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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Encontros e desencontros   entre l&oacute;gica e matem&aacute;tica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b> Meghie Rodrigues </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">"Por tr&aacute;s   do racioc&iacute;nio matem&aacute;tico h&aacute; regras de racioc&iacute;nio l&oacute;gico, mas claramente a   matem&aacute;tica n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica forma de favorecer algu&eacute;m a pensar logicamente",   resume o matem&aacute;tico e professor do Departamento de Filosofia da Unicamp Marcelo   Coniglio. Para ele, as pessoas frequentemente se baseiam no senso comum quando   dizem que o estudo da matem&aacute;tica favorece o racioc&iacute;nio l&oacute;gico. Para ele, faz   sentido, sim, mas n&atilde;o &eacute; condi&ccedil;&atilde;o inescap&aacute;vel. "Uma pessoa pode ser muito boa em   &aacute;lgebra e n&atilde;o tem porque ser boa em geometria diferencial ou probabilidades.   Por outro lado, um matem&aacute;tico pode (e em geral costuma) desconhecer as ideias e   t&eacute;cnicas da l&oacute;gica contempor&acirc;nea. Cada &aacute;rea requer talentos e intui&ccedil;&otilde;es   diferentes", explica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   matem&aacute;tica pode n&atilde;o ser condi&ccedil;&atilde;o &uacute;nica para engatilhar o racioc&iacute;nio l&oacute;gico, mas   certamente colabora. Luiz Henrique Silvestrini, professor da Universidade   Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho (Unesp), atesta que &eacute; poss&iacute;vel, por   exemplo, perceber as diversas possibilidades de uma prova em uma demonstra&ccedil;&atilde;o   usando o rigor matem&aacute;tico. "Posso olhar pra uma demonstra&ccedil;&atilde;o e ela &eacute; feita por   contraposi&ccedil;&atilde;o. E a&iacute; se pede para provar se de A se chega a B &#150; ent&atilde;o, pode-se   pensar, "se B n&atilde;o &eacute; o caso, chego a n&atilde;o-A. &Eacute; poss&iacute;vel de demonstrar? sim". Ao   chegar numa prova dessas, o estudante vai ter todos esses tipos de conex&otilde;es   entre as formas &#150; definir o que &eacute; uma condicional, o que &eacute; uma contraposi&ccedil;&atilde;o &#150;   da&iacute; ele leva isso para a linguagem. Ent&atilde;o, em geral, ao fazer um discurso, ao   fazer um argumento, ele vai ter mais rigor na hora de fazer a estrutura",   assim, a forma de seu argumento vai ser muito melhor. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No   entanto, falar das conflu&ecirc;ncias e diverg&ecirc;ncias entre l&oacute;gica e matem&aacute;tica &eacute; uma   tarefa bastante complexa (e estimulante), que envolve muitas quest&otilde;es,   inclusive filos&oacute;ficas &#150; mas &eacute; sempre poss&iacute;vel encontrar um ponto de partida. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A   l&oacute;gica como campo de estudo </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Antes de   relacionar as duas disciplinas, &eacute; preciso lembrar que, como dom&iacute;nio do saber, a   l&oacute;gica est&aacute; um pouco distante do que consideramos como tal no senso comum.   Distante, mas n&atilde;o necessariamente lhe fazendo oposi&ccedil;&atilde;o: a disciplina nasce na   Gr&eacute;cia, com Arist&oacute;teles (s&eacute;culo IV a.C). Segundo Marilena Chau&iacute;, em seu livro <i>Convite &agrave; filosofia </i>(&Aacute;tica,   2008), o fil&oacute;sofo grego a considerava como um instrumento para as ci&ecirc;ncias.   