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</front><body><![CDATA[ 
    <p align="right"><font face="verdana" size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="4"><b>O papel essencial, mas geralmente oculto, das
  controv&eacute;rsias cient&iacute;ficas</b></font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">Por<b> Gildo Magalh&atilde;es</b></font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">Muitos j&aacute; ouviram falar de controv&eacute;rsias cient&iacute;ficas
  e imaginam que elas se restrinjam a&nbsp; quest&otilde;es de prioridade nas descobertas
  ou na formula&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;teses e teorias. Surgem aqui e acol&aacute; tamb&eacute;m acusa&ccedil;&otilde;es
  de pl&aacute;gio, ou ainda de roubo de algum material de cunho cient&iacute;fico. Estes
  aspectos naturalmente fazem parte da hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias, mas ocorrem tamb&eacute;m
  em maior ou menor grau em outras atividades humanas, como nas artes ou na
  propaganda, ou ainda, na pol&iacute;tica. A propriedade intelectual &eacute;, de resto, um
  campo muito vasto e debatido. N&atilde;o &eacute; este, todavia, nosso principal interesse
  pelas controv&eacute;rsias cient&iacute;ficas.</font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Para entender melhor a quest&atilde;o que pretendemos aqui
  levantar, &eacute; necess&aacute;rio voltar os olhos para o modo como se divulga a ci&ecirc;ncia,
  seus m&eacute;todos e resultados. A partir principalmente do s&eacute;culo XVII, vem-se
  construindo e solidificando em nossa cultura uma no&ccedil;&atilde;o de que a ci&ecirc;ncia e a
  verdade s&atilde;o insepar&aacute;veis, de tal forma que se algo for cientificamente
  fundamentado ser&aacute; a express&atilde;o inescap&aacute;vel da verdade. Ora, se isto assim fosse
  entendido literalmente, n&atilde;o haveria como justificar que, ao longo da hist&oacute;ria,
  tantas teorias cient&iacute;ficas fossem se modificando e at&eacute; mesmo cedendo o lugar a
  outras, por vezes radicalmente distintas. A necessidade de progresso cont&iacute;nuo
  da ci&ecirc;ncia foi logo destacada e entendida como vital por pensadores como
  Pascal, no s&eacute;culo XVII. No entanto, o triunfalismo das vis&otilde;es que se tornaram
  consagradas e o efeito de uma hist&oacute;ria escrita pelos "vencedores" n&atilde;o deixam
  margem a d&uacute;vidas e chegam mesmo a ridicularizar os "derrotados" como se
  tivessem sido cientistas inferiores ou fracassados.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Alguns exemplos podem esclarecer nosso ponto de
  vista. As leis da mec&acirc;nica que hoje se aprendem no ensino m&eacute;dio derivam dos
  trabalhos de in&uacute;meros cientistas ao longo dos tempos, tais como Arquimedes,
  Kepler, Galileu, Huygens, Pascal, Descartes, Hooke, Leibniz, Newton e muitos
  outros. Estudando-se suas obras, verifica-se que nem sempre estiveram de
  acordo; mais ainda: aqueles que foram contempor&acirc;neos entre si manifestaram suas
  diverg&ecirc;ncias, fortemente, por meio de cartas ou artigos com acusa&ccedil;&otilde;es por vezes
  pesadas.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">No entanto, o aluno de ensino m&eacute;dio recebe a esse
  respeito apenas um conte&uacute;do estabelecido paulatinamente, com o nome um tanto
  inexato de "mec&acirc;nica newtoniana", por ter sido Newton o autor da s&iacute;ntese em que
  desapareceram todas as controv&eacute;rsias. Ao ler um desses relatos usuais da f&iacute;sica
  &eacute; como se tivesse havido uma sucess&atilde;o linear de conquistas da raz&atilde;o,
  expressando uma ci&ecirc;ncia que tudo vence porque tem ao seu lado a verdade.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Nessas vers&otilde;es n&atilde;o h&aacute; lugar para se explorar as
  controv&eacute;rsias que envolveram epis&oacute;dios como a complexa conjun&ccedil;&atilde;o de fatores que
  redundaram na condena&ccedil;&atilde;o de Galileu, ou o engano cometido por Descartes ao
