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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    <b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><a name="top"></a><b>Paulo    Freire e a pedagogia da liberta&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p size="2"/> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <b>    Erlando da Silva R&ecirc;ses<sup>I</sup>; Maria Luiza Pinho Pereira<sup>II</sup></b></font>      <p size="2"/><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <sup>I</sup>Educador    popular e doutor em sociologia da educa&ccedil;&atilde;o e do trabalho pela    Universidade de Bras&iacute;lia (UnB). Professor da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o    (FE) e do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o,    ambos da UnB. Coordenador do Centro de Mem&oacute;ria Viva - Refer&ecirc;ncia    e Documenta&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o Popular, Educa&ccedil;&atilde;o    de Jovens e Adultos e Movimentos Sociais do DF    <br>   </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <sup>II</sup>Mestre    em educa&ccedil;&atilde;o brasileira pela Universidade de Bras&iacute;lia (UnB),    professora aposentada da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da UnB, membro    da equipe do Centro de Mem&oacute;ria Viva - Refer&ecirc;ncia e Documenta&ccedil;&atilde;o    em Educa&ccedil;&atilde;o Popular, Educa&ccedil;&atilde;o de Jovens e Adultos    e Movimentos Sociais do DF da FE/UnB e membro do Portal dos F&oacute;runs de    EJA do Brasil</font>  <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">      <p>&nbsp;</p> </font>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Mulheres    e homens, nos tornamos mais do que puros aparatos a serem treinados ou adestrados.    Nos tornamos seres da op&ccedil;&atilde;o, da decis&atilde;o, da interven&ccedil;&atilde;o    no mundo" (Paulo Freire. <i>Pedagogia da indigna&ccedil;&atilde;o,</i> 2000).</font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s a Segunda    Guerra Mundial, que estabeleceu uma nova geopol&iacute;tica no mundo, foram    os(as) educadores(as) identificados com a luta anticolonial e anti-hegem&ocirc;nica    e, mais recentemente, antineoliberal, que propuseram a pedagogia da liberta&ccedil;&atilde;o,    inspirada principalmente em Karl Marx. Na sua origem, portanto, a pedagogia    da liberta&ccedil;&atilde;o sup&otilde;e, necessariamente, uma op&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica de constru&ccedil;&atilde;o de uma nova sociedade - a sociedade    socialista.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A obra de Paulo    Freire (1921 - 1997), educador brasileiro, &eacute; reconhecida como express&atilde;o    da pedagogia da liberta&ccedil;&atilde;o de maior relev&acirc;ncia e impacto    internacional, destacando-se, principalmente, o livro <i>Pedagogia do oprimido,</i>    escrito em 1968 no ex&iacute;lio, em Santiago, no Chile, publicado no Brasil    somente em 1975, traduzido a partir de 1969 para espanhol, ingl&ecirc;s, franc&ecirc;s,    alem&atilde;o, italiano, sueco, noruegu&ecirc;s, finland&ecirc;s, dinamarqu&ecirc;s,    flamengo, grego, &aacute;rabe, chin&ecirc;s e outros idiomas. A obra foi revisitada    pelo autor no livro <i>Pedagogia da esperan&ccedil;a,</i> publicado em 1992.    A pedagogia do oprimido &eacute; definida por Paulo Freire como "aquela que    tem que ser forjada <i>com</i> ele (oprimido) e n&atilde;o <i>para</i> ele,    enquanto homens e povos, na luta incessante de recupera&ccedil;&atilde;o de    sua humanidade. Pedagogia que fa&ccedil;a da opress&atilde;o e de suas causas    objeto de reflex&atilde;o dos oprimidos, de que resultar&aacute; o seu engajamento    necess&aacute;rio na luta por sua liberta&ccedil;&atilde;o, em que esta pedagogia    se far&aacute; e refar&aacute;. O grande problema est&aacute; em como poder&atilde;o    os oprimidos, que 'hospedam' o opressor em si, participar da elabora&ccedil;&atilde;o,    como seres duplos, inaut&ecirc;nticos, da pedagogia de sua liberta&ccedil;&atilde;o"    (Freire, 1987, p.32).