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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    <b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><a name="top"></a><b>Liberdade,    propriedade e cultura na sociedade informacional</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b> Sergio Amadeu    da Silveira </b></font></p>     <p /> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Professor da    Universidade Federal do ABC, doutor em ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, membro    do Conselho Cient&iacute;fico da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Pesquisadores    de Cibercultura (ABCiber) e representante da sociedade civil no Comit&ecirc;    Gestor da Internet no Brasil</font>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Existe uma rela&ccedil;&atilde;o    social historicamente determinada entre as pr&aacute;ticas da liberdade, da    cultura e da propriedade? Essas tr&ecirc;s no&ccedil;&otilde;es podem ser observadas    sociologicamente tanto como a&ccedil;&atilde;o quanto como institui&ccedil;&atilde;o    que se alteram de sociedade para sociedade em cada per&iacute;odo hist&oacute;rico.    Al&eacute;m disso, as concep&ccedil;&otilde;es de liberdade, cultura e propriedade    tendem a ser bem diferentes, a depender da perspectiva filos&oacute;fica, ideol&oacute;gica    ou da vis&atilde;o de mundo daqueles que refletem sobre cada uma delas ou sobre    sua inter-rela&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O arranjo liberal,    no mundo industrial, enfatizou a superioridade da propriedade em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; liberdade e a cultura. As correntes marxistas poderiam concordar com    a vis&atilde;o liberal apenas no ponto de partida, ou seja, a apropria&ccedil;&atilde;o    da riqueza produzida determinaria, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, as concep&ccedil;&otilde;es    de liberdade e as pr&aacute;ticas culturais de uma dada sociedade. Mas, para    os marxistas, a necess&aacute;ria justi&ccedil;a na distribui&ccedil;&atilde;o    da propriedade exigia a limita&ccedil;&atilde;o da liberdade de iniciativa e    implicaria em uma cultura distinta. O arcabou&ccedil;o jur&iacute;dico e a cultura    seriam fortemente influenciados e, para alguns int&eacute;rpretes, at&eacute;    determinados pelas rela&ccedil;&otilde;es de propriedade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outras correntes    do pensamento ressaltaram a primazia da liberdade. Esta seria a resposta de    uma certa perspectiva n&ocirc;made e implicaria em um cultura da mudan&ccedil;a    e da incorpora&ccedil;&atilde;o constante de fragmentos simb&oacute;licos de    diversos povos. A propriedade n&atilde;o implicaria em um direito maior e muito    menos em uma liberdade suprema. O olhar antropol&oacute;gico refor&ccedil;ou    a desconfian&ccedil;a na superioridade ontol&oacute;gica da propriedade e relatou    a cultura de povos que constru&iacute;ram outras no&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas    daquilo que denominamos propriedade e liberdade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um olhar atento    sobre a evolu&ccedil;&atilde;o do capitalismo industrial permitir&aacute; observar    a intensa mercantiliza&ccedil;&atilde;o do conjunto de pr&aacute;ticas sociais    baseadas na constru&ccedil;&atilde;o da propriedade como um direito maior. A    pr&oacute;pria perspectiva da liberdade negativa implicava, principalmente,    na aus&ecirc;ncia de coer&ccedil;&atilde;o do Estado sobre a propriedade e a    liberdade de apropria&ccedil;&atilde;o. Mas as demais liberdades, de express&atilde;o,    pensamento e cria&ccedil;&atilde;o, entre outras, pareciam poder se constituir    sem contradi&ccedil;&atilde;o com a supremacia da apropria&ccedil;&atilde;o    privada de tudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando a expans&atilde;o    da industrializa&ccedil;&atilde;o atingiu em cheio a cultura, a partir do s&eacute;culo    XIX, podemos notar o in&iacute;cio das pr&aacute;ticas discursivas a respeito    do papel imprescind&iacute;vel da propriedade para a cria&ccedil;&atilde;o.    