  deduzir a lei da refra&ccedil;&atilde;o da luz, ou ainda como Leibniz reagiu ao ver sua
  concep&ccedil;&atilde;o de um universo otimizado ser contrariada pela vis&atilde;o de mundo de Newton,
  em que este se torna um rel&oacute;gio cuja corda vai se gastando.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">N&atilde;o se trata de uma simples indisponibilidade de
  tempo para lidar com esses aspectos hist&oacute;ricos: o que se perde ao n&atilde;o revisitar
  as disputas &eacute; que elas, mesmo sofrendo transforma&ccedil;&otilde;es, reaparecem em contendas
  cient&iacute;ficas posteriores e mesmo atuais. Por exemplo, a controv&eacute;rsia citada de
  Newton versus Leibniz reapareceu tempos depois na discuss&atilde;o da validade do
  aumento da entropia ser uma "lei" natural, ainda objeto de discuss&atilde;o desde o
  final do s&eacute;culo XIX, e que ainda constitui um n&uacute;cleo n&atilde;o confessado da feroz
  disputa pol&iacute;tica e cient&iacute;fica que cerca a defesa do aquecimento clim&aacute;tico
  global antropog&ecirc;nico e os climatologistas que advogam opini&atilde;o contr&aacute;ria.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Examinando a hist&oacute;ria de outras ci&ecirc;ncias
  verificaremos que a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante similar. Poder&iacute;amos citar como exemplos
  as controv&eacute;rsias em anatomia e fisiologia envolvendo Vesalio, Paracelso,
  Serveto e Harvey, a que se podem acrescentar as discuss&otilde;es de Needham,
  Spallanzani, Bernard, Pouchet, Pasteur, Koch, Roux e tantos outros que nos
  permitiram tra&ccedil;ar o quadro moderno da medicina. E na biologia b&aacute;sica lembramos
  ainda da apresenta&ccedil;&atilde;o bastante incorreta, historicamente falando, das v&aacute;rias
  teorias da evolu&ccedil;&atilde;o, praticamente substitu&iacute;das por uma &uacute;nica "verdadeira", a
  darwinista.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">A experi&ecirc;ncia de muitos
  anos de estudo e ensino universit&aacute;rio da hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias nos autoriza a
  emitir a opini&atilde;o de que algo semelhante ocorre na qu&iacute;mica, geologia, e tamb&eacute;m
  nas ci&ecirc;ncias humanas. Nestas, por&eacute;m, j&aacute; existe uma tradi&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica bem
  exercitada de revisitar os temas e explorar as controv&eacute;rsias do passado e as
  atuais. Num outro extremo da palheta, algumas pessoas podem acreditar que as
  matem&aacute;ticas estariam imunes a tais desaven&ccedil;as. Nada mais ing&ecirc;nuo, pois os
  matem&aacute;ticos formaram grupos que historicamente se op&otilde;em ferozmente em torno de
  controv&eacute;rsias. Basta lembrar dos formalistas, intuicionistas e outras
  vertentes, para quem a demonstra&ccedil;&atilde;o de uns ser&aacute; considerada inv&aacute;lida por
  outros. Isto explica porque grandes teorias como a dos conjuntos transfinitos
  de Cantor, ou a de G&ouml;del, da indecidibilidade e incompletude dos sistemas
  formais, permanecem um desafio para a concilia&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s tantos anos de sua
  formula&ccedil;&atilde;o.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">N&atilde;o temos aqui o espa&ccedil;o para nos alongarmos sobre
  tantas e diversas controv&eacute;rsias. H&aacute; cerca de cem anos a hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias
  vem constituindo um vasto campo especializado, com copiosa bibliografia,
  cobrindo aspectos pouco ou nada divulgados nas salas de aula ou na m&iacute;dia
  n&atilde;o-especializada. Mas o que significa e qual a real import&acirc;ncia da exist&ecirc;ncia
  de controv&eacute;rsias passadas ou presentes? A&iacute; devemos tomar cuidado, pois a
  hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias n&atilde;o nos autoriza a concluir que n&atilde;o existem verdades pelo
  fato de que h&aacute; controv&eacute;rsias. Pelo contr&aacute;rio, se as teorias cient&iacute;ficas nunca