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Paulo Freire esteve    ativamente envolvido na movimenta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do Recife.    Ao lado de Germano Coelho, Alu&iacute;sio Falc&atilde;o, Anita Paes Barreto    e alguns outros intelectuais da cidade, foi um dos membros fundadores do Movimento    de Cultura Popular (MCP), no in&iacute;cio dos anos de 1960. Esses intelectuais    se orientaram, fundamentalmente, no sentido de conscientizar os estratos sociais    populares e empobrecidos por meio da alfabetiza&ccedil;&atilde;o de adultos    e educa&ccedil;&atilde;o de base (Beisiegel, 1982).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O MCP &eacute;    apresentado como um propulsor no processo de educa&ccedil;&atilde;o popular,    como inser&ccedil;&atilde;o nas camadas populares e empobrecidas. O esfor&ccedil;o    de constru&ccedil;&atilde;o de uma educa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o fosse    "banc&aacute;ria", alienante e massificadora, mas sim "libertadora" e "conscientizadora"    no desenvolver da alfabetiza&ccedil;&atilde;o de adultos foi o que objetivou    e concretizou o MCP. Como forte contribui&ccedil;&atilde;o para este movimento,    destaca-se a figura do professor Paulo Freire, que constr&oacute;i uma "metodologia"    da alfabetiza&ccedil;&atilde;o de adultos a partir da valoriza&ccedil;&atilde;o    da cultura e aprendizado/experi&ecirc;ncia do participante do "c&iacute;rculo    de cultura". Entende este n&atilde;o como um "aluno", na concep&ccedil;&atilde;o    da educa&ccedil;&atilde;o tradicional, mas como sujeito de um processo hist&oacute;rico    e com um potencial a ser desenvolvido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1962 o educador    criou o Servi&ccedil;o de Extens&atilde;o Cultural da Universidade do Recife,    hoje Universidade Federal de Pernambuco, e foi o seu primeiro diretor, onde    concebeu o chamado "Sistema Paulo Freire", constitu&iacute;do de cinco etapas:    1. Alfabetiza&ccedil;&atilde;o infantil; 2. Alfabetiza&ccedil;&atilde;o de jovens    e adultos; 3. Ciclo prim&aacute;rio; 4. Extens&atilde;o cultural, por meio de    um Instituto de Ci&ecirc;ncias do Homem; 5. Centro de Estudos Internacionais.    No MCP Freire desenvolveu o seu sistema de educa&ccedil;&atilde;o com dedica&ccedil;&atilde;o    no campo da educa&ccedil;&atilde;o de adultos em &aacute;reas prolet&aacute;rias,    por meio dos chamados C&iacute;rculos de Cultura. Este organiza uma "roda de    pessoas", em que</font></p>     <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">visivelmente    ningu&eacute;m ocupa um lugar proeminente. O professor que sabe e ensina quem    n&atilde;o sabe e aprende aparece como o monitor, o coordenador de um di&aacute;logo    entre pessoas a quem se prop&otilde;e constru&iacute;rem juntas o saber solid&aacute;rio    a partir do qual cada um ensina e aprende (...) No c&iacute;rculo de cultura    o di&aacute;logo deixa de ser uma simples metodologia ou uma t&eacute;cnica    de a&ccedil;&atilde;o grupal e passa a ser a pr&oacute;pria diretriz de uma    experi&ecirc;ncia did&aacute;tica centrada no suposto de que aprender &eacute;    aprender a 'dizer a sua palavra'" (Brand&atilde;o <i>apud</i> Streck, Redin    e Zitkoski, 2010, pg. 69<i>).