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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Biografia, divulga&ccedil;&atilde;o, historicidade e processos educacionais</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Por Fabiano Ormaneze</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Jornalista. Mestre em divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e cultural pela Unicamp. Professor da PUC-Campinas. Especialista em jornalismo liter&aacute;rio pela ABJL</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A biografia &#150; g&ecirc;nero h&iacute;brido entre o jornalismo, a literatura e a hist&oacute;ria &#150; &eacute; um dos sucessos editoriais no Brasil. Entre as listas dos t&iacute;tulos mais vendidos semanalmente, geralmente h&aacute; pelo menos uma biografia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O interesse por esse tipo de narrativa n&atilde;o &eacute; novo. Desde a Antiguidade, o culto aos grandes homens e a rever&ecirc;ncia &agrave;queles que marcaram &eacute;pocas foram acompanhados de textos biogr&aacute;ficos. Na Idade M&eacute;dia, havia um tipo espec&iacute;fico de biografia que seguia a mesma l&oacute;gica: as hagiografias, ao contarem as hist&oacute;rias dos santos cat&oacute;licos, tamb&eacute;m serviam de inspira&ccedil;&atilde;o e de exemplo de conduta moral, numa sociedade em que havia tantos pecados e &iacute;nfimos caminhos para a salva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Contemporaneamente, a biografia se insere num certo "boom da mem&oacute;ria" (Martin-Barbero, 2000), ou seja, um interesse muito grande pelo passado, de modo a buscar explica&ccedil;&otilde;es para o que ocorre atualmente e tamb&eacute;m para que se consiga encontrar caminhos para organizar a complexidade contempor&acirc;nea. N&atilde;o h&aacute; de se negar tamb&eacute;m que o interesse grande pela biografia &eacute; mais uma das marcas do biogr&aacute;fico e da espetaculariza&ccedil;&atilde;o da vida: assim como <i>realities shows</i> e redes sociais digitais, a biografia &eacute; uma exposi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de vidas. Mais do que isso, &eacute; tamb&eacute;m busca por exemplos, por proje&ccedil;&otilde;es ou identifica&ccedil;&atilde;o com aqueles que se tornaram, por alguma raz&atilde;o, &iacute;dolos ou refer&ecirc;ncias em suas &aacute;reas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Integrando caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias da hist&oacute;ria &#150; como a consulta a documentos, di&aacute;rios e escritos &#150;, do jornalismo &#150; ao realizar entrevistas, investiga&ccedil;&otilde;es e justific&aacute;-la pelo interesse p&uacute;blico &#150;, e da literatura &#150; ao constru&iacute;-la a partir de um texto com preocupa&ccedil;&otilde;es est&eacute;ticas e uma narrativa que, n&atilde;o raro, est&aacute; pr&oacute;xima ao formato de um romance, a biografia tamb&eacute;m pode servir &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, principalmente, quando abordar a vida de homens e mulheres da ci&ecirc;ncia. Al&eacute;m disso, pode ser, pelo tipo de texto constru&iacute;do &#150; mais narrativo e menos relatorial ou acad&ecirc;mico &#150; uma interesse forma de se conhecer a hist&oacute;ria de vida de uma pessoa dedicada &agrave; pesquisa cient&iacute;fica, seu processo de descobertas, contribui&ccedil;&otilde;es, rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e tudo o que envolve a ci&ecirc;ncia. Uma narrativa bem escrita tem o poder n&atilde;o s&oacute; de gerar identifica&ccedil;&atilde;o entre leitores e personagens, mas tamb&eacute;m de criar o interesse. Grande parte do envolvimento do leitor pode dar-se pela forma como o texto &eacute; constru&iacute;do. A elabora&ccedil;&atilde;o de um texto mais liter&aacute;rio &eacute; capaz, inclusive, de levar ao p&uacute;blico alguns temas mais complexos como a familiariza&ccedil;&atilde;o com os processos de elabora&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (CT &amp; I), al&eacute;m de quest&otilde;es &eacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pelo condicionamento do sujeito &agrave; historicidade e por a linguagem se inscrever numa rela&ccedil;&atilde;o espa&ccedil;o-temporal que lhe coloca sentido (P&ecirc;cheux, 1975), a leitura de biografias tamb&eacute;m pode revelar quem se projeta como sujeito de ci&ecirc;ncia, o que se espera dela e quais as concep&ccedil;&otilde;es do fazer cient&iacute;fico presentes, consciente ou inconscientemente, circulando na sociedade, materializando-se no discurso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O psiquiatra estadunidense Robert Maxwell Young estuda, desde o final dos anos 1980, biografias de cientistas com o objetivo de inferir no modo como a ci&ecirc;ncia reflete seu momento hist&oacute;rico, suas fontes e quanto o entendimento de uma determinada &aacute;rea &eacute; definido pelo contexto cultural. De acordo com o pesquisador (2000), a produ&ccedil;&atilde;o de biografias e a sua publica&ccedil;&atilde;o, com pol&iacute;ticas de acesso ao grande p&uacute;blico, &eacute; uma contribui&ccedil;&atilde;o importante para o crescimento da cultura cient&iacute;fica, principalmente, se os textos produzidos forem capazes de gerar identifica&ccedil;&atilde;o e interesse para conhecer mais a fundo m&eacute;todos e descobertas. Tal percep&ccedil;&atilde;o justifica, mais uma vez, a import&acirc;ncia de se refletir sobre que sentidos de ci&ecirc;ncia s&atilde;o difundidos pelas biografias e como eles sintetizam falas, opini&otilde;es e "j&aacute;-ditos".