<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1519-7654</journal-id>
<journal-title><![CDATA[ComCiência]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[ComCiência]]></abbrev-journal-title>
<issn>1519-7654</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Estadual de Campinas - Labjor]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1519-76542011000500006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[FAPs incrementam pesquisa e inovação e se unem em parcerias]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carolina]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<numero>129</numero>
<fpage>0</fpage>
<lpage>0</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1519-76542011000500006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1519-76542011000500006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1519-76542011000500006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>FAPs incrementam    pesquisa e inova&ccedil;&atilde;o e se unem em parcerias</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Carolina Ramos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os ouri&ccedil;os    da castanha do Par&aacute; est&atilde;o sendo transformados em cer&acirc;mica    vegetal e gerando emprego e renda na interior amazonense. O empreendedorismo    por tr&aacute;s disso tem sua origem na pesquisa acad&ecirc;mica e foi viabilizado    gra&ccedil;as ao apoio de uma das funda&ccedil;&otilde;es de amparo &agrave;    pesquisa (FAPs) do pa&iacute;s. Os ouri&ccedil;os - cuja apar&ecirc;ncia lembra    a do coco e que, no seu interior, guardam as am&ecirc;ndoas conhecidas como    castanha do Par&aacute; - s&atilde;o frutos da castanheira do Brasil (<i>Berthollettia    excelsa</i>). Com seus quase 50 metros de altura, essa &aacute;rvore ganha apropriadamente    o t&iacute;tulo de uma das maiores da Amaz&ocirc;nia. Do ch&atilde;o das florestas    onde s&atilde;o encontrados em abund&acirc;ncia, os ouri&ccedil;os s&atilde;o    colhidos para serem triturados e transformados em pastilhas que, por sua vez,    formam pe&ccedil;as apropriadas especialmente para revestir e decorar ambientes    internos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse uso para o    ouri&ccedil;o foi descoberto a partir da pesquisa que o engenheiro agr&ocirc;nomo    Aguimar Vasconcelos Sim&otilde;es desenvolveu em seu mestrado em sistemas agroflorestais.    O estudo consistiu no teste da ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas de manejo    da castanha por parte dos extrativistas, de forma a evitar a contamina&ccedil;&atilde;o    das am&ecirc;ndoas por aflatoxina, toxina produzida por fungos do g&ecirc;nero    <i>Aspergillus. </i>Se ingerida em grande quantidade, essa subst&acirc;ncia    pode causar c&acirc;ncer no f&iacute;gado humano. &quot;A pesquisa verificou    que a contamina&ccedil;&atilde;o podia ocorrer ainda na floresta e que os ouri&ccedil;os    concentravam a maior predomin&acirc;ncia dos fungos, que passavam para a am&ecirc;ndoa&quot;,    explica Sim&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para evitar a contamina&ccedil;&atilde;o,    ele e sua equipe elaboraram o programa &quot;Boas pr&aacute;ticas do manejo    da castanha do Brasil&quot;. Uma das etapas desse plano, baseado em t&eacute;cnicas    validadas cientificamente, &eacute; a coleta dos ouri&ccedil;os de forma a impedir    a prolifera&ccedil;&atilde;o dos fungos para a castanha. A partir desse estudo,    Aguimar vislumbrou o potencial do ouri&ccedil;o ser usado n&atilde;o apenas    em pequena escala, como ocorre com os artesanatos convencionais, mas tamb&eacute;m    em processos fabris.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi dessa forma    que nasceu a Revestimentos da Amaz&ocirc;nia, marca comercial da cer&acirc;mica    vegetal desenvolvida pela empresa Agrocon Ind&uacute;stria e Servi&ccedil;os    Agroambientais, com sede em Manaus (AM), e da qual Sim&otilde;es &eacute; s&oacute;cio    administrador. A empresa trabalha em parceria com comunidades extrativistas    de tr&ecirc;s munic&iacute;pios do interior do Amazonas: Novo Aripuan&atilde;,    Amatur&aacute; e Tef&eacute;. De acordo com Aguimar, a renda dos produtores,    depois da parceria com a empresa, foi incrementada em 50% quando comparada ao    ganho que tinham com outros compradores. O valor pago por 100 quilos da am&ecirc;ndoa    passou de R$ 60,00 para R$ 90,00.