</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando Freire coordenava    o projeto de educa&ccedil;&atilde;o de adultos no MCP, foram lan&ccedil;adas    duas institui&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas - o C&iacute;rculo de Cultura    e o Centro Popular de Cultura (CPC), este &uacute;ltimo assumido pelo movimento    estudantil, sob a coordena&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o Nacional dos Estudantes    (Une). Nos C&iacute;rculos de Cultura, instituem-se debates de grupos, ora em    busca da compreens&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es problem&aacute;ticas,    ora em busca da a&ccedil;&atilde;o mesma decorrente da compreens&atilde;o das    situa&ccedil;&otilde;es. A programa&ccedil;&atilde;o dos debates surgia dos    pr&oacute;prios agrupamentos atrav&eacute;s de di&aacute;logos, que resultava    na enumera&ccedil;&atilde;o de problemas que eles gostariam de debater. Nacionalismo,    remessa de lucros para o exterior, evolu&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do    Brasil, desenvolvimento, analfabetismo, voto do analfabeto, socialismo, comunismo,    "direitismo", Sudene, democracia, Ligas Camponesas, eram temas que se repetiam    de grupo em grupo. Esses temas eram, ent&atilde;o, tanto quanto poss&iacute;vel,    reduzidos a colabora&ccedil;&otilde;es visuais, acrescentados de outros e apresentados    em forma dialogal aos grupos: Com seis meses de experi&ecirc;ncia, Freire e    demais intelectuais do MCP perguntavam para o pr&oacute;prio grupo se n&atilde;o    seria poss&iacute;vel encontrar um m&eacute;todo ativo que tivesse resultados    iguais na alfabetiza&ccedil;&atilde;o aos que vinham obtendo na an&aacute;lise    de aspectos da realidade brasileira (Freire, 1963).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O educador pernambucano    engajou-se e refletiu o seu tempo hist&oacute;rico, em particular o contexto    brasileiro de efervesc&ecirc;ncia pol&iacute;tica da alian&ccedil;a dos movimentos    oper&aacute;rio-estudantil-campon&ecirc;s por reformas de base, no in&iacute;cio    da d&eacute;cada de 1960. Em 1963, juntamente com o Movimento de Cultura Popular    de Recife (PE), desenvolveu com a equipe de professores e estudantes universit&aacute;rios    uma proposta pol&iacute;tico-pedag&oacute;gica de alfabetiza&ccedil;&atilde;o    de adultos, experimentada com 300 trabalhadores rurais, em Angicos (RN). O &ecirc;xito    dessa experi&ecirc;ncia, sobretudo, de uma "educa&ccedil;&atilde;o como pr&aacute;tica    da liberdade" - t&iacute;tulo do livro de autoria de Paulo Freire, no qual ela    &eacute; relatada reflexivamente - , permitiu-lhe para al&eacute;m da alfabetiza&ccedil;&atilde;o,    propor um sistema de educa&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis de ensino    orientado pelo princ&iacute;pio da liberta&ccedil;&atilde;o humana na luta contra    a opress&atilde;o imposta pela sociedade capitalista e pela constru&ccedil;&atilde;o    de uma nova sociedade socialista. Convidado pelo presidente Jo&atilde;o Goulart    para coordenar o Plano Nacional de Alfabetiza&ccedil;&atilde;o de adultos, em    fevereiro de 1964, este foi proibido pelo golpe militar de mar&ccedil;o de 1964,    quando Paulo Freire foi preso por 72 dias e exilado por 16 anos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No ex&iacute;lio,    Paulo Freire tornou-se cidad&atilde;o do mundo, manteve e consolidou sua pr&aacute;tica    da pedagogia de liberta&ccedil;&atilde;o com extensa produ&ccedil;&atilde;o    acad&ecirc;mica, inicialmente no Chile, at&eacute; o golpe militar em 1973 e,    depois, em 1974, nos pa&iacute;ses africanos de l&iacute;ngua portuguesa vitoriosos    na luta anticolonial. Simultaneamente, Paulo Freire relacionava-se com universidades,    organiza&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e militantes da luta socialista    em outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, Central e do Norte, Europa    e &Aacute;frica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Retornando ao Brasil,    em 1979, por for&ccedil;a do movimento da anistia, Paulo Freire foi um dos fundadores    do Partido dos Trabalhadores, mantendo sua milit&acirc;ncia pol&iacute;tica,    inclusive, ao assumir a Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o (1989-1992) da    primeira gest&atilde;o petista do munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um dos pressupostos    do m&eacute;todo &eacute; a ideia de que ningu&eacute;m educa ningu&eacute;m    e ningu&eacute;m se educa sozinho. A educa&ccedil;&atilde;o, que deve ser um    ato coletivo, solid&aacute;rio - um ato de amor - , n&atilde;o pode ser imposta    (Brand&atilde;o, 1991, p.21 e 22).