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Durante a elabora&ccedil;&atilde;o da disserta&ccedil;&atilde;o "Biografia como divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica: uma an&aacute;lise de discurso da cole&ccedil;&atilde;o 'Grandes Cientistas Brasileiros'", analisei como uma colet&acirc;nea publicada como suplemento pela revista <i>Caros Amigos</i> encontra resson&acirc;ncia, em seus dizeres, com a percep&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de ci&ecirc;ncia e como a concep&ccedil;&atilde;o que circula socialmente de ci&ecirc;ncias naturais e de ci&ecirc;ncias humanas foi respons&aacute;vel por desenhar o roteiro que se teria das biografias, cuja publica&ccedil;&atilde;o tinha tamb&eacute;m uma finalidade educacional (um dos p&uacute;blicos pretendidos eram professores e estudantes da escola b&aacute;sica) e fora patrocinada pelo Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (MC &amp; T). Foram analisadas 10 biografias &#150; de um total de 24. Do corpus, 50% foi composto por cientistas da &aacute;rea de ci&ecirc;ncias naturais e 50% de humanas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Link para <a href="http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&amp;edicao=96&amp;id=1167" target="_blank">http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&amp;edicao=96&amp;id=1167</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre 2002 e 2003, a Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e a Rede Ibero-Americana de Indicadores de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Ricyt/Cyted) realizaram uma pesquisa na Argentina, no Brasil, no Uruguai e na Espanha com o prop&oacute;sito de levantar quais eram as percep&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas sobre ci&ecirc;ncia e tecnologia, abordando o imagin&aacute;rio social do tema, a compreens&atilde;o de conte&uacute;dos de conhecimento cient&iacute;fico, os processos de divulga&ccedil;&atilde;o e a participa&ccedil;&atilde;o dos entrevistados em quest&otilde;es cient&iacute;ficas. Entre as constata&ccedil;&otilde;es do levantamento, est&atilde;o algumas que demonstram uma percep&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica bastante utilitarista de ci&ecirc;ncia, ligada principalmente &agrave; sa&uacute;de e &agrave; melhoria de vida. "A ci&ecirc;ncia como fonte de benef&iacute;cios para a vida do ser humano &eacute; uma imagem que conquista a maior ades&atilde;o no Brasil (46,9%) e Uruguai (49,4%)" (Vogt; Polino, 2003, p. 81). Da mesma forma, o MC&amp;T, patrocinador da colet&acirc;nea, indica que objetivo &eacute; "transformar o setor (de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia) em componente estrat&eacute;gico do desenvolvimento econ&ocirc;mico e social do Brasil, contribuindo para que seus benef&iacute;cios sejam distribu&iacute;dos de forma justa a toda a sociedade".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entendendo a percep&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e os objetivos do Minist&eacute;rio como falas que circulam socialmente, &eacute; not&aacute;vel como elas ressoaram na escolha de determinados nomes para figurar na cole&ccedil;&atilde;o "Grandes Cientistas". Entre as conclus&otilde;es a que a an&aacute;lise de discurso das biografias de <i>Caros Amigos</i> levou est&aacute; o fato de que, para chamar a aten&ccedil;&atilde;o dos leitores para a vida desses cientistas, enfatizavam-se, em geral, logo no in&iacute;cio dos textos, suas contribui&ccedil;&otilde;es para a sa&uacute;de e o desenvolvimento do pa&iacute;s, usando termos como "revolucionar", "triplo salto de desenvolvimento" e "inova&ccedil;&otilde;es".