Desse modo, a criatividade e a exist&ecirc;ncia de express&otilde;es culturais    fortes dependeriam de garantias r&iacute;gidas para a apropria&ccedil;&atilde;o    privada dos produtos culturais. As legisla&ccedil;&otilde;es de <i>copyright</i>    e direitos do autor buscavam consolidar essa vis&atilde;o. A criatividade s&oacute;    poderia proliferar com todo o seu potencial se a liberdade criativa fosse acompanhada    de um sistema de prote&ccedil;&atilde;o do criador. Todavia, quando olhamos    mais profundamente as din&acirc;micas dessa prote&ccedil;&atilde;o, encontramos    no topo da cadeia de apropria&ccedil;&otilde;es os intermedi&aacute;rios da    ind&uacute;stria cultural e somente como elo inferior o criador.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A ideia dominante    do capitalismo industrial era de que a propriedade da cria&ccedil;&atilde;o    deveria ser protegida da liberdade de uso pelo p&uacute;blico tornado consumidor    de produtos culturais. A prote&ccedil;&atilde;o da propriedade seria a fonte    ou base maior da cria&ccedil;&atilde;o. Todavia, existia um mal-estar com a    proposi&ccedil;&atilde;o de tratar os bens culturais como coisas plenamente    e irrestritamente privatiz&aacute;veis. &Eacute; bem conhecida a compara&ccedil;&atilde;o    que Thomas Jefferson fez, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX, das ideias    com a chama de uma vela<b><a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a></b>.    Ao permitir que outra vela se ilumine com o mesmo fogo, a chama da primeira    vela n&atilde;o se apaga. Para muitos, fossem liberais, conservadores ou socialistas,    a propriedade sobre ideias ou sobre suas express&otilde;es era algo question&aacute;vel.    Tanto &eacute; que, at&eacute; o momento, em nenhum pa&iacute;s do mundo, a    propriedade sobre uma m&uacute;sica, um texto ou uma imagem &eacute; ilimitada    no tempo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A chamada prote&ccedil;&atilde;o    de uma obra art&iacute;stica ou de uma express&atilde;o cultural sempre foi    temporalmente limitada. Por press&otilde;es constantes dos intermedi&aacute;rios    da cria&ccedil;&atilde;o e da crescente ind&uacute;stria cultural, esses limites    foram sendo estendidos. Hoje, nos Estados Unidos, uma obra s&oacute; entra em    dom&iacute;nio p&uacute;blico 95 anos ap&oacute;s a morte do autor. No Brasil,    isso ocorre 70 anos ap&oacute;s o seu criador ter falecido. Isso quer dizer    que a cria&ccedil;&atilde;o deve voltar &agrave; sua dimens&atilde;o comum,    cultural, ap&oacute;s ter sido controlada e explorada privadamente por muitos    anos. Desse modo, as leis tamb&eacute;m protegem o chamado dom&iacute;nio p&uacute;blico    e restringem a propriedade, ou seja, imp&otilde;e uma barreira no tempo &agrave;    apropria&ccedil;&atilde;o privada das express&otilde;es culturais. Qual a rela&ccedil;&atilde;o    do dom&iacute;nio p&uacute;blico com a liberdade de cria&ccedil;&atilde;o? Estaria    o criador desprotegido quando sua obra vai para o dom&iacute;nio p&uacute;blico?    Ele perderia sua liberdade?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O termo prote&ccedil;&atilde;o    pode ser caracterizado como demasiadamente ideol&oacute;gico, uma vez que podemos    definir o per&iacute;odo em que uma obra n&atilde;o pode ser retrabalhada e    recombinada por diversos outros criadores como um per&iacute;odo em que existe    um cerceamento da liberdade de cria&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o uma prote&ccedil;&atilde;o.    Embora, toda a l&oacute;gica discursiva aponte para o direito do autor, a exist&ecirc;ncia    dessa prote&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s sua morte n&atilde;o tem nenhuma rela&ccedil;&atilde;o    com o criador, nem com o incentivo para que algu&eacute;m continue a criar.    Na verdade, com a expans&atilde;o dos limites temporais das leis de <i>copyright</i>    de direitos do autor, o capitalismo industrial protege primordialmente as corpora&ccedil;&otilde;es    e modelos de neg&oacute;cios baseados em uma s&eacute;rie de intermedi&aacute;rios    que ganham com as obras de cat&aacute;logos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma arqueologia    do discurso sobre a cria&ccedil;&atilde;o cultural no mundo industrial permite    encontrar a estranha omiss&atilde;o da completa depend&ecirc;ncia hist&oacute;rica,    na propriedade sobre a m&uacute;sica, das tecnologias de grava&ccedil;&atilde;o.    