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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    <b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><a name="top"></a><b>Alimento    e emo&ccedil;&atilde;o<a href="#back"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b> Arthur Kaufman</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Professor do Departamento    de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo    (FMUSP)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O modo de comer    &eacute; uma escolha, que costuma ser baseada em um estilo de vida. Al&eacute;m    de essencial &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da vida, a escolha tem a ver    com variedade e sabores, mas tamb&eacute;m com credos religiosos, ideologias,    status social, e ainda com ansiedade, ang&uacute;stia, insatisfa&ccedil;&otilde;es    etc. O estilo de vida n&atilde;o apenas comanda a alimenta&ccedil;&atilde;o,    mas determina at&eacute; o tipo de talheres a serem usados (ou n&atilde;o) numa    refei&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O alimento est&aacute;    poderosamente conectado com as emo&ccedil;&otilde;es. A pessoa come o que gosta,    o que sua cultura prescreve, mas tamb&eacute;m existe marcante influ&ecirc;ncia    das emo&ccedil;&otilde;es. O contato bucal com o seio &eacute; a primeira conex&atilde;o    de prazer do beb&ecirc; com o mundo. Para muitas pessoas, o simples fato de    pensar em um prato favorito evoca associa&ccedil;&otilde;es que combinam imagens,    emo&ccedil;&otilde;es, sentidos e mem&oacute;ria numa mistura onde &eacute;    quase imposs&iacute;vel separar os diferentes componentes. Muitas pessoas que    tentam mudar seus h&aacute;bitos alimentares, mas pensando apenas na mudan&ccedil;a    em bases racionais, caem numa armadilha, pois a alimenta&ccedil;&atilde;o tem    significados que v&atilde;o bem al&eacute;m da mera fun&ccedil;&atilde;o nutritiva;    ela pode, por exemplo, representar um "prazer imediato" e, portanto, servir    para aliviar e compensar sentimentos tidos por negativos, como tristeza, ang&uacute;stia,    ansiedade e medo. &Eacute; frequente percebermos o uso de determinados alimentos    (sobretudo doces) com a finalidade de mitigar conflitos existenciais que a pessoa    considera insol&uacute;veis. Desta forma, o alimento pode ser um condutor de    afeto, mas torna-se problema quando est&aacute; substituindo confrontos, rejei&ccedil;&otilde;es    etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Somos habituados    a pensar em comida durante quase todas as horas, todos os dias. Nos fins de    semana, almo&ccedil;ar ou jantar fora &eacute; programa familiar quase obrigat&oacute;rio    para as fam&iacute;lias de todas as classes sociais. Comer n&atilde;o &eacute;    somente uma quest&atilde;o de subsist&ecirc;ncia, &eacute; um programa social,    que revela costumes, posi&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-econ&ocirc;mica, psicologia,    educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desta forma, aquilo    que se come e bebe &eacute; t&atilde;o importante quanto certos detalhes tais    como: quando e onde se come, como se come e com quem se come, al&eacute;m das    emo&ccedil;&otilde;es e sentimentos evocados em qualquer tipo de refei&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"A necessidade,    a curiosidade e a tradi&ccedil;&atilde;o cultural ditam o que comemos mais do    que o faz o instinto, e nossos padr&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o nos    conectam com o ambiente, tanto como sociedades quanto como indiv&iacute;duos,    de maneira particular" (Jackson, 1999).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As mulheres, muito    ou pouco restritivas do ponto de vista alimentar, t&ecirc;m preocupa&ccedil;&otilde;es    gerais com rela&ccedil;&atilde;o aos seus corpos e aos tipos de alimentos que    consomem. Gattellari &amp; Huon (1997) estudaram o h&aacute;bito alimentar de    41 mulheres jovens que costumavam fazer dieta, tendo observado que: 1) as comidas    tidas como "proibidas" foram associadas com maior prazer, sociabilidade e relaxamento    do que as comidas "permitidas", mas tamb&eacute;m se mostraram mais carregadas    de culpa e ansiedade. As comidas "proibidas" foram consideradas menos saud&aacute;veis,    mais promotoras de doen&ccedil;as e associadas com sofrimento maior do que as    comidas "permitidas". Isto poderia, segundo as autoras, refletir o fato de que    comidas "proibidas" (e frequentemente mais cal&oacute;ricas) tendem a produzir    desconforto f&iacute;sico, especialmente se consumidas em grandes quantidades,    ou o fato de que comer alimentos "proibidos" causa ang&uacute;stia em mulheres    que sentem que necessitam "comer lightly".