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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Conflitos    pela terra na Amaz&ocirc;nia: o caso da regi&atilde;o sudeste do Par&aacute;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ricardo Sampaio    Dagnino<sup>I</sup>; Samira El Saifi<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Ge&oacute;grafo,    doutorando em demografia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), bolsista    do CNPq    <br>   <sup>II</sup>Soci&oacute;loga, mestre em ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, doutoranda    em ci&ecirc;ncias sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),    bolsista do CNPq</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Amaz&ocirc;nia    brasileira &eacute; reconhecida n&atilde;o apenas como a maior reserva de recursos    naturais do planeta, mas tamb&eacute;m como uma regi&atilde;o em constante disputa    pol&iacute;tica, econ&ocirc;mica, ambiental e social. Em particular, o sudeste    do Par&aacute; (que abrange os munic&iacute;pios de Altamira, S&atilde;o F&eacute;lix    do Xingu, Marab&aacute; e Anapu dentre outros) tem chamado sistematicamente    a aten&ccedil;&atilde;o pelo r&aacute;pido avan&ccedil;o na demarca&ccedil;&atilde;o    de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o por um lado, mas por outro, pelos conflitos    violentos decorrentes do processo de ocupa&ccedil;&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o    da terra.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Projetos voltados    para essa por&ccedil;&atilde;o do Par&aacute;, tais como a constru&ccedil;&atilde;o    da hidrel&eacute;trica de Belo Monte (Rio Xingu), abertura de novas estradas,    pavimenta&ccedil;&atilde;o da BR-163 (Cuiab&aacute;-Santar&eacute;m), crescimento    da cria&ccedil;&atilde;o de gado, entre outros fatores, t&ecirc;m acelerado    o processo de ocupa&ccedil;&atilde;o e movimentado novas fronteiras econ&ocirc;micas.    Em decorr&ecirc;ncia desse processo de reativa&ccedil;&atilde;o da fronteira,    h&aacute; acelera&ccedil;&atilde;o da expropria&ccedil;&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o    do territ&oacute;rio, resultando em desmatamento e muita viol&ecirc;ncia (assassinatos,    escravid&atilde;o, amea&ccedil;as de morte, expuls&otilde;es do campo) envolvendo    popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, agricultores e residentes em Unidades    de Conserva&ccedil;&atilde;o (UCs).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por causa dessa    situa&ccedil;&atilde;o a regi&atilde;o ficou conhecida como "terra sem lei".    A viol&ecirc;ncia &eacute; reflexo dos conflitos decorrentes da disputa de interesses,    da sobreposi&ccedil;&atilde;o de territ&oacute;rios destinados a diferentes    usos dos recursos, da concentra&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e da precariedade    no ordenamento territorial. Al&eacute;m desses fatores, as tens&otilde;es sociais    tendem a ter um desfecho violento tamb&eacute;m pela presen&ccedil;a insatisfat&oacute;ria    do poder p&uacute;blico, principalmente, aquele poder leg&iacute;timo e n&atilde;o    corrompido pelos grandes interesses econ&ocirc;micos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com o    <i>Atlas da Quest&atilde;o Agr&aacute;ria Brasileira</i> elaborado pelo ge&oacute;grafo    Eduardo Girardi (Unesp/Presidente Prudente)<u><a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a></u>,    os munic&iacute;pios com maior &iacute;ndice de viol&ecirc;ncia contra a pessoa    do campo no per&iacute;odo 1996-2006 est&atilde;o localizados no sudeste do    Par&aacute;. Dentro dessa regi&atilde;o, destacam-se os munic&iacute;pios de    S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu e Santana do Araguaia, com os mais altos &iacute;ndices,    seguidos por Cumaru do Norte e Marab&aacute;, numa categoria inferior. Um pouco    mais abaixo, no <i>ranking</i>, est&atilde;o os munic&iacute;pios de Altamira    e Anapu, onde foi assassinada a irm&atilde; Dorothy em 2005.