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mas n&atilde;o    &eacute; s&oacute; a partir do ouri&ccedil;o da castanha que a cer&acirc;mica    vegetal &eacute; produzida: outros recursos florestais n&atilde;o-madeireiros,    a exemplo das sementes das frutas a&ccedil;a&iacute; e tucum&atilde;, tamb&eacute;m    s&atilde;o utilizados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O projeto para    desenvolver a cer&acirc;mica vegetal, denominado &quot;Utiliza&ccedil;&atilde;o    de mat&eacute;rias primas amaz&ocirc;nicas para a produ&ccedil;&atilde;o de    placas decorativas para revestimentos&quot;, foi financiado pelo Programa Amazonas    de Apoio &agrave; Pesquisa em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pappe),    com subven&ccedil;&atilde;o da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/Amazonas)    e gerido pela Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Amazonas    (Fapeam). A contribui&ccedil;&atilde;o de R$ 198 mil se somou aos R$ 60 mil    de capital inicial da pr&oacute;pria empresa. A Agrocon &eacute; uma das 54    empresas beneficiadas pelo Pappe que, entre 2003 e 2010, investiu cerca de R$    8 milh&otilde;es em pesquisas voltadas ao setor produtivo no estado, principalmente    em estudos na &aacute;rea de fitof&aacute;rmacos, cosm&eacute;ticos, pesca e    alimentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Transformar conhecimento    em produto, a exemplo da convers&atilde;o do ouri&ccedil;o da castanha em cer&acirc;mica    vegetal, &eacute; um dos maiores desafios do sistema de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia    e Inova&ccedil;&atilde;o (CT&amp;I) no Amazonas, de acordo com o professor Odenildo    Sena, ex-diretor presidente da Fapeam e, atualmente, &agrave; frente da Secretaria    de Estado de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Amazonas e do Conselho Nacional de    Secret&aacute;rios Estaduais para Assuntos de CT&amp;I (Consecti).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apenas recentemente,    no Norte do pa&iacute;s - e em outras regi&otilde;es, como o Nordeste e Centro-Oeste    -, o setor de CT&amp;I come&ccedil;ou a ser mais encorpado, principalmente,    com a cria&ccedil;&atilde;o das funda&ccedil;&otilde;es estaduais de amparo    &agrave; pesquisa. A Fapeam, por exemplo, s&oacute; tem oito anos e foi a primeira    FAP da regi&atilde;o Norte. &quot;Nosso sonho &eacute; ser a Fapesp quando crescermos&quot;,    brinca o professor Sena, aludindo &agrave; cong&ecirc;nere paulista, quase cinquenten&aacute;ria    - a primeira FAP do Brasil -, e seu trabalho de fomento &agrave; pesquisa realizado    nesse per&iacute;odo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&quot;Nossas car&ecirc;ncias    s&atilde;o t&atilde;o grandes que temos que investir em tudo&quot;, avalia Sena.    Para ilustrar, ele cita a necessidade de forma&ccedil;&atilde;o de engenheiros    nas mais diversas &aacute;reas, especialmente engenheiros navais. &quot;Na regi&atilde;o    amaz&ocirc;nica, os rios equivalem &agrave;s estradas do Sul e Sudeste do Brasil.    Precisamos desenvolver conhecimento para esse setor&quot;. De acordo com ele,    a regi&atilde;o j&aacute; avan&ccedil;ou na instala&ccedil;&atilde;o de algumas    compet&ecirc;ncias em &aacute;reas como ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas e biotecnologia,    gra&ccedil;as, principalmente, ao desempenho do Instituto Nacional de Pesquisas    da Amaz&ocirc;nia (Inpa) - que completa 50 anos de atua&ccedil;&atilde;o em    2012 - e &agrave;s universidades federal e estaduais. &quot;Mas temos um longo    caminho a percorrer ainda&quot;, completa. Apesar dos problemas, Sena refor&ccedil;a    o desempenho da Fapeam em oito anos: foram concedidas 600 bolsas de doutorado,    nesse per&iacute;odo, e 196 dos bolsistas s&atilde;o titulados (com tese j&aacute;    defendida). &quot;Isso considerando que s&atilde;o quatro anos, no m&iacute;nimo,    para formar um doutor. &Eacute; um grande salto&quot;, comenta. &quot;Fora a    publica&ccedil;&atilde;o de editais e o desenvolvimento de programas de apoio    &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o e de est&iacute;mulo a professores de n&iacute;veis    fundamental e m&eacute;dio, entre outras a&ccedil;&otilde;es&quot;, enumera.