Antes delas, o criador poderia vender partituras ou executar m&uacute;sicas    em espet&aacute;culos de variada dimens&atilde;o, mas tinha pouco interesse    em ser "dono" da m&uacute;sica. A possibilidade de vincula&ccedil;&atilde;o    da m&uacute;sica a um suporte f&iacute;sico que poderia ser ouvido em outro    tempo e espa&ccedil;o viabilizou a propriedade sobre a m&uacute;sica. O autor    se tornou dono.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As tecnologias    digitais desvincularam o texto do papel, a m&uacute;sica do vinil e o filme    da pel&iacute;cula. As cria&ccedil;&otilde;es culturais foram multiplicadas    em milh&otilde;es de c&oacute;pias sem desgaste do original e sem a necessidade    dos antigos suportes f&iacute;sicos. Ca&iacute;ram os custos e as barreiras    para os criadores disseminarem e compartilharem suas cria&ccedil;&otilde;es.    Simultaneamente, aumentaram as dificuldades para a ind&uacute;stria cultural    controlar as c&oacute;pias e as recombina&ccedil;&otilde;es, uma vez que as    tecnologias digitais s&atilde;o tipicamente tecnologias de compartilhamento    de bens imateriais, intang&iacute;veis. Assim, a intensa digitaliza&ccedil;&atilde;o    dos bens simb&oacute;licos trouxe novamente o debate sobre o car&aacute;ter    comum, coletivo, social, das cria&ccedil;&otilde;es. Alguns pensadores, como    James Boyle, comparam as atuais tentativas de ampliar o tempo de cerceamento    das express&otilde;es culturais, visando impedir sua entrada em dom&iacute;nio    p&uacute;blico, aos cercamentos das terras comunais que ocorreram na Europa    a partir da dissolu&ccedil;&atilde;o do mundo feudal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A liberdade de    recombinar bens simb&oacute;licos &eacute; a base da criatividade. A internet    n&atilde;o reduziu nem destruiu a criatividade. Ao contr&aacute;rio, nunca se    viu tamanha profus&atilde;o de cria&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o h&aacute;    nenhum indicador de que a diversidade cultural tenha se reduzido com a amplia&ccedil;&atilde;o    do compartilhamento de bens simb&oacute;licos nas redes digitais. A propriedade    sobre ideias pode ter sido um importante modo de viabilizar ganhos no mundo    industrial e, certamente, ainda ensejar&aacute; diversas formas de ganhar dinheiro    no cen&aacute;rio informacional. Entretanto, est&aacute; longe de ser a fonte    da cria&ccedil;&atilde;o. Tudo indica que o bloqueio &agrave; liberdade de compartilhamento    &eacute; que pode reduzir a inventividade existente nas redes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim como Jack    Valenti, em 1982, ent&atilde;o presidente da Motion Picture Association of America,    tentou impedir que a Sony pudesse comercializar o gravador de videocassete (VCR)    para evitar que as pessoas pudessem copiar v&iacute;deos em suas casas, atualmente    a ind&uacute;stria da intermedia&ccedil;&atilde;o da cultura quer tentar retirar    da internet algumas de suas liberdades basilares, a liberdade de copiar e de    recombinar conte&uacute;dos online. Essa postura obscura desconhece as caracter&iacute;sticas    mais marcantes da cibercultura, que s&atilde;o as pr&aacute;ticas recombinantes    e as reconfigura&ccedil;&otilde;es dos inventos tecnol&oacute;gicos. Por recusar    a perspectiva de depend&ecirc;ncia, no caso dos sistemas de propriedade sobre    ideias, das tecnologias de armazenamento e dissemina&ccedil;&atilde;o de bens    imateriais, considera que a criminaliza&ccedil;&atilde;o e enrijecimento das    pr&aacute;ticas cotidianas da cibercultura ser&atilde;o suficientes para manter    os modelos de neg&oacute;cios erguidos no mundo industrial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aproximadamente    50 milh&otilde;es de pessoas, ou seja, 51% dos internautas brasileiros, fizeram    <i>download</i> de m&uacute;sicas em 2011<a name="top2"></a><b><sup><a href="#back2">2</a></sup></b>.    