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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Associa&ccedil;&otilde;es fortalecem editoras latino-americanas </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Flavia Nat&eacute;rcia</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Editoras universit&aacute;rias que sobrevivem apenas da comercializa&ccedil;&atilde;o dos livros e peri&oacute;dicos que publicam s&atilde;o raras, mesmo na rica Am&eacute;rica do Norte. "De acordo com nosso &uacute;ltimo question&aacute;rio anual, respondido por 63 das 100 editoras que podiam submeter seus dados, em m&eacute;dia 80% do retorno financeiro dessas saem das vendas. Outros 20% v&ecirc;m de subs&iacute;dios da universidade (8%), levantamento de fundos e doa&ccedil;&otilde;es (4%) e outras atividades (8%)", afirma Peter Givler, diretor-executivo da <a href="http://www.aaupnet.org/" target="_blank">Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Editoras Universit&aacute;rias</a> (AAUP). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Givler nega a exist&ecirc;ncia das tend&ecirc;ncias apontadas pelo colega Lindsay Waters, editor da <a href="http://www.hup.harvard.edu/" target="_blank">Harvard University Press</a>, de que estariam publicando grande quantidade de material irrelevante, tornando-se mais comerciais e cada vez mais voltadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de peri&oacute;dicos em vez de livros. Os 125 membros da AAUP publicam por ano algo em torno de 10 mil livros e mais de 700 peri&oacute;dicos, e t&ecirc;m ocupado um espa&ccedil;o crescente no mercado editorial universit&aacute;rio da Am&eacute;rica Latina. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Cl&aacute;udio Rama, ex-diretor do <a href="http://www.iesalc.unesco.org.ve/" target="_blank">Instituto Internacional da Unesco para a Educa&ccedil;&atilde;o Superior na Am&eacute;rica Latina e no Caribe</a> (Iesalc), enquanto boa parte das editoras comerciais latinas foi absorvida por grandes casas editoriais, sobretudo espanholas, a regi&atilde;o tem "ilhas" onde as editoras s&atilde;o assumidas pelas universidades como instrumentos importantes para seu pr&oacute;prio desenvolvimento, t&ecirc;m cat&aacute;logos de qualidade e usam de profissionalismo na gest&atilde;o de suas publica&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com estudos de caso feitos pelo <a href="http://www.cerlalc.org/" target="_blank">Centro Regional para o Fomento do Livro na Am&eacute;rica Latina e no Caribe</a> (Cerlalc) em parceria com o Iesalc, em 2006 havia 554 editoras universit&aacute;rias na Am&eacute;rica Latina e no Caribe, que representavam 5,3% do total de editoras e eram respons&aacute;veis por 10% das novidades publicadas. As experi&ecirc;ncias do M&eacute;xico, da Col&ocirc;mbia e do Brasil merecem destaque. "Diria que s&atilde;o pa&iacute;ses cujas editoras universit&aacute;rias, apesar das dist&acirc;ncias e temas de compatibilidade ou pol&iacute;tica, trataram de organizar ou fazer coisas por terem detectado a import&acirc;ncia de unir-se em associa&ccedil;&otilde;es", avalia Jaime Iv&aacute;n Hurtado Bonilla, gerente da <a href="http://www.lalibreriadelau.com/" target="_blank"> Libreria de la U</a> , portal de publica&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias, cient&iacute;ficas e culturais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"O caso da Col&ocirc;mbia, com a <a href="http://www.aseuc.org.co/" target="_blank">Associa&ccedil;&atilde;o de Editorias Universit&aacute;rias da Col&ocirc;mbia</a> (Aseuc), &eacute; destacado na regi&atilde;o, como tamb&eacute;m o que se faz no Brasil por meio da <a href="http://www.abeu.org.br/corpo.php" target="_blank">Associa&ccedil;&atilde;o de Editoras Universit&aacute;rias do Brasil</a> (Abeu) e no M&eacute;xico pela <a href="http://www.rednacionalaltexto.org/" target="_blank">Red Nacional Altexto</a> e suas iniciativas de conformar sua associa&ccedil;&atilde;o", diz Bonilla. A Abeu existe h&aacute; 20 anos e congrega 106 editoras; a Aseuc nasceu em 1990 e conta hoje com 39 universidades associadas; e a Red Nacional Altexto, criada em 2006, re&uacute;ne 32 institui&ccedil;&otilde;es. "Al&eacute;m da Aseuc, contribuiu para a melhoria da situa&ccedil;&atilde;o na Col&ocirc;mbia o compromisso das universidades com a cultura da editora e, naturalmente, nossos autores, os professores", acrescenta Juan Felipe C&oacute;rdoba, diretor do <a href="http://www.urosario.edu.co/FASE3/editorial/index.htm" target="_blank">Centro Editorial Universidade do Ros&aacute;rio</a> e presidente da Aseuc. