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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cidade do c&eacute;rebro aglutina conhecimento e cidadania fora do eixo Rio-S&atilde;o Paulo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&aacute;rcio Derbli</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Maca&iacute;ba, uma cidade na regi&atilde;o metropolitana de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Um corpo docente com 25 pesquisadores da &aacute;rea de neuroci&ecirc;ncias - do Brasil e do exterior - utilizando 25 laborat&oacute;rios com equipamentos de &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o numa &aacute;rea de 13 mil m 2, e um supercomputador com capacidade para operar 46 trilh&otilde;es de opera&ccedil;&otilde;es por segundo. Este ser&aacute; o "Campus do C&eacute;rebro", um instituto de pesquisa idealizado pelo professor Miguel Nicolelis, pesquisador brasileiro da Duke University.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A inaugura&ccedil;&atilde;o do campus n&atilde;o ser&aacute; o &uacute;ltimo passo do projeto, iniciado em 2003. A proposta &eacute; a continuidade com novas iniciativas educacionais, culturais e cient&iacute;ficas, culminando na constru&ccedil;&atilde;o de um parque tecnol&oacute;gico e cient&iacute;fico, a "Cidade do C&eacute;rebro". Na verdade, uma parte da "Cidade" pensada por Nicolelis j&aacute; est&aacute; em funcionamento, pois o projeto consiste de centros de pesquisa, de sa&uacute;de e escolas, como pude conhecer durante a reuni&atilde;o anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC), realizada em 2010, em Natal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O princ&iacute;pio do projeto, segundo o site da Associa&ccedil;&atilde;o Alberto Santos Dumont para Apoio &agrave; Pesquisa, a AASDAP, Organiza&ccedil;&atilde;o de Sociedade Civil de Interesse P&uacute;blico (Oscip) que administra os recursos das institui&ccedil;&otilde;es, &eacute; "usar a ci&ecirc;ncia para transformar a realidade de uma comunidade, de tal sorte a criar um n&uacute;cleo de autossustentabilidade". Segundo o professor Sidarta Ribeiro, chefe de laborat&oacute;rio do Instituto Internacional de Neuroci&ecirc;ncias de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), em Natal (RN), a escolha pela Oscip para o gerenciamento das atividades, se deve &agrave; agilidade na administra&ccedil;&atilde;o. "Isso nos beneficia para podermos manter o n&iacute;vel (de pesquisa), para comprar insumos, contratar pessoal. Possibilita-nos manter uma excel&ecirc;ncia", conta Ribeiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente est&atilde;o em funcionamento o IINN-ELS, um centro de pesquisa em neuroci&ecirc;ncia, o Centro de Sa&uacute;de Anita Garibaldi, em Maca&iacute;ba, duas unidades da Escola Alfredo J. Monteverde (uma em Natal e a outra em Maca&iacute;ba), al&eacute;m de um laborat&oacute;rio instalado no Hospital S&iacute;rio-Liban&ecirc;s, em S&atilde;o Paulo (SP).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar dos atrasos, o centro de pesquisa em Maca&iacute;ba, o "Campus do C&eacute;rebro", dever&aacute; ser inaugurado em 2012, segundo declara&ccedil;&otilde;es feitas &agrave; imprensa pelo professor Nicolelis, inclusive pelo seu microblog Twitter (@MiguelNicolelis). At&eacute; o momento, os investimentos em todo o projeto, incluindo o campus, superam os 100 milh&otilde;es de reais e, atingindo todas as etapas previstas, estima-se que alcan&ccedil;ar&atilde;o um bilh&atilde;o de reais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Constru&iacute;dos fora do eixo Rio -S&atilde;o Paulo, numa regi&atilde;o com baixo IDH (&Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano), a escolha do local se deu justamente pelo desejo de "contribuir com o processo de minimiza&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais e econ&ocirc;micas entre o nordeste e as regi&otilde;es mais desenvolvidas do sul do pa&iacute;s, descentralizando a produ&ccedil;&atilde;o e a dissemina&ccedil;&atilde;o do conhecimento, e tornando a educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica qualificada acess&iacute;vel &agrave;s crian&ccedil;as das escolas p&uacute;blicas do Rio Grande do Norte", conforme explica o site da institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em minha visita ao IINN-ELS e &agrave; Escola Alfredo J. Monteverde pude testemunhar a concretiza&ccedil;&atilde;o desse desejo, principalmente na escola. A unidade atende cerca de 600 alunos do ensino fundamental das escolas p&uacute;blicas de Natal por semana, no turno contr&aacute;rio &agrave; aula. Os estudantes frequentam a escola duas vezes por semana e escolhem entre as oficinas oferecidas: Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Rob&oacute;tica, Hist&oacute;ria, Qu&iacute;mica, Biologia, F&iacute;sica e Ci&ecirc;ncia e Arte. A atmosfera do local era de alegria. Quando cheguei &agrave; escola, alguns alunos tocavam instrumentos durante o intervalo entre as oficinas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ideia que norteia o funcionamento da escola segue os princ&iacute;pios de todo o projeto. "Nosso grande objetivo aqui &eacute; formar cidad&atilde;os por meio da educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica", resume Dora Montenegro, diretora de projetos e a&ccedil;&otilde;es sociais. E conta uma experi&ecirc;ncia que presenciou para descrever o que pretende. Um dos alunos foi questionado por uma equipe de TV, que fazia uma reportagem na escola, sobre o que ele mais gostava ali. "&Eacute; que aqui eu tenho voz, ningu&eacute;m me manda calar a boca", respondeu o aluno. A unidade da Escola em Maca&iacute;ba atende mais de 400 alunos. Todos s&atilde;o escolhidos por sorteio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir deste ano, dezoito alunos de ensino m&eacute;dio, selecionados entre os mais de 3 mil que j&aacute; frequentaram a escola, iniciar&atilde;o um programa de pr&eacute;-inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica no IINN-ELS, compartilhando suas experi&ecirc;ncias com os alunos que ainda frequentam a Alfredo J. Monteverde.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O projeto da "Cidade do C&eacute;rebro", conta ainda com o Centro de Sa&uacute;de Anita Garibaldi, que atende mulheres com gesta&ccedil;&atilde;o de alto risco e rec&eacute;m-nascidos em Maca&iacute;ba. N&atilde;o tive oportunidade de conhecer as instala&ccedil;&otilde;es, mas &eacute; poss&iacute;vel constatar a dimens&atilde;o global que o projeto carrega: o cuidado e o desenvolvimento da cidadania do ber&ccedil;o at&eacute; a forma&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Que venha o "Campus do C&eacute;rebro" e muitas outras conquistas.</font></p>      ]]></body>

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