Apostar na criminaliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas baseadas no compartilhamento    parece ser um ato completamente descabido. N&atilde;o parece razo&aacute;vel    considerar a&ccedil;&otilde;es cotidianas de milh&otilde;es de pessoas como    atos criminosos. A legisla&ccedil;&atilde;o de <i>copyright</i> e de direitos    do autor foi criada para apoiar a edifica&ccedil;&atilde;o do mundo industrial    no terreno da cultura. No cen&aacute;rio informacional, &eacute; mais que evidente    que precisamos de outras leis. A liberdade de express&atilde;o, de cria&ccedil;&atilde;o    e de compartilhamento est&atilde;o sendo cada vez mais afetadas pelo agigantamento    das leis de propriedade intelectual. Lei Sarkozy (Fran&ccedil;a), Lei de Sinde    (Espanha), Anti-Counterfeiting Trade Agreement (Acta), as frustradas tentativas    de aprova&ccedil;&atilde;o do Stop Online Piracy Act (Sopa) e do Protect IP    Act (Pipa) (Estados Unidos), s&atilde;o a maior prova de que as leis de direito    do autor e de <i>copyright</i> estavam se transformando em letra morta. S&atilde;o    leis e tratados de amea&ccedil;a contra a liberdade de compartilhar arquivos    digitais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b><strong>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</strong></b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Benkler, Yochai.    <i>The wealth of networks: how social production transforms markets and freedom</i>.    New Haven and London: Yale University Press, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Boyle, James.    "The public domain. Enclosing the commons of the mind&quot;. 2008. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.thepublicdomain.org/wp-content/uploads/2009/02/thepublicdomain.html" target="_blank">http://www.thepublicdomain.org/wp-content/uploads/2009/02/thepublicdomain.html</a>.    Acesso 10/03/2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Constant, Benjamin.    "Da liberdade dos antigos comparada &agrave; dos modernos&quot;. Revista <i>Filosofia    Pol&iacute;tica</i>, No. 2, pp. 9-25. Porto Alegre: L&amp;PM Editores, 1985.        </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Drahos, Peter;    Braithwaite, John. <i>Information feudalism: who owns the knowledge economy?</i>    New York: The New Press, 2003.     </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Landow, George    P. <i>Hipertexto: la convergencia de la teor&iacute;a cr&iacute;tica contempor&aacute;nea    y la tecnolog&iacute;a</i>. Barcelona: Ediciones Paid&uml;<sup>&reg;</sup>s,    1995.    <!-- ref --> Lessig, Lawrence. <i>Cultura livre: como a grande m&iacute;dia usa a tecnologia    e a lei para bloquear a cultura e controlar a criatividade</i>. S&atilde;o Paulo:    Trama, 2005.     </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Smiers, Joost.    <i>Artes sob press&atilde;o: promovendo a diversidade cultural na era da globaliza&ccedil;&atilde;o</i>.    S&atilde;o Paulo: Escrituras Editora: Instituto Pensarte, 2006.     </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silveira, S&eacute;rgio    Amadeu. "O conceito de commons na cibercultura&quot;. <i>L&iacute;bero</i> (Facasper),    v. 11, p. 49-59, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Thomas Jefferson    to Isaac McPherson. 13 Aug.1813. Writings 13:333--35. Dispon&iacute;vel: <a href="http://press-pubs.uchicago.edu/founders/documents/a1_8_8s12.html" target="_blank">http://press-pubs.uchicago.edu/founders/documents/a1_8_8s12.html</a>.    Acesso 10/03/2013.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10/03/2013</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Notas</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back1"></a><b><a href="#top1">1</a></b>    Thomas Jefferson to Isaac McPherson: "He who receives an idea from me, receives    instruction himself without lessening mine; as he who lights his taper at mine,    receives light without darkening me.&quot;    <br>   <a name="back2"></a><b><a href="#top2">2</a></b> Veja pesquisa do CGI.br sobre    o uso da Internet no Brasil: <a href="http://cetic.br/usuarios/tic/2011-total-brasil/rel-int-10.htm" target="_blank">http://cetic.br/usuarios/tic/2011-total-brasil/rel-int-10.htm</a></font></p>     ]]></body>
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