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para tratar desse    tema da viol&ecirc;ncia &eacute; fundamental mencionar a grilagem de terras,    que se caracteriza pela apropria&ccedil;&atilde;o irregular ou ilegal de terras    p&uacute;blicas. A privatiza&ccedil;&atilde;o ilegal ou irregular de terras    p&uacute;blicas, geralmente a partir de documentos fraudados, est&aacute; presente    desde a forma&ccedil;&atilde;o da estrutura rural e fundi&aacute;ria brasileira.    Ela &eacute; identificada como a origem dos principais conflitos por terra no    pa&iacute;s. A privatiza&ccedil;&atilde;o irregular da terra ocasiona a privatiza&ccedil;&atilde;o    dos recursos naturais dentro da &aacute;rea e possibilita que o "propriet&aacute;rio"    (grileiro) tenha acesso a financiamentos p&uacute;blicos orientados para a explora&ccedil;&atilde;o    da terra (seja pela planta&ccedil;&atilde;o, cria&ccedil;&atilde;o de gado ou    especula&ccedil;&atilde;o). O ciclo econ&ocirc;mico da grilagem, caracterizado    pelo desrespeito &agrave;s leis e aos direitos humanos, tende a se consolidar    a medida que o grileiro conquista poder pol&iacute;tico e se alia a outros interesses    econ&ocirc;micos, al&eacute;m dos agropecu&aacute;rios, tais como explora&ccedil;&atilde;o    mineral e energ&eacute;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o &eacute;    por mero acaso que o estado campe&atilde;o em grilagem na Amaz&ocirc;nia seja    tamb&eacute;m um dos principais focos de cria&ccedil;&atilde;o de novos estados    no Brasil. Os processos de cria&ccedil;&atilde;o de novos munic&iacute;pios    e de novos estados muitas vezes s&atilde;o motivados por agentes envolvidos    diretamente no ciclo econ&ocirc;mico da grilagem. Se, por um lado, a cria&ccedil;&atilde;o    de um novo munic&iacute;pio ou estado significa descentraliza&ccedil;&atilde;o    administrativa visando cumprir metas de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas; por    outro lado, pode favorecer as atividades econ&ocirc;micas de uma minoria que    continuar&aacute; a utilizar as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas em    fun&ccedil;&atilde;o de seus interesses privados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A l&oacute;gica    da grilagem envolve uma rede de corrup&ccedil;&atilde;o atuante no interior    de &oacute;rg&atilde;os fundi&aacute;rios (desde a esfera federal, como o Incra,    at&eacute; os &oacute;rg&atilde;os estaduais, como o Iterpa, na regi&atilde;o),    que fraudam documentos em cart&oacute;rios de im&oacute;veis com total coniv&ecirc;ncia    de pol&iacute;ticos do legislativo e do executivo, muitas vezes, atendendo aos    seus pr&oacute;prios interesses (lembrando que muitos pol&iacute;ticos s&atilde;o    tamb&eacute;m grandes propriet&aacute;rios ou mesmo grileiros de terras). A    grilagem est&aacute; associada &agrave; explora&ccedil;&atilde;o madeireira    e a agropecu&aacute;ria que faz uso, n&atilde;o raramente, de pr&aacute;ticas    de trabalho escravo ou de expuls&atilde;o de moradores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para se ter uma    ideia da dimens&atilde;o da grilagem no Brasil, um relat&oacute;rio elaborado    a pedido do Ipam e do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente por Jos&eacute; Benatti    e outros autores<u><a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a></u>,    indicava em 2006 que os grileiros detinham, at&eacute; aquele momento, aproximadamente    100 milh&otilde;es de hectares (ou 12% do territ&oacute;rio nacional), sendo    que desses, 30 milh&otilde;es estavam localizados no estado do Par&aacute;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo a CPI federal    sobre ocupa&ccedil;&atilde;o de terras p&uacute;blicas na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica,    dentre as finalidades da grilagem, est&atilde;o: (a) parcelar para depois vender    as terras para terceiros; (b) obter financiamentos banc&aacute;rios para projetos    agropecu&aacute;rios, oferecendo a terra grilada como garantia; (c) explora&ccedil;&atilde;o    madeireira ou atividade agropastoril; (d) dar a terra grilada como pagamento    de d&iacute;vidas previdenci&aacute;rias e fiscais; (e) conseguir indeniza&ccedil;&atilde;o    nas a&ccedil;&otilde;es desapropriat&oacute;rias, para fins de reforma agr&aacute;ria    ou de cria&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas protegidas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para proteger o    sudeste do Par&aacute; do avan&ccedil;o dos grileiros foram criadas na &uacute;ltima    d&eacute;cada diversas &aacute;reas protegidas (terras ind&iacute;genas e unidades    de conserva&ccedil;&atilde;o ambiental). Dentre elas destaca-se um grupo de    Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o (UCs) que formam o mosaico da Terra do    Meio (nos munic&iacute;pios de Altamira e S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu),    que foi criado com o prop&oacute;sito de restringir o avan&ccedil;o da grilagem    e dos criadores de gado e do desmatamento nas &aacute;reas de floresta.