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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Teoria do Flow, pesquisa e aplicações]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ 
    <p align="right"><font face="verdana" size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>
    <p><font face="verdana" size="4"><b>Teoria do Flow, pesquisa e aplica&ccedil;&otilde;es</b></font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2"><b>Mihaly Csikszentmihalyi&nbsp;</b></font>    <br>
  <font face="verdana" size="2"><b>Tradu&ccedil;&atilde;o Marina Gomes</b></font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">A Teoria do Flow (fluxo) emergiu de mais de trinta
  anos de reflex&atilde;o sobre os resultados das investiga&ccedil;&otilde;es sobre o que faz
  com que algumas experi&ecirc;ncias sejam muito gratificantes para as pessoas
  que elas as fariam mesmo sem nenhuma expectativa de ganho ou recompensa
  externa. Artistas, m&uacute;sicos, atletas e pessoas comuns que muitas vezes
  gastam grande quantidade de tempo e energia fazendo coisas que consomem
  muito tempo e, por vezes, at&eacute; mesmo muito arriscadas, sem nenhuma das
  recompensas que se diz serem necess&aacute;rias para motivar o comportamento.
  Como isso pode acontecer? Esta foi a pergunta que fiz no in&iacute;cio da
  pesquisa de flow no final dos anos 1960.</font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">O que
  eu conclu&iacute; pode ser resumido em poucas e curtas declara&ccedil;&otilde;es. Em primeiro
  lugar, reconhecendo que o comportamento humano deriva sua motiva&ccedil;&atilde;o de
  muitas fontes. A psicologia identificou h&aacute; muito tempo muitas delas:
  necessidades fisiol&oacute;gicas e seus derivados, a necessidade de seguran&ccedil;a,
  auto-estima, autonomia, e assim por diante. Mas tem, em geral, ignorado
  um segmento importante dos motivos: aqueles que produzem recompensas que
  surgem por causa da intera&ccedil;&atilde;o efetiva da pessoa com o meio ambiente.
  Estas recompensas s&atilde;o o que eu chamo de experi&ecirc;ncia de fluxo (flow
  experience).Pessoas saud&aacute;veis, as quais sua sobreviv&ecirc;ncia e outras
  necessidades prementes est&atilde;o satisfeitas, s&atilde;o motivadas a explorar,
  aprender e desenvolver suas habilidades de forma a interagir mais
  eficazmente com o meio ambiente. Quando envolvidas em tal processo, as
  pessoas gostam do que est&atilde;o fazendo, e buscam a experi&ecirc;ncia para seu
  pr&oacute;prio bem; o crescimento torna-se a pr&oacute;pria recompensa. Esse
  engajamento agrad&aacute;vel &eacute; o que chamamos de flow.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Obviamente
  isso n&atilde;o &eacute; uma ideia nova. Desde Arist&oacute;teles os pensadores reconhecem que
  o desenvolvimento e a utiliza&ccedil;&atilde;o de potencialidades &eacute; um dos aspectos
  mais gratificantes da vida. Entre psic&oacute;logos americanos modernos, Abraham
  Maslow foi um dos defensores mais eloquentes dessa perspectiva: seu
  conceito de autorrealiza&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante semelhante ao de flow. No entanto,
  apesar do pedigree, este conceito n&atilde;o foi reconhecido pela psicologia
  acad&ecirc;mica &#8211; provavelmente por causa das dificuldades inerentes &agrave;
  mensura&ccedil;&atilde;o do que &eacute;, por natureza, uma experi&ecirc;ncia subjetiva
  indescrit&iacute;vel. A fim de tornar o fen&ocirc;meno do flow mensur&aacute;vel e, portanto,
  aceit&aacute;vel para a ci&ecirc;ncia, comecei a pesquisar suas manifesta&ccedil;&otilde;es.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Mas por
  que &eacute; importante entender esse fen&ocirc;meno? A resposta mais breve &eacute; que
  seria uma vergonha se os psic&oacute;logos continuassem a ignorar um dos
  principais caminhos para a felicidade humana. Al&eacute;m disso, se n&atilde;o levamos
  a s&eacute;rio o flow, uma s&eacute;rie de patologias s&atilde;o mais propensas a surgirem e
  se espalhar. Quando as pessoas s&atilde;o impedidas de experimentar o flow, seja
  por raz&otilde;es end&oacute;genas (por exemplo, fadiga, ignor&acirc;ncia ou falta de
  habilidades), ou ex&oacute;genas (falta de oportunidades, opress&atilde;o pol&iacute;tica),
  seu amor &agrave; vida diminui, e s&atilde;o mais propensos a se envolver em
  comportamentos destrutivos para si ou para os outros. Do ponto de vista
