<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1519-7654</journal-id>
<journal-title><![CDATA[ComCiência]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[ComCiência]]></abbrev-journal-title>
<issn>1519-7654</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Estadual de Campinas - Labjor]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1519-76542011000100006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Quando a cidade é mais que inspiração, é ação]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paião]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cristiane]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>10</day>
<month>02</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>10</day>
<month>02</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<numero>125</numero>
<fpage>0</fpage>
<lpage>0</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1519-76542011000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1519-76542011000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1519-76542011000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Quando a cidade &eacute; mais que inspira&ccedil;&atilde;o, &eacute; a&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cristiane Pai&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conceito de 'cidade do conhecimento' traz em si diversas nuances. A ideia de que a cidade pode inspirar iniciativas de levar conhecimento, cultura e cidadania &agrave;queles que talvez n&atilde;o tivessem acesso &eacute; uma delas. A cidade de S&atilde;o Paulo, com seus museus, teatros, universidades e grandes centros de pesquisa &eacute; um exemplo de cidade que "inspira" conhecimento. Mas &eacute; preciso saber se essa inspira&ccedil;&atilde;o est&aacute; ocorrendo na medida certa e se est&aacute; atingindo os setores mais fr&aacute;geis da sociedade. Iniciativas da sociedade civil t&ecirc;m feito esse papel e os resultados mostram que &eacute; poss&iacute;vel democratizar e socializar esse conhecimento, a partir da observa&ccedil;&atilde;o da realidade local, e por meio de muito trabalho e uma boa dose de criatividade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desenvolvimento humano &eacute; o foco da <u>Casa do Zezinho</u>, entidade n&atilde;o governamental localizada numa regi&atilde;o conhecida como "tri&acirc;ngulo da morte" da zona Sul de S&atilde;o Paulo que abarca os bairros Cap&atilde;o Redondo, Parque Santo Ant&ocirc;nio e Jardim &Acirc;ngela. Fundada em 1994, atendendo meia d&uacute;zia de crian&ccedil;as no ent&atilde;o im&oacute;vel da fam&iacute;lia, a casa abre atualmente &agrave; 1200 'Zezinhos' da comunidade um espa&ccedil;o de a&ccedil;&atilde;o e, principalmente, realiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="/img/revistas/cci/n125/a06fig01.jpg"><img src="/img/revistas/cci/n125/a06fig01tumb.jpg" border="0">    <br>   Clique para ampliar</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Sabe aquela m&uacute;sica que fala 'a gente n&atilde;o quer s&oacute; comida, a gente quer comida, divers&atilde;o e arte'? Ela reflete exatamente o que n&oacute;s pensamos", diz Dagmar Garroux, presidente da institui&ccedil;&atilde;o. Segundo ela, o jovem precisa aprender a pensar por si mesmo, a ouvir, observar e, principalmente, se comunicar e se expressar. "Por isso n&oacute;s trabalhamos com quatro pilares - Ser (espiritualidade), Conhecer (ci&ecirc;ncias), Saber (filosofia) e Fazer (arte), sempre pensando no desenvolvimento humano. N&oacute;s defendemos o direito de a crian&ccedil;a escolher seu destino, seja qual for a classe social que ela perten&ccedil;a. Por isso &eacute; importante que elas entendam que as possibilidades s&atilde;o m&uacute;ltiplas, que as combina&ccedil;&otilde;es das cores do arco &iacute;ris podem ser v&aacute;rias e que &eacute; poss&iacute;vel realizar seus sonhos", afirma Garroux.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os familiares das crian&ccedil;as que frequentam a institui&ccedil;&atilde;o, dos 6 aos 21 anos, n&atilde;o ficam de fora do projeto. Eles s&atilde;o convidados a participar de cursos como os de inform&aacute;tica, bordado, pintura, cabeleireiro e costura; aprendem t&eacute;cnicas de empreendedorismo e s&atilde;o chamados a dialogar quando aparece algum problema. "A Casa do Zezinho &eacute; media&ccedil;&atilde;o. N&oacute;s envolvemos a fam&iacute;lia e a comunidade. &Eacute; preciso conhecer o seu aluno, saber onde ele mora, quem ele &eacute;. E &eacute; preciso dialogar, promover a busca pelo conhecimento pela informa&ccedil;&atilde;o, pelos seus direitos e deveres. E com a comunidade &eacute; a mesma coisa, buscamos sempre orient&aacute;-los para que possam exercer seus direitos da cidadania", explica Garroux.