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</front><body><![CDATA[ <p align=right><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Hackativismo:    crime cibern&eacute;tico ou leg&iacute;tima manifesta&ccedil;&atilde;o digital?</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Por Jacqueline    Lafloufa</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Eles foram assunto    de muitas mat&eacute;rias no primeiro semestre de 2011, ainda que nem todo mundo compreendesse    ao certo quem eram ou por quais motivos estavam agindo. Conhecidos no meio digital    pela alcunha gen&eacute;rica de hackers, eles se juntaram em agremia&ccedil;&otilde;es digitais e    apontaram seus canh&otilde;es virtuais para os alvos que melhor lhes convinham, dando    muita dor de cabe&ccedil;a para administradores de redes de grandes empresas e de entidades    governamentais. Al&eacute;m disso, muita gente engajada digitalmente e com conhecimentos    t&eacute;cnicos resolveu solucionar, com linhas de programa&ccedil;&atilde;o, os problemas que encontrava    nas publica&ccedil;&otilde;es de dados oficiais, como &eacute; o caso do grupo Transpar&ecirc;ncia Hacker.    Outros ativistas, com um bocado de mobiliza&ccedil;&atilde;o via redes sociais, impulsionaram    levantes como a Primavera &Aacute;rabe, entre outros protestos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No primeiro trimestre,    o destaque ficou para o Anonymous, grupo de pessoas n&atilde;o identificadas que funciona    de forma an&aacute;rquica. Surgido no f&oacute;rum 4chan, esse grupo se &quot;identifica&quot; com o    nome gen&eacute;rico usado para postagens an&ocirc;nimas e resolveu se unir para perpetrar    a&ccedil;&otilde;es coordenadas que precisassem de um maior poder de fogo digital - s&atilde;o os    conhecidos ataques DDoS, Distributed Denial of Service, que sobrecarregam os    servidores devido ao excesso de acessos simult&acirc;neos at&eacute; que eles &quot;caiam&quot; (se    desliguem devido ao processamento acima da capacidade), levando a p&aacute;gina a sair    do ar.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre os ataques    de maior destaque na m&iacute;dia coordenados pelos Anonymous est&atilde;o as &quot;opera&ccedil;&otilde;es&quot;    Avenge Assange, cuja proposta era vingar digitalmente Julian Assange, l&iacute;der    do Wikileaks, atacando as institui&ccedil;&otilde;es que se recusaram a permitir doa&ccedil;&otilde;es para    a organiza&ccedil;&atilde;o, como a MasterCard e o PayPal; a Payback, que mirou em sites da    RIAA e da MPAA, entidades norte-americanas representantes das ind&uacute;strias de    m&uacute;sica e cinema, em uma revanche aos ataques que algumas empresas da ind&uacute;stria    fonogr&aacute;fica estavam fazendo a sites de <i>torrents</i> (onde s&atilde;o compartilhados    arquivos digitais), tentando tir&aacute;-los do ar; e a Opera&ccedil;&atilde;o Sony, uma das que    causou os maiores preju&iacute;zos financeiros, que aconteceu em retalia&ccedil;&atilde;o &agrave; persegui&ccedil;&atilde;o    da Sony ao hacker George Hotz, conhecido pela alcunha GeoHot, que conseguiu    desbloquear o console de games PlayStation 3 de forma a permitir a instala&ccedil;&atilde;o    de jogos. S&atilde;o eles tamb&eacute;m os respons&aacute;veis por algumas grafitagens digitais,    a&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m como meta invadir um determinado site para modificar sua identidade    visual, muitas vezes inserindo mensagens de protesto, como foi o caso da invas&atilde;o    do site do <u>Minist&eacute;rio    de Defesa da S&iacute;ria</u>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cci/n131/a06n131fig.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; mais pr&oacute;ximo    do fim do primeiro semestre, outro grupo de hackers conseguiu um bocado de notoriedade    na m&iacute;dia: os Lulz Security, conhecidos pelo apelido LulzSec, s&atilde;o hackers dispostos    a perpetrar invas&otilde;es e ataques DDoS apenas pela divers&atilde;o (&quot;just for the lulz&quot;).    