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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nt"></a><b>Quest&otilde;es ambientais e prioridades pol&iacute;ticas na China</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Leila da Costa Ferreira<sup>I</sup></b><a href="#nta"><sup>*</sup></a><b>; Fabiana Barbi<sup>II</sup></b></font>    <br> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professora titular Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas (IFCH), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e &eacute; professora visitante no Programa top ChinaShangai Jio Tong University/Summer Course, na China. Atualmente coordena o Grupo de Estudos Brasil/China junto ao Centro de Estudos Avan&ccedil;ados da Unicamp       <br>   <sup>II</sup>Doutoranda em ambiente e sociedade no N&uacute;cleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam), IFCH, da Unicamp</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A China &eacute; considerada o motor do crescimento econ&ocirc;mico mundial devido &agrave; r&aacute;pida expans&atilde;o de seu desenvolvimento econ&ocirc;mico e industrial. Esse crescimento tem sido acompanhado de uma expans&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o urbana e da emerg&ecirc;ncia de um n&uacute;mero de grandes cidades a partir dos anos 1990. Consequentemente, o consumo de energia aumentou enormemente, assim como as emiss&otilde;es de poluentes atmosf&eacute;ricos e os problemas de sa&uacute;de associados. A polui&ccedil;&atilde;o do ar e da &aacute;gua resulta nos problemas ambientais mais s&eacute;rios, mas outras quest&otilde;es ambientais incluem a diminui&ccedil;&atilde;o de recursos h&iacute;dricos, o desmatamento acelerado e as amea&ccedil;as &agrave; sa&uacute;de humana que surgem a partir das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Assim, o tamanho do pa&iacute;s e da popula&ccedil;&atilde;o somados &agrave; velocidade do desenvolvimento tornam os problemas ambientais da China relevantes para o resto do mundo, n&atilde;o apenas pelo impacto de suas demandas sobre os pre&ccedil;os mundiais, mas tamb&eacute;m na polui&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a sob a forma das tempestades de chuva &aacute;cida e de poeira, e nas contribui&ccedil;&otilde;es para a mudan&ccedil;a do clima.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, a a&ccedil;&atilde;o governamental na China enfrenta, constantemente, o dilema entre priorizar o crescimento econ&ocirc;mico ou a prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente desde a introdu&ccedil;&atilde;o das reformas de Deng Xiaoping (conhecidas como as Quatro Moderniza&ccedil;&otilde;es) e abertura para o mercado internacional, em 1978. Ao longo de sua hist&oacute;ria, a China considerou a natureza como um fator limitante a ser dominado ou superado, ao inv&eacute;s de ser algo a ser aceito e preservado. Para o governo central e para muitos chineses essa atitude come&ccedil;ou a mudar a partir do final da d&eacute;cada de 1970, quando foram criadas a legisla&ccedil;&atilde;o e as institui&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o ambiental. As leis para proteger o ambiente na China s&atilde;o consideradas as mais desenvolvidas dentre todas as na&ccedil;&otilde;es emergentes, ao menos no papel. Existe um minist&eacute;rio respons&aacute;vel apenas pela promo&ccedil;&atilde;o e refor&ccedil;o das leis ambientais, a chamada Ag&ecirc;ncia de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental do Estado. Al&eacute;m disso, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais (ONGs) preocupadas com a prote&ccedil;&atilde;o ambiental foram criadas e mesmo encorajadas, de maneiras espec&iacute;ficas, pelo governo chin&ecirc;s. A&ccedil;&otilde;es legais contra poluidores foram abertas nas cortes, com algum sucesso. Entretanto, no n&iacute;vel municipal, a efic&aacute;cia das leis de prote&ccedil;&atilde;o ambiental s&atilde;o severamente enfraquecida dadas a grande burocracia administrativa, conflitos de interesses e corrup&ccedil;&atilde;o severa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A China tem se preocupado, cada vez mais, com as quest&otilde;es ambientais tanto de uma