</font></p>     <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Ningu&eacute;m    liberta ningu&eacute;m, ningu&eacute;m se liberta sozinho: os homens se libertam    em comunh&atilde;o... Somente quando os oprimidos descobrem, nitidamente, o    opressor, e se engajam na luta organizada por sua liberta&ccedil;&atilde;o,    come&ccedil;am a crer em si mesmos, superando, assim, sua conviv&ecirc;ncia    com o regime opressor. Se esta descoberta n&atilde;o pode ser feita em n&iacute;vel    puramente intelectual, mas da a&ccedil;&atilde;o, o que nos parece fundamental    &eacute; que esta n&atilde;o se cinja a mero ativismo, mas esteja associada    a s&eacute;rio empenho de reflex&atilde;o, para que seja pr&aacute;xis (...)    Os oprimidos, nos v&aacute;rios momentos de sua liberta&ccedil;&atilde;o, precisam    reconhecer-se como homens, na sua voca&ccedil;&atilde;o ontol&oacute;gica e    hist&oacute;rica de ser mais. A reflex&atilde;o e a a&ccedil;&atilde;o se imp&otilde;em,    quando n&atilde;o se pretende, erroneamente, dicotomizar o conte&uacute;do da    forma hist&oacute;rica de ser do homem." (Freire, 1987, p.52).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, nas primeiras    experi&ecirc;ncias, depois de a comunidade envolver-se com o trabalho de alfabetiza&ccedil;&atilde;o,    a tarefa que inicia a "troca-que-ensina" &eacute; uma pequena pesquisa. &Eacute;    um trabalho coletivo, co-participativo, de constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento    da realidade local, ou seja, o lugar imediato onde as pessoas vivem e ir&atilde;o    ser alfabetizadas. Essa primeira etapa pedag&oacute;gica de constru&ccedil;&atilde;o    do m&eacute;todo foi conhecida, inicialmente, por "levantamento do universo    vocabular", onde prevalece a ideia de que h&aacute; um <i>universo de fala</i>    da cultura da gente do lugar que deve ser investigado, pesquisado, levantado,    descoberto (Freire, 1987, p.25).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa do universo    vocabular deve ser conduzida de tal forma que reduza sempre a diferen&ccedil;a    entre pesquisador e pesquisado. O pr&oacute;prio fato de que se est&aacute;    fazendo uma primeira etapa do m&eacute;todo, com o levantamento, deve ser anunciado    claramente. Futuros animadores de c&iacute;rculos de cultura, futuros alfabetizadores,    devem ser incentivados a participar dos trabalhos e a avaliar o seu andamento.    A todo o momento &eacute; preciso fugir da imagem da pesquisa tradicional, que    se alimenta justamente da oposi&ccedil;&atilde;o pesquisador/pesquisado. O que    se "descobre" com o levantamento n&atilde;o s&atilde;o homens-objetos, nem &eacute;    uma "realidade neutra". Nas palavras de Freire, "a educa&ccedil;&atilde;o aut&ecirc;ntica,    repitamos, n&atilde;o se faz de A para B ou de A sobre B, mas de A com B, mediatizados    pelo mundo" (Freire, 1987, p. 84).