<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1519-7654</journal-id>
<journal-title><![CDATA[ComCiência]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[ComCiência]]></abbrev-journal-title>
<issn>1519-7654</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Estadual de Campinas - Labjor]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1519-76542013000400010</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Formação profissional de artistas: além dos números, experiências vividas]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Segnini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Liliana Rolfsen Petrilli]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Estadual de Campinas Faculdade de Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>05</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>05</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<numero>148</numero>
<fpage>0</fpage>
<lpage>0</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1519-76542013000400010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1519-76542013000400010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1519-76542013000400010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nt"></a><b>Forma&ccedil;&atilde;o profissional de artistas:  al&eacute;m dos n&uacute;meros, experi&ecirc;ncias vividas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Liliana Rolfsen Petrilli Segnini<a href="#nta"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professora da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade Estadual de Campinas e pesquisadora do Grupo de Estudo e Pesquisa em Diferencia&ccedil;&atilde;o Sociocultural na mesma universidade</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste texto &eacute; analisar um dos aspectos relativos ao processo de forma&ccedil;&atilde;o profissional de artistas, grupo de trabalhadores que se distingue em rela&ccedil;&atilde;o aos ocupados no Brasil e na Fran&ccedil;a pela elevada escolaridade. Como se formam? Por meio de quais institui&ccedil;&otilde;es? Qual &eacute; a relev&acirc;ncia do Estado nesse processo? O que informam as estat&iacute;sticas? Quais as experi&ecirc;ncias vividas relatadas nas entrevistas? O que os diferencia enquanto dois grupos no campo da cultura? E quanto &agrave;s especificidades de cada pa&iacute;s? As rela&ccedil;&otilde;es sociais de classe e de g&ecirc;nero informam diferencia&ccedil;&otilde;es e/ou desigualdades, no processo de forma&ccedil;&atilde;o? Compreend&ecirc;-las, novamente nos remete &agrave;s singularidades de cada campo - dan&ccedil;a e m&uacute;sica - analisadas em v&aacute;rios artigos que resultam de um per&iacute;odo de mais de dez anos de pesquisa<a name="1b"></a><a href="#1a"><sup>1</sup></a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Forma&ccedil;&atilde;o em m&uacute;sica e dan&ccedil;a<a name="2b"></a><a href="#2a"><sup>2</sup></a></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"O melhor diploma &eacute; o &uacute;ltimo concerto" Alex Klein, obo&eacute;, 2006</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Heterogeneidade. Esta &eacute; a palavra s&iacute;ntese dos muitos caminhos que possibilitam a forma&ccedil;&atilde;o de um m&uacute;sico ou bailarino, frequentemente analisada sob o equivocado registro de voca&ccedil;&atilde;o ou dom. Nossa pesquisa recuperou diferenciados e &aacute;rduos processos de forma&ccedil;&atilde;o, os quais n&atilde;o s&atilde;o interrompidos jamais, sob o risco de o artista perder a possibilidade de continuar a exercer a profiss&atilde;o. As entrevistas relatam trajet&oacute;rias singulares, que informam o papel das fam&iacute;lias, as rela&ccedil;&otilde;es sociais de classe e de g&ecirc;nero, migra&ccedil;&otilde;es internacionais no contexto de mudan&ccedil;as pol&iacute;ticas num mundo globalizado. Expressam tamb&eacute;m o papel do Estado na institucionaliza&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o do artista, por meio de conservat&oacute;rios e a cria&ccedil;&atilde;o de cursos de ensino superior, sobretudo nas universidades p&uacute;blicas, bem como o seu papel de legitimador das certifica&ccedil;&otilde;es profissionais por meio dos sindicatos e ordens profissionais. Entre tantas formas heterog&ecirc;neas de forma&ccedil;&atilde;o, uma s&oacute; voz coletiva afirma dois aspectos:  a relev&acirc;ncia do mestre - o artista formador, nem sempre um professor; a forma&ccedil;&atilde;o permanente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Voc&ecirc; v&ecirc; muita gente que come&ccedil;a muito, muito bem, chega a ter o que seria o auge dentro da idade em que ele est&aacute; e que a partir deste momento come&ccedil;a a decair, isso acontece muito tamb&eacute;m. O que o Alex Klein menciona &eacute; o fato de que voc&ecirc; n&atilde;o pode deixar isso acontecer. Voc&ecirc; tem que a cada concerto, a cada apresenta&ccedil;&atilde;o, se avaliar voc&ecirc; tem que ser capaz de honestamente reconhecer o que est&aacute; bom... &eacute; bom tamb&eacute;m saber o que &eacute; bom, onde est&aacute; faltando ainda alguma coisa, onde voc&ecirc; pode ainda melhorar e ai voc&ecirc; pode continuar o seu trabalho gradativamente... n&atilde;o existe um ponto final para isso, n&eacute;? At&eacute; o fim da sua vida se for o caso... </i> (Antonio Meneses, violoncelista, 07/07)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste texto &eacute; analisar somente um dos aspectos presentes no relat&oacute;rio de pesquisa (2007) que informam os m&uacute;ltiplos processos que possibilitam a forma&ccedil;&atilde;o de um m&uacute;sico e ou bailarino<a name="3b"></a><a href="#3a"><sup>3</sup></a>. Trata-se da contradi&ccedil;&atilde;o presente na crescente escolariza&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;sicos e bailarinos no ensino superior observada por meio das estat&iacute;sticas nacionais, reiterada nas entrevistas. No entanto, a relev&acirc;ncia do diploma &eacute; questionada pelos pr&oacute;prios artistas na realiza&ccedil;&atilde;o de seus trabalhos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Diploma? Questionamentos &agrave; relev&acirc;ncia do diploma na forma&ccedil;&atilde;o do artista</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">M&uacute;sicos e bailarinos relativizam a relev&acirc;ncia de um diploma frente &agrave; exig&ecirc;ncia de mostrar compet&ecirc;ncia nas performances em audi&ccedil;&otilde;es, concertos, apresenta&ccedil;&otilde;es. Eles reafirmam, assim, o questionamento da relev&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o profissional pela institui&ccedil;&atilde;o escola (e ao diploma que outorga) impl&iacute;cita na fala do reconhecido obo&iacute;sta brasileiro, Alex Klein.