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O significado da    alimenta&ccedil;&atilde;o:</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    Contato bucal com o seio: primeira conex&atilde;o de prazer do beb&ecirc; com    o mundo;</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    Comer &eacute; sin&ocirc;nimo de crescer, ficar forte e saud&aacute;vel;</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    As refei&ccedil;&otilde;es s&atilde;o associadas a uni&atilde;o, cuidado e carinho;</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    A alimenta&ccedil;&atilde;o tem significados que v&atilde;o al&eacute;m da fun&ccedil;&atilde;o    nutritiva;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    A alimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; o "prazer imediato";</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    Serve para aliviar e compensar sentimentos como tristeza, ang&uacute;stia, ansiedade    e medo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O voc&aacute;bulo    "refei&ccedil;&atilde;o" deriva do latim refectio,-onis - refei&ccedil;&atilde;o,    restauro, reparo, recupera&ccedil;&atilde;o -, por sua vez formado a partir    do verbo reficio, -feci, -fectum - refazer, restaurar, renovar, reconstruir,    reparar. Uma refei&ccedil;&atilde;o &eacute;, ent&atilde;o, uma re-feitura,    e realiz&aacute;-la &eacute; se refazer, se restaurar. "Restaurante" deriva    do franc&ecirc;s restaurant, termo surgido no s&eacute;culo XVI, significando    "comida restauradora". O uso moderno da palavra data de 1765, quando um parisiense    chamado Boulanger abriu seu estabelecimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O ApetiteSegundo    Brillat-Savarin (1755-1826), em seu "A Fisiologia do Gosto" (1995), entende-se    por essa palavra a primeira indica&ccedil;&atilde;o da necessidade de comer.    "O apetite se anuncia por um certo langor no est&ocirc;mago e uma leve sensa&ccedil;&atilde;o    de fadiga".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Ao mesmo tempo,    a alma se ocupa de objetos an&aacute;logos &agrave;s suas necessidades; a mem&oacute;ria    convoca as coisas que agradaram o gosto; a imagina&ccedil;&atilde;o julga v&ecirc;-las;    existe nisso algo semelhante ao sonho... O aparelho nutritivo p&otilde;e-se    todo em movimento; o est&ocirc;mago se torna sens&iacute;vel, os sucos g&aacute;stricos    se exaltam, os gases interiores se deslocam com ru&iacute;do; a boca se enche    de saliva e todas as for&ccedil;as digestivas est&atilde;o em armas, como soldados    que apenas aguardam uma ordem de comando para agir. Mais alguns momentos, t&ecirc;m    in&iacute;cio movimentos espasm&oacute;dicos, bocejos, dores no est&ocirc;mago,    e se ter&aacute; fome".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Por que se Engorda?</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brillat-Savarin    (1995) dizia que a primeira causa &eacute; a disposi&ccedil;&atilde;o natural    do indiv&iacute;duo: "De cada cem obesos, noventa t&ecirc;m o rosto curto, os    olhos e o nariz arredondados". A segunda e principal causa residiria nas farinhas    e f&eacute;culas que o homem transformou em base da sua alimenta&ccedil;&atilde;o    di&aacute;ria. Da mesma forma, "as iguarias a&ccedil;ucaradas geralmente se    comem quando o apetite natural j&aacute; est&aacute; satisfeito, restando apenas    aquele outro apetite de luxo provocado por tudo o que a arte culin&aacute;ria    tem de mais refinado e tentador". Uma dupla causa de obesidade resultaria do    prolongamento do sono e da falta de exerc&iacute;cio. E uma &uacute;ltima causa,    para ele, consistiria no excesso do comer e do beber: "J&aacute; disseram que    um dos privil&eacute;gios da esp&eacute;cie humana &eacute; comer sem ter fome    e beber sem ter sede; de fato, os animais n&atilde;o podem ter esse privil&eacute;gio,    que nasce da reflex&atilde;o sobre o prazer da mesa e do desejo de prolongar    sua dura&ccedil;&atilde;o".