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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A demografia    do desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Andr&eacute;ia    Hisi</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; um consenso    sobre a import&acirc;ncia estrat&eacute;gica da presen&ccedil;a de doutores    titulados para o desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico de uma    regi&atilde;o. &quot;Os recursos humanos s&atilde;o fundamentais para a inova&ccedil;&atilde;o    e a competitividade. Doutorados e os detentores de qualifica&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o s&atilde;o apenas pessoas mais qualificadas, em termos educacionais,    mas tamb&eacute;m s&atilde;o os &uacute;nicos treinados especificamente para    a pesquisa&quot;, diz um estudo estat&iacute;stico europeu, &quot;Doctorate    holders - statistics in focus&quot; (Eurostat), de 2007. A forma&ccedil;&atilde;o    brasileira nesse segmento profissional est&aacute; ainda aqu&eacute;m da expectativa.    Por&eacute;m, a sociedade brasileira tem avan&ccedil;ado de forma sistem&aacute;tica    na implementa&ccedil;&atilde;o de infraestrutura e recursos humanos para reverter    essa condi&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pa&iacute;s apresentou,    em grande parte de sua hist&oacute;ria, pol&iacute;ticas de gest&atilde;o correspondentes    apenas &agrave;s necessidades de um Estado agr&aacute;rio, oriundo da explora&ccedil;&atilde;o    colonial e de governos olig&aacute;rquicos, cujas a&ccedil;&otilde;es conduziam,    principalmente, &agrave; explora&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais, agropecu&aacute;rios,    e seu rudimentar beneficiamento industrial. Entretanto, a necessidade de otimizar    as produ&ccedil;&otilde;es pecu&aacute;rias e agr&iacute;colas, juntamente com    os remanescentes problemas nacionais de higiene, sa&uacute;de e saneamento b&aacute;sico,    fomentaram, no s&eacute;culo XIX, a forma&ccedil;&atilde;o dos primeiros centros    de pesquisa, como &eacute; o caso do Instituto Agron&ocirc;mico de Campinas,    em S&atilde;o Paulo, fundado em 1887 para atender as exig&ecirc;ncias da cultura    cafeeira. A&ccedil;&otilde;es como essa guiaram o s&eacute;culo seguinte &agrave;    implementa&ccedil;&atilde;o de infraestrutura e de escolas de n&iacute;vel superior,    seguindo rigorosos preceitos estrangeiros, como o Instituto Osvaldo Cruz, no    Rio de Janeiro, em 1912, originando os moldes da pesquisa biol&oacute;gica no    pa&iacute;s.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mas a formaliza&ccedil;&atilde;o    do compromisso estatal com a pesquisa s&oacute; ocorreu em 1942, quando foram    criados os Fundos Universit&aacute;rios de Pesquisa para a Defesa Nacional,    devido ao ingresso do Brasil na Segunda Guerra. Com esse programa de verbas,    at&eacute; 1946, foram investidos em torno de US$ 60 mil. Essa medida orientou    as a&ccedil;&otilde;es da pol&iacute;tica nacional de desenvolvimento para a    forma&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os de fomento, amparo e capacita&ccedil;&atilde;o    de profissionais. Os descendentes desse fundo apareceram nas d&eacute;cadas    seguintes: a funda&ccedil;&atilde;o, em 1951, do Conselho Nacional de Pesquisa    (CNPq) e da Campanha Nacional de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel    Superior - mais tarde renomeada como Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento    de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) - e a cria&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o    de Amparo a Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (Fapesp), em 1962, marcam    a institucionaliza&ccedil;&atilde;o da pesquisa cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica    em todo o territ&oacute;rio brasileiro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A quest&atilde;o    do desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico se faz presente nos    programas de governo brasileiros desde a d&eacute;cada de 1930. Mas apenas a    partir dos anos 1970, em pleno regime militar, as necessidades nacionais nessa    &aacute;rea foram formalmente abrangidas como prioridades, atrav&eacute;s do    Programa das Metas e Bases para A&ccedil;&atilde;o do Governo. Ali foram propostas    mudan&ccedil;as de rumos nas pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o, agricultura,    ind&uacute;stria e desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico atrav&eacute;s    de diretrizes espec&iacute;ficas. Um exemplo dos investimentos desse programa    de metas foi a elabora&ccedil;&atilde;o de projetos de capta&ccedil;&atilde;o    e gerenciamento de energia, como o Programa Nacional do &Aacute;lcool (Pro&aacute;lcool)    criado em 1975, em meio &agrave; crise internacional do petr&oacute;leo iniciada    nos anos anteriores. Nesse per&iacute;odo, a Petrobras, cujo patrim&ocirc;nio    inicial contava com as refinarias de Mataripe, na Bahia, e Cubat&atilde;o, em    S&atilde;o Paulo, com incentivos estatais, deixou de realizar exclusivamente    opera&ccedil;&otilde;es de explora&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o    de petr&oacute;leo para tamb&eacute;m desenvolver tecnologias nesse setor de    energia alternativa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1985, o governo    federal criou o Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia para centralizar    a pol&iacute;tica cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica do pa&iacute;s. Por    outro lado, a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 apresentou uma importante iniciativa    de descentraliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento.    Com essa medida, cada estado deveria assumir o compromisso de estimular e gerenciar    as pesquisas realizadas em seu territ&oacute;rio, ou seja, promover a cria&ccedil;&atilde;o    de suas pr&oacute;prias funda&ccedil;&otilde;es de amparo &agrave; pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A recorrente manuten&ccedil;&atilde;o    da pol&iacute;tica de investimentos em ci&ecirc;ncia e tecnologia proporcionou    uma condi&ccedil;&atilde;o bastante favor&aacute;vel ao pa&iacute;s, de forma    que o n&uacute;mero de pesquisadores (entre cientistas e tecn&oacute;logos)    passou de nove mil em 1970, para 60 mil em 1990. Esse conjunto de esfor&ccedil;os<b>    </b>propiciou ao Brasil o status de pioneiro em pesquisas de energias renov&aacute;veis    e sustent&aacute;veis. Desde ent&atilde;o, o Brasil manifesta uma forte voca&ccedil;&atilde;o    para reconhecer e tratar grandes tend&ecirc;ncias internacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atualmente, a forma&ccedil;&atilde;o    de doutores no pa&iacute;s cresce &agrave; taxa de 15% ao ano e o Brasil se    destaca em 13&ordm; lugar no ranking mundial da produ&ccedil;&atilde;o de artigos    cient&iacute;ficos. Contudo, o levantamento &quot;Doutores 2010: estudos da    demografia de base t&eacute;cnico-cient&iacute;fica brasileira&quot;, promovido    pelo Centro de Gest&atilde;o e Estudos Estrat&eacute;gicos (CGEE), aponta que    a distribui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de titulados no pa&iacute;s entre    1996 e 2008 concentra-se em torno de 78%, no Sudeste. Isso se deve ao n&uacute;mero    bem maior de programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o,    principalmente no estado de S&atilde;o Paulo, em compara&ccedil;&atilde;o com    outras unidades da federa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&quot;Essa tend&ecirc;ncia    de se concentrar os programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em determinadas    regi&otilde;es n&atilde;o &eacute; um problema de subdesenvolvimento. A tend&ecirc;ncia    da ci&ecirc;ncia &eacute; concentradora, porque ela &eacute; um