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os processos seletivos, no Brasil ou na Fran&ccedil;a, para ingresso em orquestras ou companhias de dan&ccedil;a, demandam a comprova&ccedil;&atilde;o do dom&iacute;nio do desempenho art&iacute;stico, quer seja por meio de audi&ccedil;&otilde;es, frequentemente antecedidas por grava&ccedil;&otilde;es em &aacute;udio ou imagens. Os teatros pesquisados, nos dois pa&iacute;ses, n&atilde;o solicitam comprova&ccedil;&atilde;o de diploma em m&uacute;sica ou dan&ccedil;a, assim como os concorridos concursos internacionais. &Eacute; o resultado do trabalho do artista que &eacute; avaliado sempre, em qualquer momento de sua carreira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Concurso Internacional de Piano Villa-Lobos, realizado em 2006 na Sala S&atilde;o Paulo &eacute; tomado como um exemplo da n&atilde;o exig&ecirc;ncia de diplomas, mas da comprova&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia art&iacute;stica e "da linhagem" dos mestres envolvidos na forma&ccedil;&atilde;o do candidato. A Orquestra Sinf&ocirc;nica do Estado de S&atilde;o Paulo (Osesp) e o Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores o organizaram, sob a dire&ccedil;&atilde;o do regente John Neschling. Por meio da Lei de Incentivo &agrave; Cultura, esse evento contou com o patroc&iacute;nio do Grupo Andrade Gutierrez, Grupo Telemar e Companhia de Concess&otilde;es Rodovi&aacute;rias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O j&uacute;ri foi composto por pianistas renomados e reconhecidos internacionalmente, presididos pelo brasileiro Nelson Freire. Entre os vinte candidatos selecionados para a fase final, aberta ao p&uacute;blico, onze mulheres e nove homens, com idade entre dezesseis e trinta e seis anos. O mais jovem de todos os concorrentes, Chun Wang, ainda estudante na Escola de M&uacute;sica do Conservat&oacute;rio Central de M&uacute;sica de Pequim, foi selecionado para receber o pr&ecirc;mio em primeiro lugar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Wang, al&eacute;m do pr&ecirc;mio em dinheiro, grava&ccedil;&atilde;o de cd, contratos de concertos, recebeu uma bolsa de estudos para se aprimorar no Conservatoire National de Musique de Paris, possivelmente para vir a ser aluno do 4º pianista colocado no concurso. Idade, forma&ccedil;&atilde;o profissional, experi&ecirc;ncia, aspectos valorizados em outras carreiras, s&atilde;o colocadas sob questionamento face &agrave; relev&acirc;ncia do desempenho no momento do concurso. Como se forma um artista? Pergunta objetiva, resposta complexa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa realizada nas audi&ccedil;&otilde;es de sele&ccedil;&atilde;o para instrumentistas na Opera National de Paris e no Theatro Municipal de S&atilde;o Paulo evidencia que tamb&eacute;m nesse dif&iacute;cil processo n&atilde;o &eacute; exigido escolaridade e diplomas, s&oacute; conhecimento mensurado nas audi&ccedil;&otilde;es. No entanto, em ambas as orquestras, a forma&ccedil;&atilde;o superior em m&uacute;sica predomina nos curr&iacute;culos dos m&uacute;sicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cria&ccedil;&atilde;o de uma rede de excel&ecirc;ncia, de contatos que facilitam acesso ao trabalho considerado de qualidade, conquistado ap&oacute;s a supera&ccedil;&atilde;o de muitos obst&aacute;culos &eacute; reiterada nas entrevistas realizadas nas duas orquestras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O papel do Estado na forma&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o profissional do artista</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na Fran&ccedil;a, desde o s&eacute;culo XIX, cabe ao Estado republicano garantir a todos a forma&ccedil;&atilde;o profissional de m&uacute;sicos e bailarinos. Ravet elaborou a "pir&acirc;mide da forma&ccedil;&atilde;o" em m&uacute;sica e esta pode tamb&eacute;m ser adaptada &agrave; dan&ccedil;a, a estrutura se assemelha naquele pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="/img/revistas/cci/n148/a10fig01.jpg"><img src="/img/revistas/cci/n148/a10fig01thumb.jpg" border="0">    <br>   Clique para ampliar</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, as entrevistas afirmam que al&eacute;m da rigorosa forma&ccedil;&atilde;o, esse trajeto possibilita a cria&ccedil;&atilde;o de uma rede de excel&ecirc;ncia, de contatos que facilitam acesso ao trabalho considerado de qualidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De toda maneira, tudo se passa por meio do concurso. &Eacute; angustiante porque na Fran&ccedil;a esta &eacute; a "via real". Se n&atilde;o passamos pelo Conservat&oacute;rio Superior de M&uacute;sica, o concurso ser&aacute; mais dif&iacute;cil. Eu acredito que 95% dos m&uacute;sicos da &Oacute;pera de Paris passaram pelo CNSM! (risos) Assim, se n&atilde;o passamos pelo CNSM, existem poucas chances de fazer uma carreira. Eu n&atilde;o acredito que o ensino l&aacute; seja realmente maravilhoso, que sejamos obrigados a passar por l&aacute;. Este n&atilde;o &eacute; um problema de ensino, &eacute; um problema de constru&ccedil;&atilde;o de redes, na realidade. &Eacute; uma forma de entrar em um contexto, em um campo. &Eacute; entrar num grupo, conhecer gente que tem autoconfian&ccedil;a porque toca bem. (... ) Os professores n&atilde;o s&atilde;o melhores do que em outros lugares. N&atilde;o &eacute; isto. &Eacute; a possibilidade de construir uma rede que estimula o pr&oacute;prio grupo ... &Eacute; a emula&ccedil;&atilde;o que nasce por estar entre pessoas que interpretam bem. &Eacute; mais psicol&oacute;gico, eu acredito, do que o ensino em si. (Flautista, &Oacute;pera de Paris, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No relato dessa flautista sobre sua trajet&oacute;ria de forma&ccedil;&atilde;o profissional, s&atilde;o evidenciados alguns aspectos relevantes para a compreens&atilde;o da exig&ecirc;ncia de um longo percurso marcado pela realiza&ccedil;&atilde;o de audi&ccedil;&otilde;es em concursos competitivos, disciplina nos estudos individuais e coletivos, respeito &agrave; hierarquia. Para Elias e Scotson, existe um pre&ccedil;o social e individual na conquista do pertencimento a grupos considerados de elite. "A participa&ccedil;&atilde;o &agrave; superioridade de um grupo e ao carisma coletivo &eacute;, por assim dizer, a recompensa da submiss&atilde;o &agrave;s normas espec&iacute;ficas deste grupo (...) A gratifica&ccedil;&atilde;o que cada um tira de sua participa&ccedil;&atilde;o no carisma coletivo compensa o sacrif&iacute;cio pessoal da submiss&atilde;o &agrave;s normas coletivas"<a name="4b"></a><a href="#4a"><sup>4</sup></a> (tradu&ccedil;&atilde;o nossa).