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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    <b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><a name="top"></a><b>Rio    de 10 em 10</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Carlos Vogt</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em julho de 1972,    a Confer&ecirc;ncia de Estocolmo viria a acrescentar, definitivamente, &agrave;s    quest&otilde;es priorit&aacute;rias discutidas pela ONU, criada em 1945, - a    paz, os direitos humanos e o desenvolvimento com igualdade - o tema da seguran&ccedil;a    ecol&oacute;gica. Desse modo, a Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas    sobre Meio Ambiente Humano, mundialmente conhecida como Confer&ecirc;ncia de    Estocolmo, passou a ser o marco de refer&ecirc;ncia para as discuss&otilde;es    sobre o que, na sequ&ecirc;ncia, viria a constituir-se numa das quest&otilde;es    mais complexas e mais cruciais da hist&oacute;ria recente da humanidade, ou    seja, a quest&atilde;o do desenvolvimento sustent&aacute;vel.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">V&aacute;rios encontros    e documentos foram produzidos no interregno de 20 anos entre a Confer&ecirc;ncia    de Estocolmo e a Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Meio    Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD/UCED), realizada no Rio de Janeiro, em junho    de 1992, conhecida tamb&eacute;m por v&aacute;rios apelidos - C&uacute;pula    da Terra, Eco 92 -, sendo um deles - Rio 92 - o mais difundido e o que ficou    como selo do encontro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nessa confer&ecirc;ncia    tem origem o documento <i>Agenda 21,</i> aprovado e assinado por 179 na&ccedil;&otilde;es    presentes no encontro, objetivando fomentar em escala planet&aacute;ria, a partir    do s&eacute;culo XXI, um novo modelo de desenvolvimento desenvolvimento sustent&aacute;vel    que modifique os padr&otilde;es de consumo e produ&ccedil;&atilde;o de forma    a reduzir as press&otilde;es ambientais e atender &agrave;s necessidades b&aacute;sicas    da humanidade, conciliando justi&ccedil;a social, efici&ecirc;ncia econ&ocirc;mica    e equil&iacute;brio ambiental. Ao mesmo tempo, e paralelamente, ocorreu, promovido    por entidades da sociedade civil, o F&oacute;rum Global 92, do qual participaram    cerca de 10 mil organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais (ONGs),    e que, por sua vez, deu origem a outro importante documento - a <i>Carta da    Terra</i> - para pautar, pelos olhos cr&iacute;ticos e pelos interesses leg&iacute;timos    da cidadania, as a&ccedil;&otilde;es globais dos governos e dos &oacute;rg&atilde;os    oficiais em prol do desenvolvimento sustent&aacute;vel.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dez anos ap&oacute;s    a Rio 92, em 2002 as na&ccedil;&otilde;es do globo realizaram a Confer&ecirc;ncia    das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel,    em Joanesburgo, &Aacute;frica do Sul, tamb&eacute;m conhecida como Rio+10, estando    programada para 2012 a Rio+20.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">V&aacute;rios outros    eventos, acordos e compromissos de repercuss&atilde;o internacional v&ecirc;m    ocorrendo, refor&ccedil;ando criticamente a necessidade de medidas que avaliem    a quest&atilde;o dos limites do crescimento e as consequ&ecirc;ncias dos modelos    concentradores de produ&ccedil;&atilde;o e riqueza vigentes, hoje, na economia    globalizada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O primeiro tratado    global para redu&ccedil;&atilde;o de gases de efeito estufa - o Protocolo de    Kyoto - foi assinado nessa cidade do Jap&atilde;o, em 1997, por 189 pa&iacute;ses    que se comprometeram em reduzir a emiss&atilde;o desses gases que, segundo especialistas,    provocam o aquecimento global com efeitos catastr&oacute;ficos para a humanidade.    