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    <p align="right"><font face="verdana" size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="4"><b>Medicina de viagem e a import&acirc;ncia no
  controle de epidemias</b></font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2"><b>Marta Helo&iacute;sa Lopes; Karina Takesaki
  Miyaji</b></font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">A medicina de viagem surgiu nos pa&iacute;ses desenvolvidos em
  raz&atilde;o do adoecimento de indiv&iacute;duos que se deslocavam para &aacute;reas em
  desenvolvimento. Era preciso, no retorno desses viajantes, saber
  diagnosticar e tratar n&atilde;o s&oacute; os casos de diarreia, como tamb&eacute;m as doen&ccedil;as
  ex&oacute;ticas e raras desses pa&iacute;ses, tais como mal&aacute;ria, febre amarela,
  encefalite japonesa, entre outras. Em decorr&ecirc;ncia dessa caracter&iacute;stica
  inicial estava pr&oacute;xima da chamada medicina tropical, &aacute;rea do conhecimento
  de muitas dessas doen&ccedil;as que acometiam os viajantes que se dirigiam para
  &aacute;reas em desenvolvimento do mundo.</font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Na segunda metade do s&eacute;culo XX, a medicina de viagem se
  consolida, impulsionada pelo grande aumento dos deslocamentos humanos, em
  raz&atilde;o do aprimoramento t&eacute;cnico dos meios de transporte e amplia&ccedil;&atilde;o das
  condi&ccedil;&otilde;es de acesso aos mesmos. Essa consolida&ccedil;&atilde;o se deu por meio de
  publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas voltadas para o tema e da cria&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es
  nacionais e internacionais, congregando os interessados no assunto.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Passa a ficar claro que esse novo campo de interesse da
  medicina n&atilde;o se restringia ao estudo das doen&ccedil;as que acometiam os viajantes
  que se deslocavam de &aacute;reas desenvolvidas para &aacute;reas em desenvolvimento.
  Novos enfoques, al&eacute;m das doen&ccedil;as infectocontagiosas, passaram a ser
  percebidos, como, por exemplo, os dist&uacute;rbios de coagula&ccedil;&atilde;o que podem
  ocorrer em viagens de longa dist&acirc;ncia ou as necessidades de orienta&ccedil;&otilde;es
  especiais para viajantes que se dirigem a regi&otilde;es com diferentes
  condi&ccedil;&otilde;es de press&atilde;o atmosf&eacute;rica.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">A pr&aacute;tica da medicina de viagem se dissemina pelo mundo e
  desde o final do s&eacute;culo XX est&aacute; presente na Am&eacute;rica Latina, inclusive no
  Brasil. O primeiro servi&ccedil;o brasileiro especializado no atendimento de
  viajantes surgiu em 1997 &#8211; o Centro de Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de para
  Viajantes (Cives) &#8211; criado pelo Departamento de Medicina Preventiva
  da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro 1. No
  in&iacute;cio dos anos 2000 s&atilde;o criados os dois primeiros servi&ccedil;os de medicina
  de viagem do estado de S&atilde;o Paulo. Primeiramente no Instituto de
  Infectologia Em&iacute;lio Ribas e, em seguida, no Hospital das Cl&iacute;nicas da
  Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">A import&acirc;ncia desse novo campo da medicina fica vez mais
  evidente quando se analisa alguns recentes agravos &agrave; sa&uacute;de humana. Em
  fins de 2002 e 2003 uma doen&ccedil;a respirat&oacute;ria grave, posteriormente
  identificada como causada por um coronav&iacute;rus, se disseminou a partir da
  &Aacute;sia, atingindo o Canad&aacute; em curto espa&ccedil;o de tempo 2. O deslocamento de
  indiv&iacute;duos, ou seja, viajantes, na dissemina&ccedil;&atilde;o desta s&iacute;ndrome
  respirat&oacute;ria aguda grave conhecida pela sigla em ingl&ecirc;s SARS, foi
  fundamental. Para conten&ccedil;&atilde;o da epidemia, entre outras medidas, foram
  adotadas restri&ccedil;&otilde;es de viagem a locais onde estavam ocorrendo casos.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">A transmiss&atilde;o do sarampo &eacute; outro exemplo da import&acirc;ncia da