perspectiva dom&eacute;stica quanto global. Isso se deu gra&ccedil;as &agrave; conscientiza&ccedil;&atilde;o do governo sobre a urgente necessidade de frear a degrada&ccedil;&atilde;o da natureza em fun&ccedil;&atilde;o de seus efeitos adversos e tamb&eacute;m devido &agrave; a&ccedil;&atilde;o da sociedade civil que pressionou os governos a cuidarem do meio ambiente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesta se&ccedil;&atilde;o exploraremos as preocupa&ccedil;&otilde;es ambientais do pa&iacute;s, da perspectiva governamental, atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas relativas ao ambiente, bem como do estabelecimento do movimento ambiental. Tamb&eacute;m faremos algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre o papel da China no que diz respeito &agrave;s mudan&ccedil;as globais, tais como as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pol&iacute;ticas ambientais na China</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A gest&atilde;o ambiental na China foi estimulada, em grande parte, pela confer&ecirc;ncia de 1972 das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) sobre o meio ambiente humano. Assim, a primeira confer&ecirc;ncia nacional sobre prote&ccedil;&atilde;o ambiental na China, em 1973, permitiu a forma&ccedil;&atilde;o de um grupo de especialistas sob o Conselho Estatal cujo trabalho resultou, em 1974, na publica&ccedil;&atilde;o de um documento que recomendava pol&iacute;ticas pr&oacute;ativas de prote&ccedil;&atilde;o ambiental. De acordo com esse documento, o Estado deve gerenciar o meio ambiente ao inv&eacute;s de simplesmente tentar controlar a polui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em resposta &agrave; polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica, &agrave; polui&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua e ao descarte de res&iacute;duos s&oacute;lidos, a Lei de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental foi aprovada em 1979 e come&ccedil;ou o processo de desenvolvimento de uma base legal para a prote&ccedil;&atilde;o ambiental. Ela estabelecia o Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o de Impacto Ambiental como uma exig&ecirc;ncia para cada projeto novo, de reforma, ou de expans&atilde;o. Esse desenvolvimento de pol&iacute;ticas ambientais coincidiu com e tamb&eacute;m foi influenciado pelas reformas econ&ocirc;micas dos anos 1980 e pela crescente abertura aos mercados estrangeiros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, como uma resposta aos danos ambientais, em 1984 ocorreram mudan&ccedil;as na pol&iacute;tica, quando o Conselho Estatal instituiu a Ag&ecirc;ncia de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental Nacional (Nepa), respons&aacute;vel pela coordena&ccedil;&atilde;o de atividades ambientais entre os minist&eacute;rios relevantes. Diversas mudan&ccedil;as na pol&iacute;tica ocorreram ap&oacute;s 1984. Managi e Kaneko destacaram, em artigo de 2010, a aprova&ccedil;&atilde;o da Lei de Preven&ccedil;&atilde;o da Polui&ccedil;&atilde;o Atmosf&eacute;rica e do Controle da Rep&uacute;blica Popular da China (LAPPC), em 1987. De acordo com ela, toda companhia poluidora precisa seguir as regras para o controle da polui&ccedil;&atilde;o. Outras pol&iacute;ticas e regulamentos foram aprovados pelo governo e uma s&eacute;rie de padr&otilde;es nacionais relativos &agrave; qualidade do ar foi estabelecida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A base fundamental para as leis ambientais repousa sobre a Lei de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental de 1989. Ela estabelece quatro princ&iacute;pios: a coordena&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o ambiental, a preven&ccedil;&atilde;o de polui&ccedil;&atilde;o, a responsabilidade do poluidor e a import&acirc;ncia da gest&atilde;o ambiental. A lei autorizou o Nepa a criar padr&otilde;es de qualidade ambiental e para os descartes e emiss&otilde;es de poluentes. Ela tamb&eacute;m permitiu que as autoridades locais criassem seus pr&oacute;prios padr&otilde;es para qualquer coisa n&atilde;o determinada nos padr&otilde;es nacionais e para estabelecer padr&otilde;es mais restritivos, se necess&aacute;ria, do