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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="verdana" size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="4"><b>Um   dec&aacute;logo para a narrativa de divulgac&atilde;o cient&iacute;fica (<i>SciCom Narratives</i>)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Aquiles   Negrete Yankelevich</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2">Existe   uma variedade de autores contempor&acirc;neos pertencentes a uma nova gera&ccedil;&atilde;o de   escritores populares de ci&ecirc;ncia que est&atilde;o recorrendo &agrave; narrativa e &agrave; fic&ccedil;&atilde;o,   fazendo uma ponte entre as duas velhas culturas &ndash; ci&ecirc;ncias e humanidades &ndash;   (Snow, 1956) e, com isso, oferecendo ao p&uacute;blico um caminho seguro e atrativo ao   conhecimento cient&iacute;fico. As narrativas proporcionam uma maneira precisa de   representar e comunicar o conhecimento; um detonador emotivo efetivo; uma   estrutura para a mem&oacute;ria de longo prazo; e uma poderosa ajuda para a   aprendizagem (Brunner, 1988; Gough, 1993; S&aacute;nchez, 1998; Gutierrez, 2001;   Wright, 2001; L&oacute;pez, 2003; Weitkamp, 2007; Jansen, 2008; Negrete, 2009; Iacono   and de Paula, 2011). Apresentar informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica por meio de contos,   romances, tiras c&ocirc;micas e pe&ccedil;as de teatro deveria ser considerada uma maneira   importante de transmitir o conhecimento no repert&oacute;rio dos comunicadores de   ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">H&aacute;   m&uacute;ltiplos exemplos de uso da ci&ecirc;ncia como tema da narrativa, mas ser&aacute; que todos   s&atilde;o &uacute;teis para disseminar o conhecimento cient&iacute;fico? A resposta &eacute;: n&atilde;o   necessariamente. Em trabalhos anteriores (Negrete, 2014b) destaquei a   import&acirc;ncia de explorar com maior profundidade quais s&atilde;o as caracter&iacute;sticas   necess&aacute;rias a um texto narrativo destinado &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Do meu   ponto de vista, a comunica&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia atrav&eacute;s de formas narrativas deve   cumprir com uma s&eacute;rie de regras, como ocorre em outros g&ecirc;neros narrativos como   a novela policial, o g&ecirc;nero de terror, a novela hist&oacute;rica, a fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica   etc. Nesse sentido, sugeri que a "narrativa divulgativa" ou "narrativa SciCom"   (Negrete, 2014a) poderia considerar-se como um novo subg&ecirc;nero com   caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias, e que, para tanto, &eacute; importante gerar mais   conhecimento que nos permita oferecer um corpo te&oacute;rico s&oacute;lido em torno dela   (Negrete, 2014c).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">A   seguir apresento um dec&aacute;logo que pode servir como ponto de partida para   discutir as caracter&iacute;sticas que devem estar numa narrativa destinada &agrave;   comunica&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia ou narrativa SciCom.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Dec&aacute;logo   das narrativas SciCom</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2">I</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Cr&ecirc;   num mestre &ndash; Poe, Maupassant, Kipling, Ch&eacute;jov, Darwin, Newton, Einstein, Watson   e Creek <i>&ndash;</i> como na pr&oacute;pria divindade. </b>&Eacute; importante   notar neste primeiro ponto do dec&aacute;logo de Quiroga (ver mais adiante o dec&aacute;logo   de Quiroga) que al&eacute;m dos escritores que ele menciona foram agregados cientistas   famosos para dar &ecirc;nfase no aumento da complexidade do g&ecirc;nero, porque os deuses,   nesse caso,&nbsp; prov&ecirc;m tamb&eacute;m da ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">II</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Os 9   pontos restantes que o mestre Quiroga prop&otilde;e, sem modifica&ccedil;&atilde;o (exceto no ponto   X onde, para a narrativa SciCom, &eacute; fundamental pensar no p&uacute;blico).</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2">III</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>A   ci&ecirc;ncia deve ser central para o desenvolvimento da trama e n&atilde;o somente parte da   ambienta&ccedil;&atilde;o. </b>Quanto mais pr&oacute;ximo do ponto central da trama est&aacute; a   ci&ecirc;ncia contida na narrativa, mais memor&aacute;vel resultar&aacute; (Negrete, 2009).</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">IV</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>A   ci&ecirc;ncia contida na narra&ccedil;&atilde;o deve ser correta (distorcer a ci&ecirc;ncia como recurso   para gerar fic&ccedil;&atilde;o n&atilde;o forma parte deste g&ecirc;nero). </b>Existem exemplos   de extraordin&aacute;rias narrativas como as contidas no livro <i>Cosmic&ocirc;micas</i> de   Italo Calvino (Calvino, 1969) onde o autor obt&eacute;m contos extraordin&aacute;rios (A   espiral) mas que alteram a ci&ecirc;ncia para conseguir os efeitos e os mundos   desejados. &Eacute; evidente que a inten&ccedil;&atilde;o do autor n&atilde;o era comunicar ci&ecirc;ncia e que   n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel aprender ci&ecirc;ncia deles para o leitor comum.