  medicina de viagem. S&oacute; que agora a situa&ccedil;&atilde;o se inverte: s&atilde;o pa&iacute;ses em
  desenvolvimento que temem a reintrodu&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus, trazido por viajantes
  provenientes de pa&iacute;ses desenvolvidos. Em 2013 houve expressiva circula&ccedil;&atilde;o
  do v&iacute;rus do sarampo na Alemanha, It&aacute;lia, Reino Unido, Holanda e Rom&ecirc;nia
  3. No Brasil, desde o in&iacute;cio dos anos 2000, n&atilde;o eram registrados casos
  aut&oacute;ctones de sarampo, s&oacute; casos espor&aacute;dicos em viajantes. Em 2013, foram
  notificados v&aacute;rios casos principalmente em Pernambuco. Em 2014 v&ecirc;m
  ocorrendo casos predominantemente no Cear&aacute; 4, ambos estados com grande
  fluxo de turistas. Atualmente, com a ocorr&ecirc;ncia dos casos de ebola, a
  import&acirc;ncia do viajante como disseminador da doen&ccedil;a fica evidente.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">A medicina de viagem n&atilde;o se limita ao diagn&oacute;stico e
  tratamento de "doen&ccedil;as ex&oacute;ticas". Um de seus aspectos mais importantes &eacute;
  a preven&ccedil;&atilde;o de agravos &agrave; sa&uacute;de do viajante. Por isso a import&acirc;ncia das
  consultas de orienta&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-viagem, em que se enfoca principalmente a
  preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as transmitidas por &aacute;gua e alimentos, de doen&ccedil;as
  transmitidas por vetores, de acidentes causados por animais, de doen&ccedil;as
  sexualmente transmiss&iacute;veis, al&eacute;m de cuidados em viagens de longa dura&ccedil;&atilde;o
  e aspectos relacionados &agrave; seguran&ccedil;a nos locais de destino. Nessa
  orienta&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-viagem as imuniza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m papel de relev&acirc;ncia.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">A imuniza&ccedil;&atilde;o do viajante tem dois importantes objetivos:
  prote&ccedil;&atilde;o individual e prote&ccedil;&atilde;o coletiva, impedindo que ele seja fonte de
  introdu&ccedil;&atilde;o ou reintrodu&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as previn&iacute;veis por vacinas. Os
  viajantes devem estar com as vacinas de rotina, indicadas para sua faixa
  et&aacute;ria, atualizadas. Al&eacute;m disso, dependendo do local de destino, das
  condi&ccedil;&otilde;es e dura&ccedil;&atilde;o da viagem, do tipo de alojamento e das condi&ccedil;&otilde;es de
  sa&uacute;de, vacinas adicionais podem ser indicadas. Quando, frequentemente,
  viajantes interrogam &#8211; "vou para tal lugar, que vacina devo tomar?"
  &#8211; esclarecemos que n&atilde;o s&oacute; o local de destino, mas todas as
  situa&ccedil;&otilde;es anteriormente citadas devem ser consideradas. Sendo assim,
  viajantes que se dirigem para um mesmo local podem ter diferentes
  indica&ccedil;&otilde;es de vacina&ccedil;&atilde;o, dependendo das condi&ccedil;&otilde;es da viagem e do
  indiv&iacute;duo. Algumas vacinas s&atilde;o administradas em esquemas de mais de uma
  dose, da&iacute; a import&acirc;ncia da consulta de orienta&ccedil;&atilde;o com anteced&ecirc;ncia.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">O atendimento ao viajante que retorna com sinais e sintomas
  de doen&ccedil;a, al&eacute;m de diagnosticar e tratar o indiv&iacute;duo, &eacute; importante, em
  termos de sa&uacute;de p&uacute;blica, como instrumento de vigil&acirc;ncia da introdu&ccedil;&atilde;o de
  agravos na regi&atilde;o. Os primeiros casos importados de infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus
  chi kungunya ocorreram em viajantes europeus, e o primeiro caso de
  transmiss&atilde;o aut&oacute;ctone em regi&atilde;o de clima temperado ocorreu em 2007, na
  It&aacute;lia, a partir de caso &iacute;ndice proveniente da &Iacute;ndia 5. Chaves e
  colaboradores 6, em 2012, ao descreverem dois casos em brasileiros, j&aacute;
  chamavam a aten&ccedil;&atilde;o para os viajantes como sentinela da febre de