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>H&aacute;bitos    e Zona de Conforto</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao procurar evitar    situa&ccedil;&otilde;es inc&ocirc;modas, existe uma tend&ecirc;ncia da pessoa    de procurar um lugar seguro e familiar, onde sinta menos dor, medo, inseguran&ccedil;a    e t&eacute;dio. &Agrave;s vezes n&atilde;o basta apenas escapar da dor, existe    ainda a procura pelo prazer. E a procura chega a um lugar, que &eacute; a "zona    de conforto", composto por costumes habituais e conhecidos, mas que ami&uacute;de    podem causar depend&ecirc;ncias e outros problemas psicol&oacute;gicos. Fazem    parte da zona de conforto: comidas doces, cigarros, &aacute;lcool, drogas, compras    excessivas, dormir demais, uso excessivo de celular, de computador (jogar paci&ecirc;ncia),    televis&atilde;o (ficar zapeando sem objetivo, sem assistir nada, sem prestar    aten&ccedil;&atilde;o, s&oacute; para descarregar ansiedade). Para manter a    zona de conforto &agrave;s vezes aparece mais um comportamento complicador:    a necessidade de agradar, de atender as expectativas dos outros. Por exemplo,    beber para agradar, comer para agradar. Isto fica particularmente complicado    quando se faz parte de uma fam&iacute;lia "engordativa", dada a festas frequentes    e com mesa farta.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A obesidade</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Do ponto de vista    psicol&oacute;gico, a obesidade &eacute; uma forma inadequada de usar a fun&ccedil;&atilde;o    alimentar, na tentativa de camuflar problemas que v&atilde;o se tornando t&atilde;o    insol&uacute;veis, a ponto de gradativamente reduzirem-se as op&ccedil;&otilde;es    de vida. A pessoa obesa quer ser confortada, encorajada, compreendida em sua    vontade de comer sem limites, em seu desejo de alcan&ccedil;ar o prazer sem    amargar o desprazer (Liberman, 1994). Ela utiliza a comida tamb&eacute;m para    uma troca de mensagens com o ambiente: come para mostrar, provar, evitar, controlar,    reprimir alguma coisa. Al&eacute;m disso, n&atilde;o consegue manter o sentido    de responsabilidade a respeito de seu pr&oacute;prio corpo, da&iacute; a recorr&ecirc;ncia    do ciclo engorda/emagrece.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As pessoas obesas    t&ecirc;m comportamentos comuns: comem escondido, minimizam as calorias e jamais    admitem a pr&oacute;pria gula; passam da abstin&ecirc;ncia absoluta para a voracidade    com grande rapidez. Est&atilde;o sempre "em dieta" ou pretendem come&ccedil;&aacute;-la    na "pr&oacute;xima segunda-feira".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As facilidades    da vida moderna aumentam o n&uacute;mero de obesos, pois as pessoas comem na    hora em que t&ecirc;m vontade: a comida est&aacute; dispon&iacute;vel durante    o ano todo e o espa&ccedil;o entre as refei&ccedil;&otilde;es tem diminu&iacute;do    sensivelmente. A alimenta&ccedil;&atilde;o atual &eacute; muito rica em gorduras.    Consome-se muito mais a chamada <i>fast food</i> e, pior ainda, a <i>junk food</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso,    nota-se a diminui&ccedil;&atilde;o progressiva da atividade f&iacute;sica cotidiana,    &agrave; custa de televis&atilde;o, videogame, elevador, carro, computador,    o sedentarismo em geral.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A parte psicol&oacute;gica    dos food cravings (fissuras alimentares) origina-se, com frequ&ecirc;ncia, de:</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    Estresse, tens&atilde;o, ansiedade, medo, impaci&ecirc;ncia;</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    Depress&atilde;o ou melancolia;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    Cansa&ccedil;o e falta de energia;</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    Necessidades n&atilde;o satisfeitas de alegria, jogo, excita&ccedil;&atilde;o,    ou recrea&ccedil;&atilde;o; trabalho excessivo e pouco divertimento;</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    Desejo por amor, afeto, romance, ou satisfa&ccedil;&atilde;o sexual;</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    