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a participa&ccedil;&atilde;o em grupos de m&uacute;sica e dan&ccedil;a considerados "de elite" nos seus respectivos contextos, encontram no ensino p&uacute;blico superior um papel recente e diferenciado em rela&ccedil;&atilde;o ao conjunto dos cursos no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As vagas no ensino superior no Brasil registraram crescimento de 250%, conforme dados do pr&oacute;prio MEC referentes aos anos 1990. No entanto, esta n&atilde;o foi a situa&ccedil;&atilde;o observada em m&uacute;sica e dan&ccedil;a; ao contr&aacute;rio, cursos implantados nesse per&iacute;odo encontram no Estado o principal agente. Esta situa&ccedil;&atilde;o permanece at&eacute; o presente e expressa uma das formas de est&iacute;mulo estatal a um campo econ&ocirc;mico em expans&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Censo do Ensino Superior, divulgado pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, registra ao longo da d&eacute;cada de 1990, cerca de 4.000 alunos e alunas matriculados no n&iacute;vel superior de dan&ccedil;a no Brasil. As matr&iacute;culas, apesar do n&uacute;mero ainda restrito, tendo em vista a dimens&atilde;o geogr&aacute;fica e populacional do Brasil, praticamente duplicaram no per&iacute;odo compreendido entre 1991 e 1999, ou seja, de 352 estudantes em dan&ccedil;a, em 1991, para 658, em 1999. O ensino superior p&uacute;blico contribuiu de forma mais contundente para esse crescimento, representando 72% das matr&iacute;culas no per&iacute;odo analisado. Na regi&atilde;o Sudeste est&aacute; concentrado o maior n&uacute;mero de vagas. As mulheres predominam nesse curso, ao contr&aacute;rio do que ocorre em m&uacute;sica. Analisando as matr&iacute;culas do curso superior de dan&ccedil;a, pode-se afirmar que a futura bailarina &eacute; do sexo feminino, uma vez que em cada dez alunos, nove s&atilde;o mulheres e, entre elas, 72% fizeram sua forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica em uma universidade p&uacute;blica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cci/n148/a10fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na m&uacute;sica &eacute; observado movimento similar, ainda mais intenso. Em 1991, das 3.324 matr&iacute;culas no ensino superior em m&uacute;sica, 2.527 estavam em universidades p&uacute;blicas; em 1999, dos estudantes de m&uacute;sica no pa&iacute;s, cerca de 3.500 frequentavam o ensino p&uacute;blico. A regi&atilde;o Sudeste do pa&iacute;s concentra o maior n&uacute;mero de vagas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim como na dan&ccedil;a, a m&uacute;sica reproduz, por meio do maior n&uacute;mero de matr&iacute;culas, a situa&ccedil;&atilde;o do mercado de trabalho nesse campo, quer seja pela concentra&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de espet&aacute;culos ou do volume de financiamento para tanto, com o apoio das m&uacute;ltiplas leis de isen&ccedil;&atilde;o fiscal nos planos federal, estadual e municipal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cci/n148/a10fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando os dados acima, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que a m&uacute;sica continuar&aacute; a constituir um espa&ccedil;o de trabalho masculino, tal como j&aacute; &eacute; no mercado de trabalho franc&ecirc;s e brasileiro, no presente. As porcentagens de mulheres musicistas, nos dois pa&iacute;ses, se aproximam - 30% -, apesar das diferen&ccedil;as hist&oacute;ricas no acesso &agrave; forma&ccedil;&atilde;o profissional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Profissionais da m&uacute;sica, segundo o sexo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cci/n148/a10fig04.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O emprego protegido pela legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista, tamb&eacute;m denominado trabalho formal ou "com carteira", frequentemente encontrado em orquestras (corpos est&aacute;veis) ou na doc&ecirc;ncia, representa um restrito grupo entre os profissionais da arte e do espet&aacute;culo, inclusive m&uacute;sicos. Nesse caso, a porcentagem de mulheres &eacute; ainda mais reduzida - 23%.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Emprego para profissionais da m&uacute;sica, segundo o sexo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cci/n148/a10fig05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Theatro Municipal de S&atilde;o Paulo, o diploma de ensino superior em m&uacute;sica &eacute; tamb&eacute;m pouco valorizado. Por&eacute;m, um paradoxo &eacute; observado mesmo considerando a n&atilde;o obrigatoriedade e a n&atilde;o exig&ecirc;ncia do curso superior para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o do m&uacute;sico:  dos 80 curr&iacute;culos dos m&uacute;sicos da Orquestra Sinf&ocirc;nica do Municipal de S&atilde;o Paulo, 59 informaram que conclu&iacute;ram o curso superior em m&uacute;sica (43 homens e 16 mulheres), 19 n&atilde;o conclu&iacute;ram (17 homens e 2 mulheres), s&oacute; dois n&atilde;o informaram. A n&atilde;o obrigatoriedade n&atilde;o significa que essa forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o fa&ccedil;a parte do curr&iacute;culo do maior n&uacute;mero desses m&uacute;sicos; ao contr&aacute;rio, faz-se necess&aacute;rio entender as raz&otilde;es que os levam &agrave; n&atilde;o valoriza&ccedil;&atilde;o desse diploma enquanto legitimador de conhecimentos que os habilita na concretiza&ccedil;&atilde;o de seus trabalhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>"(...) sabe, na m&uacute;sica n&atilde;o &eacute; importante fazer faculdade, porque se voc&ecirc; for prestar um concurso n&atilde;o interessa que voc&ecirc; tenha estudado em Israel, na R&uacute;ssia..., isso n&atilde;o &eacute; importante, o importante &eacute; voc&ecirc; chegar e saber tocar; na m&uacute;sica n&atilde;o tem muito isso de que voc&ecirc; precisa apresentar um diploma porque aquele diploma vai dizer que voc&ecirc; &eacute; m&uacute;sico" (Viola, m&uacute;sico OSM, 26/4/2004).