  puderam se arrogar a exclusividade de serem a verdade, &eacute; for&ccedil;oso apontar que as
  ci&ecirc;ncias <i>buscam </i>a verdade. Este aspecto &eacute; essencial, pois coloca as
  controv&eacute;rsias, a par de constituirem objeto de pesquisa hist&oacute;rica, como parte
  da base epistemol&oacute;gica do empreendimento cient&iacute;fico em qualquer &eacute;poca.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Diferentemente da apresenta&ccedil;&atilde;o paradigm&aacute;tica das
  ci&ecirc;ncias e de sua hist&oacute;ria, &eacute; mais instrutivo apreender o processo de
  constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento como uma s&eacute;rie de etapas dial&eacute;ticas. Em todos os
  tempos, o pensamento cient&iacute;fico se distinguiu pela confronta&ccedil;&atilde;o de teorias com
  a realidade. Mesmo levando em conta outro debate, o da constru&ccedil;&atilde;o de fatos de
  interesse para um determinado fim &#8211; constru&ccedil;&atilde;o essa que pode ser pessoal,
  sociol&oacute;gica, ou mesmo ideol&oacute;gica &#8211; e que acaba privilegiando alguns fatos
  em detrimento de outros, as hip&oacute;teses, e consequentemente as teorias e leis
  erigidas em torno desses fatos e hip&oacute;teses, est&atilde;o sempre a serem confrontadas
  com a realidade, num processo que pode ser de longa dura&ccedil;&atilde;o.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Neste sentido, n&atilde;o h&aacute; teorias que sejam "verdadeiras"
  para todo sempre, mas apenas teorias mais adequadas num momento. Sen&atilde;o,
  ter&iacute;amos dificuldade, voltando a nosso exemplo inicial, em explicar para algu&eacute;m
  que, depois de ter assimilado como verdadeira a "mec&acirc;nica newtoniana", depois
  fosse apresentado &agrave; "mec&acirc;nica relativ&iacute;stica". Dever&iacute;amos ent&atilde;o esclarecer que a
  primeira permanece bastante "verdadeira" para as escalas de velocidade a que
  estamos habituados. E pode bem suceder que em algum outro momento a teoria da
  relatividade se mostre inadequada em outras escalas e tenha de ser superada por
  outras teorias.</font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Em resumo, o pensamento cient&iacute;fico admite
  controv&eacute;rsias e n&atilde;o deveria se fechar em dogmas, mas estar pronto para aceitar
  o desafio de contesta&ccedil;&otilde;es cuja base experimental ou te&oacute;rica seja diferente dos
  padr&otilde;es estabelecidos. E precisamente este &eacute; o problema que afeta a maioria dos
  divulgadores cient&iacute;ficos: se n&atilde;o tiverem presente que a controv&eacute;rsia &eacute; a
  caracter&iacute;stica fundamental da atividade cient&iacute;fica, p&otilde;em-se em busca da "voz
  mais autorizada" em determinada especialidade, que em geral &eacute; algu&eacute;m
  representante da vers&atilde;o acad&ecirc;mica mais aceita, ou ao menos daquela que det&eacute;m o
  maior prest&iacute;gio e poder. N&atilde;o ocorre sempre aos divulgadores perguntar pelas
  opini&otilde;es controversas quando j&aacute; admitem tacitamente que se houver, estas
  representar&atilde;o as posi&ccedil;&otilde;es incorretas ou duvidosas dos cientistas que n&atilde;o
  atingiram os patamares de notoriedade com t&iacute;tulos e pr&ecirc;mios importantes.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">O que a hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias pode iluminar &eacute; o qu&atilde;o
  enganosa tem sido essa abordagem. Por exemplo, ao final do s&eacute;culo XIX o c&eacute;lebre
  e certamente brilhante cientista brit&acirc;nico Lorde Kelvin, tamb&eacute;m um famoso
  divulgador cient&iacute;fico, proclamou que a f&iacute;sica estava completa no seu essencial,
  faltando apenas detalhes &#8211; para imediatamente surgirem novas teorias como
  as da relatividade e da f&iacute;sica qu&acirc;ntica para desmenti-lo. Outro exemplo:
  quantos ge&oacute;logos n&atilde;o desprezaram inicialmente o climat&oacute;logo Wegener com sua
  teoria da deriva dos continentes, que aos poucos foi se impondo como correta?
