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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nta"></a><b>Indicadores chineses de C&amp;T crescem em ritmo mais acelerado que a economia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Rodrigo Cunha<a href="#nt"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O jovem chin&ecirc;s Yaqiang Wang acaba de concluir seu doutorado em bioqu&iacute;mica na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, nos Estados Unidos. Ap&oacute;s se graduar na Universidade Huazhong de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia e de obter o mestrado no Instituto Wuhan de F&iacute;sica e Matem&aacute;tica, institui&ccedil;&otilde;es localizadas na capital da prov&iacute;ncia chinesa de Hubei, Wang passou quatro anos se especializando em qu&iacute;mica de prote&iacute;nas nos Estados Unidos, onde publicou trabalhos em peri&oacute;dicos especializados como o <i>Journal of the American Chemical Society</i>. Tinha tudo para continuar por l&aacute;. Mas os chineses, que como ele, t&ecirc;m ido estudar em &aacute;reas da ci&ecirc;ncia b&aacute;sica de ponta nos Estados Unidos, passaram a ver oportunidades promissoras de carreira cient&iacute;fica no retorno &agrave; sua terra natal. E os atuais indicadores chineses de ci&ecirc;ncia e tecnologia confirmam isso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Enquanto a economia chinesa cresceu, anualmente, uma m&eacute;dia pr&oacute;xima dos 10% na &uacute;ltima d&eacute;cada, os investimentos da China em ci&ecirc;ncia e tecnologia (C&amp;T) aumentaram em m&eacute;dia 20% ao ano. Antes mesmo de superar o Jap&atilde;o como segunda maior economia do mundo, em 2010, a China j&aacute; havia alcan&ccedil;ado o segundo lugar em n&uacute;mero de artigos publicados em revistas cient&iacute;ficas, em 2008, ficando atr&aacute;s apenas dos Estados Unidos. Em 2010, superou a Coreia do Sul, Fran&ccedil;a, Reino Unido e Holanda em n&uacute;mero de pedidos de patentes no &acirc;mbito do Tratado de Coopera&ccedil;&atilde;o de Patentes, da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Propriedade Intelectual, e chegou ao quarto lugar, aproximandose da Alemanha, Jap&atilde;o e Estados Unidos. Embora seja preciso relativizar o que na China &eacute; gigantesco em termos absolutos, sua ascens&atilde;o em C&amp;T &eacute; ineg&aacute;vel.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O despontar dessa nova pot&ecirc;ncia cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica, mais evidente em certas &aacute;reas do que em outras, tem sido gradativo ao longo dessas tr&ecirc;s d&eacute;cadas de abertura e crescimento da economia. "Desde o in&iacute;cio de seu governo, Deng Xiaoping, em discursos no parlamento, em 1979, j&aacute; dizia que n&atilde;o existia a possibilidade de avan&ccedil;ar sem investir em ci&ecirc;ncia e tecnologia", afirma Jos&eacute; Eduardo Cassiolato, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro do Projeto BRICs, uma rede de pesquisa envolvendo os cinco principais pa&iacute;ses emergentes da atualidade. "Desde a d&eacute;cada de 1980, h&aacute; um apoio sistem&aacute;tico ao sistema nacional de ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o. Os chineses est&atilde;o colhendo agora os resultados de 30 anos de investimento em infraestrutura e capacita&ccedil;&atilde;o de pessoal", continua.