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Localiza&ccedil;&atilde;o    do Mosaico de &aacute;reas protegidas da Terra do Meio (Sudeste do Par&aacute;/Brasil).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="/img/revistas/cci/n133/11f01.jpg">Figura    1</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A cria&ccedil;&atilde;o    de UCs pressup&otilde;e presen&ccedil;a estatal, em decorr&ecirc;ncia da "federaliza&ccedil;&atilde;o"    de um territ&oacute;rio que antes era administrado pelo estado ou munic&iacute;pio,    e serve de espa&ccedil;o para atua&ccedil;&atilde;o de ONGs, auxiliando a forma&ccedil;&atilde;o    de uma rede de suporte e apoio &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es residentes    das UCs, o que tamb&eacute;m contribui para proteger e organizar a popula&ccedil;&atilde;o    local. Na medida em que h&aacute; aumento no raio de alcance das den&uacute;ncias    de amea&ccedil;as, isso confere maior visibilidade &agrave; situa&ccedil;&atilde;o    das popula&ccedil;&otilde;es locais, tirando-as do anonimato nacional e internacional,    o que faz com que o Estado seja pressionado a atuar na regi&atilde;o protegendo    os moradores amea&ccedil;ados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, ap&oacute;s    uma relativa tr&eacute;gua nos casos de viol&ecirc;ncia e assassinatos de lideran&ccedil;as    sociais na regi&atilde;o, o ano de 2011 voltou a registrar diversos casos, sendo    o mais recente o ocorrido em fins de outubro, com Jo&atilde;o Chupel Primo.    Lideran&ccedil;a da Reserva Extrativista (Resex) Riozinho do Anfr&iacute;sio,    localizada em Altamira (Par&aacute;), ele denunciava a grilagem de terras na    regi&atilde;o e a extra&ccedil;&atilde;o ilegal de madeira, e foi assassinado    em seu local de trabalho, no munic&iacute;pio de Itaituba, pr&oacute;ximo de    Altamira. Jo&atilde;o Chupel Primo era tamb&eacute;m um dos l&iacute;deres que,    ao lado de outro morador da Resex, Raimundo Belmiro, vinha sendo perseguido    por denunciar grupos que utilizam as vias de acesso pela BR 163 (Cuiab&aacute;-Santar&eacute;m)    e BR 230 (Transamaz&ocirc;nica) para extrair madeira ilegalmente de dentro do    Mosaico de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o da Terra do Meio, principalmente    a Resex Riozinho do Anfr&iacute;sio e Floresta Nacional (Flona) Trair&atilde;o.    Raimundo, que j&aacute; obteve prote&ccedil;&atilde;o policial em outros momentos,    passou a ser protegido novamente ap&oacute;s a morte de seu companheiro de luta.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O assassinato ganhou    repercuss&atilde;o internacional e a Funda&ccedil;&atilde;o Internacional de    prote&ccedil;&atilde;o aos defensores dos direitos humanos - Front Line Defenders<u><a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a></u>,    sediada em Bruxelas, escreveu documento solicitando &agrave;s autoridades brasileiras    que: (1) assegure uma investiga&ccedil;&atilde;o completa para que os respons&aacute;veis    sejam julgados de acordo com os padr&otilde;es internacionais; (2) tome medidas    para garantir a integridade f&iacute;sica e psicol&oacute;gica da fam&iacute;lia    da v&iacute;tima; (3) garanta que os defensores dos direitos humanos no Brasil    sejam capazes de executar suas atividades, sem medo de repres&aacute;lias e    livre de qualquer restri&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m de    cobrar posturas do governo brasileiro com rela&ccedil;&atilde;o a esse assassinato,    o Front Line Defenders aponta que as recentes mudan&ccedil;as propostas no C&oacute;digo    Florestal poder&atilde;o acirrar os conflitos pela terra na medida em que os    