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todo esse esfor&ccedil;o,    na opini&atilde;o de Sena, &eacute; necess&aacute;rio para a forma&ccedil;&atilde;o    de pesquisadores locais. O est&iacute;mulo das funda&ccedil;&otilde;es, ent&atilde;o,    &eacute; fundamental para torn&aacute;-los mais competitivos. O resultado &eacute;    a forma&ccedil;&atilde;o de pesquisadores fortalecidos, com porte para se candidatar    aos editais nacionais que tamb&eacute;m s&atilde;o objeto de desejo dos pesquisadores    das regi&otilde;es Sul e Sudeste, veteranas em pesquisa e inova&ccedil;&atilde;o.    &quot;Melhor qualificados, eles se associam a outros pesquisadores, come&ccedil;am    a consolidar experi&ecirc;ncia e, consequentemente, atuar em cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.    Dessa forma, a depend&ecirc;ncia de formar profissionais fora do estado &eacute;    reduzida&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Transfer&ecirc;ncia    de conhecimento</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se, por um lado,    o desenvolvimento da ci&ecirc;ncia deve passar, necessariamente, pelo ciclo    completo, come&ccedil;ando pela pesquisa b&aacute;sica, ele n&atilde;o pode    dispensar a realiza&ccedil;&atilde;o de projetos de inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica    em empresas do setor produtivo. Essa &eacute; a opini&atilde;o de Anilton Salles    Garcia, diretor-presidente da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa    do Esp&iacute;rito Santo (Fapes), ainda com menos tempo de exist&ecirc;ncia    do que a Fapeam: tem seis anos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&quot;O apoio a    projetos no setor produtivo colabora, em primeiro lugar, com o aumento da competitividade    das empresas locais; em segundo, privilegia a capacita&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o    de obra e a fixa&ccedil;&atilde;o de recursos humanos no estado; e, indiretamente,    colabora com o aumento da receita do estado&quot;, avalia Garcia. Ele destaca,    entre os programas da Fapes, aquele cujo objetivo &eacute; o desenvolvimento    da inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. &quot;&Eacute; a transfer&ecirc;ncia    do conhecimento da pesquisa de bancada para o mercado&quot;. De acordo com ele,    est&atilde;o em curso, atualmente, oito projetos de inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Fapes come&ccedil;ou    a operar em 2006 e sua principal fonte de receita vem do Fundo Estadual de Ci&ecirc;ncia    e Tecnologia, que destina 0,5% do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o da    Mercadoria (ICMS) l&iacute;quido, ou cerca de R$ 27 milh&otilde;es por ano,    para a funda&ccedil;&atilde;o. Outras fontes de recursos financeiros, tamb&eacute;m    estaduais, totalizam uma receita de aproximadamente R$ 50 milh&otilde;es estimada    para 2011. &quot;&Eacute; muito para o Esp&iacute;rito Santo, considerando o    pouco tempo de exist&ecirc;ncia da sua funda&ccedil;&atilde;o de amparo &agrave;    pesquisa. Mas &eacute; pouco frente &agrave;s demandas do estado&quot;, avalia    Garcia. Entre elas, o diretor-presidente destaca as relacionadas ao setor produtivo,    as &aacute;reas de log&iacute;stica, meio ambiente e as que comp&otilde;em a    cadeia de petr&oacute;leo e g&aacute;s, devido &agrave; atua&ccedil;&atilde;o    da Petrobras no Esp&iacute;rito Santo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O sistema de ci&ecirc;ncia    e tecnologia no estado capixaba ainda est&aacute; em forma&ccedil;&atilde;o:    conta apenas com uma universidade federal e n&atilde;o h&aacute; nenhuma estadual.    O resultado, portanto, &eacute; o baixo n&uacute;mero de profissionais qualificados.    Esse cen&aacute;rio come&ccedil;a a mudar com a atua&ccedil;&atilde;o da Fapes,    respons&aacute;vel, de acordo com Garcia, pela concess&atilde;o de 1/3 do total    das bolsas de pesquisa, que, para mestrado e doutorado, totalizam 150.