que os nacionais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A prote&ccedil;&atilde;o ambiental apenas come&ccedil;ou, realmente, a exercer plena presen&ccedil;a na agenda pol&iacute;tica na China a partir dos anos 1990, quando seis leis e regulamentos ambientais foram revisados e/ou aprovados. Uma das mudan&ccedil;as mais significativas na pol&iacute;tica foi a revis&atilde;o do C&oacute;digo de Painel da Rep&uacute;blica Popular da China, em 1997. Ele adicionou novos artigos referentes &agrave; responsabilidade de danos e prote&ccedil;&atilde;o de recursos naturais e do meio ambiente, e responsabilidade sobre a falta de gest&atilde;o ambiental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muita aten&ccedil;&atilde;o tem sido direcionada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de poluentes atmosf&eacute;ricos e &agrave; melhoria da qualidade do ar na China. Como exemplos, podemos citar uma s&eacute;rie de leis, regulamentos, e padr&otilde;es tais como a Lei na Preven&ccedil;&atilde;o e Controle da Polui&ccedil;&atilde;o Atmosf&eacute;rica, os Padr&otilde;es Ambientais Nacionais da Qualidade do Ar (GB30951996) e os Padr&otilde;es de Emiss&atilde;o de Poluentes Atmosf&eacute;ricos para as Centrais de Energia T&eacute;rmica (GB132232003). De acordo com a literatura as emiss&otilde;es de SO2 (di&oacute;xido de enxofre) foram controladas com sucesso em Beijing, mas n&atilde;o em outras cidades como Xangai ou as cidades do delta do rio P&eacute;rola. Muita aten&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m tem sido dedicada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es veiculares. Embora o n&uacute;mero de ve&iacute;culos aumente em cerca de 10% ao ano em Beijing, Xangai e nas cidades do delta do rio P&eacute;rola, as concentra&ccedil;&otilde;es de NO2 (di&oacute;xido de nitrog&ecirc;nio) e de CO2 (di&oacute;xido de carbono) n&atilde;o aumentaram devido &agrave;s medidas de controle eficazes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1998, o Nepa foi promovido de subminist&eacute;rio a Minist&eacute;rio: a Administra&ccedil;&atilde;o de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental do Estado (Sepa). Em 2008, a Sepa foi rebatizada como Minist&eacute;rio da Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental (MEP) e elevado a minist&eacute;rio pleno sob o Conselho Estatal. Essa mudan&ccedil;a foi considerada como um sinal do desejo do governo chin&ecirc;s em realizar s&eacute;rios esfor&ccedil;os para melhorar o meio ambiente. O MEP &eacute; o principal &oacute;rg&atilde;o de formula&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas ambientais. Ele abrange diversas diretorias de preven&ccedil;&atilde;o de polui&ccedil;&atilde;o em n&iacute;veis estaduais, municipais e distritais que pareceriam cumprir exig&ecirc;ncias normais para a execu&ccedil;&atilde;o de leis e o incentivo do bom comportamento ambiental. Estas diretorias podem realizar inspe&ccedil;&otilde;es surpresa e os governos centrais e locais podem impor penalidades para as quebras dos regulamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, a China tem as leis que tratam quest&otilde;es espec&iacute;ficas e setores espec&iacute;ficos tais como o ambiente marinho, o ar, a &aacute;gua e assim por diante. Al&eacute;m das leis nacionais h&aacute; muitas leis regionais e locais que abordam o meio ambiente. De acordo com os resultados publicados Huang at ali (2010), a pol&iacute;tica ambiental chinesa deu mais aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es da &aacute;gua e da polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica; a polui&ccedil;&atilde;o radioativa tamb&eacute;m tem recebido grande interesse. Os instrumentos da pol&iacute;tica mudaram de &ecirc;nfase em regulamentos de comando-e-controle para incentivos econ&ocirc;micos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Preocupa&ccedil;&otilde;es sobre energia na China</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro interesse ambiental importante na China diz respeito &agrave; energia. As plantas termoel&eacute;tricas de carv&atilde;o prevalecem no pa&iacute;s, o que &eacute;, indiscutivelmente, o maior contribuinte &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas no mundo. O carv&atilde;o responde por mais de 70% do consumo total de energia, e as emiss&otilde;es da combust&atilde;o do carv&atilde;o s&atilde;o as principais contribui&ccedil;&otilde;es antropog&ecirc;nicas &agrave; polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De 1980 a 2001, a China conseguiu limitar o crescimento da demanda por energia a menos da metade do crescimento do produto interno bruto (PIB). De acordo com Zhou(2010), isso foi poss&iacute;vel com programas de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica muito agressivos organizados pelo governo central que trabalha juntamente com as autoridades estatais e municipais. Os centros de servi&ccedil;o de conserva&ccedil;&atilde;o de energia e os empr&eacute;stimos de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica eram ferramentas pol&iacute;ticas inovadoras e eficazes. O efeito dessas pol&iacute;ticas e programas foi sentido pelo fato de que a demanda por energia cresceu em velocidade inferior &agrave; metade da velocidade de crescimento do PIB. Entretanto, a situa&ccedil;&atilde;o mudou radicalmente a partir de 2002, quando o uso de energia por unidade do PIB aumentou uma m&eacute;dia de 3.8% por um ano, entre 2002 e 2005. No reconhecimento do ritmo insustent&aacute;vel de crescimento da demanda por energia e de suas consequ&ecirc;ncias adversas associadas, a China criou e recriou um instrumento de pol&iacute;tica para projetar e executar a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica na economia a partir de 2006, visando reduzir a intensidade energ&eacute;tica em 20% em cinco anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o autor a China est&aacute; fazendo um trabalho de busca por maiores n&iacute;veis de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica. Reformas foram iniciadas em todos os n&iacute;veis de governo, e seu impacto est&aacute; sendo sentido por toda economia. Leis foram aprovadas, regulamentos promulgados, novos programas foram criados e executados em todos os estados e em muitos munic&iacute;pios. Alguns dos esfor&ccedil;os mais significativos incluem a cria&ccedil;&atilde;o do programa da empresa Top-1000, a recria&ccedil;&atilde;o de um fundo mensur&aacute;vel de investimentos em efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, a forte defesa, em todos os n&iacute;veis, do Partido Comunista e do governo para a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, e a crescente aten&ccedil;&atilde;o na aplica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica em todos os setores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A popula&ccedil;&atilde;o urbana em China dever&aacute; crescer nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas. Consequentemente, as fontes de energia renov&aacute;veis, tais como a e&oacute;lica e solar, ganharam import&acirc;ncia e investimentos de modo a sustentar mudan&ccedil;as significativas no padr&atilde;o de consumo de energia. H&aacute; iniciativas relevantes nos dois tipos de capta&ccedil;&atilde;o de energia pelo pa&iacute;s. Por exemplo, de acordo com Oliveira (2011), a China dobrou sua capacidade de energia e&oacute;lica desde 2005 e est&aacute; a ponto de alcan&ccedil;ar os EUA como maior mercado mundial para as turbinas correspondentes. Seis grandes projetos de energia e&oacute;lica est&atilde;o em constru&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rias partes do territ&oacute;rio chin&ecirc;s, cada um com capacidade de 16 termoel&eacute;tricas a carv&atilde;o. Al&eacute;m disso, a maior central energ&eacute;tica solar do mundo ser&aacute; constru&iacute;da at&eacute; 2019, na Mong&oacute;lia, com tamanho aproximadamente trinta vezes maior do que as centrais energ&eacute;ticas solares da Europa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ambientalismo chin&ecirc;s</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O crescente n&iacute;vel de consci&ecirc;ncia ambiental dos cidad&atilde;os chineses &eacute; manifestado na organiza&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais (ONGs) ambientais e de grupos volunt&aacute;rios. Embora o Estado imponha restri&ccedil;&otilde;es no crescimento, na