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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="tx"></a>Biografias femininas: repensando o g&ecirc;nero<a href="#nt"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Por T&acirc;nia Regina Zimmermann<sup>I</sup>; M&aacute;rcia Maria de Medeiros<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Professora da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul no curso de hist&oacute;ria e no mestrado em educa&ccedil;&atilde;o    <br>     <sup>II</sup>Professora da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX, os romances de mulheres eram em grande parte autobiogr&aacute;ficos. Uma das raz&otilde;es que as impulsionava era o desejo de descrever seu pr&oacute;prio sofrimento, de defender uma causa pr&oacute;pria. Agora que este desejo n&atilde;o &eacute; mais t&atilde;o imperioso, as mulheres come&ccedil;am a explorar o mundo feminino, a escrever sobre as mulheres como nunca se escreveu antes, pois, at&eacute; &eacute;poca bem recente, elas eram na literatura, certamente, uma cria&ccedil;&atilde;o dos homens.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Produ&ccedil;&otilde;es cinematogr&aacute;ficas contempor&acirc;neas com protagonistas femininas retratando a vida de Frida Kahlo, Olga Ben&aacute;rio Prestes, Camile Claudel, Carlota Joaquina e Am&eacute;lia Earhart podem ser reflexos de que homens e mulheres come&ccedil;am a explorar o mundo das mulheres mesmo que ainda consolidem os velhos estere&oacute;tipos<a name="tx01"></a><a href="#nt01"><sup>1</sup></a>. O mesmo acontece com produ&ccedil;&otilde;es biogr&aacute;ficas como <i>Olga</i> (Fernando Morais), <i>Ru&iacute;dos da mem&oacute;ria</i> (Marina Maluf) e <i>Entre a hist&oacute;ria e a liberdade: Luce Fabri e o anarquismo contempor&acirc;neo</i> (Margareth Rago), as quais podem servir de refer&ecirc;ncia para novas reflex&otilde;es relacionadas &agrave;s biografias e &agrave; hist&oacute;ria do g&ecirc;nero<a name="tx02"></a><a href="#nt02"><sup>2</sup></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos biogr&aacute;ficos t&ecirc;m crescido entre os historiadores preocupados em mostrar a significa&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica de uma vida individual. O aumento das biografias no mercado editorial suscitou nas academias a discuss&atilde;o da no&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duo, das subjetividades, da ag&ecirc;ncia e de preocupa&ccedil;&otilde;es te&oacute;rico-metodol&oacute;gicas com as rela&ccedil;&otilde;es entre biografia e hist&oacute;ria. Para Jacques Le Goff a biografia possibilita lan&ccedil;armos um primeiro olhar sobre a complexidade de quest&otilde;es hist&oacute;ricas (Colombo, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As abordagens iniciais relacionadas &agrave; a&ccedil;&atilde;o e &agrave; luta aparecem na biografia de mulheres not&aacute;veis que se destacaram no campo da pol&iacute;tica, da cultura e da religi&atilde;o. Nas cr&iacute;ticas de feministas do s&eacute;culo XIX, os olhares masculinos selecionavam seus personagens femininos pela beleza, riqueza ou pela maldade (Soihet, 1997). Para fugir desses modelos, escritoras apresentavam mulheres que n&atilde;o precisavam desses atributos para se destacar. Um exemplo de produ&ccedil;&atilde;o biogr&aacute;fica diferenciada pode ser encontrada em Rago na obra <i>Entre a hist&oacute;ria e a liberdade: Luce Fabri e o anarquismo contempor&acirc;neo</i>. A autora tece importantes considera&ccedil;&otilde;es sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre a mem&oacute;ria feminina e a biografia hist&oacute;rica. Rago entende que a biografia n&atilde;o visa apenas contar algumas trajet&oacute;rias que fazem parte da vida de uma personagem, mas o fez, assim como Luce abordou a hist&oacute;ria de seu pai:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">"(...) quer comp&ocirc;-la como um presente que se traz para o momento atual e que se deixa para o futuro, como uma forma de salvar, no instante do perigo como alerta Walter Benjamin, as imagens, as experi&ecirc;ncias do passado, ricas e significativas, amea&ccedil;adas pelo esquecimento. Trata-se de preservar a tradi&ccedil;&atilde;o, ao menos a tradi&ccedil;&atilde;o que se quer no presente, protegendo os tesouros que devem ser cuidadosamente guardados, para que n&atilde;o se percam em meio ao oceano de tantas hist&oacute;rias individuais e coletivas. Mas trata-se ainda de torn&aacute;-los conhecidos, para que se componham