  Ou ainda: como se revelaria presun&ccedil;osa a ridiculariza&ccedil;&atilde;o feita pelo importante
  cientista Otto Hahn quanto &agrave; afirma&ccedil;&atilde;o da qu&iacute;mica alem&atilde; Ida Noddack, feita em
  1934, de que os experimentos realizados por Fermi e outros indicavam n&atilde;o a
  obten&ccedil;&atilde;o de elementos transur&acirc;nicos, como acreditavam, mas sim a fiss&atilde;o nuclear
  &#8211; algo que o pr&oacute;prio Hahn s&oacute; admitiu a partir das explica&ccedil;&otilde;es de sua
  colega Lise Meitner?</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Seria, portanto, um terr&iacute;vel engano e uma falta de
  entendimento de como opera a ci&ecirc;ncia achar que sua hist&oacute;ria serve apenas para
  esclarecer um passado j&aacute; solidificado na forma da ci&ecirc;ncia dominante. Afinal,
  nalgum futuro este nosso presente ser&aacute; considerado suficientemente distanciado
  para ser olhado como passado.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Dito isto, podemos nos atrever a lan&ccedil;ar uma quest&atilde;o
  decorrente do exposto: quais s&atilde;o ent&atilde;o as controv&eacute;rsias cient&iacute;ficas, grandes ou
  pequenas, por que passamos atualmente? Com esse olhar investigativo combinado
  com o narrativo, historiadores, fil&oacute;sofos, soci&oacute;logos e divulgadores da ci&ecirc;ncia
  poderiam se aproximar da atividade cient&iacute;fica mais contempor&acirc;nea para indagar
  do estado e modo de funcionar desse tipo de conhecimento chamado "ci&ecirc;ncia".
  (Gostar&iacute;amos na incluir nessa rela&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m os pr&oacute;prios cientistas, mas sabemos
  como &eacute; dif&iacute;cil o distanciamento cr&iacute;tico &#8211; s&oacute; alguns atores o conseguem
  com rela&ccedil;&atilde;o a si mesmos.)</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Assim considerada, verificar-se-ia como est&aacute; plena de
  controv&eacute;rsias a ci&ecirc;ncia atual. Se isto &eacute; mais remoto para controv&eacute;rsias
  relativamente menores, ao menos as disputas que envolvem dogmas prevalecentes
  mostrariam o quadro do progresso cient&iacute;fico mais distintamente como um processo
  em constru&ccedil;&atilde;o. Certamente surgiriam temas como a explica&ccedil;&atilde;o cosmol&oacute;gica do "big
  bang", a aceita&ccedil;&atilde;o da relatividade restrita e da geral, a formula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o causal
  da teoria qu&acirc;ntica, a origem da vida e das esp&eacute;cies, as classifica&ccedil;&otilde;es
  taxon&ocirc;micas, os projetos gen&ocirc;micos, o estatuto da fus&atilde;o a frio, as estimativas
  de petr&oacute;leo e outros energ&eacute;ticos, o uso de is&oacute;topos na qu&iacute;mica, a suposta
  superfluidade de viagens espaciais, a teoria do aquecimento global, a luta
  contra o c&acirc;ncer. </font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Muitos outros t&oacute;picos deveriam ser acrescidos, pois
  se trata de um fen&ocirc;meno geral do conhecimento cient&iacute;fico: as controv&eacute;rsias
  existem, elas s&atilde;o o motor do progresso cient&iacute;fico, mas ficam ocultas,
  conhecidas apenas por integrantes das elites cient&iacute;ficas e, mesmo assim, n&atilde;o
  por todos. Se a ci&ecirc;ncia e seus int&eacute;rpretes calam as controv&eacute;rsias, optando pela
  inquestionabilidade dos dogmas, ela se torna um instrumento do <i>status quo</i> contra as mudan&ccedil;as, em suma um instrumento reacion&aacute;rio do poder. Ao contr&aacute;rio
  dos dogmas religiosos, a ci&ecirc;ncia deve ir se livrando de dogmas e explica&ccedil;&otilde;es
  insatisfat&oacute;rios.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Pelo contr&aacute;rio, a exposi&ccedil;&atilde;o das controv&eacute;rsias real&ccedil;a
  a busca do progresso e da aprimora&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos. Em &uacute;ltima inst&acirc;ncia,
  se desde pequenos aprend&ecirc;ssemos que esse confronto das controv&eacute;rsias
  cient&iacute;ficas &eacute; que &eacute;, no fundo, o processo da busca da verdade, temos a
  impress&atilde;o de que seriam despertadas mais voca&ccedil;&otilde;es para essa busca e as ci&ecirc;ncias
  seriam enfim mais popularizadas e menos elitizadas. Qu&atilde;o mais n&atilde;o seria
  prazerosa a pr&aacute;tica das ci&ecirc;ncias e o aprendizado de sua hist&oacute;ria?</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2"><b>Gildo Magalh&atilde;es</b> &eacute; professor associado da USP.</font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body>

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