Raiva, ressentimento, amargura, ou frustra&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    Sensa&ccedil;&atilde;o de vazio, inseguran&ccedil;a, ou um desejo de conforto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Obesidade e    televis&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assistir televis&atilde;o    &eacute; a terceira atividade mais consumidora de tempo nos Estados Unidos,    ap&oacute;s trabalhar e dormir (Dietz, 1990). O tempo passado assistindo televis&atilde;o    foi positivamente associado com risco de obesidade e diabetes em mulheres (Hu,    Li et all, 2003). Al&eacute;m disso, o tempo usado para ver televis&atilde;o    est&aacute; significantemente correlacionado com o conte&uacute;do gorduroso    do corpo (<i>body fat content</i>) (Jeffrey &amp; French, 1998). Observou-se    ainda que o <i>snacking</i> entre refei&ccedil;&otilde;es aumenta enquanto se    assiste televis&atilde;o (Del Toro &amp; Greenberg, 1989).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em uma amostra    de 78 estudantes (64 mulheres e 14 homens), com idade m&eacute;dia de 22 anos    e IMC m&eacute;dio de 24.7, Stroebele &amp; Castro (2004) mostraram que assistir    televis&atilde;o estava associado com aumento da frequ&ecirc;ncia alimentar    e, como resultado, com aumento da ingest&atilde;o di&aacute;ria de energia.    Os participantes comiam mais frequentemente nos dias em que a TV ficava ligada,    quase uma refei&ccedil;&atilde;o adicional (3.53 versus 2.76 refei&ccedil;&otilde;es).    Este efeito ocorreu independentemente do dia da semana e da hora do dia. Al&eacute;m    disso, a quantidade de comida ingerida estava relacionada com o tempo gasto    vendo TV. Os resultados indicaram que assistir televis&atilde;o est&aacute;    associado com aumento de frequ&ecirc;ncia das refei&ccedil;&otilde;es e, como    resultado, aumento da ingest&atilde;o di&aacute;ria total.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Ambiente obesog&ecirc;nico</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; o ambiente    promotor de obesidade. Ele promove o acesso amplo e facilitado a alimentos de    alta densidade energ&eacute;tica, repletos de carboidratos e gorduras e pobres    em micronutrientes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Algumas fam&iacute;lias    s&atilde;o obesog&ecirc;nicas, na medida em que desconhecem ou desprezam regras    de alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e de pr&aacute;tica de atividades    f&iacute;sicas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O ambiente obesog&ecirc;nico    pode, inclusive, estar relacionado &agrave;s eventuais companhias: a presen&ccedil;a    de outras pessoas pode proporcionar aumento da quantidade de alimento consumida    e do teor cal&oacute;rico total da refei&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Facilita&ccedil;&atilde;o    social": em grupo, pode ocorrer maior desinibi&ccedil;&atilde;o da pessoa, acrescida    de maior dura&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es (com consequente    maior exposi&ccedil;&atilde;o aos alimentos cal&oacute;ricos, comuns, por exemplo,    em bares). E quanto maior o n&uacute;mero de pessoas presentes, maior a quantidade    de comida e bebida consumidas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Rotina obesog&ecirc;nica</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A rotina di&aacute;ria    da mulher &eacute; (ou pode ser) extremamente desgastante em dois tipos de situa&ccedil;&atilde;o.    Uma delas diz respeito &agrave; dona de casa (que n&atilde;o trabalha fora),    e que tem uma rotina frequentemente tediosa, pois suas fun&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o passam de realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas dom&eacute;sticas    (lavar, passar, cozinhar) e cuidar das crian&ccedil;as; ningu&eacute;m costuma    valorizar seu esfor&ccedil;o, e, al&eacute;m disso, n&atilde;o tem nada para    contar (ao marido, por exemplo) no final do dia, pois os eventos s&atilde;o    normalmente repetitivos e pouco ou nada emocionantes. &Eacute; uma das profiss&otilde;es    mais "engordativas" que existem (Kaufman, 1993): pouco valorizada, mal recompensada,    &agrave;s vezes desprezada, &eacute; na cozinha que ela se refugia para armar    suas trincheiras contra o t&eacute;dio, a