</i> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>"(...) e a&iacute; era complicado, o des&acirc;nimo de chegar l&aacute; e ver aquela universidade..., eu j&aacute; n&atilde;o tinha uma estrutura, uma forma&ccedil;&atilde;o boa, eu imagino que eu deveria ter uma estrutura muito melhor para poder estar cursando a universidade. A&iacute; eu entro l&aacute; e vejo que l&aacute; tamb&eacute;m ningu&eacute;m tem, uma coisa completamente absurda assim, desestruturado, a&iacute; eu fiquei num des&acirc;nimo total" </i> (Contrabaixo, m&uacute;sico OSM, 31/3/2004).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, esse quadro tem historicamente se modificado. Os espa&ccedil;os considerados com maior legitimidade para a forma&ccedil;&atilde;o de m&uacute;sicos s&atilde;o os conservat&oacute;rios, as escolas de m&uacute;sica e aulas particulares. Mesmo assim, o papel do ensino superior assume outras caracter&iacute;sticas a partir da reforma do ensino superior ocorrida em 1968, a partir da qual os conservat&oacute;rios que n&atilde;o se configurassem de acordo com a Lei 5540<sup>5</sup>, n&atilde;o mais poderiam emitir diplomas que autorizassem seus formandos ao exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia (Pichoneri, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>(...) para aqueles que frequentaram as aulas particulares at&eacute; a d&eacute;cada de 1960, elas representaram o est&aacute;gio mais elevado de aprimoramento; para os que realizaram a partir dessa d&eacute;cada, elas tendiam a ser uma etapa entre os estudos de conservat&oacute;rio e o ingresso em n&iacute;vel superior. Isto porque, ap&oacute;s a reforma, os egressos de curso t&eacute;cnico de conservat&oacute;rio passaram a almejar estudos que diplomassem ou titulassem, de modo a atender &agrave; nova legisla&ccedil;&atilde;o e apresentar condi&ccedil;&otilde;es de obter um lugar no mercado de trabalho  (Ibid., 2004: 145).</i> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, n&atilde;o se pode afirmar que o curso superior seja condi&ccedil;&atilde;o <i>sine qua non</i> para o exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia, mesmo quando ele &eacute; realizado dentro do pr&oacute;prio espa&ccedil;o do ensino superior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>(...) eu lembro, quando eu ingressei na Unesp, que eu vi alunos de outras escolas que nunca tinham tido aula, por exemplo, de teoria ... os intervalos e a harmonia, enfim, que era coisa b&aacute;sica e que os professores t&ecirc;m que ensinar de novo; mas eu acho que eu fui bem privilegiada de ter estudado l&aacute; (no conservat&oacute;rio) (...) n&atilde;o cheguei a concluir (a gradua&ccedil;&atilde;o) (...) nunca fez falta, inclusive agora eu estou integrando o corpo docente da Faculdade Cantareira (...) mesmo sem o diploma. (Violino, m&uacute;sico OSM, 31/08/2004).</i> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; poss&iacute;vel tamb&eacute;m relacionar a procura pelo ensino superior como estrat&eacute;gia de inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho como docentes; dessa forma, os m&uacute;sicos buscam n&atilde;o somente a gradua&ccedil;&atilde;o, mas os cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o (especializa&ccedil;&atilde;o, mestrado e doutorado, este &uacute;ltimo em n&uacute;mero bastante reduzido), condi&ccedil;&atilde;o esta cada vez mais exigida nas universidades. No entanto, o reconhecimento do "not&oacute;rio saber" tem ainda sido suficiente em muitos casos (Arruda, 2012).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste texto foi poss&iacute;vel problematizar a rela&ccedil;&atilde;o entre o crescimento da participa&ccedil;&atilde;o do ensino superior na forma&ccedil;&atilde;o de artistas, especialmente m&uacute;sicos, e a desvaloriza&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia do curso superior observada em processos seletivos para orquestras, em concurso no campo da m&uacute;sica e nas entrevistas realizadas. A performance no momento da audi&ccedil;&atilde;o &eacute; avaliada, reiterando a afirma&ccedil;&atilde;o do obe&iacute;sta Alex Klein, em entrevista realizada no Festival de Campos do Jord&atilde;o, em 2006:  "O melhor diploma &eacute; o &uacute;ltimo concerto". No entanto, a relev&acirc;ncia da constru&ccedil;&atilde;o de uma rede de profissionais que se ap&oacute;iam mutuamente, a partir do pertencimento ao mesmo processo de forma&ccedil;&atilde;o profissional, tal como evidenciado pela flautista na Fran&ccedil;a, pode ser reiterado no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Notas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1a"></a><a href="#1b">1</a> Vide bibliografia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="2a"></a><a href="#2b">2</a> Texto elaborado com a participa&ccedil;&atilde;o da Dra. Dilma Fabri Mar&atilde;o Pichoneri.