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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESENHAS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o de fontes de informa&ccedil;&atilde;o na internet</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria Teresa Manfredo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o de fontes de informa&ccedil;&atilde;o na internet</b>    <BR>   Maria In&ecirc;s Toma&eacute;l &amp; Marta L&iacute;gia Pomim Valentim (Orgs.)    ]]></body>
<body><![CDATA[<BR>   Ano: 2004    <BR>   Editora: Eduel    <BR>   Nº de p&aacute;ginas: 162</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A produ&ccedil;&atilde;o, uso e gest&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o se transformaram com a internet, modificando paradigmas das bibliotecas e dos bibliotec&aacute;rios</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A r&aacute;pida evolu&ccedil;&atilde;o dos sistemas comunica&ccedil;&atilde;o resultou em transforma&ccedil;&otilde;es importantes no comportamento das bibliotecas ou unidades de informa&ccedil;&atilde;o, desenhadas basicamente para recolherem e armazenarem o suporte at&eacute; ent&atilde;o tradicional: o material impresso. Quest&otilde;es ligadas a este &uacute;ltimo, tido como de f&aacute;cil administra&ccedil;&atilde;o, devem agora ser repensadas, devido &agrave; complexidade, volatilidade, mutabilidade, abertura, dinamismo e? espa&ccedil;o temporal imposto pela internet. &Eacute; o assunto tratado no livro <i>Avalia&ccedil;&atilde;o de fontes de informa&ccedil;&atilde;o na internet</i>, dirigido n&atilde;o s&oacute; a profissionais da informa&ccedil;&atilde;o, mas a todos que se interessem pelo tema, no panorama das recentes transforma&ccedil;&otilde;es comunicacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As organizadoras da obra, Maria In&ecirc;s Toma&eacute;l, doutora em ci&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e Marta L&iacute;gia Pomim Valentim, professora livre docente em informa&ccedil;&atilde;o, conhecimento e intelig&ecirc;ncia organizacional pela Universidade Estadual Paulista (Unesp/Mar&iacute;lia), enfatizam que nenhuma tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o teve impacto t&atilde;o forte nos profissionais da informa&ccedil;&atilde;o como a internet, pois esta modificou as fun&ccedil;&otilde;es, os paradigmas e a cultura da biblioteca e dos bibliotec&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste cen&aacute;rio, at&eacute; o consolidado conceito de biblioteca passa por reformula&ccedil;&otilde;es. A cole&ccedil;&atilde;o das bibliotecas agora inclui conversas e centenas de outros materiais; biblioteca pode tamb&eacute;m ser um museu ou mesmo um hospital. Mensagens pessoais passam a ser tamb&eacute;m mensagens cient&iacute;ficas; conversa &eacute; livro e cat&aacute;logo vira documento. A converg&ecirc;ncia de formatos, institui&ccedil;&otilde;es, servi&ccedil;os e processos teriam revolucionado a biblioteconomia por inteiro. Isso porque o que est&aacute; consolidado na literatura da &aacute;rea s&atilde;o as fontes impressas e a maior parte dos documentos eletr&ocirc;nicos apenas t&ecirc;m imitado, em outro suporte, a estrutura dos seus antecessores em papel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O termo biblioteca virtual seria um exemplo da dificuldade de conceitua&ccedil;&atilde;o das novas fontes. Como uma ideia ainda em consolida&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o comportaria uma defini&ccedil;&atilde;o plenamente estabelecida: "Basta consultar a literatura a respeito para verificar as v&aacute;rias acep&ccedil;&otilde;es que o termo tem assumido. Ainda estamos refletindo sobre o que seja biblioteca virtual: para alguns &eacute; uma biblioteca tradicional que disponibiliza seu cat&aacute;logo online, para outros &eacute; uma biblioteca que tem seu acervo digitalizado, para outros uma cole&ccedil;&atilde;o de <i>links</i>, e para outros uma cole&ccedil;&atilde;o de <i>links </i>comentada e tratada sob a luz da ci&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o.", afirmam Silva e Toma&eacute;l.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As organizadoras do livro defendem que as bibliotecas virtuais ir&atilde;o armazenar e dar acesso a volumes cada vez maiores de informa&ccedil;&atilde;o multim&iacute;dia (texto, imagem, som, v&iacute;deo etc) em suportes digitais e diversos formatos, paralelamente &agrave; exist&ecirc;ncia de documentos impressos. De maneira otimista, elas acreditam que todos esses suportes estar&atilde;o acess&iacute;veis a qualquer momento e divulgar&atilde;o tanto os chamados documentos prim&aacute;rios (como teses, monografias, livros e peri&oacute;dicos) quanto os secund&aacute;rios (como base de dados, cat&aacute;logos de bibliotecas etc).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Ao longo de sete cap&iacute;tulos, o livro destaca ainda os crit&eacute;rios de qualidade para avaliar fontes de informa&ccedil;&atilde;o na internet; a identifica&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e sele&ccedil;&atilde;o de dicion&aacute;rios e enciclop&eacute;dias neste meio; os portais verticais; os apontadores na web; as fontes de informa&ccedil;&atilde;o industrial na internet; as fontes de informa&ccedil;&atilde;o nesta rede: softwares para unidades de informa&ccedil;&atilde;o; e as fontes de informa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica na internet.