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">C&oacute;rdoba ressalta a import&acirc;ncia da atua&ccedil;&atilde;o da Unesco na regi&atilde;o, por meio do Cerlalc e do Iesalc; e Bonilla destaca a Associa&ccedil;&atilde;o de Editoras Universit&aacute;rias da Am&eacute;rica Latina e Caribe (Eulac). E as editoras latinas tamb&eacute;m t&ecirc;m se beneficiado das novas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o. "A Universidade do Ros&aacute;rio publica cerca de 70 livros por ano. Usamos todos os mecanismos poss&iacute;veis - meios de comunica&ccedil;&atilde;o, nossos distribuidores Siglo del Hombre Editores (venda em livrarias), eventos acad&ecirc;micos, feiras de livros e a <a href="http://www.lalibreriadelau.com/" target="_blank">lalibreriadelau.com</a>. &Eacute; um trabalho permanente", diz C&oacute;rdoba. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Libreria de la U nasceu h&aacute; 4 anos e j&aacute; agrega 70 editoras e algo em torno de 15 mil t&iacute;tulos em todas as &aacute;reas do conhecimento. O portal recebe mais de 6 mil visitantes por dia. Seus livros foram enviados paratodos os continentes, inclusive a &Aacute;frica. "O crescimento impressionante que nosso portal teve nesses anos se deve n&atilde;o somente ao fato de que se trata de um site especializado, no qual se vendem livros online, mas tamb&eacute;m porque nos convertemos em aliados das universidades e outras institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e editoriais de tipo t&eacute;cnico", conta Bonilla. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para ele, as editoras europ&eacute;ias e norte-americanas t&ecirc;m claro o exerc&iacute;cio da comercializa&ccedil;&atilde;o, o que se reflete na consolida&ccedil;&atilde;o de selos editoriais fortes que, inclusive, colaboram para o fortalecimento e o posicionamento permanente das universidades. "Mas &eacute; preciso lembrar, aqui, que h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre o investimento que se faz na pesquisa e a publica&ccedil;&atilde;o que deriva desta - uma rela&ccedil;&atilde;o definitiva, sobre a qual se pode fazer toda uma disserta&ccedil;&atilde;o", pondera. Em compara&ccedil;&atilde;o, "na Am&eacute;rica Latina costumamos ser mais rom&acirc;nticos ou, provavelmente, demasiado centrados no acad&ecirc;mico e menos no administrativo; em alguns casos, n&atilde;o muito competentes para liderar projetos editoriais de alto n&iacute;vel", conclui. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na regi&atilde;o, as dificuldades a serem enfrentadas s&atilde;o muitas. Os estudos de caso nacionais feitos pelos &oacute;rg&atilde;os da Unesco indicam que a maioria das institui&ccedil;&otilde;es padece da aus&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas de comercializa&ccedil;&atilde;o, do desenvolvimento de cat&aacute;logos sem uma exaustiva an&aacute;lise dos mercados para essas publica&ccedil;&otilde;es, da falta de mecanismos de gerenciamento aut&ocirc;nomos e profissionais, da subordina&ccedil;&atilde;o das ger&ecirc;ncias a sistemas burocr&aacute;ticos de autoriza&ccedil;&atilde;o, da car&ecirc;ncia de flexibilidade administrativa e financeira e de uma quase nula exist&ecirc;ncia de mecanismos e modalidades de distribui&ccedil;&atilde;o e de funcionamento nos sistemas de comercializa&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo assim, est&aacute; em discuss&atilde;o a forma&ccedil;&atilde;o de um Mercado Comum do Livro Universit&aacute;rio na Am&eacute;rica Latina, com mecanismos para eliminar os obst&aacute;culos &agrave; circula&ccedil;&atilde;o de obras t&eacute;cnicas e liter&aacute;rias, bem como dos peri&oacute;dicos, como as taxas consulares, as autoriza&ccedil;&otilde;es para importa&ccedil;&atilde;o e a exig&ecirc;ncia de dep&oacute;sitos pr&eacute;vios. </font></p>      ]]></body>

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