Algumas a&ccedil;&otilde;es dos LulzSecers inclu&iacute;ram vencer um desafio da empresa Black &amp;    Berg Cybersecurity, que ofereceu quantias em dinheiro para quem conseguisse    invadi-los - os LulzSecers recusaram o pr&ecirc;mio em dinheiro, afirmando que tinham    feito a invas&atilde;o apenas pela divers&atilde;o - ; e mobilizar a Titanic Take Down Tuesday,    uma ter&ccedil;a-feira escolhida pelo grupo para a realiza&ccedil;&atilde;o de ataques em massa,    que derrubaram sites de jogos, uma companhia de seguran&ccedil;a de rede e at&eacute; mesmo    o site da CIA e de outras institui&ccedil;&otilde;es governamentais dos Estados Unidos. Os    LulzSec chegaram a se aliar aos Anonymous para a execu&ccedil;&atilde;o da chamada Opera&ccedil;&atilde;o    AntiSec, que visava trazer a p&uacute;blico quaisquer tipos de dados confidenciais    de governos e grandes empresas do mundo todo, em um protesto que militava pela    liberdade de express&atilde;o e por uma maior transpar&ecirc;ncia, o que nos Estados Unidos    foi taxado de ciberterrorismo. No Brasil, um bra&ccedil;o regional dos LulzSec promoveu    ataques DDoS a sites do governo, deixando fora do ar os dom&iacute;nios brasil.gov.br  e presidencia.gov.br, ambos do governo federal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quem acompanhou    as not&iacute;cias sobre os ataques digitais talvez tenha tido a impress&atilde;o de que est&aacute;    cada vez mais f&aacute;cil cometer crimes digitais, o que n&atilde;o &eacute; exatamente verdade.    O setor de seguran&ccedil;a de rede tem profissionais cada vez mais qualificados, e    muitas empresas adotaram a estrat&eacute;gia de contratar seus antigos invasores para    que estes passassem a cuidar da prote&ccedil;&atilde;o dos seus dados digitais. Outras companhias    tamb&eacute;m passaram a oferecer boas oportunidades &agrave;queles que se divertem ao tentar    quebrar a seguran&ccedil;a de sistemas, como &eacute; o caso da Google e do Facebook, que    premiam com at&eacute; US$ 500 quem cumprir um protocolo de den&uacute;ncia de falhas, que    consiste em relatar o erro e n&atilde;o divulg&aacute;-lo antes que uma solu&ccedil;&atilde;o j&aacute; tenha sido    desenvolvida pela empresa. Al&eacute;m disso, grande parte dos ataques consiste em    bombardear o site com acessos simult&acirc;neos, de forma a tir&aacute;-lo do ar (ataques    do tipo DoS), e n&atilde;o roubar dados sens&iacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com Nichols    Jasper, especialista em seguran&ccedil;a da Data Security, grande parte dos chamados    hackers atuais na verdade s&atilde;o &quot;pe&otilde;es&quot; da invas&atilde;o de sites, utilizando programas    automatizados para a execu&ccedil;&atilde;o de rotinas j&aacute; conhecidas. &quot;85% deles s&atilde;o    os script kiddies, que n&atilde;o t&ecirc;m conhecimento aprofundado e apenas seguem as coordenadas    dos que disponibilizam c&oacute;digos de invas&atilde;o; outros 10% t&ecirc;m uma boa no&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a    e apenas 5% deles, ou at&eacute; menos, s&atilde;o especialistas no assunto&quot;, revela.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Rastreando os    hackers</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda que as empresas    consigam seduzir alguns dos hackers a trabalharem a seu favor, muitos deles    ainda ficam de fora, e outros n&atilde;o o fazem por conta de princ&iacute;pios pessoais.    Assim, as institui&ccedil;&otilde;es passam a tomar medidas mais dr&aacute;sticas para preservar    seu patrim&ocirc;nio digital, rastreando os supostos hackers e entrando com processos    legais contra eles. Esse jogo de gato e rato nunca &eacute; t&atilde;o f&aacute;cil assim, ainda    que o rastreamento n&atilde;o seja algo tecnicamente complexo. Todo usu&aacute;rio de computador    ganha um n&uacute;mero &uacute;nico quando acessa a internet, o chamado IP (Internet Protocol).    Esses n&uacute;meros s&atilde;o distribu&iacute;dos por &aacute;rea e, como em antigos n&uacute;meros de telefone    fixo, &eacute; poss&iacute;vel delimitar de onde vieram os acessos baseado em determinados    prefixos e, atrav&eacute;s de uma esp&eacute;cie de lista telef&ocirc;nica de IPs, descobrir qual    &eacute; a operadora que oferece os servi&ccedil;os de internet ao computador utilizado para    os ataques. Ou seja, achar o &quot;computador culpado&quot; n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil. O complicado    &eacute; conseguir a autoriza&ccedil;&atilde;o legal para a quebra de sigilo telef&ocirc;nico que revele    quem &eacute; o respons&aacute;vel pela conta, para ent&atilde;o dar entrada em um processo judicial.    &quot;Muitas vezes, esse tipo de solicita&ccedil;&atilde;o de quebra de sigilo pode demorar    anos&quot;, conta Jasper. E &eacute; por isso que existe cada vez mais uma preocupa&ccedil;&atilde;o    sobre o anonimato na rede.