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ideia de estender o trabalho &agrave; comunidade e ao entorno surgiu da pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m da observa&ccedil;&atilde;o do trabalho de outras ONGs, que muito se fortaleceram e se profissionalizaram nos &uacute;ltimos anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1997, o jornalista Gilberto Dimenstein idealizou o Projeto Aprendiz em Nova York, nos Estados Unidos, onde estudava uma forma de como os conte&uacute;dos de direitos humanos poderiam se encaixar no curr&iacute;culo escolar. O projeto tornou-se a <u>Cidade Escola Aprendiz</u>, institui&ccedil;&atilde;o localizada na Vila Madalena que experimenta, desenvolve e divulga o conceito de bairro-escola, estrat&eacute;gia que envolve cerca de 30 projetos diferentes focados em arte, cultura, educa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o, tecnologia e articula&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. O projeto vem influenciando iniciativas e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em todo o pa&iacute;s, e acabou disseminando seus conceitos para diversas outras ONGs, como a Casa do Zezinho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="/img/revistas/cci/n125/a06fig02.jpg"><img src="/img/revistas/cci/n125/a06fig02tumb.jpg" border="0">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Clique para ampliar</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"O bairro-escola prev&ecirc; a articula&ccedil;&atilde;o do que chamamos de comunidades educativas. A crian&ccedil;a passa por todo um processo formativo que envolve todos os espa&ccedil;os &agrave; sua volta e, para que isso aconte&ccedil;a, n&oacute;s promovemos processos de articula&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria que tenham como foco os potenciais da comunidade e, a partir dessa articula&ccedil;&atilde;o, buscamos conseguir melhores condi&ccedil;&otilde;es para o aprendizado e para a garantia dos direitos da crian&ccedil;a e do adolescente", explica Natacha Costa, diretora geral do Aprendiz. (leia tamb&eacute;m a <u>entrevista</u> concedida por Costa em 2010)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos dois exemplos, Casa do Zezinho e Aprendiz, a ideia &eacute; que a cidade, suas dificuldades e desafios possam realmente inspirar e gerar conhecimento, educa&ccedil;&atilde;o, arte e cidadania e zelar para que n&atilde;o apenas as crian&ccedil;as e aqueles diretamente ligados a elas possam se envolver, mas que toda a comunidade seja chamada a participar. Costa destaca que as crian&ccedil;as do Aprendiz come&ccedil;am com quatro anos de idade, participando de uma s&eacute;rie de atividades na institui&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m em outros espa&ccedil;os da comunidade, que oferecem atividades de circo e esportes, por exemplo, e ainda frequentam museus, teatros e cinemas do bairro e da regi&atilde;o. Todas as atividades s&atilde;o propostas e acompanhadas por atores da comunidade, como profissionais da educa&ccedil;&atilde;o e da sa&uacute;de, por exemplo, e tamb&eacute;m familiares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Viol&ecirc;ncia e cidadania</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os problemas e desafios impostos pelas cidades, est&atilde;o, cada vez mais presentes, a quest&atilde;o da viol&ecirc;ncia e do acesso aos direitos tidos como b&aacute;sicos pela sociedade, tais como educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, seguran&ccedil;a e desenvolvimento social. Nesse cen&aacute;rio, a atua&ccedil;&atilde;o de dois institutos tem se destacado em S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um deles &eacute; o <u>Instituto Zero a Seis</u> formado por cientistas, pesquisadores e estudiosos que acreditam que um mundo melhor come&ccedil;a com a tarefa de criar melhor nossas crian&ccedil;as. O instituto vem atuando desde 2006 na pesquisa e difus&atilde;o de conhecimentos relacionados &agrave; primeira inf&acirc;ncia. Fruto de uma demanda da Secretaria de Sa&uacute;de da cidade de S&atilde;o Paulo que, ap&oacute;s uma pesquisa, constatou que os altos &iacute;ndices de viol&ecirc;ncia do munic&iacute;pio estavam relacionados com a fam&iacute;lia e a forma com que elas vinham criando e educando suas crian&ccedil;as. O Zero a Seis procurou ent&atilde;o uma resposta para entender tcomo solucionar o problema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados podem ser conferidos nas diversas palestras e encontros promovidos pelo Zero a Seis e ainda nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas as quais vem tentando influenciar. Por meio de uma parceria com o governo federal, o instituto est&aacute; envolvido na cria&ccedil;&atilde;o de um Plano Nacional pela Primeira Inf&acirc;ncia, com o intuito de divulgar informa&ccedil;&otilde;es e garantir melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida e educa&ccedil;&atilde;o para essa fase t&atilde;o importante da vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Jo&atilde;o Augusto Figueir&oacute;, m&eacute;dico e psicoterapeuta do Hospital das Cl&iacute;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo (FMUSP), e presidente do Instituto Zero a Seis explica que a primeira inf&acirc;ncia &eacute; fundamental na forma&ccedil;&atilde;o