  chikungunya no Brasil. Recentemente, os primeiros casos aut&oacute;ctones de
  febre de chikungunya t&ecirc;m sido diagnosticados no Brasil.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Outro aspecto importante para ser salientado &eacute; que viajante
  &eacute; todo indiv&iacute;duo que se desloca, em viagens de turismo, nacional ou
  internacional, em visita &agrave; casa de parentes, em viagem de trabalho e em
  deslocamentos condicionados por circunst&acirc;ncias adversas, como no caso de
  refugiados.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Em tese de doutorado, defendida em 2014, T&acirc;nia Chaves 7
  escreve: "A medicina de viagem, nova especialidade multidisciplinar, surgiu
  em resposta ao crescente e r&aacute;pido deslocamento populacional que vem sendo
  observado em todo mundo. Esta nova &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica pode ser
  sentinela de agravos disseminados por viajantes, de import&acirc;ncia em sa&uacute;de
  p&uacute;blica. Contextualizar sua pr&aacute;tica em pa&iacute;ses em desenvolvimento ainda &eacute;
  um desafio".</font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Os servi&ccedil;os brasileiros de medicina de viagem,
  particularmente os servi&ccedil;os p&uacute;blicos, ligados a institui&ccedil;&otilde;es de ensino,
  t&ecirc;m um papel importante na divulga&ccedil;&atilde;o e na consolida&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es &agrave; sa&uacute;de
  do viajante, e podem contribuir para o estabelecimento de diretrizes em
  pol&iacute;ticas de sa&uacute;de p&uacute;blica na &aacute;rea de medicina de viagem.</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1.
  Igreja, R.P. " Travel medicine: a new field of work for the specialistin
  infectious and parasitic diseases".&nbsp;<i>Rev Soc Bras Med Trop</i>.
  2003;36(4):539-40.    </font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">2.
  McIntosh K. &amp; Perlman S. "Coronaviruses, including severe acute
  respiratory syndrome (SARS)-associated coronavirus". In: Mandell,
  Douglas, and Bennett&rsquo;s&nbsp;<i>Principles and practice of infectious
    diseases</i>. Seventh edition. Elsevier. Philadelphia, USA;
  2010.p.2187-2199.</font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3.
  ECDC: "Measles and rubella monitoring report". October,
  2013 (07 Jan 2014) Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<b>ecdc.europa.eu</b></font><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. CVE. SESSP. Dispon&iacute;vel em: <a href="ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/RESP/2014/SARAMPO14_ALERTA25fev.pdf" target="_blank">ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/RESP/2014/SARAMPO14_ALERTA25fev.pdf</a></font><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5.
  Chen, L.H.; Wilson, M.E. "Dengue and chikungunya infections in
  travelers".&nbsp;<i>Curr Opin Infect Dis</i>. 2010, 23:438-444.    </font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6.
  Chaves, T.S.S.; Pellini, A.C.G.; Mascheretti, M.; Jahnel, M.T.; Ribeiro,
  A.F.; Rodrigues, S.G.; Vasconcelos, P.F.; Boulos, M. " Travelers as
  sentinels for chikungunya fever"<i>.Emerg Infect Dis</i>&nbsp;2012,
  18(3):529-30.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Chaves, T.S.S. " A participa&ccedil;&atilde;o de um
  servi&ccedil;o p&uacute;blico na aten&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es &agrave; sa&uacute;de do viajante
  no Brasil". Tese de doutorado apresentada &agrave; Faculdade de Medicina da
  Universidade de S&atilde;o Paulo. 2014.    </font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2"><b><i>Marta Heloisa Lopes</i></b><i>&nbsp;&eacute;
  professora associada do Departamento de Mol&eacute;stias Infecciosas e
  Parasit&aacute;rias da Faculdade de Medicina da USP</i></font>    <br>
  <font face="verdana" size="2"><b><i>Karina Takesaki Miyaji</i></b><i>&nbsp;&eacute;
    m&eacute;dica respons&aacute;vel pelo Ambulat&oacute;rio dos Viajantes do Hospital das
    Cl&iacute;nicas da Faculdade de Medicina da USP</i></font></p>
     ]]></body>
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