Grosso modo, a l&oacute;gica aristot&eacute;lica &eacute; conhecida como l&oacute;gica cl&aacute;ssica e sua   principal manifesta&ccedil;&atilde;o &eacute; a possibilidade de se fazer infer&ecirc;ncias ou conclus&otilde;es   a partir de duas ou mais premissas que s&atilde;o n&atilde;o-contradit&oacute;rias entre si &#150; se A &eacute;   igual a B (premissa maior) e B &eacute; igual a C (premissa menor), ent&atilde;o A &eacute; igual a   C (conclus&atilde;o), por exemplo. Marilena explica que nas premissas existem termos   extremos (no sentido de serem distantes entre si como os extremos de uma   corda), e um termo m&eacute;dio, que liga os dois. No caso do exemplo anterior, A e C   seriam os extremos, e B, o termo m&eacute;dio, fazendo a ponte entre eles. Essa ponte,   segundo a autora, &eacute; extremamente importante porque "&eacute; a infer&ecirc;ncia ou dedu&ccedil;&atilde;o e   sem ela n&atilde;o h&aacute; racioc&iacute;nio nem demonstra&ccedil;&atilde;o. Por isso, a arte da l&oacute;gica consiste   em saber encontrar o termo m&eacute;dio que ligar&aacute; os extremos e permitir&aacute; chegar &agrave;   conclus&atilde;o", lembra. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outra   caracter&iacute;stica b&aacute;sica das premissas de um racioc&iacute;nio na l&oacute;gica cl&aacute;ssica,   apontada por Chau&iacute;, &eacute; o fato de serem regidas por tr&ecirc;s princ&iacute;pios fundamentais:   "o princ&iacute;pio de <b>identidade </b>(um ser &eacute; sempre id&ecirc;ntico a si mesmo), o princ&iacute;pio <b>da n&atilde;o-contradi&ccedil;&atilde;o </b>(&eacute;   imposs&iacute;vel que um ser seja e n&atilde;o seja id&ecirc;ntico a si mesmo ao mesmo tempo e na   mesma rela&ccedil;&atilde;o) e o princ&iacute;pio do <b>terceiro     exclu&iacute;do </b>(dadas duas proposi&ccedil;&otilde;es com o mesmo sujeito e o mesmo   predicado, uma afirmativa e outra negativa, uma delas &eacute; necessariamente   verdadeira e a outra necessariamente falsa)". A partir da&iacute; definem-se as   conclus&otilde;es &#150; que valem como verdade em um determinado sistema de proposi&ccedil;&otilde;es   (que precisam seguir certas regras para demonstrar sua validade). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A ess&ecirc;ncia   que perpassa a l&oacute;gica cl&aacute;ssica n&atilde;o se encerra apenas nessas redu&ccedil;&otilde;es &#150; mas tem   por objetivo principal demonstrar a validade de determinados argumentos e   refutar fal&aacute;cias. No pensamento contempor&acirc;neo, no entanto, n&atilde;o &eacute; mais poss&iacute;vel   reduzir a disciplina a termos de coer&ecirc;ncia entre premissas e conclus&otilde;es, embora   esta no&ccedil;&atilde;o possa ser um ponto de partida &#150; de acordo com o matem&aacute;tico Luiz   Henrique Silvestrini. Segundo ele, o campo &eacute; t&atilde;o vasto "que um l&oacute;gico n&atilde;o se   arriscaria a dar uma defini&ccedil;&atilde;o formal, ampla, que abranja com rigor o dom&iacute;nio   atual do campo". Al&eacute;m de n&atilde;o poder ser reduzida a um sistema de infer&ecirc;ncias, a   l&oacute;gica tamb&eacute;m n&atilde;o pode ser definida como estudo do racioc&iacute;nio. Como lembra o   professor de filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) D&eacute;cio   Krause, a disciplina &eacute; bem mais que isso. "Ela lida com temas extremamente   complicados, como a teoria dos modelos, computabilidade, fundamentos da teoria   dos conjuntos, aplica&ccedil;&otilde;es &agrave; ci&ecirc;ncia de maneira geral. &Eacute; uma disciplina   ampl&iacute;ssima em que o estudo do racioc&iacute;nio &eacute; apenas uma parte &#150; extremamente &uacute;til   para a ret&oacute;rica e para a teoria do direito, por exemplo. Mas &eacute; apenas uma   parte". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um detalhe   interessante, como lembra Krause, &eacute; que atualmente "n&atilde;o existe 'a' l&oacute;gica.   Existe uma infinidade de l&oacute;gicas diferentes que n&atilde;o s&atilde;o compat&iacute;veis entre si.   