forma, nas fun&ccedil;&otilde;es e nas estrat&eacute;gias de organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, os &uacute;ltimos anos testemunharam um r&aacute;pido crescimento de ONGs ambientais. De acordo com Xie (2011), em 2008, 3.539 grupos ambientais tinham sido registrados pelo Minist&eacute;rio de Assuntos Civis ou de seus departamentos locais<a name="1b"></a><a href="#1a"><sup><b>1</b></sup></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As ONGs ambientais t&ecirc;m sido ativas em aumentar a consci&ecirc;ncia ambiental do p&uacute;blico, monitorando empresas poluidoras e participando na tomada de decis&atilde;o ambiental mesmo que falte recursos para o desenvolvimento organizacional tal como pessoal, infraestrutura, ou financiamento. Eles est&atilde;o habilitados a participar em consultas pol&iacute;ticas, como prescrito na Lei Ambiental de Planejamento Estrat&eacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O movimento ambiental chin&ecirc;s come&ccedil;ou em meados dos anos 1980, com ativistas e cientistas que chamaram aten&ccedil;&atilde;o para a conscientiza&ccedil;&atilde;o ambiental p&uacute;blica para parar a constru&ccedil;&atilde;o da Barragem das Tr&ecirc;s Gargantas. O movimento gerou efeitos educativos e alertou o p&uacute;blico para os problemas ambientais em grande escala escondidos debaixo da crescente economia do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Depois da Rio 92, a China publicou sua Agenda 21, a primeira orienta&ccedil;&atilde;o governamental para realizar o desenvolvimento sustent&aacute;vel. No processo de implementa&ccedil;&atilde;o desse documento, o governo chin&ecirc;s recebeu o aux&iacute;lio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas e de pa&iacute;ses estrangeiros, que refor&ccedil;aram a import&acirc;ncia da parceria do governo com os v&aacute;rios atores n&atilde;oestatais, incluindo as ONGs. Pouqu&iacute;ssimas ONGs de base existiram na China no in&iacute;cio dos anos 1990, entretanto, a partir de meados dos anos 1990, o pa&iacute;s testemunhou o estabelecimento de dezenas de ONGs ambientais organizadas pelo governo. Suas tarefas s&atilde;o determinadas, sobretudo, pelas ag&ecirc;ncias governamentais &agrave;s quais elas est&atilde;o intimamente relacionadas. Elas servem &agrave; estrutura pol&iacute;tica por meio do refor&ccedil;o de suas pol&iacute;ticas e de atividades de monitoramento. As ONGs ambientais desempenham papel ativo, por exemplo, na resposta &agrave; internaliza&ccedil;&atilde;o de programas de prote&ccedil;&atilde;o ambiental, na obten&ccedil;&atilde;o de aux&iacute;lio internacional, e na mobiliza&ccedil;&atilde;o de expertise internacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dos anos 1990, foram identificadas mudan&ccedil;as din&acirc;micas na estrutura de oportunidades pol&iacute;ticas da China, com mais pontos de acesso fornecidos para o movimento ambiental, o que mais tarde teria impacto crescente nos processos de tomada de decis&atilde;o do pa&iacute;s. Nesse sentido, outro marco na hist&oacute;ria do ativismo ambiental ocorreu em 1994, quando o Amigos da Natureza (FoN) se estabeleceram em Beijing. Foi a primeira vez que uma organiza&ccedil;&atilde;o formal inteiramente voltada para o ambientalismo foi estabelecida, em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; propaganda oficial do crescimento econ&ocirc;mico linear. Para Wu (2009) a partir do FoN, o ativismo ambiental na China entrou em uma nova fase, e as ONGs tornaramse as principais estruturas de organiza&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s isso, diversos outros grupos ambientais ganharam o status formal em Beijing e em outras partes do pa&iacute;s, como: Vila Global de Beijing, Volunt&aacute;rios Verdes de Chongqing, a Associa&ccedil;&atilde;o Civil Verde da cidade de Weihai (Shandong), a Associa&ccedil;&atilde;o dos Fazendeiros para a Prote&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade das Montanhas de Gaoligong em Yunnan, os Volunt&aacute;rios da Terra Verde de Beijing, e os Rios Verdes de Sichuan. Esses grupos organizaram as atividades de educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, campanhas de m&iacute;dia contra