atilde;o faz a menor ideia    de como tudo isso funciona, o que pode empobrecer uma reflex&atilde;o sobre at&eacute; que    ponto as novas tecnologias nos oferecerem liberdade e possibilidades de conv&iacute;vio    humano mais equilibrado e democr&aacute;tico. &quot;Precisamos pensar no substrato pol&iacute;tico    que toda tecnologia carrega. Ela pode nos resolver problemas de comunica&ccedil;&atilde;o    e deslocamento, mas pode criar novas necessidades, incoerentes com alguns padr&otilde;es    de conv&iacute;vio social e ambiental&quot;, reflete o pesquisador.</font></p>      ]]></body>

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