H&aacute; uma pluralidade de sistemas l&oacute;gicos cuja utiliza&ccedil;&atilde;o/aplica&ccedil;&atilde;o tem uma enorme   variedade: lingu&iacute;stica, psican&aacute;lise, fundamentos da ci&ecirc;ncia e da f&iacute;sica,   ci&ecirc;ncia da computa&ccedil;&atilde;o, matem&aacute;tica, e por a&iacute; vai". Uma dessas diferentes l&oacute;gicas   &eacute; a paraconsistente &#150; que teve como seu principal desenvolvedor o matem&aacute;tico,   professor de l&oacute;gica e matem&aacute;tica da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) e professor   em&eacute;rito do Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas (IFCH) da Universidade   Estadual de Campinas (Unicamp) Newton da Costa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Luiz   Henrique Silvestrini, que estuda a teoria proposta por Costa, explica que ela   lida com o conceito de quase-verdade e consegue abrigar contradi&ccedil;&otilde;es em seus   sistemas &#150; algo que invalida, ou trivializa, os silogismos baseados na l&oacute;gica   cl&aacute;ssica. "O que a l&oacute;gica paraconsistente faz &eacute; rejeitar &#150; e n&atilde;o   necessariamente negar &#150; o princ&iacute;pio do terceiro exclu&iacute;do. Comporta   contradi&ccedil;&otilde;es, que s&atilde;o ocorr&ecirc;ncias normais na ci&ecirc;ncia", diz. E acrescenta que   "h&aacute; a teoria da quase-verdade, que diz que algo pode ser quase verdadeiro em   algum sentido. A verdade seria um 'ponto final do conhecimento', mas esse ponto   final &eacute; quase inating&iacute;vel. Sempre se tem um conhecimento parcial sobre algum   campo ou teoria". Um exemplo &eacute; a coexist&ecirc;ncia das f&iacute;sicas newtoniana e qu&acirc;ntica   em um mesmo campo de estudo: elas s&atilde;o v&aacute;lidas para certas condi&ccedil;&otilde;es e contextos   que diferem entre si &#150; por isso &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil elaborar uma teoria que unifique   as duas e consiga demonstrar sua validade, por exemplo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por falar   em unifica&ccedil;&atilde;o de teorias, o esfor&ccedil;o em se colocar tudo em uma caixa s&oacute; n&atilde;o   existe apenas na f&iacute;sica (com a teoria das cordas, por exemplo). David Hilbert   (1862-1943), que, como diz Silvestrini, "colocou o mundo da matem&aacute;tica de   cabe&ccedil;a para baixo" tamb&eacute;m fez suas tentativas, sempre se questionando sobre a   possibilidade de haver uma teoria que descrevesse toda a matem&aacute;tica. Mas a&iacute;   vieram Kurt G&ouml;del e Alan Turing (cujo centen&aacute;rio de nascimento se comemorou   este ano) &#150; o primeiro com a teoria da incompletude e o outro com a teoria da   parada. E assim sacudiram o que j&aacute; estava de ponta-cabe&ccedil;a: "uma das implica&ccedil;&otilde;es   do teorema de G&ouml;del &eacute; a afirma&ccedil;&atilde;o de que 'no interior de qualquer sistema   formal que contenha a aritm&eacute;tica (que &eacute; o b&ecirc;-a-b&aacute; da matem&aacute;tica) n&atilde;o se pode   provar que um sistema em quest&atilde;o subjacente esteja isento de contradi&ccedil;&otilde;es'",   conta o professor da Unesp. Ou seja, sob esta concep&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; como esgotar   teorias por meio de axiomas ou leis &#150; o que implica que a matem&aacute;tica &eacute;   inesgot&aacute;vel por n&atilde;o existir um sistema de regras que consiga contornar <i>todas </i>as verdades que   uma teoria pode gerar. J&aacute; o problema na parada, de Turing, diz que n&atilde;o existe   um algoritmo que permita decidir, para um programa p (qualquer programa), se   ele vai parar ou n&atilde;o, se ele chega ao fim ou n&atilde;o &#150; trazendo &agrave; luz o problema da   indecidibilidade. "Assim, eles colocam o questionamento de Hilbert &#150; sobre uma   teoria que descrevesse toda a matem&aacute;tica &#150; em xeque", explica Silvestrini. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>L&oacute;gica   e matem&aacute;tica </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mas as   incurs&otilde;es entre matem&aacute;tica e l&oacute;gica v&atilde;o bastante al&eacute;m da elabora&ccedil;&atilde;o de teoremas   logicamente v&aacute;lidos e matematicamente consistentes. Para o professor Newton da   Costa, em seu livro <i>Ensaio     sobre os fundamentos da l&oacute;gica </i>(Hucitec, 2008), as disciplinas se   relacionam de maneira profunda tanto por seus objetivos quanto por seus   m&eacute;todos. Elas se aproximam "por causa do uso que ambas fazem do