depress&atilde;o e o amargo sentimento    cr&ocirc;nico de inutilidade. Se o casamento n&atilde;o lhe fornece a sonhada    gratifica&ccedil;&atilde;o sexual e afetiva, recorre &agrave; comida no papel    de substituto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O outro tipo de    desgaste pela rotina tem a ver com a mulher que trabalha fora de casa, uma executiva,    por exemplo: ela tem que fazer frente a uma s&eacute;rie de grandes responsabilidades,    praticamente sem intervalos, sendo que &agrave;s vezes o pr&oacute;prio almo&ccedil;o    &eacute; feito ao lado do computador ou no restaurante, o tal "almo&ccedil;o    de neg&oacute;cios", que &eacute; mais uma "zona de tens&atilde;o", e onde ami&uacute;de    n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil lembrar-se de dieta, de contagem de pontos,    de aspectos emocionais etc. A este respeito, a psicanalista argentina Liliana    Saslavski (1996) comenta as demandas feitas &agrave; mulher moderna:</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    Ser eternamente adolescentes, mas ao mesmo tempo ser m&atilde;es adultas; ser    fisicamente jovens, mas com a experi&ecirc;ncia da maturidade; mostrar um corpo    esbelto, bonito, atraente e ao mesmo tempo serem inteligentes, h&aacute;beis,    astutas; ser sexies e passionais e ao mesmo tempo autocontroladas; brindar uma    imagem hedonista e ao mesmo tempo de autodisciplina s&atilde;o, em s&iacute;ntese,    algumas das demandas contradit&oacute;rias que s&atilde;o feitas &agrave; mulher    moderna. Como aceder a estas ordens da cultura?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A rotina do homem    pode tamb&eacute;m envolver trabalhos pouco apropriados &agrave; criatividade:    burocratas em geral, cujas fun&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mon&oacute;tonas    e repetitivas, de modo que o hor&aacute;rio do lanche &eacute; o mais esperado    do dia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Obesidade e    sexualidade</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre os v&aacute;rios    problemas decorrentes do fato de ser obeso(a), percebemos que s&atilde;o atingidas    &aacute;reas sens&iacute;veis, como infidelidade, insatisfa&ccedil;&atilde;o    sexual, raiva, e, a coisa mais importante e dolorosa, o medo de ser um fracasso    como pessoa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Algumas mulheres    fazem uma liga&ccedil;&atilde;o inconsciente entre comer doce e o prazer sexual.    Elas falam, entre s&eacute;rias e ir&ocirc;nicas, em "orgasmo gastron&ocirc;mico",    ao se referirem aos prazeres proporcionados por suas comidas prediletas (Lowen,    1979).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda segundo Lowen    (1979), existe rela&ccedil;&atilde;o entre comer exageradamente e sentir frustra&ccedil;&atilde;o    sexual. Nem todas as pessoas sexualmente frustradas comem exageradamente, mas    o inverso &eacute; verdadeiro: as que comem de forma compulsiva n&atilde;o se    sentem sexualmente gratificadas (com sensa&ccedil;&atilde;o de plenitude, calma    e satisfa&ccedil;&atilde;o). A pessoa sexualmente realizada tem um contato satisfat&oacute;rio    com seu corpo, percebe as suas necessidades e procura racionalmente atend&ecirc;-las.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A autonega&ccedil;&atilde;o    do prazer leva a pessoa a rejeitar seu corpo e a reduz a uma depend&ecirc;ncia    infantil em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; comida, que passa a ser a &uacute;nica    forma de satisfa&ccedil;&atilde;o corporal. Outras maneiras n&atilde;o saud&aacute;veis    de descarregar as frustra&ccedil;&otilde;es s&atilde;o os atos delinquenciais,    o alcoolismo, o uso de drogas, a promiscuidade sexual etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">V&aacute;rias mulheres,    ao se tornarem adultas, engordam com medo de serem transformadas em objetos    sexuais; algumas ficam obesas, como forma de neutralizar sua identidade sexual    perante as outras pessoas; para estas, o peso constitui-se uma prote&ccedil;&atilde;o,    por tr&aacute;s da qual se escondem (Kaufman, 1993).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Engordar ap&oacute;s    o casamento &eacute; um fato bastante comum; &eacute; extremamente raro ver    um casal que caiba nas roupas da lua-de-mel ap&oacute;s alguns anos das bodas.    