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="3a"></a><a href="#3b">3</a> Relat&oacute;rio Cient&iacute;fico referente ao projeto &#171; <i>Trabalho e forma&ccedil;&atilde;o no campo da cultura:  professores, m&uacute;sicos e bailarinos</i> ". Fapesp, per&iacute;odo 2003/2007. O processo de forma&ccedil;&atilde;o profissional dos artistas m&uacute;sicos e bailarinos &eacute; analisado no cap&iacute;tulo II, subdividido nos seguintes sub t&oacute;picos:  Diploma? Questionamentos &agrave; relev&acirc;ncia do diploma na forma&ccedil;&atilde;o do artista; O papel do Estado na forma&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o profissional do artista; Fam&iacute;lia:  do incentivo &agrave; interdi&ccedil;&atilde;o; Imigra&ccedil;&otilde;es internacionais:  estrat&eacute;gias de forma&ccedil;&atilde;o e de trabalho; Rela&ccedil;&otilde;es sociais de classe na forma&ccedil;&atilde;o do m&uacute;sico e do bailarino; Festival de Campos de Jord&atilde;o:  forma&ccedil;&atilde;o e possibilidades de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="4a"></a><a href="#4b">4</a> La participation &agrave; la superiorit&eacute; d'un groupe et &agrave; charisme collectif est, por ainsi dire, la r&eacute;compense de la sobmission aux normes sp&eacute;cifiques de ce groupe (...) La gratification que chaque um tire de as participation au charisme collectif compense le sacrifice de la soumission aux nomme collectifs &gt;&gt; - Elias, Norbert. <i>Logiques de l'exclusion</i> . Paris:  Fayard, 1965. 5 Lei n. 5.540, de 28 de novembro de 1968. Fixa normas de organiza&ccedil;&atilde;o e funcionamento do ensino superior e sua articula&ccedil;&atilde;o com a escola m&eacute;dia, e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Arruda, C&aacute;rmen  L&uacute;cia Rodrigues. "Arte, trabalho e profiss&atilde;o docente:  contradi&ccedil;&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es  de trabalho dos artistas na universidade p&uacute;blica". Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais.   Universidade Estadual de Campinas. 2012</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Adorno, Theodor. "O fetichismo na m&uacute;sica e a regress&atilde;o da audi&ccedil;&atilde;o". In: <i>Textos escolhidos</i> :  Walter Benjamin, Max  Horkheimer, Theodor W. Adorno, Jurgen Habermas. Tradu&ccedil;&atilde;o de:  Jos&eacute; Lino  Grunnewald et al. 2. ed. S&atilde;o Paulo:  Abril Cultural, 1983.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Becker, Howard. <i>Les mondes de l'art</i> . Paris:  Flammarion,  2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Barbalho, Alexandre. <i>Pol&iacute;ticas culturais no Brasil</i> :  identidade  e diversidade sem diferen&ccedil;a. Texto mimeo, Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o, UFBA, 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Benjamin, Walter. "A obra de arte na &eacute;poca de suas t&eacute;cnicas de reprodu&ccedil;&atilde;o". In:   Walter Benjamin, Max Horkheimer, Theodor Adorno, Jurgen Habermas. <i>Textos escolhidos</i> . S&atilde;o Paulo:  Abril  Cultural, 1983 (Cole&ccedil;&atilde;o Os Pensadores).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Buscatto, Marie. "Mulher em um mundo de homens m&uacute;sicos". Usos epistemol&oacute;gicos do  "g&ecirc;nero" do etn&oacute;grafo. Comunica&ccedil;&atilde;o enviada para o Semin&aacute;rio Internacional  Trabalho Docente e Art&iacute;stico:  For&ccedil;a e Fragilidade das Profiss&otilde;es. Decise/FE/Unicamp,  maio 2006. Texto mimeo. Minist&eacute;rio da Cultura. <i>Cultura em n&uacute;meros. Anu&aacute;rio  de estat&iacute;sticas culturais 2009</i> . Bras&iacute;lia:  MINC, 2009</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Calabre, Lia. <i>Pol&iacute;ticas culturais no  Brasil:  dos anos 1930 ao s&eacute;culo  XXI</i> . Rio de Janeiro:  Editora FGV, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Carvalho, Cristina Am&eacute;lia Pereira de. "O Estado e a participa&ccedil;&atilde;o conquistada no  campo das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a cultura no Brasil". In:  Calabre, Lia  (Org.). <i>Pol&iacute;ticas culturais: reflex&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es</i> . S&atilde;o Paulo:  Ita&uacute;  Cultural; Rio de Janeiro:  Funda&ccedil;&atilde;o Casa de Rui Barbosa, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Caute, David. <i>The dancers defects. The struggle for cultural  supremacy during the Cold War.</i> New York:  Oxford University Press inc., 2003.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Coli, Juliana. "A precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho imaterial:  o caso do cantor do  espet&aacute;culo l&iacute;rico". In:  <i>Riqueza e mis&eacute;ria do  trabalho no Brasil</i> . S&atilde;o Paulo:  Boitempo, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ______. <i>Vissi D'Arte: por amor a uma profiss&atilde;o</i> . S&atilde;o Paulo:   Annablume, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Coulangeon, Philippe. &#171; A experi&ecirc;ncia da precariedade nas profiss&otilde;es  art&iacute;sticas:  o caso dos m&uacute;sicos int&eacute;rpretes". In: <i>Sociologie  de l'arte</i>, opus 5,  nouvelle s&eacute;rie Le travail artistique. Paris:  L'Harmattan, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ______. <i>Les musiciens  interpr&egrave;tes en France. </i> Portrait  d'une profession. Paris:  La Documentation Fran&ccedil;aise,  2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Debord, Guy. <i>A sociedade do  espet&aacute;culo</i> . Rio de Janeiro:  Contraponto Editora, 1997.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Elias, Norbert. <i>Mozart. Sociologia de um  g&ecirc;nio</i> . Rio de Janeiro:  Jorge Zahar Editor, 1995.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ________ <i>Logiques de l'exclusion</i> .  Paris:  Fayard, 1965.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Maruani, Margaret; Hirata, Helena (Org.) <i>As novas fronteiras da  desigualdade. Homens e mulheres no mercado de trabalho.</i> S&atilde;o Paulo:  Editora Senac, 2003.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Menger, Pierre-Michel. <i>Retrato do artista  enquanto trabalhador: metamorfoses do  capitalismo</i> . Lisboa:  Roma Editora, 2005 (Cole&ccedil;&atilde;o Evolu&ccedil;&atilde;o).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ______. <i>Le travail cr&eacute;ateur. S'accomplir dans l'incertain</i> . Paris:   &Eacute;ditions Gallimard, &Eacute;ditions Le Seuil, 2010 (Collection Hautes &Eacute;tudes).    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pichoneri, Dilma Fabri Mar&atilde;o. "Rela&ccedil;&otilde;es de trabalho em  m&uacute;sica:  o contraponto da harmonia".  