sistema que    funciona por m&eacute;rito. E para isso se tem a pol&iacute;tica, para desconcentrar&quot;,    afirma Lea Velho, professora de estudos sociais da ci&ecirc;ncia e da tecnologia    junto ao Departamento de Pol&iacute;tica Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica    da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Uma das consequ&ecirc;ncias    disso &eacute; o deslocamento dos estudantes de centros de ensino de regi&otilde;es    ainda em desenvolvimento para as regi&otilde;es mais desenvolvidas. &quot;Os    que querem se qualificar escolhem os melhores centros&quot;, explica a pesquisadora.    Segundo o estudo apresentado pelo CGEE, ainda n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel    mapear esse movimento migrat&oacute;rio vinculado a ci&ecirc;ncia e tecnologia    no territ&oacute;rio nacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lea Velho lembra    que as pol&iacute;ticas voltadas para a diminui&ccedil;&atilde;o dessas desigualdades    regionais podem n&atilde;o apenas reverter essa migra&ccedil;&atilde;o intelectual,    mas inclusive afetar diretamente o setor produtivo. &quot;Existe a tend&ecirc;ncia,    por exemplo, das empresas locais buscarem conhecimento nas universidades que    est&atilde;o pr&oacute;ximas. Ent&atilde;o, &eacute; importante ter uma certa    compet&ecirc;ncia instalada. Al&eacute;m disso, h&aacute; a import&acirc;ncia    de se formar recursos humanos localmente, pessoas que sejam comprometidas com    a regi&atilde;o, que conhe&ccedil;am os problemas da regi&atilde;o &quot;, complementa    a pesquisadora.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A distribui&ccedil;&atilde;o    percentual dos programas de doutorado por regi&otilde;es no Brasil ainda est&aacute;    fortemente concentrada na regi&atilde;o Sudeste, com 72%; em seguida, vem o    Sul, com 18,3%, e o Nordeste, com 13%: o Centro-Oeste tem s&oacute; 5,6%, e    o Norte, apenas 2,7%, segundo o levantamento do CGEE. Contudo, o estudo aponta    uma importante din&acirc;mica de descentraliza&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo    entre 1996 e 2008: a regi&atilde;o Sudeste, que era respons&aacute;vel por cerca    de 90% da forma&ccedil;&atilde;o de doutores no pa&iacute;s, sofreu uma redu&ccedil;&atilde;o    de aproximadamente 20% nesta contribui&ccedil;&atilde;o ao longo de 12 anos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&quot;Esse decl&iacute;nio    relativo foi resultado do fato de as taxas de crescimento das demais regi&otilde;es    terem sido muito superiores &agrave; da regi&atilde;o Sudeste. Enquanto o n&uacute;mero    de titulados nessa regi&atilde;o cresceu 198% durante o per&iacute;odo, o da    regi&atilde;o Norte cresceu 438%, e esse crescimento foi de 682% na regi&atilde;o    Sul e de 840% na Centro-Oeste. A regi&atilde;o Nordeste, no entanto, apresentou    a excepcional taxa de crescimento de 2.487% no per&iacute;odo&quot;, diz o estudo.    Esse crescimento est&aacute; diretamente relacionado &agrave; produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica nacional como um todo, 85% da qual, segundo a Capes, &eacute;    realizada pelas p&oacute;s-gradua&ccedil;&otilde;es. J&aacute; os indicadores    do CNPq por regi&otilde;es geogr&aacute;ficas mostram que a contribui&ccedil;&atilde;o    de cada regi&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o de artigos tamb&eacute;m est&aacute;    mudando: enquanto no per&iacute;odo 1997-2000, o estado de S&atilde;o Paulo    sozinho contribu&iacute;a com 64% da produ&ccedil;&atilde;o nacional de artigos,    no per&iacute;odo 2005-2008, a regi&atilde;o Norte respondeu por 3% do total,    a Centro-Oeste ficou com 7%, a Nordeste com 13%, a Sul com 21% e a Sudeste com    56%.