Sentindo-se mais segura por considerar-se "garantida", a mulher abandona os    sacrif&iacute;cios do regime restritivo para "premiar-se" com as guloseimas    que aprecia, mas era obrigada a privar-se anteriormente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m da    parte sexual propriamente dita, as rela&ccedil;&otilde;es conjugais frequentemente    s&atilde;o ins&iacute;pidas, sem sabor, ou tornam-se dramaticamente infernais.    Ins&iacute;pidas, quando o relacionamento &eacute; vivido no clima do faz-de-conta;    infernais, quando os parceiros colocam-se mutuamente exig&ecirc;ncias dif&iacute;ceis    de serem atendidas (Perera, 1985).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Agrave;s vezes,    o peso da mulher &eacute; o principal assunto de sua vida conjugal. Pode at&eacute;    acontecer de ela n&atilde;o emagrecer como forma de demonstrar resist&ecirc;ncia    &agrave; vontade do marido. &Eacute; claro que seu corpo se transforma num campo    de batalha, mas esta mulher parece estar querendo se convencer de que &eacute;    melhor ser "gorda e independente" do que "magra e submissa".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A insatisfa&ccedil;&atilde;o    conjugal pode chegar a um ponto em que as car&ecirc;ncias emocionais e sexuais    s&atilde;o confundidas com a fome f&iacute;sica, e assim podem ser atendidas    concretamente, ainda com a vantagem de n&atilde;o depender de ningu&eacute;m    (como o marido) para se satisfazer. "Um mau casamento &eacute; t&atilde;o engordativo    como um sundae com calda de chocolate" (Stuart &amp; Jacobson, 1990).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitas mulheres,    de forma consciente ou inconsciente, engordam como tentativa de inibir o desejo    sexual do marido e tamb&eacute;m o seu pr&oacute;prio interesse sexual. Isto    ocorre, sobretudo, em tr&ecirc;s tipos de situa&ccedil;&otilde;es: quando o    marido &eacute; muito gordo e sua obesidade causa repugn&acirc;ncia &agrave;    mulher; quando a vida sexual do casal torna-se extremamente rotineira e mon&oacute;tona;    e quando o marido &eacute; desinteressado sexualmente. Engordar, para manter    o marido &agrave; dist&acirc;ncia e evitar o sexo, curiosamente n&atilde;o acontece    nos casamentos mais infelizes (nos quais &eacute; mais f&aacute;cil dizer "n&atilde;o!",    al&eacute;m de que os maridos tamb&eacute;m j&aacute; n&atilde;o est&atilde;o    interessados em sexo), mas nos casamentos medianamente infelizes, onde a estabilidade    da rela&ccedil;&atilde;o parece ser mais importante do que o amor-pr&oacute;prio    e do que o pr&oacute;prio corpo. &Eacute; principalmente nestas mulheres - desassistidas    afetiva e sexualmente - que podemos observar como o lado feminino er&oacute;tico    e l&uacute;dico fica compactado dentro da gordura e da excessiva massa corporal    (Kaufman, 1993).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; mulheres    que engordam muito a partir da gravidez, n&atilde;o s&oacute; pelas quest&otilde;es    hormonais envolvidas, mas porque psicologicamente trocam o "papel de mulher"    pelo "papel de m&atilde;e", isto &eacute;, a m&atilde;e deve permanecer "o mais    virgem poss&iacute;vel", e engordar &eacute; uma forma de manter essa "virgindade".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Grande parte dos    homens tamb&eacute;m engorda ap&oacute;s o casamento, devido a uma vida mais    sedent&aacute;ria, relaxamento de interesses e tamb&eacute;m por um padr&atilde;o    de sincronicidade com a esposa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Resumindo, o excesso    de peso pode oferecer estes "benef&iacute;cios" &agrave; mulher obesa:</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    uma maneira de exprimir (ou reprimir) raiva;</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    prote&ccedil;&atilde;o contra amea&ccedil;as sexuais;</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    prote&ccedil;&atilde;o contra o sexo extraconjugal;</font></p>     <p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    prote&ccedil;&atilde;o contra o risco de fracassar;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font  size="2">&#8226;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    sensa&ccedil;&atilde;o de vit&oacute;ria na luta contra o poder masculino.