Programa  de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o. Universidade Estadual de Campinas,  2011. Bolsa Fapesp</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Queiroz, Maria Isaura Pereira. <i>Varia&ccedil;&otilde;es sobre a  t&eacute;cnica de gravador no registro da informa&ccedil;&atilde;o viva. </i> S&atilde;o Paulo:  T. A. Queiroz, 1991  (Biblioteca B&aacute;sica de Ci&ecirc;ncias Sociais. S&eacute;rie 2. Textos; v. 7).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Rannou, Janine, Roharik, Ionela. <i>Les danseurs. Un metier  d'engagement</i> . Paris:  Minist&eacute;re de la Culture et de la Communication,  D&eacute;partement des &Eacute;tudes, de la   Prospective et des Statistiques, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segnini, Liliana R.P  "Acordes dissonantes:  assalariamento e rela&ccedil;&otilde;es de  g&ecirc;nero em orquestras". In: <i>Riqueza e mis&eacute;ria do trabalho no Brasil</i> . S&atilde;o Paulo:   Boitempo, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ______.  "Rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero nas profiss&otilde;es art&iacute;sticas:   compara&ccedil;&atilde;o Brasil-Fran&ccedil;a". In:  Costa, Albertina de Oliveira; Sorj, Bila;  Bruschini, Cristina; Hirata, Helena (Org.). <i>Mercado de trabalho e  g&ecirc;nero: compara&ccedil;&otilde;es internacionais</i> . S&atilde;o Paulo:  Editora FGV, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ______. "Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e mercado de trabalho no campo da  cultura". In:  Leite, M&aacute;rcia Paula; Ara&uacute;jo, Angela Maria Carneiro (Org.). <i>O trabalho reconfigurado: ensaios sobre Brasil e M&eacute;xico</i> . S&atilde;o  Paulo:  Annablume; Fapesp, 2009.(a)</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ______. "Viv&ecirc;ncias heterog&ecirc;neas do trabalho prec&aacute;rio:  homens e  mulheres, profissionais da m&uacute;sica e da dan&ccedil;a, Paris e S&atilde;o Paulo". In:   Guimar&atilde;es, Nadya Ara&uacute;jo; Hirata, Helena; Sugita, Kurumi (orgs) <i>Trabalho flex&iacute;vel, empregos prec&aacute;rios? Uma  compara&ccedil;&atilde;o Brasil, Fran&ccedil;a, Jap&atilde;o.</i> S&atilde;o  Paulo:  EDUSP, 2009.(b)</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ______. Relat&oacute;rio final Programa Rumos Ita&uacute; Cultural M&uacute;sica - <i>Forma&ccedil;&atilde;o profissional e trabalho nas narrativas de  m&uacute;sicos selecionados 2007/2009</i> . S&atilde;o Paulo:  Observat&oacute;rio Ita&uacute;  Cultural, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ______. Relat&oacute;rio final Programa Rumos Ita&uacute; Cultural Artes Visuais -  Trilhas do Desejo - <i>Forma&ccedil;&atilde;o profissional e  trabalho nas narrativas de artistas visuais selecionados 2008/2009. Trilhas do Desejo.</i> S&atilde;o Paulo: Observat&oacute;rio Ita&uacute; Cultural,  2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">______. Relat&oacute;rio final Programa Rumos Ita&uacute; Cultural Dan&ccedil;a - Videodan&ccedil;a e  Mostra de Processos. Edi&ccedil;&atilde;o 2009-2010 <i>- Forma&ccedil;&atilde;o profissional  e trabalho nas narrativas de artistas visuais selecionados 2009/2010</i> .  S&atilde;o Paulo:  Observat&oacute;rio  Ita&uacute; Cultural, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segnini, Marina Petrilli. <i>Les artistes du  spectacle vivant au temps de l'intermittence:  plaisir et souffrance au travail</i> . In  mimeo, France, 2006 (b).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ______. "Sofrimento e prazer no trabalho art&iacute;stico em dan&ccedil;a". Disserta&ccedil;&atilde;o  apresentada &agrave; Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo para obten&ccedil;&atilde;o  do t&iacute;tulo de mestre em   ci&ecirc;ncias. Programa de ci&ecirc;ncias da reabilita&ccedil;&atilde;o. &Aacute;rea de  concentra&ccedil;&atilde;o:  movimento, postura e a&ccedil;&atilde;o humana. Orientadora:  profa. dra. Selma  Lancman, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Sontag, Susan. "O dan&ccedil;arino e a dan&ccedil;a". In: <i>Quest&atilde;o de &ecirc;nfase. </i> Ensaios. S&atilde;o Paulo:  Companhia  das Letras, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Williams, Raymond. <i>Palavras-chave</i> :   um vocabul&aacute;rio de cultura e sociedade. S&atilde;o Paulo:  Boitempo, 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ______. <i>Cultura</i> . Rio  de Janeiro:  Paz e Terra, 1992.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Wu, Chin-tao. <i>Privatiza&ccedil;&atilde;o da cultura: a interven&ccedil;&atilde;o corporativa na arte desde os anos  1980</i> . S&atilde;o Paulo:  Boitempo, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Y&uacute;dice, George. <i>A conveni&ecirc;ncia da  cultura: usos da cultura na era  global</i> . Belo Horizonte:  Editora UFMG, 2004.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nta"></a><a href="#nt">*</a> 10/05/2013</font></p>      ]]></body>
<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arruda]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cármen Lúcia Rodrigues]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA["Arte, trabalho e profissão docente: contradições nas relações de trabalho dos artistas na universidade pública"]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Estadual de Campinas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Adorno]]></surname>
<given-names><![CDATA[Theodor]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["O fetichismo na música e a regressão da audição"]]></article-title>
<source><![CDATA[Textos escolhidos: Walter Benjamin, Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Jurgen Habermas]]></source>
<year>1983</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Abril Cultural]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Becker]]></surname>
<given-names><![CDATA[Howard]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Les mondes de l'art]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Flammarion]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barbalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alexandre]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Políticas culturais no Brasil: identidade e diversidade sem diferença]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-name><![CDATA[Faculdade de EducaçãoUFBA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Benjamin]]></surname>