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas o retorno de pesquisadores titulados no exterior, como o bioqu&iacute;mico Wang, e os avan&ccedil;os chineses em pesquisa b&aacute;sica s&atilde;o frutos de um esfor&ccedil;o mais recente do governo chin&ecirc;s. "O que h&aacute; agora &eacute; uma mudan&ccedil;a de postura. Os chineses diziam que a pesquisa b&aacute;sica &eacute; aquela que &eacute; b&aacute;sica para a popula&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o sei o quanto isso &eacute; s&oacute; ret&oacute;rica ideol&oacute;gica, mas o fato &eacute; que o processo de desenvolvimento chin&ecirc;s prescindiu da pesquisa universit&aacute;ria b&aacute;sica", explica Cassiolato. A economista da PUCSP Maria Cristina Penido de Freitas, autora de "<u>A transforma&ccedil;&atilde;o da China em economia orientada &agrave; inova&ccedil;&atilde;o</u>", confirma: "Embora desde a d&eacute;cada de 1980, os programas governamentais chineses contemplassem inova&ccedil;&atilde;o, s&oacute; na segunda metade da d&eacute;cada de 1990, em particular com o Programa Nacional de Pesquisa B&aacute;sica, a China come&ccedil;ou a desenvolver 'massa cr&iacute;tica' em pesquisa b&aacute;sica, mediante investimentos pesados na forma&ccedil;&atilde;o de pesquisadores, laborat&oacute;rios, centro de pesquisa etc, bem como na atra&ccedil;&atilde;o de cientistas chineses vivendo no exterior".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os programas chineses voltados para C&amp;T nos anos 1980 foram pensados para execu&ccedil;&atilde;o em longo prazo e s&atilde;o a base para dois saltos da China nas d&eacute;cadas seguintes: o primeiro, no fortalecimento das p&oacute;s-gradua&ccedil;&otilde;es e das pesquisas nelas realizadas; o segundo, na mudan&ccedil;a do perfil predominante da ind&uacute;stria exportadora, que primeiramente impulsionou o crescimento econ&ocirc;mico com a venda de produtos que demandavam mais trabalho do que conhecimento, como roupas e brinquedos, e, mais recentemente, passou a ter uma forte participa&ccedil;&atilde;o dos itens de alta tecnologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1982, o governo de Deng Xiaoping lan&ccedil;ou o Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias-Chave, executado ao longo de quatro planos quinquenais. E, em 1986, lan&ccedil;ou o Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento (P&amp;D) em Alta Tecnologia, que criou 54 parques de alta tecnologia no pa&iacute;s. O primeiro surgiu em 1988, na zona industrial de Pequim, pr&oacute;ximo &agrave;s duas principais universidades chinesas, a Universidade de Pequim e a Universidade Tsinghua.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cci/n137/a02fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A capacita&ccedil;&atilde;o em C&amp;T e o salto na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em termos de forma&ccedil;&atilde;o de pessoal, o governo chin&ecirc;s investiu fortemente para que pesquisadores chineses estudassem no exterior. De acordo com Lea Velho, do Departamento de Pol&iacute;tica Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre 1980 e 1988, cerca de 20 mil estudantes chineses de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o retornaram titulados dos Estados Unidos. Esse retorno impulsionou os programas chineses de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, fazendo com que o n&uacute;mero de doutores formados internamente na China saltasse de menos de mil, em 1991, para mais de 4 mil, em 1996. A pesquisadora da Unicamp observa, no entanto, que ap&oacute;s os conflitos sociais e o massacre de estudantes na Pra&ccedil;a da Paz Celestial, em 1989, a taxa de retorno de chineses que iam estudar no exterior caiu drasticamente. Dentre os estudantes que ingressaram no doutorado nos Estados Unidos, em 2002, apenas 8% haviam retornado &agrave; China em 2007. Para reverter esse quadro, o governo chin&ecirc;s lan&ccedil;ou em 2008 o Programa dos Mil Talentos, com vantagens para atrair chineses titulados no exterior e pesquisadores estrangeiros, ampliadas pelo Plano Decenal de Desenvolvimento de Talentos, de 2010, que ofereceu