pensamento   axiom&aacute;tico (formado por leis que regem um sistema) e da formaliza&ccedil;&atilde;o (linguagem   de s&iacute;mbolos)". O professor da Unesp e membro do grupo de apoio do Centro de   L&oacute;gica e Epistemologia (CLE) da Unicamp H&eacute;rcules Feitosa diz que essa   aproxima&ccedil;&atilde;o se deu principalmente no s&eacute;culo XIX com os estudos de Gottlob Frege   (1848-1925), que tentou usar a l&oacute;gica para fazer uma fundamenta&ccedil;&atilde;o da   matem&aacute;tica &#150; para delimitar o que &eacute;, saber como se desenvolve e provar que seus   sistemas est&atilde;o livres de contradi&ccedil;&otilde;es. "Ent&atilde;o muitos estudos foram   desenvolvidos a partir da&iacute;, a interface entre l&oacute;gica e matem&aacute;tica ficou mais   herm&eacute;tica e por isso houve certo distanciamento das outras disciplinas", conta   ele. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No   entanto, diferentemente do que diziam Bertrand Russell (1872-1970) e Frege, a   matem&aacute;tica n&atilde;o se reduz &agrave; l&oacute;gica &#150; j&aacute; que ela abrange aspectos de infer&ecirc;ncia   que n&atilde;o s&atilde;o redut&iacute;veis apenas aos c&aacute;lculos matem&aacute;ticos &#150; e muitos problemas que   investiga envolvem natureza filos&oacute;fica. Newton da Costa constata que "a l&oacute;gica   n&atilde;o preexiste a matem&aacute;tica e, por isso mesmo, n&atilde;o &eacute; seu fundamento.   Precisamente o oposto se d&aacute;: a l&oacute;gica nada mais &eacute; do que a codifica&ccedil;&atilde;o das   regularidades que se podem constatar no exerc&iacute;cio da atividade construtiva do   matem&aacute;tico", sendo que a l&oacute;gica, nesse sentido, se liga mais &agrave; linguagem (de   uso corrente, como l&iacute;ngua), enquanto a matem&aacute;tica, n&atilde;o. O professor lembra que,   para o fil&oacute;sofo e matem&aacute;tico holand&ecirc;s Luitzen Brouwer (1881-1966), a linguagem   "serve apenas de ve&iacute;culo um tanto impreciso das verdades constru&iacute;das pelo   matem&aacute;tico". </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Matem&aacute;tica   e racioc&iacute;nio l&oacute;gico </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">J&aacute; que a   l&oacute;gica n&atilde;o se reduz &agrave; matem&aacute;tica e vice-versa, as duas podem se combinar,   ainda, para aprimorar a capacidade de raciocinar logicamente. Jogos l&uacute;dicos de   base matem&aacute;tica e estrat&eacute;gica &#150; como o xadrez &#150; podem contar pontos se a   quest&atilde;o &eacute; manter o racioc&iacute;nio em dia. "Quando se joga xadrez, voc&ecirc; est&aacute; em um   sistema formal &#150; um sistema formal &eacute; um conjunto de axiomas. No caso do jogo de   xadrez, voc&ecirc; est&aacute; respeitando os axiomas do jogo, que s&atilde;o as regras &#150; e a   partir delas se come&ccedil;a o jogo", diz Silvestrini. E n&atilde;o s&oacute; isso: para o   professor Marcelo Coniglio, "jogos como <a href="http://www.sudoku.name/rules/pt" target="_blank">sudoku</a>, <i><a href="http://madeinjapan.uol.com.br/2009/11/27/jogadores-de-go-falam-sobre-o-jogo/" target="_blank">go</a> </i>e <i><a href="http://www.bridge.org.br/web/?page_id=67" target="_blank">bridge</a></i>,   bem como palavras cruzadas, alguns tipos de videogames (como os que organizam   blocos como o <a href="http://www.tetris.com" target="_blank">Tetris</a>), uma   leitura, m&uacute;sica ou filme que nos fazem pensar s&atilde;o excelentes exerc&iacute;cios para a   nossa mente" e tamb&eacute;m para o racioc&iacute;nio l&oacute;gico. Para ele, &eacute; a forma com que   esses exerc&iacute;cios nos surpreendem e rompem com o que consideramos &oacute;bvio que   aprimoram a nossa capacidade de ver m&uacute;ltiplas possibilidades a partir de um   mesmo evento ou problema &#150; e v&atilde;o bem al&eacute;m do conhecimento da matem&aacute;tica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 10/11/2012</font></p>      ]]></body>

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