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, o Projeto    de Lei 89/2003, conhecido como Lei Azeredo, tem como um de seus principais pilares    obrigar os provedores de internet a manterem um arquivo com as informa&ccedil;&otilde;es de    acesso de seus usu&aacute;rios por at&eacute; tr&ecirc;s anos. Isso visa proteger as empresas que    conquistam o direito de quebrar o sigilo telef&ocirc;nico de hackers e acabam esbarrando    em quest&otilde;es burocr&aacute;ticas dos provedores, que hoje apagam esses logs de acesso    quando querem - por vezes, antes que os tr&acirc;mites judiciais deem um parecer,    seja ele favor&aacute;vel ou n&atilde;o. Nos Estados Unidos, a a&ccedil;&atilde;o dos hackers que invadem    sites oficiais est&aacute; sendo classificada pelo governo como ciberterrorismo, pass&iacute;vel    de condena&ccedil;&atilde;o que pode levar a at&eacute; dez anos de pris&atilde;o. J&aacute; na China, pa&iacute;s conhecido    pela falta de liberdade de express&atilde;o, um comunicado oficial do governo divulgado    no fim de agosto afirma que as pessoas que comprarem, venderem, encobrirem ou    obtiverem acesso ou dados de redes de forma ilegal estar&atilde;o sujeitas a puni&ccedil;&atilde;o    criminal, e novas regras de elevada severidade podem vir (veja <u>mat&eacute;ria</u> sobre o assunto).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Cibercrime ou    cibermobiliza&ccedil;&atilde;o?</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O problema do mundo    digital, contudo, &eacute; que ele n&atilde;o tem fronteiras, enquanto que a legisla&ccedil;&atilde;o &eacute;    aplicada de acordo com a localidade de realiza&ccedil;&atilde;o do suposto crime cibern&eacute;tico.    Sabendo disso, hackers de todo o mundo t&ecirc;m aprendido a burlar as leis, hospedando    seus sites em pa&iacute;ses de legisla&ccedil;&atilde;o mais flex&iacute;vel, como a Eslov&ecirc;nia ou a Su&iacute;&ccedil;a,    e usando artimanhas digitais para que seus acessos via IP apontem para regi&otilde;es    onde a puni&ccedil;&atilde;o judicial a cibercrimes seja mais dif&iacute;cil, com o uso de proxys,    sites da web que permitem a navega&ccedil;&atilde;o de forma supostamente an&ocirc;nima, ao trocar    o IP que identifica o computador que realiza determinado acesso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atualmente, especialistas    discutem se &eacute; realmente necess&aacute;ria a cria&ccedil;&atilde;o de uma legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para    a criminaliza&ccedil;&atilde;o de atividades ilegais atrav&eacute;s da rede. Em alguns casos, a pr&oacute;pria    lei vigente j&aacute; d&aacute; conta do recado - algu&eacute;m que invada um site ou um computador    para roubo financeiro pode ser condenado por estelionato, por exemplo. Para    Tiago D&oacute;ria, jornalista e pesquisador de m&iacute;dia na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o    Get&uacute;lio Vargas (FGV), uma legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica &eacute; bastante desnecess&aacute;ria, e    o que seria importante mesmo seria que o setor judici&aacute;rio brasileiro entendesse    melhor como funciona a internet. &quot;&Agrave;s vezes, a falta de uma cultura de internet    faz o judici&aacute;rio n&atilde;o aplicar a lei da forma correta. Um exemplo foi o caso do    bloqueio do YouTube por causa do v&iacute;deo da (Daniela) Cicarelli, em 2007. Na &eacute;poca,    era n&iacute;tido que o juiz do caso n&atilde;o tinha o pleno conhecimento de detalhes t&eacute;cnicos    e culturais, chegando a comparar o YouTube a um canal de TV, que supostamente    teria um sinal pr&oacute;prio de transmiss&atilde;o(!)&quot;, rememora D&oacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contudo, outras    quest&otilde;es ainda est&atilde;o abertas &agrave; discuss&atilde;o, em especial para a defini&ccedil;&atilde;o do que    &eacute; cibercrime e o que seria considerado hackativismo - a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas feitas    atrav&eacute;s de meios digitais. No caso dos hackers grafiteiros, como os que invadiram    o site do minist&eacute;rio s&iacute;rio, cujo objetivo &eacute; modificar o visual das p&aacute;ginas e    inserir mensagens de protesto, eles poderiam ser considerados criminosos, ou    apenas representam um levante contra o governo? A