  do flow, uma boa vida &eacute; caracterizada pela absor&ccedil;&atilde;o completa no que se
  faz.</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="3"><b>Experi&ecirc;ncia
  "&oacute;tima" e seu papel no desenvolvimento</b></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Ao
  estudar o processo criativo na d&eacute;cada de 1960 (Getzels &amp;
  Csikszentmihalyi, 1976), observei que quando o trabalho em uma pintura
  estava indo bem, o artista persistia obstinadamente, desconsiderando
  fome, fadiga e desconforto &#8211; e perdia o interesse na tela pintada
  uma vez terminado o trabalho. A pesquisa do flow e a teoria tiveram
  origem em um desejo de compreender esse fen&ocirc;meno de
  motiva&ccedil;&atilde;o&nbsp;intr&iacute;nseca, ou autot&eacute;lico, atividade gratificante em si
  mesma (auto = pr&oacute;prio, telos = objetivo), independentemente de
  recompensas extr&iacute;nsecas que possam resultar da atividade.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Pesquisas
  significativas foram realizadas anteriormente sobre a motiva&ccedil;&atilde;o
  intr&iacute;nseca (Deci &amp; Ryan, 1985). No entanto, nenhuma pesquisa emp&iacute;rica
  sistem&aacute;tica havia sido realizada para esclarecer a fenomenologia
  subjetiva da atividade intrinsecamente motivada. Comecei a investigar a
  natureza e as condi&ccedil;&otilde;es de frui&ccedil;&atilde;o por meio de entrevistas com jogadores
  de xadrez, alpinistas, dan&ccedil;arinos e outros que enfatizaram o prazer como
  o principal motivo para exercer uma atividade (Csikszentmihalyi
  1975/2000). Cheguei &agrave; conclus&atilde;o de que as condi&ccedil;&otilde;es para o flow incluem:</font></p>
    <blockquote>
      <p><font face="verdana" size="2">&bull;
    encontrar desafios ou oportunidades para a a&ccedil;&atilde;o que estendam, mas n&atilde;o
    excedam excessivamente as habilidades existentes;</font></p>
      <p><font face="verdana" size="2">&bull; ter
    objetivos claros&nbsp;pr&oacute;ximos&nbsp;e feedback imediato sobre os
    progressos realizados.</font></p>
</blockquote>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Sob
  essas condi&ccedil;&otilde;es, a experi&ecirc;ncia se desenrola perfeitamente a cada momento
  e entra-se num estado subjetivo com as seguintes caracter&iacute;sticas:</font></p>
    <blockquote>
      <p><font face="verdana" size="2">&bull;
    concentra&ccedil;&atilde;o intensa e focada no momento presente;</font></p>
      <p><font face="verdana" size="2">&bull; fus&atilde;o
    entre a&ccedil;&atilde;o e consci&ecirc;ncia;</font></p>
      <p><font face="verdana" size="2">&bull; perda
    de auto-consci&ecirc;ncia reflexiva (ou seja, perda de consci&ecirc;ncia de si mesmo
    como um ator social);</font></p>
      <p><font face="verdana" size="2">&bull;
    sensa&ccedil;&atilde;o de que se est&aacute; no controle de suas a&ccedil;&otilde;es; isto &eacute;, uma sensa&ccedil;&atilde;o
    de que se pode, em princ&iacute;pio, lidar com a situa&ccedil;&atilde;o porque sabe como
    responder a tudo o que pode acontecer;</font></p>
      <p><font face="verdana" size="2">&bull;
    distor&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia temporal (tipicamente a sensa&ccedil;&atilde;o de que o tempo
    passou mais r&aacute;pido do que o normal);</font></p>
      <p><font face="verdana" size="2">&bull;
    experi&ecirc;ncia da atividade como intrinsecamente gratificante, de tal forma
    que muitas vezes o objetivo final &eacute; apenas uma desculpa para o processo.</font></p>
</blockquote>
    <p><font face="verdana" size="2">Posteriormente
  verificou-se que esta fenomenologia &eacute; notavelmente semelhante em
  diferentes contextos de lazer e trabalho, independentemente da cultura,
  idade, g&ecirc;nero e diferen&ccedil;a de classe.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Quando
  em fluxo, o indiv&iacute;duo opera em plena capacidade (Charms, 1968; Deci,
  1975). O estado &eacute; de equil&iacute;brio din&acirc;mico. Entrar no flow depende do
  estabelecimento de um equil&iacute;brio entre as capacidades de a&ccedil;&atilde;o percebidas
  e oportunidades de a&ccedil;&atilde;o (Berlyne, 1960; Hunt, 1965). O equil&iacute;brio &eacute;
  fr&aacute;gil. Se o desafio ultrapassar as habilidades, torna-se alerta e
  ansioso; se as habilidades excedem os desafios, vem o relaxamento e, eventualmente,
  o t&eacute;dio. Uma representa&ccedil;&atilde;o visual do panorama mostra a qualidade da