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a href="/img/revistas/cci/n129/a05fig1.jpg"><img src="/img/revistas/cci/n129/a05fig1a.jpg" border="2"></a></p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="/img/revistas/cci/n129/a05fig1.jpg"><b>Figura    1</b> - Clique para ampliar</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa mudan&ccedil;a    evidencia o apoio que cada regi&atilde;o recebe do sistema nacional de C&amp;T    como um todo, n&atilde;o apenas referente a infraestrutura e equipamentos, mas    principalmente pelo impacto resultante da forma&ccedil;&atilde;o de recursos    humanos que permanecem para desenvolver a institui&ccedil;&atilde;o e, consequentemente,    a regi&atilde;o. A autonomia de atua&ccedil;&atilde;o e as garantias de recursos    financeiros s&atilde;o indicadores da import&acirc;ncia dos &oacute;rg&atilde;os    de fomento locais. Segundo o Conselho Nacional das Funda&ccedil;&otilde;es Estaduais    de Amparo &agrave; Pesquisa (Confap), o or&ccedil;amento executado pelo conjunto    das funda&ccedil;&otilde;es estaduais de amparo &agrave; pesquisa no ano de    2009 foi de R$ 1,7 bilh&atilde;o, sendo que a regi&atilde;o Sudeste representa    72% desse valor. S&oacute; a Fapesp responde por R$ 726 milh&otilde;es. As FAPs    do Nordeste somam 11% do total de recursos, as do Norte e do Centro-Oeste representam    6% cada uma, e as do Sul somam 5%. O crescimento do or&ccedil;amento total das    FAPs para este ano est&aacute; estimado em 13%.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Lea Velho,    da Unicamp, de certa forma, &eacute; injusto querer comparar a Fapesp com as    demais. &quot;O contexto de cria&ccedil;&atilde;o delas &eacute; um momento    hist&oacute;rico totalmente diferente. O que se espera que uma FAP fa&ccedil;a    quando ela &eacute; criada &eacute; diferente do que se esperava quando a Fapesp    foi criada. Ela teve tempo de tra&ccedil;ar uma traget&oacute;ria, amadurecer    o processo de negocia&ccedil;&atilde;o da comunidade com a pol&iacute;tica.    E para as outras FAPs, as condi&ccedil;&otilde;es de contorno s&atilde;o totalmente    diferentes&quot;, observa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As FAPs t&ecirc;m    importantes contribui&ccedil;&otilde;es para a evolu&ccedil;&atilde;o daqueles    &iacute;ndices apontados pelo CGEE, pela Capes e pelo CNPq, sobre a demografia    das p&oacute;s-gradua&ccedil;&otilde;es e da produ&ccedil;&atilde;o de artigos.    Mas a ideia de sua cria&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; apenas para estimular    a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento, e sim para desenvolver muitos pap&eacute;is.    &quot;Uma FAP espec&iacute;fica pode, por exemplo, ser a intermediadora em um    processo de planejamento estrat&eacute;gico com ampla participa&ccedil;&atilde;o.    Ela define seu <i>locus</i> de atua&ccedil;&atilde;o como sendo a institui&ccedil;&atilde;o    que vai fazer a intermedia&ccedil;&atilde;o entre os v&aacute;rios atores&quot;,    explica Lea Velho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os avan&ccedil;os    alcan&ccedil;ados pelo Brasil nos &uacute;ltimos anos ilustram o fato de que    o desenvolvimento econ&ocirc;mico origina-se a partir de diferentes graus de    produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento. Dessa maneira, &eacute; importante que    a forma&ccedil;&atilde;o dessa heran&ccedil;a consolide os investimentos e gastos    relacionados com ci&ecirc;ncia e tecnologia de maneira que se mantenha e se    amplie o sistema de apropria&ccedil;&atilde;o, cria&ccedil;&atilde;o, difus&atilde;o    e, principalmente, de acesso ao conhecimento. O desafio est&aacute; em continuar    diminuindo essas concentra&ccedil;&otilde;es e as limita&ccedil;&otilde;es intr&iacute;nsecas    de cada regi&atilde;o ligadas &agrave;s suas hist&oacute;rias e culturas, propiciando    o aproveitamento da expertise para revelar o potencial significativo tanto nos    quadros cient&iacute;ficos quanto no parque industrial.</font></p>      ]]></body>

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