da personalidade e da compreens&atilde;o de mundo que a crian&ccedil;a ir&aacute; desenvolver. Ele ressalta que a cidade na qual ela est&aacute; inserida acaba interferindo nesse processo. "A cultura &eacute; tudo aquilo que n&atilde;o &eacute; natureza, mas concebido e criado pelo ser humano. A cidade, como objeto cultural, com suas constru&ccedil;&otilde;es, gastronomia e vestu&aacute;rio acaba influindo muito nesse processo, para o bem e para o mal. Por isso &eacute; preciso ter uma conflu&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es e que todas as secretarias trabalhem em conjunto para garantir &agrave;s mais amplas parcelas da sociedade seus direitos como cidad&atilde;os," enfatiza Figueir&oacute;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <u>Instituto Rodrigo Mendes</u> &eacute; outra aposta interessante. Inicialmente criado com o intuito de levar a arte &agrave;s v&iacute;timas de acidentes ou pessoas com necessidades especiais o instituto cresceu e, hoje, al&eacute;m de capacitar professores e oferecer aulas de pintura e desenho, acabou se transformando em um dos mais atuantes atores na luta pela acessibilidade e na defesa de uma educa&ccedil;&atilde;o mais inclusiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rodrigo Mendes, seu fundador, foi atingido em um assalto aos 19 anos de idade, na porta de sua casa no Morumbi, ficando tetrapl&eacute;gico. Como forma de lidar com o tratamento e sua nova condi&ccedil;&atilde;o, se apegou &agrave; arte e decidiu criar o instituto para estender o benef&iacute;cio a outras pessoas em situa&ccedil;&atilde;o parecida. Em 2008, Mendes foi selecionado pelo F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial para integrar o comit&ecirc; de Jovens L&iacute;deres Globais, que re&uacute;ne pessoas de at&eacute; 40 anos que tenham realizado algum trabalho de impacto social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por conhecer as dificuldades e desafios de perto - foi um dos primeiros alunos da FGV e da USP a buscar acessibilidade - Mendes buscar&aacute; neste ano mapear iniciativas interessantes em todo o pa&iacute;s com o intuito de divulgar projetos de sucesso e, assim, incentivar a realiza&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias mais avan&ccedil;adas em termos de acessibilidade no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o. "Tudo come&ccedil;a com a ideia do direito universal &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, e a palavra conv&iacute;vio &eacute; fundamental para essa ideia de inclus&atilde;o. N&oacute;s avan&ccedil;amos bastante nos &uacute;ltimos 15 anos, tivemos conquistas relevantes em termos de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, iniciativas da sociedade civil, mas ainda temos muitos desafios, e &eacute; nesse sentido que esse mapeamento ter&aacute; um papel importante", ressalta Mendes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Articula&ccedil;&atilde;o: porque voc&ecirc; mora no planeta Terra!</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Esta semana eu assisti uma entrevista na televis&atilde;o, e achei muito interessante. O rep&oacute;rter perguntou para o entrevistado onde ele morava, e o senhor, um mineiro, respondeu: <i>- na Terra, uai!</i> Eu achei isso genial, porque resume todo o nosso pensamento e o nosso trabalho. N&oacute;s moramos no planeta Terra, todos n&oacute;s, ent&atilde;o todos n&oacute;s temos que nos importar com ele. N&atilde;o &eacute; s&oacute; o Estado, n&atilde;o s&atilde;o s&oacute; as ONGs, somos todos n&oacute;s", enfatiza Garroux, "a gente tem que sair um pouco da zona de conforto, voc&ecirc; n&atilde;o poder ter um porteiro por 10 anos e achar que isso est&aacute; certo, voc&ecirc; tem que incentivar essa pessoa para que ela se desenvolva, busque novos caminhos, novos conhecimentos", acentua.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">E, para atingir esses objetivos, &eacute; preciso articula&ccedil;&atilde;o. "As organiza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m que trabalhar de forma articulada, entre si, t&ecirc;m que poder fomentar o que chamamos de capital social e permitir que as redes locais criem, de fato, condi&ccedil;&otilde;es para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas e possam, principalmente, sustentar essa melhoria", enfatiza Costa. "Entendemos, no Aprendiz, que a ONG tem dois pap&eacute;is. Primeiro, de articular. N&atilde;o pode querer trabalhar sozinha, dar conta de tudo, porque nenhuma organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; capaz de dar conta do sujeito e isso ainda acaba criando um problema muito grave: a desresponsabiliza&ccedil;&atilde;o do Estado e &agrave;s vezes at&eacute; das fam&iacute;lias. E, segundo, de pautar pol&iacute;tica p&uacute;blica, de estar presente no debate p&uacute;blico porque &eacute; isso que garante o direito das pessoas de fato para que elas tenham acesso ao que lhes &eacute; de direito", conclui Costa.</font></p>      ]]></body>

</article>