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s a coleta    das palavras, os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o s&atilde;o tr&ecirc;s:    a riqueza fon&ecirc;mica da palavra geradora, as dificuldades fon&eacute;ticas    da l&iacute;ngua e a densidade pragm&aacute;tica do sentido. "A melhor palavra    geradora &eacute; aquela que re&uacute;ne em si maior porcentagem poss&iacute;vel    dos crit&eacute;rios sint&aacute;ticos (possibilidade ou riqueza fon&ecirc;mica,    grau de dificuldade fon&ecirc;mica complexa, de manipulabilidade dos conjuntos    de sinais etc); sem&acirc;ntico (maior ou menor intensidade do v&iacute;nculo    entre a palavra e o ser que designa, maior ou menor adequa&ccedil;&atilde;o    entre a palavra e aquilo a ser designado etc.); pragm&aacute;tico (maior ou    menor teor de conscientiza&ccedil;&atilde;o que a palavra traz em potencial,    ou conjunto de rea&ccedil;&otilde;es socioculturais que a palavra gera na pessoa    ou grupo que a utiliza)" (Brand&atilde;o, 1991, p. 31).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os mecanismos da    linguagem escrita eram estudados por meio do progressivo desdobramento das "palavras    geradoras" em s&iacute;labas e, quando fosse necess&aacute;rio, em vogais que,    reunidas depois pelos pr&oacute;prios educandos, em novas associa&ccedil;&otilde;es,    possibilitavam a forma&ccedil;&atilde;o de novas palavras. Da&iacute; a origem    do termo "palavra geradora".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Depois de escolhidas    as "palavras geradoras", a equipe examinava as possibilidades de cria&ccedil;&atilde;o    de "situa&ccedil;&otilde;es existenciais t&iacute;picas" para o grupo que ia    se alfabetizar. Se uma das palavras geradoras escolhida fosse, por exemplo,    a palavra enxada, a representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica (desenho, pintura,    fotografia) de um lavrador capinando a terra poderia, perfeitamente, evocar    para os moradores de uma comunidade agr&aacute;ria, as situa&ccedil;&otilde;es    comuns nos trabalhos da lavoura. Essa situa&ccedil;&atilde;o e outras funcionariam    como "desafios" ao grupo de educandos. "Seriam situa&ccedil;&otilde;es-problemas    codificadas guardando em si elementos que ser&atilde;o decodificados pelos grupos,    com a colabora&ccedil;&atilde;o do coordenador. O debate em torno delas ir&aacute;    levando os grupos a se conscientizarem para que, concomitantemente, se alfabetizem"    (Freire, 1963, p. 17).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em seguida, seriam    elaboradas as "fichas-roteiro", de apoio e orienta&ccedil;&atilde;o aos coordenadores    durante a condu&ccedil;&atilde;o dos debates. Esse roteiro era entendido como    um conjunto de sugest&otilde;es para o coordenador, e n&atilde;o como uma prescri&ccedil;&atilde;o    r&iacute;gida de assuntos a serem obedientemente examinados nas reuni&otilde;es,    nos "c&iacute;rculos de cultura". Eram preparadas tamb&eacute;m as "fichas de    alfabetiza&ccedil;&atilde;o", utilizadas na decomposi&ccedil;&atilde;o das palavras    geradoras em s&iacute;labas e vogais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando a proposta    de trabalho com o m&eacute;todo &eacute; mais ampla, essa etapa de codifica&ccedil;&atilde;o    da descoberta continua na escolha dos <i>temas geradores.</i> Isso pode acontecer    quando, mesmo na etapa de alfabetiza&ccedil;&atilde;o, h&aacute; um interesse    em provocar debates mais a fundo sobre as quest&otilde;es que as palavras geradoras    sugerem. Acontece tamb&eacute;m, com mais frequ&ecirc;ncia, quando a etapa de    alfabetiza&ccedil;&atilde;o &eacute; prolongada na de p&oacute;s-alfabetiza&ccedil;&atilde;o,    para que os alunos dos grupos de cultura atinjam plenamente aquilo que os educadores    chamam de <i>alfabetiza&ccedil;&atilde;o funcional</i> : um dom&iacute;nio das    habilidades de leitura, escrita e c&aacute;lculo mais operativo do que a simples    alfabetiza&ccedil;&atilde;o proporciona (Brand&atilde;o, 1991). Nas palavras    do professor Freire, " a consci&ecirc;ncia do mundo e a consci&ecirc;ncia de    si como ser inacabado necessariamente inscrevem o ser consciente de sua inconclus&atilde;o    num permanente movimento de busca" (Freire, 1996, p.24).