respons&aacute;veis por desmatar no passado podem receber anistia e ficarem,    assim, isentos de procedimentos penais. Nesse sentido, a revis&atilde;o do C&oacute;digo    Florestal pode aumentar o clima de impunidade para crimes cometidos contra defensores    dos direitos humanos trabalhando em causas ambientais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para que os defensores    dos direitos humanos e defensores da floresta como Raimundo e outros sobreviventes    dos conflitos agr&aacute;rios na Amaz&ocirc;nia possam atuar sem sofrer viol&ecirc;ncia    &eacute; necess&aacute;rio que o poder p&uacute;blico ofere&ccedil;a prote&ccedil;&atilde;o    mais eficiente e que combata n&atilde;o s&oacute; os agressores, mas tamb&eacute;m    a situa&ccedil;&atilde;o de instabilidade social na regi&atilde;o. Nesse sentido,    a fiscaliza&ccedil;&atilde;o do desmatamento dentro de uma Unidade de Conserva&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o pode ser responsabilidade dos moradores (embora se espere isso deles).    Como afirma o pesquisador e morador da regi&atilde;o Paulo Amorim<u><a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a></u>,    o papel de fiscaliza&ccedil;&atilde;o de forma direta deve estar a cargo dos    &oacute;rg&atilde;os federais (ICMBio e Ibama), por&eacute;m pouco &eacute;    feito por esses &oacute;rg&atilde;os de controle. De acordo com ele, o melhor    seria capacitar as lideran&ccedil;as, conselhos de gest&atilde;o das UCs e abrir    canais de comunica&ccedil;&atilde;o direta entre as comunidades afetadas e os    &oacute;rg&atilde;os de justi&ccedil;a, imprensa e sociedade civil, pois quanto    mais organizados, menos temerosos e vulner&aacute;veis eles ficam.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Finalmente, considera-se    que as pol&iacute;ticas para alcan&ccedil;ar a estabilidade social e o fim da    viol&ecirc;ncia no campo devem ser orientadas pela melhoria nas condi&ccedil;&otilde;es    de vida das popula&ccedil;&otilde;es locais. As a&ccedil;&otilde;es voltadas    para isso devem ter prioridade na agenda pol&iacute;tica daqueles que querem    debater o desenvolvimento da regi&atilde;o, seja no &acirc;mbito dos grandes    projetos econ&ocirc;micos, sendo a hidrel&eacute;trica Belo Monte o principal    deles, ou no &acirc;mbito dos grandes projetos territoriais, como a divis&atilde;o    do estado do Par&aacute;, com a cria&ccedil;&atilde;o do estado do Caraj&aacute;s    e/ou do Tapaj&oacute;s. Se por um lado, um projeto como Belo Monte pode n&atilde;o    resultar em melhorias consider&aacute;veis para a popula&ccedil;&atilde;o, de    outro, a simples divis&atilde;o do territ&oacute;rio do Par&aacute; n&atilde;o    significa que ocorrer&atilde;o melhorias: os novos estados poder&atilde;o repetir    as mesmas pr&aacute;ticas excludentes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back1"></a><a href="#top1">1</a>&nbsp;Girardi,    E. P. "Proposi&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico metodol&oacute;gica de uma cartografia    geogr&aacute;fica cr&iacute;tica e sua aplica&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento    do <i>Atlas da Quest&atilde;o Agr&aacute;ria Brasileira".</i> Tese (doutorado)    em geografia. Presidente Prudente: Unesp, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back2"></a><a href="#top2">2</a>    Benatti, J. H.; Santos, R. A.; Pena da Gama, A.S. <i>A grilagem de terras p&uacute;blicas    na Amaz&ocirc;nia brasileira</i>. Ipam - Instituto de Pesquisa Ambiental da    Amaz&ocirc;nia. S&eacute;rie Estudos 8. Bras&iacute;lia: MMA, 2006.    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back3"></a><a href="#top3">3</a>    O documento do Front Line Defenders "Assassinato do defensor de direitos ambientais    Jo&atilde;o Chupel Primo" (27/10/2011) pode ser consultado em <a href="http://www.frontlinedefenders.org" target="_blank">http://www.frontlinedefenders.org</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back4"></a><a href="#top4"><sup>4</sup></a>    Agradecemos &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o do pesquisador Paulo Amorim que,    por email, prestou essas informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>      ]]></body>
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