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">V</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Deve   manter clara a lista de princ&iacute;pios ativos (ci&ecirc;ncia a comunicar) antes de   come&ccedil;ar a escrever. </b>Caso contr&aacute;rio &eacute; muito prov&aacute;vel que a   ci&ecirc;ncia perca hierarquia em rela&ccedil;&atilde;o ao ponto central da trama, que se torne   cosm&eacute;tica e que o relato derive a rumos n&atilde;o desejados (Negrete 2009; Negrete   2014b).</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">VI</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>A   narra&ccedil;&atilde;o deve demonstrar "por que" &eacute; interesante ou importante a ci&ecirc;ncia, e n&atilde;o   assumir que "porque o autor parece interesante" serve para todo mundo</b>.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">VII</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>H&aacute;   que criar frases, t&iacute;tulos e tropos ligados &agrave; ci&ecirc;ncia que sejam memor&aacute;veis. </b>Em   estudos realizados com contos foi observado que a ci&ecirc;ncia ligada ao t&iacute;tulo da   obra, a uma frase atraente ou algum tropo narrativo (met&aacute;foras, alegorias,   rima, ritmo etc.) &eacute; mais lembrada (Negrete, 2009).</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">VIII</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>As   narrativas devem ser medidas quanto &agrave; sua capacidade de comunicar ci&ecirc;ncia </b>(Negrete   2014c).</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">IX</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>As   narrativas devem ser atraentes em seu aspecto liter&aacute;rio e art&iacute;stico (n&atilde;o basta   que contenham informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica).</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">X</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>As   narrativas SciCom representam um novo g&ecirc;nero h&iacute;brido, uma esp&eacute;cie de cyborg em   constru&ccedil;&atilde;o. Sua cr&iacute;tica e avalia&ccedil;&atilde;o requerem par&acirc;metros distintos das   narrativas tradicionais.</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Horacio Quiroga</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2">(1879-1937)    <br>       <br>   Dec&aacute;logo do contista perfeito</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">I</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Cr&ecirc; num mestre &mdash; Poe, Maupassant, Kipling, Chejov &mdash; como na   pr&oacute;pria divindade.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">II</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Cr&ecirc; que tua arte &eacute; um cume inacess&iacute;vel. N&atilde;o sonhe em domin&aacute;-la.   Quando puderes faz&ecirc;-lo, conseguir&aacute; sem que perceba.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">III</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Resiste o quanto poss&iacute;vel &agrave; imita&ccedil;&atilde;o, mas imite se o impulso for   muito forte. Mais que qualquer outra coisa, o desenvolvimento da personalidade   requer paci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">IV</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Tenha f&eacute; cega n&atilde;o em tua capacidade para o triunfo, mas no ardor   com que deseja. Ama tua arte como tua noiva, dando-lhe todo o cora&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">V</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">N&atilde;o comece a escrever sem saber desde a primeira palavra aonde   queres chegar. Em um conto bem feito as tr&ecirc;s primeiras linhas t&ecirc;m quase a mesma   import&acirc;ncia das tr&ecirc;s &uacute;ltimas.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">VI</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Se quiseres expressar com exatid&atilde;o esta circunst&acirc;ncia: "Desde   o rio soprava o vento frio", n&atilde;o h&aacute; na l&iacute;ngua humana mais palavras que as   apontadas para express&aacute;-la. Uma vez dono de tuas palavras, n&atilde;o te preocupes em   observar se apresentam conson&acirc;ncia ou disson&acirc;ncia entre si.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">VII</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">N&atilde;o adjetives sem necessidade. In&uacute;teis ser&atilde;o quantos ap&ecirc;ndices   coloridos aderirem a um substantivo fraco. Se encontrares o certo, somente ele   ter&aacute; uma cor incompar&aacute;vel. Mas &eacute;&nbsp; preciso encontr&aacute;-lo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">VIII</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Toma teus personagens pela m&atilde;o e leve-os firmemente at&eacute; o final,   sem ver nada al&eacute;m do caminho que tra&ccedil;astes. N&atilde;o te distraias vendo o que a eles   n&atilde;o importa ver. N&atilde;o abuses do leitor. Um conto &eacute; um romance sem aparas. Tenha   isso como uma verdade absoluta, mesmo que n&atilde;o seja.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">IX</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">N&atilde;o escrevas sob o dom&iacute;nio da emo&ccedil;&atilde;o. Deixe-a morrer, e ent&atilde;o a   invoque. Se fores capaz de reviv&ecirc;-la tal como a sentiu, ter&aacute;s alcan&ccedil;ado na arte   a metade do caminho.