  experi&ecirc;ncia como uma fun&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o percebida entre desafios e
  habilidades. Mudan&ccedil;as no estado subjetivo fornecem feedback sobre a
  evolu&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es com o meio ambiente. Ansiedade ou t&eacute;dio pressionam
  a pessoa a ajustar seu n&iacute;vel de habilidade e/ou desafio, a fim de escapar
  do estado aversivo e reinserir o flow.</font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p align="center"><img src="/img/revistas/cci/n161/a10fig01.jpg" width="575" height="377"></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">A
  avalia&ccedil;&atilde;o original do estado de flow se provou robusta. A experi&ecirc;ncia &eacute;
  relatada em termos semelhantes em todas as linhas de classe, g&ecirc;nero e
  idade, bem como em todas as culturas (Asakawa, 2004; Delle Fave &amp;
  Massimini, 2004) e diferentes tipos de atividade.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">A
  pesquisa teve seguimento ao longo dos anos 1980 e 1990 nos laborat&oacute;rios
  da Csikszentmihalyi em Chicago e colegas em Mil&atilde;o, It&aacute;lia
  (Csikszentmihalyi &amp; Csikszentmihalyi, 1988; Inghilleri, 1999;
  Massimini, Csikszentmihalyi &amp; Carli, 1987; Massimini &amp; Delle
  Fave, 2000). Ela rendeu v&aacute;rios refinamentos do modelo de estados
  vivenciais e din&acirc;micas em que o conceito de flow &eacute; incorporado.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">O
  conceito de flow tem sido utilizado por pesquisadores que estudam a
  experi&ecirc;ncia ideal (optimal experience&nbsp;&#8211; por
  exemplo: lazer, jogo, esportes, arte, motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca) e por
  profissionais que abordam contextos em que o incentivo da experi&ecirc;ncia
  positiva &eacute; especialmente importante (em particular, a educa&ccedil;&atilde;o formal em
  todos os n&iacute;veis). Al&eacute;m disso, o conceito tem tido crescente impacto fora
  da academia, em &aacute;reas como cultura popular, desporto profissional e
  empresariado.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Inicialmente,
  o trabalho sobre o flow foi assimilado pela psicologia, principalmente
  dentro da tradi&ccedil;&atilde;o human&iacute;stica de Maslow e Rogers (McAdams, 1990) ou como
  parte da literatura emp&iacute;rica sobre motiva&ccedil;&atilde;o e interesse intr&iacute;nseco (por
  exemplo, Deci &amp; Ryan, 1985; Renninger, Hidi, e Krapp, 1992). Nos
  &uacute;ltimos anos, um modelo de indiv&iacute;duo como um organismo de autorregula&ccedil;&atilde;o
  que interage com o meio tornou-se cada vez mais importante em psicologia;
  e &eacute; altamente compat&iacute;vel com o modelo de funcionamento e desenvolvimento
  psicol&oacute;gico associado ao conceito de flow (Csikszentmihalyi &amp;
  Rathunde, 1998; Inghilleri, 1999).</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Uma vez
  que a experi&ecirc;ncia do flow &eacute; moldada tanto pela pessoa quanto pelo
  ambiente, envolve motiva&ccedil;&atilde;o emergente num sistema aberto
  (Csikszentmihalyi, 1985): o que acontece em qualquer momento &eacute; sens&iacute;vel
  ao que aconteceu imediatamente antes, em vez de ser ditada por uma
  estrutura intencional pr&eacute;-existente dentro da pessoa (por exemplo, um
  tra&ccedil;o, uma peculiaridade) ou ambiente (por exemplo, um papel ou script). A
  motiva&ccedil;&atilde;o &eacute; emergente no sentido de que as pr&oacute;ximas metas surgem da
  intera&ccedil;&atilde;o. A seguir introduzo a no&ccedil;&atilde;o de metas emergentes de longo prazo,
  tais como novos interesses.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Esportes,
  jogos e outras atividades fornecem estruturas de metas e feedback que
  fazem o flow mais prov&aacute;vel. Mas pode-se encontr&aacute;-lo em praticamente
  qualquer atividade, seja trabalhando em uma caixa registradora, passando
  roupas ou dirigindo um carro. &Eacute; a subjetividade de desafios e
  habilidades, n&atilde;o uma objetividade, que influencia a qualidade da
  experi&ecirc;ncia de uma pessoa. Da mesma forma, algu&eacute;m que esteja envolvido em
  uma atividade de flow pode n&atilde;o entrar nesse estado se distra&ccedil;&otilde;es ou
  desafios excessivos interrompem a experi&ecirc;ncia. Por exemplo, Abuhamdeh
  (2007) constatou que, embora em muitas atividades escolares o prazer seja