<given-names><![CDATA[Walter]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["A obra de arte na época de suas técnicas de reprodução"]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Benjamin]]></surname>
<given-names><![CDATA[Walter]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Horkheimer]]></surname>
<given-names><![CDATA[Max]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Adorno]]></surname>
<given-names><![CDATA[Theodor]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Habermas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jurgen]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Textos escolhidos]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Abril Cultural]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Buscatto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marie]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA["Mulher em um mundo de homens músicos": Usos epistemológicos do "gênero" do etnógrafo]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MINC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Calabre]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lia]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Políticas culturais no Brasil: dos anos 1930 ao século XXI]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora FGV]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cristina Amélia Pereira de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["O Estado e a participação conquistada no campo das políticas públicas para a cultura no Brasil"]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Calabre]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lia]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Políticas culturais: reflexões e ações]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[São PauloRio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Itaú CulturalFundação Casa de Rui Barbosa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Caute]]></surname>
<given-names><![CDATA[David]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The dancers defects: The struggle for cultural supremacy during the Cold War]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press inc.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coli]]></surname>
<given-names><![CDATA[Juliana]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["A precarização do trabalho imaterial: o caso do cantor do espetáculo lírico"]]></article-title>
<source><![CDATA[Riqueza e miséria do trabalho no Brasil]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Boitempo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coli]]></surname>
<given-names><![CDATA[Juliana]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Vissi D'Arte: por amor a uma profissão]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Annablume]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coulangeon]]></surname>
<given-names><![CDATA[Philippe]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[« A experiência da precariedade nas profissões artísticas: o caso dos músicos intérpretes"]]></article-title>
<source><![CDATA[Sociologie de l'arte]]></source>
<year>2004</year>
<edition>5</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[L'Harmattan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coulangeon]]></surname>
<given-names><![CDATA[Philippe]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Les musiciens interprètes en France: Portrait d'une profession]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[La Documentation Française]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Debord]]></surname>
<given-names><![CDATA[Guy]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A sociedade do espetáculo]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Contraponto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Elias]]></surname>
<given-names><![CDATA[Norbert]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mozart: Sociologia de um gênio]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Jorge Zahar Editor]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Elias]]></surname>
<given-names><![CDATA[Norbert]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Logiques de l'exclusion]]></source>
<year>1965</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fayard]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maruani]]></surname>
<given-names><![CDATA[Margaret]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hirata]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helena]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As novas fronteiras da desigualdade: Homens e mulheres no mercado de trabalho]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Senac]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Menger]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pierre-Michel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Retrato do artista enquanto trabalhador: metamorfoses do capitalismo]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Roma Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Menger]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pierre-Michel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Le travail créateur: S'accomplir dans l'incertain]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Éditions GallimardÉditions Le Seuil]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pichoneri]]></surname>
<given-names><![CDATA[Dilma Fabri Marão]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA["Relações de trabalho em música: o contraponto da harmonia"]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-name><![CDATA[Programa de Pós-Graduação em EducaçãoUniversidade Estadual de Campinas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Queiroz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Isaura Pereira]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Variações sobre a técnica de gravador no registro da informação viva]]></source>
<year>1991</year>
<volume>7</volume>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[T. A. Queiroz]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rannou]]></surname>