ativamente os repert&oacute;rios das refer&ecirc;ncias coletivas, para que se produzam efeitos nos in&uacute;meros campos da atividade humana" (Rago, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Rago, a diferen&ccedil;a entre mem&oacute;ria das mulheres e dos homens &eacute; referenciada a partir de estudos de Michelle Perrot. Rago entende que as mulheres t&ecirc;m um lugar de destaque como guardi&atilde;s da mem&oacute;ria com sua enorme habilidade para guardar os objetos pessoais, conservar e transmitir as hist&oacute;rias vividas e pela capacidade de tecer redes de rela&ccedil;&otilde;es. Para Michelle Perrot (1989) "os modos de registro das mulheres est&atilde;o ligados &agrave; sua condi&ccedil;&atilde;o, ao seu lugar na fam&iacute;lia e na sociedade. O mesmo ocorre com o seu modo de rememora&ccedil;&atilde;o, da montagem propriamente dita do teatro da mem&oacute;ria".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A autora considera que o feminismo teve destaque ao desenvolver interroga&ccedil;&otilde;es sobre a vida das mulheres obscuras. Para torn&aacute;-las vis&iacute;veis foi preciso acumular dados, instituir lugares de mem&oacute;ria e, na falta de testemunhos escritos, a recente hist&oacute;ria oral foi, de certo modo, uma revanche das mulheres. Das quest&otilde;es apontadas por Perrot est&aacute; a dificuldade de muitas mulheres expressarem suas a&ccedil;&otilde;es nos acontecimentos p&uacute;blicos, suas resist&ecirc;ncias e, sobretudo, de falarem de si, de dizerem EU devido &agrave; educa&ccedil;&atilde;o que inculcou nelas o esquecimento de si para doarem-se, principalmente, ao esposo e aos filhos. A autora prop&otilde;e, ent&atilde;o, boas rela&ccedil;&otilde;es entre a pesquisadora e as mulheres para que elas se sintam sujeitos da hist&oacute;ria, que liberem o seu desejo de falarem de si, de serem levadas a s&eacute;rio. E por fim conclui que:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">"Essas experi&ecirc;ncias permitir&atilde;o talvez um dia analisar mais precisamente o funcionamento da mem&oacute;ria das mulheres. Existe, no fundo, uma especificidade? N&atilde;o, sem d&uacute;vida, se trata de ancor&aacute;-las numa inencontr&aacute;vel natureza e no biol&oacute;gico. Sim, provavelmente, na medida em que as pr&aacute;ticas socioculturais presentes na tripla opera&ccedil;&atilde;o que constitui a mem&oacute;ria &#150; acumula&ccedil;&atilde;o primitiva, rememora&ccedil;&atilde;o, ordenamento da narrativa &#150; est&aacute; imbricada nas rela&ccedil;&otilde;es masculinas/femininas reais e, como elas, &eacute; produto de uma hist&oacute;ria" (Perrot, 1989).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda nesta quest&atilde;o Rago analisa que:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">"(...) a inser&ccedil;&atilde;o social e cultural espec&iacute;ficas tem levado as mulheres a exercerem pr&aacute;ticas sociais diferenciadas da dos homens, elas constroem uma mem&oacute;ria e uma rela&ccedil;&atilde;o com a vida sexualmente muito diferenciadas. E, se bem que as diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero n&atilde;o respondem por todas as diferencia&ccedil;&otilde;es que marcam os processos mnem&ocirc;nicos de mulheres e homens, &eacute; vis&iacute;vel que cada g&ecirc;nero se organiza e se inscreve socialmente a sua maneira, redesenhando e resignificando seu pr&oacute;prio passado, configurando seu pr&oacute;prio discurso e construindo a sua pr&oacute;pria autoimagem" (Perrot, 1989).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na constru&ccedil;&atilde;o da biografia de Luce, Rago observou o olhar antropol&oacute;gico da mulher pol&iacute;tica-militante atenta aos detalhes, aos pequenos acontecimentos, aos afetos e aos desejos. Grande parte das reflex&otilde;es de Luce foram produzidas quando os acontecimentos eram vividos e, pela sua forma&ccedil;&atilde;o racionalista, traz uma narra&ccedil;&atilde;o s&oacute;lida e estruturada, analisando atentamente a manifesta&ccedil;&atilde;o microsc&oacute;pica dos poderes no movimento de militariza&ccedil;&atilde;o da vida pelo fascismo, tendo acompanhado as cria&ccedil;&otilde;es coletivas autogestion&aacute;rias na Espanha revolucion&aacute;ria. Ainda no trabalho biogr&aacute;fico sobre Luce, Rago pretendia dar a conhecer uma mulher e seu universo de reflex&otilde;es tornando-as um pouco como uma li&ccedil;&atilde;o de vida, ou como uma diferen&ccedil;a na qual podemos nos inspirar. Em uma de suas considera&ccedil;&otilde;es