  maior quando os alunos relatam um balan&ccedil;o entre desafios e habilidades,
  quando chegam as provas eles gostam de ter mais habilidades do que
  desafios.</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="3"><b>Flow, complexidade
  e desenvolvimento</b></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Quando
  a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; completamente absorvida pela tarefa executada, o indiv&iacute;duo
  alcan&ccedil;a um estado ordenado da consci&ecirc;ncia (ver Nakamura &amp;
  Csikszentmihalyi, 2002, para uma discuss&atilde;o mais completa das rela&ccedil;&otilde;es
  entre processos de aten&ccedil;&atilde;o e flow). Pensamentos, sentimentos, desejos e
  a&ccedil;&otilde;es est&atilde;o em harmonia. A experi&ecirc;ncia subjetiva &eacute; tanto diferenciada
  quanto integrada, qualidades que definem um fen&ocirc;meno complexo.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">A no&ccedil;&atilde;o
  de complexidade se aplica num segundo sentido. O estado flow &eacute;
  intrinsecamente gratificante e leva o indiv&iacute;duo a procurar replicar as
  experi&ecirc;ncias; isto introduz um mecanismo seletivo no funcionamento
  psicol&oacute;gico que promove o crescimento (Massimini &amp; Delle Fave, 2000).
  Quando as pessoas a dominam os desafios de uma atividade, elas
  desenvolvem um maior n&iacute;vel de habilidade e a atividade deixa de ser t&atilde;o
  envolvente como era antes. Para continuar experimentando o flow, elas
  buscam se envolver em desafios cada vez mais complexos. O n&iacute;vel &oacute;timo de
  desafio &eacute; o que amplia as habilidades existentes (Vygotsky, 1978),
  resultando em capacidades mais complexas para a a&ccedil;&atilde;o. Este fator
  distingue o modelo de flow de teorias que definem o desafio &oacute;timo em
  termos de um ponto de equil&iacute;brio homeost&aacute;tico a ser retomado, ou um n&iacute;vel
  m&aacute;ximo de desafio a ser alcan&ccedil;ado (Moneta &amp; Csikszentmihalyi, 1996).
  A atividade do flow fornece um sistema graduado de desafios, capazes de
  continuamente acomodar a satisfa&ccedil;&atilde;o e o aprofundamento de uma pessoa
  conforme suas habilidades aumentam.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Um
  grande contribui&ccedil;&atilde;o de Fausto Massimini e sua escola em Mil&atilde;o foi
  perceber o papel do flow na evolu&ccedil;&atilde;o da cultura. Ele e seus alunos t&ecirc;m
  argumentado que as tecnologias, artes, ci&ecirc;ncia e estilos de
  vida&nbsp;evolu&iacute;ram&nbsp;em grande parte porque fornecem o flow para
  aqueles que inventam e utilizam materiais ou artefatos simb&oacute;licos que
  constituem a cultura. Religi&otilde;es, sistemas pol&iacute;ticos, eletrodom&eacute;sticos e
  teorias cient&iacute;ficas que n&atilde;o s&atilde;o agrad&aacute;veis s&atilde;o mais facilmente esquecidos
  e caem em desuso mais facilmente do que aqueles que s&atilde;o agrad&aacute;veis
  (Massimini, Csikszentmihalyi &amp; Delle Fave, 1988; Inghilleri, 1999).</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="3"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">A
  pesquisa sobre flow contribui para o conhecimento em v&aacute;rios temas que s&atilde;o
  de import&acirc;ncia central para a psicologia positiva. Em primeiro lugar,
  ilumina a fenomenologia da experi&ecirc;ncia &oacute;tima, respondendo &agrave; pergunta: O
  que &eacute; viver plenamente, estar completamente envolvido no momento? Al&eacute;m
  disso, essa linha de pesquisa tenta desvendar as condi&ccedil;&otilde;es que atuam como
  obst&aacute;culos ou facilitadores para a experi&ecirc;ncia &oacute;tima, com especial
  destaque para as institui&ccedil;&otilde;es mais importantes como fam&iacute;lia, escolas e
  locais de trabalho. Embora pare&ccedil;a claro que o flow sirva como um tamp&atilde;o
  contra as adversidades e impe&ccedil;a patologias, sua contribui&ccedil;&atilde;o mais
  importante para a qualidade de vida consiste em dotar de valor a
  experi&ecirc;ncia moment&acirc;nea, contribuindo para a evolu&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia e da
  cultura.</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Abuhamdeh,
  S.(2007).&nbsp;Enjoying Challenge: A contribution to understanding
  intrinsic motivation.&nbsp;PhD Dissertation, The University of
  Chicago.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Asakawa, K.