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tratamento</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m dos    fatores gen&eacute;ticos e metab&oacute;licos facilitadores do aparecimento    da obesidade, os "ingredientes" mencionados neste trabalho pretendem mostrar    o grande n&uacute;mero de quest&otilde;es - muitas delas dif&iacute;ceis de    serem detectadas em uma consulta m&eacute;dica e/ou em uma consulta nutricional    - subjacentes aos atos, aparentemente simples, de comer e beber. Talvez se possa,    at&eacute;, falar em "obesidades" ao inv&eacute;s de "obesidade".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para uma doen&ccedil;a    t&atilde;o multifatorial &eacute; necess&aacute;rio, portanto, um longo tratamento    interdisciplinar, que possa promover o emagrecimento e, sobretudo, a manuten&ccedil;&atilde;o    do peso baixo, uma vez que a manuten&ccedil;&atilde;o &eacute;, ami&uacute;de,    mais dif&iacute;cil de ser bem sucedida do que o pr&oacute;prio processo de    emagrecimento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias    Bibliogr&aacute;ficas:</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Brillat-Savarin    J-A (1995). <i>A fisiologia do gosto</i>. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Del Toro W &amp;    Greenberg BS (1989). "Television commercials and food orientations among teenagers    in Puerto Rico". <i>Hispanic Journal of Behavioral Science</i> 11, 168-177.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Dietz WH (1990).    "You are what you eat - what you eat is what you are". <i>Journal of Adolescent    Health Care</i> 11, 76-81.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Gattelari M    &amp; Hun GF (1997). "Associa&ccedil;&otilde;es positivas e negativas, de mulheres    com restri&ccedil;&atilde;o e sem restri&ccedil;&atilde;o, a respeito de alimentos    espec&iacute;ficos e partes espec&iacute;ficas do corpo". <i>Int J Eat Sisord</i>,    21, 377-383.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Hu FB, Li TY,    Colditz GA, Willet WC &amp; Manson JE (2003). "Television watching and other    sedentary behaviors in relation to risk of obesity and type 2 diabetes mellitus    in women". <i>Journal of the American Medical Association</i> 289, 1785-1791.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Jackson W. (1999).    <i>Alimento e transforma&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Paulus.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Jeffrey SW &amp;    French AS (1998). "Epidemic obesity in the United States: Are fast foods and    television viewing contributing?" <i>American Journal of Public Health</i>,    88, 277-280.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Kaufman A (1993).    Obesidade feminina e sexualidade, In Cord&aacute;s TA (Org.), <i>Fome de c&atilde;o</i>    (pp. 83-93), S&atilde;o Paulo: Maltese.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Liberman M (1994).    "Obesidade e mitos: O feminino posto em quest&atilde;o". <i>Junguiana</i>, 12,    34-47.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Lowen A (1979).    <i>O corpo tra&iacute;do</i>. S&atilde;o Paulo: Summus.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Perera SB (1985).    <i>Caminho para a inicia&ccedil;&atilde;o feminina</i>. S&atilde;o Paulo: Paulinas.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Saslavski LC    (1996). Bulimia, anorexia nervosa... &iquest;Enfermedades de la cultura? In:    Beker E, Benedetti C &amp; Goldvarg N <i>Anorexia, bulimia y otros trastornos    de la conducta alimentaria</i>, Buenos Aires: Atuel, 37-54.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Stroebele N    &amp; de Castro JM (2004). "Television viewing is associated with an increase    in meal frequency in humans". <i>Appetite </i>42 (1), 111-113.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Stuart R &amp;    Jacobson B (1990). <i>Peso, sexo &amp; casamento</i>. S&atilde;o Paulo: Saraiva.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10/02/2013</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top">*</a>    Este artigo foi publicado originalmente na <i>Revista da ABESO</i>, edi&ccedil;&atilde;o    n&ordm; 60 - Ano XII - N&ordm; 60 - Dezembro/2012.</font></p>     ]]></body>
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