sobre sua biografada Rago exp&ocirc;s:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">"O conv&iacute;vio com Luce e o contato com uma rede planet&aacute;ria faz-me perceber como somos herdeiros de uma tradi&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica autorit&aacute;ria que invalida outras formas de ler o passado e de pensar as rela&ccedil;&otilde;es sociais de uma maneira que aponte para sa&iacute;das mais humanas e solid&aacute;rias, ou como diz Hayden White, que nos prepare para enfrentar o nosso pr&oacute;prio destino, marcado pela descontinuidade, pela ruptura e pelo caos" (Rago, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Margareth Rago, Michelle Perrot, Marina Maluf, entre tantas outras te&oacute;ricas do feminino, apontam para as diferen&ccedil;as com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mem&oacute;ria do feminino. Mem&oacute;ria esta atenta aos detalhes, &agrave; subjetividade e &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es e que pouco tem sido aceita pela historiografia permeada pelo machismo e autoritarismo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao partilhar com a comunidade de historiadoras e historiadores a necessidade de continuamente escrever e reescrever a hist&oacute;ria a partir de uma posi&ccedil;&atilde;o do presente, que &eacute; o lugar da problem&aacute;tica da pesquisa, percebe-se que ainda predomina, em muitos lugares, a constru&ccedil;&atilde;o de identidades fixas para mulheres e homens. Acredita-se, portanto, que a biografia hist&oacute;rica, a partir da memoriza&ccedil;&atilde;o de mulheres not&aacute;veis ou n&atilde;o, possibilita recuperar alguns fragmentos da experi&ecirc;ncia tanto p&uacute;blica como privada, o que permite tir&aacute;-las da sombras do teatro da mem&oacute;ria. E as rela&ccedil;&otilde;es de poder em g&ecirc;nero? Acredita-se que a escolha do tema tamb&eacute;m implica em uma rela&ccedil;&atilde;o de poder, pois a mem&oacute;ria feminina foi pouco aceita na historiografia machista e autorit&aacute;ria. Portanto, recuperar a mem&oacute;ria feminina possibilita compreender como ela foi edificada, podendo, assim, suscitar novas pesquisas e novos olhares para desconstruir a l&oacute;gica da domina&ccedil;&atilde;o masculina. Essas discuss&otilde;es s&atilde;o tamb&eacute;m uma proposta para compreender outras rela&ccedil;&otilde;es de poder presentes no cotidiano, pois a hist&oacute;ria &eacute; din&acirc;mica e n&atilde;o podemos retirar das mulheres suas estrat&eacute;gias na vida cotidiana.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Colombo, Sylvia. "Vis&otilde;es do poente. Le Goff e Hobsbawm mapeiam o Ocidente". In: <i>Folha de S. Paulo</i>, S&atilde;o Paulo, ano 80, n. 26.251, 15 fev. 2001. p. E 1 e E3.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Perrot, Michelle. "Pr&aacute;ticas da mem&oacute;ria feminina". In: <i>Revista Brasileira de Hist&oacute;ria</i>. S&atilde;o Paulo, v. 8, n. 18, ago/set.1989, p.18.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Rago, Margareth. <i>Entre a hist&oacute;ria e a liberdade: Luce Fabri e o anarquismo contempor&acirc;neo</i>. S&atilde;o Paulo: Unesp, 2001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Soihet, Rachel. "Hist&oacute;ria das mulheres". In: Cardoso, Ciro; Vainfas, Ronaldo. <i>Dom&iacute;nios da hist&oacute;ria: ensaios de teoria e metodologia</i>. Rio de Janeiro: Campus, 1997, p. 281.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt"></a><a href="#tx">*</a> Este artigo foi publicado pela primeira vez na <i>Revista de Hist&oacute;ria Regional</i> 9(1): 31-44, 2004 sob o t&iacute;tulo "Biografia e g&ecirc;nero: repensando o feminino".    <br>     <a name="nt01"></a><a href="#tx01">1</a> Sobre Carlota Joaquina, comumente, associamos o filme dirigido por Carla Camurati: <i>Carlota Joaquina, princesa do Brasil</i>, no qual ainda se consolida a lenda constru&iacute;da sobre a mulher de D. Jo&atilde;o VI.    <br>     <a name="nt02"></a><a href="#tx02">2</a> G&ecirc;nero enquanto categoria de an&aacute;lise, permite melhor compreender as rela&ccedil;&otilde;es sociais e culturais entre mulheres e homens, entendendo que o estudo de um envolve o estudo do outro. Veja-se Scott, Joan. G&ecirc;nero. "Uma categoria &uacute;til de an&aacute;lise hist&oacute;rica". In: <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Realidade</i>. Porto Alegre, n. 16, julho/dezembro de 1990, p.7.</font></p>      ]]></body>
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