  (2004). "Flow experience and autotelic personality in Japanese
  college students: How do they experience challenges in daily
  life?".&nbsp;Journal of Happiness Studies,&nbsp;5&nbsp;(2),
  123-154.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Berlyne, D.
  (1960).&nbsp;Conflict, arousal, and curiosity. New York:
  McGraw-Hill.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Csikszentmihalyi,
  M. (1985). "Emergent motivation and the evolution of the self".&nbsp;Advances
  in motivation and achievement,&nbsp;4, 93-119.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Csikszentmihalyi,
  M. (1997).&nbsp;Finding flow.&nbsp;New York: Basic.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Csikszentmihalyi,
  M. (2000).&nbsp;Beyond boredom and anxiety. San Francisco:
  Jossey-Bass. (Originally published 1975)</font><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Csikszentmihalyi,
  M., &amp; Csikszentmihalyi, I. (Eds.). (1988).&nbsp;Optimal
  experience. Cambridge: Cambridge University Press.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Csikszentmihalyi,
  M., &amp; Nakamura, J . (2007).&nbsp;Psychological capital&nbsp;.
  Manuscript in preparation.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Csikszentmihalyi,
  M., &amp; Rathunde, K. (1993). The measurement of flow in everyday life.&nbsp;Nebraska
  Symposium on Motivation,&nbsp;40, 57-97.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">de Charms, R.
  (1968).&nbsp;Personal causation. New York: Academic Press.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Deci, E. (1975).&nbsp;Intrinsic
  motivation. New York: Plenum.    </font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Deci, E., &amp;
  Ryan, R. (1985).&nbsp;Intrinsic motivation and self-determination
  in human behavior. New York: Plenum.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Delle Fave, A.,
  &amp; Massimini, F. (2004). "The cross-cultural investigation of
  optimal experience".&nbsp;Ricerche di Psicologia,&nbsp;27,
  79-102.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Getzels, J. W.,
  &amp; Csikszentmihalyi, M. (1976).&nbsp;The creative vision.
  New York: Wiley.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Hunt, J. (1965).
  Intrinsic motivation and its role in development.&nbsp;Nebraska
  Symposium on Motivation,&nbsp;12, 189-282.    </font></p>
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  Cambridge: Cambridge University Press.    </font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">McAdams, D. P.
  (1990).&nbsp;The person. San Diego: Harcourt Brace
  Jovanovich.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Massimini,
  F., Csikszentmihalyi, M., &amp; Carli, M. (1987). "The
  monitoring of optimal experience: A tool for psychiatric
  rehabilitation".&nbsp;Journal of Nervous and Mental Disease,&nbsp;175(9),
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    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Massimini, F.,
  &amp; Delle Fave, A. (2000). Individual development in a bio-cultural
  perspective.&nbsp;American Psychologist,55,
  24-33.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Moneta, G., &amp;
  Csikszentmihalyi, M. (1996). "The effect of perceived challenges and
  skills on the quality of subjective experience".&nbsp;Journal
  of Personality,&nbsp;64(2), 275-310.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Nakamura, J.,
  &amp; Csikszentmihalyi, M. (2002). The concept of flow. In C. R. Snyder
  &amp; S. J. Lopez (Eds.),&nbsp;Handbook of positive psychology&nbsp;(pp.
  89-105). New York: Oxford University Press.    </font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Renninger,
  K. A., Hidi, S., &amp; Krapp, A. (1992).&nbsp;The role of interest
  in learning and development&nbsp;. Hillsdale, NJ: Erlbaum.    </font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Vygotsky, L.
  (1978).&nbsp;Mind in society. Cambridge, MA: Harvard
  University Press.    </font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Figure 1. The
  Experience Fluctuation Model (Delle Fave &amp; Massimini, 2005). The
  eight channels identify different experiential states on the basis of the
  perceived challenge/skill ratio.</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">Mihaly
  Csikszentmihalyi&nbsp;&eacute; professor dos
  departamentos de Psicologia e Administra&ccedil;&atilde;o da Claremont Graduate
  University</font></p>
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