legisla&ccedil;&atilde;o de diversos pa&iacute;ses    ainda n&atilde;o consegue definir que tipos de manifesta&ccedil;&otilde;es s&atilde;o ilegais ou se isso    pode ser considerado uma manifesta&ccedil;&atilde;o popular leg&iacute;tima. &quot;Uma tend&ecirc;ncia mais    comum &eacute; os governos pararem de bloquear ou inibir o uso dos meios digitais para    utiliz&aacute;-los a seu favor&quot;, opina D&oacute;ria, referindo-se a governos como o do Egito,    que durante o levante dos seus cidad&atilde;os, na chamada Primavera &Aacute;rabe, resolveu    suspender o acesso &agrave; internet em todo o pa&iacute;s. &quot;China e Ir&atilde; utilizam, cada vez    mais, esse tipo de expediente de monitorar a popula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da rede e usar    o espa&ccedil;o virtual como uma ferramenta de propaganda para fortalecer os seus governos&quot;,    explica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro tipo de hackativismo    menos opressivo &eacute; aquele que visa melhorar a usabilidade de dados p&uacute;blicos,    como o que &eacute; feito pelo grupo brasileiro Transpar&ecirc;ncia Hacker. Unidos, esses    especialistas em computa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m trabalhado para transformar em modelos digitais    de f&aacute;cil acesso dados j&aacute; dispon&iacute;veis ao p&uacute;blico mas de dif&iacute;cil manipula&ccedil;&atilde;o digital,    como estat&iacute;sticas do governo publicadas em documentos no formato PDF, informa&ccedil;&otilde;es    listadas em arquivos de texto e outras do tipo. &Eacute; o que fazem, por exemplo,    no projeto SACSP (Sistema de Estat&iacute;sticas e Acompanhamento das Reclama&ccedil;&otilde;es    de Mun&iacute;cipes na Cidade de S&atilde;o Paulo), iniciativa que mostra em um mapa do Google    as regi&otilde;es da cidade que possuem uma maior incid&ecirc;ncia de reclama&ccedil;&otilde;es, como a    falta de poda de &aacute;rvores, problemas com transporte p&uacute;blico, limpeza ou buracos    nas ruas. Esses dados j&aacute; est&atilde;o dispon&iacute;veis aos cidad&atilde;os interessados, mas quando    s&atilde;o apenas listados, n&atilde;o permitem a compara&ccedil;&atilde;o nem a compreens&atilde;o de quais &aacute;reas    do munic&iacute;pio t&ecirc;m um maior n&uacute;mero de solicita&ccedil;&otilde;es - e, portanto, deveriam ser    atendidas de forma priorit&aacute;ria. Esse tipo de atividade &eacute; denominado de hackativismo    devido &agrave; caracter&iacute;stica do uso de programa&ccedil;&atilde;o para a exibi&ccedil;&atilde;o dos dados em outras    plataformas - no caso de mostrar ocorr&ecirc;ncias em um mapa, &eacute; preciso criar todo    um sistema web por tr&aacute;s do projeto para torn&aacute;-lo vi&aacute;vel. Iniciativas como essas    claramente merecem mais o incentivo do governo do que uma poss&iacute;vel criminaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso, a conectividade    que a internet permite tamb&eacute;m tem possibilitado outros tipos de manifesta&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica, atrav&eacute;s de redes sociais como o Facebook. Foi atrav&eacute;s dele que muitas    mobiliza&ccedil;&otilde;es em todo o mundo foram organizadas, e at&eacute; mesmo no Brasil, como    o Churrasc&atilde;o da Gente Diferenciada, uma divertida passeata que promoveu um &quot;churrasc&atilde;o&quot;    nas imedia&ccedil;&otilde;es da Avenida Ang&eacute;lica, em S&atilde;o Paulo, como forma de demonstra&ccedil;&atilde;o    de apoio da popula&ccedil;&atilde;o &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma esta&ccedil;&atilde;o de metr&ocirc; no local, o que ia    contra a requisi&ccedil;&atilde;o dos moradores do bairro, que queria evitar a circula&ccedil;&atilde;o    de &quot;gente diferenciada&quot; na regi&atilde;o. Ser&aacute; mesmo que a sa&iacute;da &eacute; suspender a internet,    impedir a comunica&ccedil;&atilde;o via celular e criminalizar quaisquer manifesta&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas    de origem digital para evitar quebra-quebra ou o melhor seria reconhecer nessas    atividades uma insatisfa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e tentar solucion&aacute;-las dentro do poss&iacute;vel?    A quest&atilde;o ainda est&aacute; em aberto, e est&aacute; nas m&atilde;os dos pol&iacute;ticos encontrar uma    boa sa&iacute;da.</font></p>      ]]></body>

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