os casos de polui&ccedil;&atilde;o, e defenderam solu&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;tica alternativa em suas cidades natais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas o ativismo ambiental avan&ccedil;ou, sobretudo por influ&ecirc;ncia de sua crescente participa&ccedil;&atilde;o na governan&ccedil;a ambiental global e por sua intera&ccedil;&atilde;o com ONGs internacionais. O movimento ambiental chin&ecirc;s interage com o movimento ambiental transnacional desde seu surgimento. Em 2011, de acordo com an&aacute;lises de Xie, o movimento evoluiu da defesa de quest&otilde;es pontuais a quest&otilde;es mais amplas, o que aproximou, n&atilde;o apenas os interesses ambientais mas tamb&eacute;m a justi&ccedil;a social e direitos civis e quest&otilde;es mais globais de energia, de prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e de mudan&ccedil;a clim&aacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar do r&aacute;pido crescimento no n&uacute;mero total de grupos ambientais aut&ocirc;nomos e de base volunt&aacute;ria pelo pa&iacute;s, acad&ecirc;micos discordam sobre a relev&acirc;ncia pol&iacute;tica dessa comunidade. Alguns argumentam que a base do ambientalismo na China est&aacute; fragmentada e muito localizada; e, consequentemente, incapaz de mobilizar demonstra&ccedil;&otilde;es de resist&ecirc;ncia que se oponham &agrave;s pol&iacute;ticas governamentais. Outros observam que as ONGs e os ativistas ambientais chineses est&atilde;o tratando, de modo delicado, dos desafios pol&iacute;ticos, e conseguiram alcan&ccedil;ar seus objetivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde agosto de 2003, os ativistas ambientais de Beijing e de Yunnan, junto com ONGs internacionais, mobilizaram com sucesso um grande n&uacute;mero de meios de comunica&ccedil;&atilde;o chineses, ONGs e profissionais para juntaremse &agrave; campanha contra o projeto de constru&ccedil;&atilde;o da represa no rio Nu, no nordeste de Yunnan. Um dos resultados dessa mobiliza&ccedil;&atilde;o era a forma&ccedil;&atilde;o da Rede do Rio em Beijing, em 2004. At&eacute; hoje, a proposta da represa do rio Nu ainda est&aacute; sob ciclos de replanejamento, de rejei&ccedil;&atilde;o e de resubmiss&atilde;o. O governo estatal justifica que mais energia de baixa emiss&atilde;o de carbono se faz necess&aacute;ria para cumprir os compromissos clim&aacute;ticos da economia com crescimento r&aacute;pido.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Quest&otilde;es ambientais globais: a perspectiva chinesa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fim de lidar com uma crescente escala de problemas ambientais globais, o governo chin&ecirc;s tornase mais engajado no tratamento de in&uacute;meros problemas ambientais mundiais ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos anos 1990, o Conselho Estatal divulgou a declara&ccedil;&atilde;o sobre "Problemas e posi&ccedil;&otilde;es relativas &agrave;s quest&otilde;es ambientais globais", cujos princ&iacute;pios guiaram a posi&ccedil;&atilde;o da China nas negocia&ccedil;&otilde;es internacionais do clima. Elas enfatizam a responsabilidade de pa&iacute;ses desenvolvidos pela deteriora&ccedil;&atilde;o do meio ambiente; a harmonia entre a prote&ccedil;&atilde;o ambiental e o desenvolvimento econ&ocirc;mico; o reconhecimento do direito dos pa&iacute;ses em desenvolvimento em desenvolveremse; a equidade soberana de todos os pa&iacute;ses; e a necessidade de se criar fundos para pa&iacute;ses em desenvolvimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que diz respeito &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, a China decidiu se engajar no debate internacional, estabelecendo estruturas dom&eacute;sticas apropriadas e colaborando com a UNFCCC (<b>Conven&ccedil;&atilde;o-</b>Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre a Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica) em negocia&ccedil;&otilde;es internacionais que resultaram no protocolo de Kyoto. Igualmente, enquanto membro do conselho do Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o <b>Meio Ambiente (Pnua)</b>, a China adotou e assinou 50 tratados internacionais, mais de 15 &aacute;reas de