<given-names><![CDATA[Janine]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roharik]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ionela]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Les danseurs: Un metier d'engagement]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministére de la Culture et de la CommunicationDépartement des Étudesde la Prospective et des Statistiques]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Segnini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Liliana R.P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Acordes dissonantes: assalariamento e relações de gênero em orquestras"]]></article-title>
<source><![CDATA[Riqueza e miséria do trabalho no Brasil]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Boitempo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Segnini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Liliana R.P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Relações de gênero nas profissões artísticas: comparação Brasil-França"]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Albertina de Oliveira]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sorj]]></surname>
<given-names><![CDATA[Bila]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bruschini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cristina]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hirata]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helena]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mercado de trabalho e gênero: comparações internacionais]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora FGV]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Segnini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Liliana R.P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Políticas públicas e mercado de trabalho no campo da cultura"]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Leite]]></surname>
<given-names><![CDATA[Márcia Paula]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Angela Maria Carneiro]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O trabalho reconfigurado: ensaios sobre Brasil e México]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[AnnablumeFapesp]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Segnini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Liliana R.P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Vivências heterogêneas do trabalho precário: homens e mulheres, profissionais da música e da dança, Paris e São Paulo"]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Guimarães]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nadya Araújo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hirata]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helena]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sugita]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kurumi]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Trabalho flexível, empregos precários?: Uma comparação Brasil, França, Japão]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[EDUSP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Segnini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Liliana R.P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Relatório final Programa Rumos Itaú Cultural Música: Formação profissional e trabalho nas narrativas de músicos selecionados 2007/2009]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Observatório Itaú Cultural]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Segnini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Liliana R.P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Relatório final Programa Rumos Itaú Cultural Artes Visuais: Trilhas do Desejo - Formação profissional e trabalho nas narrativas de artistas visuais selecionados 2008/2009. Trilhas do Desejo]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Observatório Itaú Cultural]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Segnini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Liliana R.P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Relatório final Programa Rumos Itaú Cultural Dança: Videodança e Mostra de Processos. Edição 2009-2010 - Formação profissional e trabalho nas narrativas de artistas visuais selecionados 2009/2010]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Observatório Itaú Cultural]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Segnini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marina Petrilli]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Les artistes du spectacle vivant au temps de l'intermittence: plaisir et souffrance au travail]]></source>
<year>2006</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Segnini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marina Petrilli]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA["Sofrimento e prazer no trabalho artístico em dança"]]></source>
<year>2010</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sontag]]></surname>
<given-names><![CDATA[Susan]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["O dançarino e a dança"]]></article-title>
<source><![CDATA[Questão de ênfase: Ensaios]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Companhia das Letras]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[Raymond]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Palavras-chave: um vocabulário de cultura e sociedade]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Boitempo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[Raymond]]></given-names>
</name>
</person-group>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cultura]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Paz e Terra]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wu]]></surname>
<given-names><![CDATA[Chin-tao]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Privatização da cultura: a intervenção corporativa na arte desde os anos 1980]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Boitempo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Yúdice]]></surname>
<given-names><![CDATA[George]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A conveniência da cultura: usos da cultura na era global]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora UFMG]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