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim foi disseminado    o trabalho e m&eacute;todo de Paulo Freire pelo pa&iacute;s e fora dele na educa&ccedil;&atilde;o    escolar e formal e n&atilde;o-escolar e informal. A riqueza do seu pensamento    permite que sua obra possa ser lida em diversas &aacute;reas do conhecimento,    sobretudo, se considerarmos que a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; um fen&ocirc;meno    amplo que perpassa diferentes fatos, fen&ocirc;menos e dimens&otilde;es da vida    em sociedade, n&atilde;o se resumindo ao contexto escolar (R&ecirc;ses, Vieira    e Reis, 2012).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A produ&ccedil;&atilde;o    acad&ecirc;mica de Paulo Freire e sua dedica&ccedil;&atilde;o na forma&ccedil;&atilde;o    de educadores identificados com a pedagogia da liberta&ccedil;&atilde;o &eacute;    um legado que o faz "vivo" no movimento permanente de recria&ccedil;&atilde;o    em cada tempo e lugar, do Brasil e do mundo, na luta pela transforma&ccedil;&atilde;o    radical (raiz) da sociedade humana, somente poss&iacute;vel no socialismo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O seu legado hist&oacute;rico,    cultural, social, pol&iacute;tico e acad&ecirc;mico tem valor inestim&aacute;vel.    Por isso, &eacute; considerado um dos maiores educadores do s&eacute;culo XX    e um dos mais expressivos pensadores do nosso tempo, sendo autor de mais de    40 livros, traduzidos para mais de 20 idiomas. Sempre esteve ao lado dos oprimidos    e oprimidas em todo o mundo ao criar uma proposta educacional aut&ecirc;ntica    e revolucion&aacute;ria, forjando assim o surgimento de uma teoria do conhecimento    como pressuposto da conscientiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e de educa&ccedil;&atilde;o    como pr&aacute;tica da liberdade. (R&ecirc;ses e Lopes, 2012).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Paulo Freire foi    declarado anistiado pol&iacute;tico <i>post mortem</i> pela Comiss&atilde;o    de Anistia Pol&iacute;tica do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, em 26 de    novembro de 2009 e, por fim, registra-se que ele foi oficialmente declarado    patrono da educa&ccedil;&atilde;o brasileira por iniciativa da deputada federal    Luiza Erundina, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), mediante a Lei n&ordm;    12.612/2012, sancionada em de 13 de abril de 2012, pela presidenta da Rep&uacute;blica,    Dilma Roussef.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contemporaneamente,    a Pedagogia da Liberta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m se expressa no movimento    da transdisciplinaridade, com o reconhecimento de Basarab Nicolescu (2003):    "Estou convencido de que o encontro entre o pensamento de Paulo Freire e a transdisciplinaridade    tem o potencial de guiar-nos na dire&ccedil;&atilde;o desse novo mundo, livre    do dom&iacute;nio da agress&atilde;o e da viol&ecirc;ncia". (Nicolescu <i>apud</i>    Angelim, 2008, p 12).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><strong>Para conhecer    mais a obra e o legado de Paulo Freire</strong></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">a) &uacute;ltima    confer&ecirc;ncia de Paulo Freire no DF - Ceil&acirc;ndia, em 30/08/1996 (Portal    dos F&oacute;runs de EJA do Brasil): <a href="http://www.forumeja.org.br/df/node/20" target="_blank">http://www.forumeja.org.br/df/node/20</a>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">b) Texto de Paulo    Freire sobre Am&iacute;lcar Cabral (in&eacute;dito) organizado pela professora    Laura Maria Coutinho, da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade    de Bras&iacute;lia (UnB) (Portal dos F&oacute;runs de EJA do Brasil):<a