conven&ccedil;&otilde;es e 27 acordos bilaterais relativos &agrave; prote&ccedil;&atilde;o ambiental durante os anos 1990. No entanto, como as negocia&ccedil;&otilde;es internacionais formadas estavam se consolidando e tiveram que ser absorvidas internamente, as inten&ccedil;&otilde;es das delega&ccedil;&otilde;es chinesas se opuseram &agrave;s aspira&ccedil;&otilde;es internacionais. Prevaleceu a determina&ccedil;&atilde;o para que as pol&iacute;ticas globais n&atilde;o reduzissem o ritmo de crescimento no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, as emiss&otilde;es de GEE (gases do efeito estufa) na China mant&ecirc;mse em eleva&ccedil;&atilde;o<a></a><a name="2b" id="2b"></a><a href="#2a"><sup><b>2</b></sup></a> e, devido &agrave; press&atilde;o da comunidade internacional, o pa&iacute;s come&ccedil;ou a ter um papel mais proativo no que diz respeito a compromissos concretos sobre mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Em 2007, a China anunciou seu Programa Nacional de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas e criou o Grupo de Lideran&ccedil;a Nacional sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas. Em 2009, a China se comprometeu junto &agrave; comunidade internacional sobre a decis&atilde;o de cortar significativamente suas emiss&otilde;es de gases estufa at&eacute; 2020, aumentando o uso de combust&iacute;veis "limpos" em 15%, aumentando o ritmo de reflorestamento e desenvolvendo uma "economia verde". Entretanto, de acordo com a lideran&ccedil;a chinesa, isso n&atilde;o ser&aacute; cumprido caso diminua o desenvolvimento social do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conformemente, a China adotou uma s&eacute;rie de pol&iacute;ticas e de programas que visam mitigar as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Por exemplo, Oliveira (2011) nota que o Instituto Nacional de Padroniza&ccedil;&atilde;o adotou novas regras para regulamentar a efici&ecirc;ncia de dispositivos el&eacute;tricos, com o objetivo de reduzir em 10% o consumo de eletricidade at&eacute; o ano de 2010. Em cidades como Beijing, Chungquing, Xangai e Tianjin adotaramse medidas para reduzir 65% do consumo de energia em edif&iacute;cios p&uacute;blicos. No setor de transportes, a China j&aacute; tem uma das maiores frotas mundiais de &ocirc;nibus que funcionam com g&aacute;s natural comprimido. O pa&iacute;s tamb&eacute;m est&aacute; investindo em carros el&eacute;tricos, desenvolvendo projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL), criando grupos de lideran&ccedil;as e institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outras quest&otilde;es ambientais globais que t&ecirc;m recebido aten&ccedil;&atilde;o na China s&atilde;o: prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, controle de desertifica&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a nuclear, prote&ccedil;&atilde;o da camada de oz&ocirc;nio e polui&ccedil;&atilde;o marinha.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Notas de rodap&eacute;</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1a"></a><a href="#1b"><b>1</b></a> Este dado n&atilde;o inclui ONGs ambientais n&atilde;o registradas, organiza&ccedil;&otilde;es com base na internet, ou ONGs registradas como organiza&ccedil;&otilde;es de neg&oacute;cio. Alguns estimam que o n&uacute;mero total de organiza&ccedil;&otilde;es ambientais n&atilde;o registradas seja superior a 2.000.    <br> <b><a name="2a"></a></b><a href="#2b"><b>2</b></a> De 1994 a 2004, a m&eacute;dia anual da taxa de crescimento da emiss&atilde;o de GEE estava em torno de 4%. A partir de 2006, a China ultrapassou os EUAe se tornou o maior emissor de GEE.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tradu&ccedil;&atilde;o de Germana Barata</b>    <br>       <br>   <i>Este artigo foi originalmente publicado em ingl&ecirc;s como resultado de apresenta&ccedil;&atilde;o oral na confer&ecirc;ncia internacional Social Justice in Transition Societies: China and the world. Fudan University. Xangai, China. Dias 3 e 4 de dezembro de 2011</i>    <br>       <br>   <a name="nta"></a><a href="#nt">*</a> 10/04/2012</font></p>      ]]></body>

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