laborat&oacute;rios com tecnologia de ponta e generosos or&ccedil;amentos para pesquisa e atraiu Wang e seus contempor&acirc;neos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fortalecimento da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o chinesa, que verificou um crescimento de 24% ao ano em suas titula&ccedil;&otilde;es entre 2000 e 2005, tem reflexo evidente no aumento da participa&ccedil;&atilde;o da China na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica mundial. Segundo dados da National Science Foudation (NSF), dos Estados Unidos, essa participa&ccedil;&atilde;o era de apenas 0,3% em 1998. Uma d&eacute;cada depois, o n&uacute;mero de artigos publicados por pesquisadores chineses ultrapassou a casa de 112 mil, respondendo por 12,6% da produ&ccedil;&atilde;o mundial. Entre 2004 e 2008, a participa&ccedil;&atilde;o chinesa ficou acima dos 10% em seis &aacute;reas do conhecimento: ci&ecirc;ncia de materiais, qu&iacute;mica, f&iacute;sica, matem&aacute;tica, engenharias e ci&ecirc;ncia da computa&ccedil;&atilde;o. M&aacute;rcia Regina Gabardo da C&acirc;mara, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), aponta um <u>relat&oacute;rio da Thomson Reuters </u>de 2011 que destaca a lideran&ccedil;a da China em ci&ecirc;ncia de materiais. Foram mais de 55 mil artigos publicados por chineses em um per&iacute;odo de cinco anos, ante 38.189 dos Estados Unidos. Mas a pesquisadora da UEL pondera: "As publica&ccedil;&otilde;es chinesas, embora sejam superiores em n&uacute;mero, apresentam um &iacute;ndice de impacto inferior &agrave;s publica&ccedil;&otilde;es americanas". O &iacute;ndice de impacto &eacute; calculado pela rela&ccedil;&atilde;o entre o total de cita&ccedil;&otilde;es e o n&uacute;mero de artigos publicados, o que d&aacute; uma m&eacute;dia de cita&ccedil;&otilde;es por artigo. Por esse crit&eacute;rio de &iacute;ndice de impacto, a China passa para sexto lugar no ranking, com m&eacute;dia de 2,61 cita&ccedil;&otilde;es por artigo, menos da metade da m&eacute;dia de 5,83 dos Estados Unidos. Ainda assim, em n&uacute;meros absolutos, as cita&ccedil;&otilde;es de artigos chineses no per&iacute;odo ficaram acima de 140 mil, atr&aacute;s apenas da Uni&atilde;o Europeia e dos Estados Unidos. Muitos s&atilde;o em coautoria com pesquisadores de outros pa&iacute;ses. "Os principais trabalhos envolvem grafenos, com destaque para os russos Andre Geim e Konstantin Novoselov, ganhadores do pr&ecirc;mio Nobel de f&iacute;sica de 2010, que pesquisaram com chineses em seus laborat&oacute;rios em 2004 e 2005", ilustra.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A evolu&ccedil;&atilde;o do investimento em pesquisa e a participa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse destaque da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica chinesa aconteceu em paralelo com o aumento dos investimentos da China em pesquisa e desenvolvimento na &uacute;ltima d&eacute;cada. Em 2000, o gasto chin&ecirc;s com ci&ecirc;ncia e tecnologia, embora fosse mais do que o dobro do brasileiro, em termos absolutos, representava 0,9% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Em 2008, o investimento em C&amp;T j&aacute; era de 1,54% do PIB na China, e em 2009, de 1,7%. A meta do governo chin&ecirc;s &eacute; superar a m&eacute;dia de 2,1% dos pa&iacute;ses desenvolvidos e alcan&ccedil;ar 2,5% do PIB em 2020. Essa meta est&aacute; dentro do Programa Nacional de M&eacute;dio e Longo Prazo para Desenvolvimento da Ci&ecirc;ncia e da Tecnologia, lan&ccedil;ado em 2006 e previsto para execu&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2020. Um de seus principais pontos &eacute; o incentivo &agrave; inova&ccedil;&atilde;o nativa. "Na avalia&ccedil;&atilde;o do governo chin&ecirc;s, n&atilde;o basta mais engenharia reversa ou c&oacute;pia para sustentar o crescimento da economia em um patamar elevado. Assim, al&eacute;m de priorizar a inova&ccedil;&atilde;o nativa original, um dos pontos centrais do plano &eacute; capacitar a China para dar saltos tecnol&oacute;gicos em &aacute;reas priorit&aacute;rias", avalia Freitas, da PUC-SP. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados dessa pol&iacute;tica aparecem tanto no aumento da participa&ccedil;&atilde;o dos itens de alta tecnologia na pauta de exporta&ccedil;&atilde;o da China quanto no aumento vertiginoso das patentes chinesas na d&eacute;cada passada. "O registro de patentes na China e por chineses no exterior s&oacute; come&ccedil;ou a ser expressivo na d&eacute;cada de 2000, porque apenas em 2001 o pa&iacute;s aderiu &agrave; Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Com&eacute;rcio. At&eacute; ent&atilde;o, a lei de propriedade intelectual era muito falha e n&atilde;o estimulava o registro de patentes", explica Freitas. A China saltou de 119 patentes registradas no Escrit&oacute;rio de Marcas e Patentes dos Estados Unidos, em 2000, para 2.657, em 2010.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cassiolado, da UFRJ, faz ressalvas ao uso de patente como indicador de inova&ccedil;&atilde;o. "O n&uacute;mero de registros &agrave;s vezes pode ser enganoso. Dez patentes podem representar apenas um produto", pondera. "A China usa o escrit&oacute;rio de patentes de uma forma mais pol&iacute;tica. Os chineses usam o sistema alem&atilde;o de patenteamento, que d&aacute; prioridade para o modelo de utilidade. Esse aumento das patentes da China corresponde a um per&iacute;odo em que as empresas chinesas passam a ter um peso no mercado global e o patenteamento faz parte de uma estrat&eacute;gia de concorr&ecirc;ncia de mercado. S&atilde;o muito mais patentes de empresas grandes do que especializa&ccedil;&atilde;o chinesa em uma &aacute;rea espec&iacute;fica de pesquisa", completa. De fato, a institui&ccedil;&atilde;o que aparece no topo da lista das que mais registraram patentes em 2011 &eacute; a empresa chinesa de telecomunica&ccedil;&otilde;es ZTE (Zhongxing Telecom Equipment Corporation). E outra empresa chinesa do mesmo ramo, a Huawei Technologies, tamb&eacute;m aparece no ranking das dez institui&ccedil;&otilde;es com mais registros de patentes no &acirc;mbito do Tratado de Coopera&ccedil;&atilde;o de Patentes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cci/n137/a02fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ZTE, segunda maior empresa chinesa de telecomunica&ccedil;&otilde;es, foi criada em 1985 e conta com oito centros de pesquisa e desenvolvimento na China e outros seis ao redor do mundo. J&aacute; a Huawei, fundada em 1988 na prov&iacute;ncia chinesa de Guangdong, surgiu como <i>spin off </i>universit&aacute;rio. Com investimento estrangeiro, a empresa se internacionalizou e expandiu na d&eacute;cada passada e, al&eacute;m de contar com centros de pesquisa e desenvolvimento em Pequim, Xangai e em outras cidades chinesas, mant&eacute;m centros de P&amp;D nos Estados Unidos, na R&uacute;ssia e na Su&eacute;cia. A Huawei j&aacute; se tornou a segunda maior fabricante de equipamentos de telefonia m&oacute;vel do mundo. Como a China j&aacute; demonstrou a sua for&ccedil;a no campo da alta tecnologia, superando Estados Unidos e Jap&atilde;o em 2010, com a fabrica&ccedil;&atilde;o do supercomputador mais veloz do mundo em termos de processamento, n&atilde;o ser&aacute; nenhuma surpresa se alcan&ccedil;ar a lideran&ccedil;a em outras searas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nt"></a><a href="#nta">*</a> 10/04/2012</font></p>      ]]></body>

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