href="http://forumeja.org.br/files/amilcar.pdf" target="_blank">http://forumeja.org.br/files/amilcar.pdf</a>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">c) "Educa&ccedil;&atilde;o    popular", organizado pelo professor Osmar F&aacute;vero, da Universidade Federal    Fluminense (UFF) (Portal dos F&oacute;runs de EJA do Brasil): <a href="http://forumeja.org.br/educacaopopular" target="_blank">http://forumeja.org.br/educacaopopular</a>    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">d) Centro de Mem&oacute;ria    Viva do Distrito Federal, coordenado pelo professor Erlando da Silva Reses,    da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB):    <a href="http://www.forumeja.org.br/cr" target="_blank">www.forumeja.org.br/cr</a>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">e) Revista <i>Linhas    cr&iacute;ticas</i> n&ordm; 37 (Dossi&ecirc; "Educando com Paulo Freire"):<a href="http://seer.bce.unb.br/index.php/linhascriticas/issue/view/783/showToc" target="_blank">http://seer.bce.unb.br/index.php/linhascriticas/issue/view/783/showToc</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b><strong>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</strong></b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Angelim, Maria    Luiza Pereira. "Pedagogia de la liberaci&oacute;n". In: <i>Diccionario latinoamericano    de bio&eacute;tica.</i> Juan Carlos Tealdi (dir.). Bogot&aacute;: Unesco; Red    Latinoamericana y del Caribe de Bio&eacute;tica: Universidad Nacional de Colombia,    2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Beisiegel, Celso    de Rui. <i>Pol&iacute;tica e educa&ccedil;&atilde;o popular: a teoria e a pr&aacute;tica    de Paulo Freire no Brasil,</i> S&atilde;o Paulo, Ed. &Aacute;tica, 1982.     </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brand&atilde;o,    Carlos Rodrigues. <i>O que &eacute; m&eacute;todo Paulo Freire.</i> S&atilde;o    Paulo, Ed. Brasiliense, 17&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, 1991.     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Freire, Paulo.    <i>Pedagogia do oprimido.</i> 17&ordf; Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> _____________.    "Conscientiza&ccedil;&atilde;o e alfabetiza&ccedil;&atilde;o: uma nova vis&atilde;o    do processo". <i>Estudos universit&aacute;rios;</i>revista de cultura da Universidade    do Recife, Recife, n&ordm; 4, abr/jun 1963.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> _____________.    <i>Pedagogia da autonomia - saberes necess&aacute;rios &agrave; pr&aacute;tica    educativa.</i> 25&ordf; Ed. S&atilde;o Paulo: Paz e Terra, 1996.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> _____________.    <i>Pedagogia da indigna&ccedil;&atilde;o - cartas pedag&oacute;gicas e outros    escritos.</i> S&atilde;o Paulo: Editora Unesp, 2000.     </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">R&ecirc;ses, Erlando    da Silva e Sousa, Carlos Alberto Lopes de. "Apresenta&ccedil;&atilde;o". In:    <i>Linhas cr&iacute;ticas</i> : Revista da Faculdade Educa&ccedil;&atilde;o.    Volume 18, n. 37 (2012). Bras&iacute;lia: FE/UnB, 2012, pp. 445-447.     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">R&ecirc;ses, Erlando    da Silva; Vieira, Maria Clarisse e Reis, Renato Hil&aacute;rio. "Presen&ccedil;a    e pegadas de Paulo Freire no Distrito Federal: uma primeira aproxima&ccedil;&atilde;o".    In: <i>Linhas cr&iacute;ticas</i> : revista da Faculdade Educa&ccedil;&atilde;o.    Volume 18, n. 37 (2012). Bras&iacute;lia: FE/UnB, 2012, pp. 529-550.     </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Streck, Danilo    R.; Redin, Euclides e Zitkoski, Jaime Jos&eacute;. <i>Dicion&aacute;rio Paulo    Freire.</i> 2&ordf; Ed. revisada e. ampliada. Belo Horizonte: Aut&ecirc;ntica    Editora, 2010.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10/03/2013</font></p>      ]]></body>
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