Mas os EUA, respons&aacute;veis por 36% das emiss&otilde;es de carbono, n&atilde;o    assinaram o documento, levando consigo, para a mesma posi&ccedil;&atilde;o de    intransig&ecirc;ncia econ&ocirc;mica, pa&iacute;ses como o Canad&aacute; e a    Austr&aacute;lia. Em compensa&ccedil;&atilde;o, o Jap&atilde;o, a R&uacute;ssia    e os 15 pa&iacute;ses que formam a Uni&atilde;o Europeia aderiram ao protocolo,    dando medida de quanto &eacute; pol&iacute;tica, al&eacute;m de &eacute;tica,    a luta para a mudan&ccedil;a na cultura de gest&atilde;o do meio ambiente e    do desenvolvimento sustent&aacute;vel nos diferentes pa&iacute;ses do mundo    e o quanto os interesses econ&ocirc;micos interferem na gest&atilde;o dessas    pol&iacute;ticas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por decis&atilde;o    do ent&atilde;o presidente da Rep&uacute;blica, Fernando Henrique Cardoso, o    Brasil aderiu ao protocolo, buscando contribuir para a altera&ccedil;&atilde;o    do modelo de desenvolvimento econ&ocirc;mico em vig&ecirc;ncia no mundo, altamente    predat&oacute;rio ao meio ambiente e &agrave; paz social, t&atilde;o decantada    retoricamente, e t&atilde;o pouco praticada na efetividade da distribui&ccedil;&atilde;o    da riqueza e da justi&ccedil;a social. O protocolo entrou em vigor em fevereiro    de 2005.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Fundo Verde Clim&aacute;tico    foi aprovado na 16ª Confer&ecirc;ncia do Clima da ONU (COP-16), realizada em    novembro de 2010, em Cancun, M&eacute;xico, quando os pa&iacute;ses desenvolvidos    se comprometeram a colocar US$100 bilh&otilde;es at&eacute; 2020 em um fundo    para custear a&ccedil;&otilde;es de corte de emiss&otilde;es e de adapta&ccedil;&atilde;o    &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Em dezembro de 2011, 200 pa&iacute;ses    reunidos na 17ª COP, em Durban, aprovaram um pacote que prorroga o Protocolo    de Kyoto, viabiliza o Fundo Verde Clim&aacute;tico e cria um cen&aacute;rio    de um acordo global com metas obrigat&oacute;rias de redu&ccedil;&atilde;o de    emiss&atilde;o de gases-estufa para todos os pa&iacute;ses, inclusive Estados    Unidos e China que assumiram compromissos de corte das emiss&otilde;es de CO2.    O encerramento da primeira parte do Protocolo de Kyoto continua previsto para    dezembro de 2012, iniciando-se, ent&atilde;o, uma nova etapa com conclus&atilde;o    prevista para 2017 ou 2020. Nas confer&ecirc;ncias dos pr&oacute;ximos anos    dever&atilde;o ser definidos detalhes e datas e espera-se a ades&atilde;o de    Jap&atilde;o, Canad&aacute; e R&uacute;ssia que decidiram n&atilde;o participar    da segunda fase do protocolo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nessa trajet&oacute;ria,    merece destaque, tamb&eacute;m, o F&oacute;rum Mundial Social - um espa&ccedil;o    organizado por entidades e movimentos de v&aacute;rios continentes que, tendo    um car&aacute;ter n&atilde;o governamental e n&atilde;o partid&aacute;rio, discute    alternativas de transforma&ccedil;&atilde;o social global, resumidas no slogan    "Um outro mundo &eacute; poss&iacute;vel". O F&oacute;rum foi realizado em Porto    Alegre em suas tr&ecirc;s primeiras edi&ccedil;&otilde;es (2001, 2002 e 2003)    e anualmente em outros pa&iacute;ses, como &Iacute;ndia, Mali, Qu&ecirc;nia    e Senegal. Em 2012, o F&oacute;rum &eacute;, novamente, realizado em Porto Alegre.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Confer&ecirc;ncia    das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre <b>Desenvolvimento Sustent&aacute;vel,</b>    a Rio+20, que acontecer&aacute; no Brasil, de 20 a 22 de junho de 2012, dever&aacute;    manter, atualizar e incentivar as propostas de a&ccedil;&otilde;es que levem    a um mundo mais decente e seguro, com a promo&ccedil;&atilde;o de mais empregos,    maior prosperidade, menos pobreza e menor comprometimento do meio ambiente nos    processos de produ&ccedil;&atilde;o e consumo numa economia que possa, nesse    sentido, ser cada vez mais verde.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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