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para minimizar    o impacto negativo dos baixos valores das bolsas - que seguem o padr&atilde;o    do CNPq -, a Fapes concede uma s&eacute;rie de apoios aos bolsistas. Os mestrandos,    por exemplo, cuja bolsa &eacute; de R$ 1.200 por m&ecirc;s, recebem mais R$    7 mil no decorrer do desenvolvimento do seu projeto, investidos na realiza&ccedil;&atilde;o    de trabalhos de campo ou de experimentos laboratoriais. Outro caso &eacute;    o dos pesquisadores - doutores formados h&aacute; menos de dez anos - que fazem    parte do programa Primeiro Projetos. Eles recebem R$ 35 mil para que possam    montar uma infraestrutura inicial m&iacute;nima para o desenvolvimento da sua    pesquisa. &quot;A id&eacute;ia b&aacute;sica &eacute; proporcionar a esse pesquisador    condi&ccedil;&otilde;es para que possa se inserir o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel    no contexto de produtividade em pesquisa, desenvolvimento ou inova&ccedil;&atilde;o    na sua institui&ccedil;&atilde;o&quot;, explica o diretor-presidente da Fapes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Pesquisa em    rede</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O compartilhamento    de conhecimentos em redes de pesquisadores &eacute; uma outra a&ccedil;&atilde;o    colocada em pr&aacute;tica pelas FAPs como estrat&eacute;gia de est&iacute;mulo    ao desenvolvimento de pesquisas. Exemplo nesse sentido s&atilde;o as redes de    fomento &agrave; pesquisa em sa&uacute;de que estudam tr&ecirc;s graves enfermidades    que atingem os brasileiros: a dengue, a mal&aacute;ria e a tuberculose.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No mapa brasileiro    da dengue, lan&ccedil;ado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de no in&iacute;cio    deste ano, s&atilde;o 16 os estados com alto risco de enfrentar epidemia em    2011: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Cear&aacute;, Esp&iacute;rito Santo, Maranh&atilde;o,    Mato Grosso, Par&aacute;, Para&iacute;ba, Pernambuco, Piau&iacute;, Rio de Janeiro,    Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. S&oacute; o Amazonas, no primeiro    trimestre deste ano, registrou quase 37 mil notifica&ccedil;&otilde;es da doen&ccedil;a,    com 407 casos graves e 12 &oacute;bitos. Quase 80% das notifica&ccedil;&otilde;es    foram registradas em Manaus, o munic&iacute;pio com maior n&uacute;mero de casos    no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pesquisadores apoiados    por 20 funda&ccedil;&otilde;es de amparo &agrave; pesquisa, incluindo 15 que    atuam em estados com alto risco de enfrentar uma epidemia da doen&ccedil;a,    formam a Rede Dengue, que conta com recursos da ordem de R$ 22,7 milh&otilde;es.    Desse total, R$ 12,7 milh&otilde;es partem das FAPs, e o restante, do Fundo    Nacional de Sa&uacute;de (FNS) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico    e Tecnol&oacute;gico (CNPq). Um dos 15 projetos aprovados pela rede &eacute;    o &quot;Estudo da dengue nas regi&otilde;es Norte e Sudeste do Brasil: cria&ccedil;&atilde;o    de uma rede interdisciplinar de pesquisa b&aacute;sica e aplicada&quot;, que    envolve 40 pesquisadores no estudo da dengue em seus aspectos cl&iacute;nicos,    epidemiol&oacute;gicos, laboratoriais e de preven&ccedil;&atilde;o. A ideia    &eacute; formar recursos humanos, al&eacute;m de fomentar a pesquisa interdisciplinar    b&aacute;sica e aplicada e a transfer&ecirc;ncia de tecnologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Duas outras redes    de pesquisadores est&atilde;o envolvidas com estudos relativos &agrave; mal&aacute;ria    - cujo maior n&uacute;mero de casos est&aacute; concentrado na Amaz&ocirc;nia    Legal - e &agrave; tuberculose. A primeira congrega especialistas apoiados por    sete FAPs e conta com recursos de R$ 15,4 milh&otilde;es, destinados pelas pr&oacute;prias    funda&ccedil;&otilde;es, pelo FNS e pelo CNPq, para apoiar atividades de pesquisa    cient&iacute;fica, tecnol&oacute;gica e de inova&ccedil;&atilde;o, a exemplo    do projeto que estuda a din&acirc;mica de transmiss&atilde;o da mal&aacute;ria    no ambiente amaz&ocirc;nico e as perspectivas de novas tecnologias para seu    controle. J&aacute; a segunda rede recebe o nome de Programa Tem&aacute;tico    em Diagn&oacute;stico de Tuberculose e re&uacute;ne as funda&ccedil;&otilde;es    do Amazonas, Rio de Janeiro e Minas Gerais (os dois primeiros estados t&ecirc;m,    respectivamente, 68,93 e 66,56 casos da doen&ccedil;a para cada 100 mil habitantes).    Nesse programa, s&atilde;o destinados R$ 6 milh&otilde;es - R$ 2 milh&otilde;es    de cada uma das funda&ccedil;&otilde;es - para desenvolver pesquisas colaborativas    em diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a.</font></p>      ]]></body>

</article>