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando se comparam as biografias de cientistas da &aacute;rea de Humanas e da &aacute;rea de ci&ecirc;ncias naturais, evidenciam-se imagens de profissionais muito diferentes, o que j&aacute; se comprovou por uma an&aacute;lise quantitativa: no caso das biografias de cientistas da &aacute;rea de Naturais, havia um predom&iacute;nio para as "descobertas": em m&eacute;dia, os cientistas da &aacute;rea de Humanas tiveram 50% das p&aacute;ginas escritas sobre a trajet&oacute;ria de vida (envolvendo aspectos como fam&iacute;lia, filhos, inf&acirc;ncia, ex&iacute;lios etc.); os cientistas da &aacute;rea de Naturais tiveram apenas cerca de 30% dedicados &agrave;s quest&otilde;es pessoais e o restante &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No senso comum, quando se pensa em um cientista social ou de qualquer &aacute;rea das Humanas, v&ecirc;-se um profissional numa biblioteca, rodeado de livros ou, ent&atilde;o, fazendo suas pesquisas em espa&ccedil;os economicamente desfavorecidos. Disso, tamb&eacute;m se construiu, na colet&acirc;nea, uma associa&ccedil;&atilde;o direta entre a pesquisa na &aacute;rea das Ci&ecirc;ncias Humanas e a milit&acirc;ncia pol&iacute;tica, daqueles que s&atilde;o sempre convidados a emitir opini&otilde;es sobre a sociedade, dos que estiveram em constante luta por condi&ccedil;&otilde;es melhores. As biografias analisadas valorizaram, dedicando um n&uacute;mero maior de p&aacute;ginas a aspectos mais relacionados &agrave; "vida" dos cientistas da &aacute;rea de Humanas, principalmente, quando eles mant&ecirc;m alguma rela&ccedil;&atilde;o de resist&ecirc;ncia com a ditadura militar (caso de Florestan Fernandes, Darcy Ribeiro e Milton Santos, por exemplo, tr&ecirc;s dos biografados). A rela&ccedil;&atilde;o que as biografias constroem com os cientistas sociais &eacute; quase rom&acirc;ntica: s&atilde;o aqueles que, por "voca&ccedil;&atilde;o", decidiram dedicar sua vida aos livros, a descobrirem os cantos do Brasil, a estarem do lado dos oprimidos e a ensinarem, j&aacute; que a refer&ecirc;ncia &agrave; atividade de professor &eacute; tamb&eacute;m muito forte nos textos referentes aos antrop&oacute;logos e aos soci&oacute;logos. Interessante notar como eles n&atilde;o defenderam "teses", como os cientistas da &aacute;rea de Naturais, mas tinham "ideias", ou ent&atilde;o, n&atilde;o "contribu&iacute;ram", mas "foram militantes". Como biografia, evidentemente, esses dados s&atilde;o importantes, porque humanizam o cientista. Todavia, dissociar a vida e a obra &eacute; um risco que se corre quando a humaniza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; bem feita ou quando alguns momentos, valorizados socialmente, s&atilde;o refor&ccedil;ados em detrimento de outros. H&aacute; tamb&eacute;m de se dizer que o tratamento que <i>Caros Amigos</i> dedica aos cientistas refor&ccedil;a uma ideologia que tamb&eacute;m est&aacute; presente nas p&aacute;ginas da revista em suas edi&ccedil;&otilde;es mensais: um jornalismo contr&aacute;rio &agrave; pol&iacute;tica neoliberal, comprometido com tem&aacute;ticas como direitos humanos, justi&ccedil;a social, distribui&ccedil;&atilde;o de renda, emprego, reforma agr&aacute;ria e liberdade de express&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o resta d&uacute;vida de que a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica tem uma forte implica&ccedil;&atilde;o educacional e que ela &eacute; parte importante para a constitui&ccedil;&atilde;o da cidadania e da participa&ccedil;&atilde;o. As formas de divulga&ccedil;&atilde;o podem ser as mais variadas e, evidentemente, a biografia &eacute; apenas uma delas. &Eacute; preciso, no entanto, ter sempre o dom&iacute;nio de que um texto, ao se materializar como discurso, ou seja, efeito de sentido, carregar&aacute; consigo as marcas da historicidade, do momento hist&oacute;rico em que foi escrito e tamb&eacute;m dos envolvidos no processo de sua constitui&ccedil;&atilde;o: quem fala e para quem fala. Se h&aacute; indissociabilidade entre ci&ecirc;ncia, tecnologia e governo (P&ecirc;cheux, 1975), e se a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica est&aacute; associada &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, &eacute; imprescind&iacute;vel que esse processo seja analisado sempre a partir dos princ&iacute;pios de autoria, ideologia e historicidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Mart&iacute;n-Barbero, Jes&uacute;s. <i>Dislocaciones del tiempo y nuevas topograf&iacute;as de memoria</i>. Rio de Janeiro: Artelatina, 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ormaneze, Fabiano. <i>A biografia como divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica: uma an&aacute;lise da cole&ccedil;&atilde;o "Grandes Cientistas Brasileiros"</i>. Campinas: Labjor/Unicamp, 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">P&ecirc;cheux, Michel. <i>Sem&acirc;ntica e discurso</i>. Campinas: Unicamp, 1975.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Vogt, Carlos; Polino, Carmelo (orgs.) <i>Percep&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica da ci&ecirc;ncia &#150; resultados da pesquisa Argentina, Brasil, Espanha e Uruguai</i>. Campinas: Unicamp e S&atilde;o Paulo: Fapesp, 2003.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Young, Robert Maxwell. <i>What happened to human nature?</i> Londres: Process Press, 2000.    </font></p>      ]]></body>
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