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">X</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">N&atilde;o penses em teus amigos ao escrever, nem na impress&atilde;o que tua   hist&oacute;ria causar&aacute;. Escreva como se teu relato n&atilde;o interessasse mais ningu&eacute;m   sen&atilde;o ao pequeno mundo de teus personagens, do qual poderias ter sido um. N&atilde;o   de outro modo se obt&eacute;m a vida do conto.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Futuro   da narrativa SciCom</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2">A   narrativa est&aacute; presente en diferentes meios de comunica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o somente no   conto e no romance. Dado o n&iacute;vel de analfabetismo funcional de muitos pa&iacute;ses em   desenvolvimento, possivelmente o futuro das narrativas divulgativas se   encontrem no c&ocirc;mico, na r&aacute;dio, nos interativos (jogos), na televis&atilde;o e nos   audiolivros.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Espero   que os esfor&ccedil;os que estamos levando a cabo para impulsionar a narrativa   divulgativa ou narrativa SciCom como um g&ecirc;nero emergente e promisor resultem em   produtos narrativos cada vez mais atraentes, competitivos e eficientes, que   compitam com a voracidade de outros meios de comunica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o oferecem mais   que est&eacute;ril entretenimento. Gostaria de ver aumentar a populariza&ccedil;&atilde;o deste tipo   de literatura entre o grande p&uacute;blico. Que vejamos com maior frequ&ecirc;ncia   narrativas que fa&ccedil;am chegar ao p&uacute;blico informa&ccedil;&atilde;o urgente de ser comunicada em   um mundo cada vez mais demandante de um cidad&atilde;o articulado nos temas de ci&ecirc;ncia   e tecnologia.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b><i>Aquiles   Negrete Yankelevich </i></b><i>&eacute; pesquisador associado do Programa de   Investigaci&oacute;n Ciencia y Tecnolog&iacute;a da Universidad Nacional Aut&oacute;noma de M&eacute;xico (<em>Una</em>).</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="3"><b>Bibliograf&iacute;a</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Bruner J. S.   1988. "Two models of thought"<i>. </i>In: <i>Language and literary from an   educational perspective</i>, N. Mercer (Ed.), Open Univesity Press, Oxford, pp. 365-371.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Calvino, I. (1969). <i>Cosmicomics</i>.&nbsp; London: Picador.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Gough, N.   (1993). <i>Laboratories in fiction: science education and popular media</i>.&nbsp; Geelong:   Deakin University.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Guti&eacute;rrez   Rentar&iacute;a M.E. (2001). "La comunicaci&oacute;n en Am&eacute;rica Latina: Informe de M&eacute;xico". Revista   latinoamericana de comunicaci&oacute;n <i>Chasqui</i> 74. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.comunica.org/chasqui/gutierrez74.htm" target="_blank">www.comunica.org/chasqui/gutierrez74.htm</a></font><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Jansen,   M. (2008). "Learning about environmental issues with the aid of cognitive   artefacts". SSKKII-publications Technical report 200.01. Goteborgs   Universitiet.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">L&oacute;pez R. (2003). "De la   historieta   Rosa   al pornoc&oacute;mic". Revista Mexicana   de Comunicaci&oacute;n 81. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mexicanadecomunicacion.com.mx/tables/rmc/rmc81/historieta.html" target="_blank">www.mexicanadecomunicacion.com.mx/tables/rmc/rmc81/historieta.html</a></font><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Negrete A. 2009. <i>So what did you learn from the story? Science communication via narratives.</i>&nbsp;   VDM Verlag &amp; Co. ISBN 978-3-639-193556-5</font><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Negrete A.   (2014a) <i>Tell me how much science you can tell</i>. Lambert Academic   Publishing. Saarbuken, Alemanha.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Negrete   A. (2014b) "La ciencia de contar cuentos y el m&eacute;todo RIRC". Centro de Investigaciones Interdisciplinarias en Ciencias y Humanidades (CEIICH) de la Universidad Nacional Aut&oacute;noma   de M&eacute;xico (Unam). M&eacute;xico.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Negrete A. (2014c) "Narrar la ciencia". Centro de   Investigaciones Interdisciplinarias en Ciencias y Humanidades (CEIICH)   y Direcci&oacute;n General de Divulgaci&oacute;n de la Ciencia (DGDC) de la Universidad Nacional Aut&oacute;noma   de M&eacute;xico (Unam). M&eacute;xico (en prensa).    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Sanchez   Mora, A.M. (1998). <i>La divulgacion de la ciencia como literatura</i>.&nbsp;   Mexico, D.F.: Direccion General de Divulgacion de la Ciencia Unam.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Snow, C.P. 1998.<i> The two cultures. </i>Cambridge:<i> </i>Cambridge University Press.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Weitkamp,   E. and Burnet, F. (2007) "The chemedian brings laughter to the chemistry   Classroom", <i>International Journal of Science Education</i>, 29:15, 1911-1929</font><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Wright,   B (2001). <i>Comic book nation: the transformation of youth culture in America</i>. Johns Hopkins University Press.    </font></p>      ]]></body>
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