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise de diversos especialistas reafirma que a era da informa&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica, marcada por uso de tecnologias e avan&ccedil;os informacionais, possibilitou a comunica&ccedil;&atilde;o, transfer&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es e documentos de maneira quase instant&acirc;nea. Esse processo provocou altera&ccedil;&otilde;es nas estruturas at&eacute; ent&atilde;o existentes, criando novas combina&ccedil;&otilde;es. As estruturas passaram a ser mais flex&iacute;veis e promoveram um maior envolvimento na busca e na disponibiliza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, num cen&aacute;rio de constante muta&ccedil;&atilde;o. Dessa quebra de rigidez prov&ecirc;m novos recursos informacionais que crescem, cada vez mais, acarretando mudan&ccedil;as radicais nos servi&ccedil;os tidos como tradicionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De uma maneira otimista, o livro &eacute; baseado na ideia de que, na atualidade, os documentos n&atilde;o est&atilde;o desaparecendo, como se previa, mas melhorando em variedade e n&uacute;mero. Contudo, as autoras lembram, a todo momento, que muitos tipos de controle e padr&otilde;es ainda s&atilde;o necess&aacute;rios para armazenar, recuperar, <i>linkar</i> e permutar informa&ccedil;&otilde;es. Instala-se um novo paradigma: do papel para o eletr&ocirc;nico, dos sistemas para a rede, do anal&oacute;gico para o digital. As fontes eletr&ocirc;nicas de informa&ccedil;&atilde;o, na internet, utilizam-se de m&uacute;ltiplas formas, redimensionando os conceitos at&eacute; ent&atilde;o aplicados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tudo isso requer, portanto, tratamento e usos diferenciados, exigindo um estudo que estabele&ccedil;a tipologias de como s&atilde;o trabalhadas e como s&atilde;o designadas na rede. Falta, no entanto, segundo alertam as autoras, pesquisas que tenham como objeto de an&aacute;lise essa abordagem. Por outro lado, a falta de organiza&ccedil;&atilde;o na disponibiliza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es e a inexist&ecirc;ncia de mecanismos de recupera&ccedil;&atilde;o que atendam a seletividade de um perfil de interesse espec&iacute;fico colaborariam para que esta desorganiza&ccedil;&atilde;o esteja em pauta em muitos estudos presentes nos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o em geral e na literatura t&eacute;cnico-cient&iacute;fica, o que propiciaria seu estudo, delineamento e disponibiliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os profissionais da informa&ccedil;&atilde;o devem considerar que os recursos eletr&ocirc;nicos (<i>online</i> e CD-Rom) cada vez mais conquistar&atilde;o espa&ccedil;o e, segundo os autores, s&atilde;o o que de melhor j&aacute; se criou para o tratamento e a recupera&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. Segundo as autoras Terezinha da Silva, docente do Curso de Mestrado Profissional em Gest&atilde;o da Informa&ccedil;&atilde;o da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e Maria In&ecirc;s Toma&eacute;l, professora do Departamento de Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o da UEL, afirmam na introdu&ccedil;&atilde;o do livro: "apesar dos sites de busca dispon&iacute;veis na internet, a recupera&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o &eacute; morosa, sem qualidade, com baixa revoca&ccedil;&atilde;o, enganosa e, em muitos casos, inexequ&iacute;vel". O mesmo se daria em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o de fontes que se encontram perdidas no espa&ccedil;o informacional da web. A quantidade de informa&ccedil;&otilde;es presentes na internet dificulta, afirmam, a localiza&ccedil;&atilde;o de uma fonte espec&iacute;fica. Os m&eacute;todos tradicionais de indexa&ccedil;&atilde;o por autor, palavras-chave etc, tornaram-se insuficientes e pobres, dada a possibilidade de se fazer indexa&ccedil;&atilde;o para dentro dos textos, para que toda a informa&ccedil;&atilde;o no ciberespa&ccedil;o possa ser utilizada massivamente e com qualidade. Nesse cen&aacute;rio, os especialistas defendem que se faz necess&aacute;rio aperfei&ccedil;oar ou desenvolver novos m&eacute;todos de identifica&ccedil;&atilde;o, de cataloga&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o, classifica&ccedil;&atilde;o e indexa&ccedil;&atilde;o dos recursos eletr&ocirc;nicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Talvez a obra peque pelo tom demasiadamente positivo e acr&iacute;tico acerca da internet &#150; sempre referida como um sistema &uacute;nico de gera&ccedil;&atilde;o, armazenagem e dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o. Isto &eacute; percebido atrav&eacute;s de cita&ccedil;&otilde;es como a que compara a internet &agrave;s descobertas de Nicolau Cop&eacute;rnico e Galileu Galilei: "No atual momento, encontra-se em andamento uma revolu&ccedil;&atilde;o quanto aos princ&iacute;pios que orientam as organiza&ccedil;&otilde;es sociais, sendo que, no processo evolucion&aacute;rio, a informa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento transformam-se em chaves do novo paradigma. A rede &eacute; a 'biblioteca centrada no usu&aacute;rio' enquanto devir. Aquela que muitas vezes n&atilde;o passava de ret&oacute;rica, vai sendo, ainda que no imagin&aacute;rio, imposta pela web. Para a biblioteca tradicional essa mudan&ccedil;a de paradigma talvez seja t&atilde;o significativa quanto a descoberta do heliocentrismo. E &eacute; preciso desenhar novos mapas, novas &oacute;rbitas, novos movimentos." (pg.8).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Contudo, o livro tra&ccedil;a um importante e raro panorama sobre o tema, na literatura brasileira da &aacute;rea, suscitando e sugerindo pertinentes pontos de pesquisa sobre o assunto.</font></p>      ]]></body>

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