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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A institucionaliza&ccedil;&atilde;o    da pesquisa e o sistema nacional de CT&amp;I no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Carolina Octaviano</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gerar riqueza a    partir do conhecimento cient&iacute;fico &eacute; um dos maiores desafios para    o desenvolvimento de pa&iacute;ses emergentes, como &eacute; o caso do Brasil,    que come&ccedil;ou a investir de maneira mais institucionalizada e maci&ccedil;a    em pesquisa cient&iacute;fica no per&iacute;odo do p&oacute;s-guerra, com a    cria&ccedil;&atilde;o de duas importantes institui&ccedil;&otilde;es, em 1951:    o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico    (CNPq, nomeado, inicialmente, de Conselho Nacional de Pesquisa) e a Coordena&ccedil;&atilde;o    de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes), cujas    atua&ccedil;&otilde;es se complementam at&eacute; os dias atuais e s&atilde;o    primordiais para a organiza&ccedil;&atilde;o da atividade cient&iacute;fica    no pa&iacute;s. No entanto, somente essas duas institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o    seriam capazes de levar o pa&iacute;s ao desenvolvimento tecnol&oacute;gico    j&aacute; alcan&ccedil;ado. Um minist&eacute;rio voltado ao tema, universidades,    centros de pesquisa e funda&ccedil;&otilde;es de amparo &agrave; pesquisa no    n&iacute;vel estadual complementam o sistema respons&aacute;vel pelas a&ccedil;&otilde;es    relacionadas &agrave; CT&amp;I no Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A hist&oacute;ria    da institucionaliza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia brasileira tem in&iacute;cio    com o CNPq e a Capes. Enquanto o CNPq se incumbe de fomentar a pesquisa, a Capes    &eacute; respons&aacute;vel por dar apoio &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de    compet&ecirc;ncias para colocar o trabalho em pr&aacute;tica. Shozo Motoyama,    professor da Faculdade Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas da Universidade    de S&atilde;o Paulo (USP), comenta os benef&iacute;cios das propostas iniciais    do CNPq e da Capes: &quot;no caso do CNPq, a concess&atilde;o de bolsas de doutorado    e mestrado era sempre individual, ou seja, era para o estudante e n&atilde;o    havia cotas para a institui&ccedil;&atilde;o como existe hoje. Quanto ao apoio    &agrave; pesquisa, em princ&iacute;pio, a forma continua sendo a mesma de financiar    a investiga&ccedil;&atilde;o pelo m&eacute;rito do projeto. Isso foi uma grande    revolu&ccedil;&atilde;o na &eacute;poca. A Capes teve uma atua&ccedil;&atilde;o    bem diferente daquela de hoje, porquanto, ela nasceu mais para realizar cursos    de aperfei&ccedil;oamento de professores, como queria An&iacute;sio Teixeira,    o seu idealizador&quot;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o h&aacute;    d&uacute;vidas de que o grande impulso para a cria&ccedil;&atilde;o desses dois    &oacute;rg&atilde;os para fomentar pesquisa no pa&iacute;s s&oacute; se deu    ap&oacute;s o fim da Segunda Guerra Mundial e das explos&otilde;es das bombas    nucleares em Hiroshima e Nagasaki, no Jap&atilde;o, em agosto de 1945. Nesse    contexto, a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica passou a ser a estrat&eacute;gia    vigente no cen&aacute;rio pol&iacute;tico internacional, tanto para as na&ccedil;&otilde;es    desenvolvidas como para as que estavam buscando uma mudan&ccedil;a de patamar.    E, no Brasil, n&atilde;o foi diferente. &quot;O impacto maior aconteceu com    a bomba at&ocirc;mica, que fascinou e horrorizou a nossa sociedade. Embora momentaneamente,    os diversos segmentos sociais brasileiros, mormente, o militar, compreenderam    o significado da ci&ecirc;ncia. Da&iacute; o CNPq ter nascido, em 1951, com    a atua&ccedil;&atilde;o destacada do contra-almirante &Aacute;lvaro Alberto    que soube explorar o estado de choque da na&ccedil;&atilde;o brasileira&quot;,    explica Motoyama. Anteriores &agrave; cria&ccedil;&atilde;o desses dois &oacute;rg&atilde;os    articuladores de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (CT&amp;I),    o pa&iacute;s possu&iacute;a poucos institutos e personalidades cient&iacute;ficas    de destaque, tendo como exemplo o secular Instituto Agron&ocirc;mico de Campinas    (IAC) e alguns pesquisadores renomados, entre eles, Oswaldo Cruz.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Antes da cria&ccedil;&atilde;o    da Capes e do CNPq, havia grandes dificuldades para o desenvolvimento cient&iacute;fico    da na&ccedil;&atilde;o e para a defesa dos interesses dos setores envolvidos    com ci&ecirc;ncia, perante o poder p&uacute;blico. Deve-se ressaltar ainda duas    iniciativas que atuam em n&iacute;vel federal: a Financiadora de Estudos e Projetos    (Finep), que existe desde 1967, e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico    e Tecnol&oacute;gico (FNDCT), em vig&ecirc;ncia desde 1985, mesmo ano da funda&ccedil;&atilde;o    do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (MCT). Segundo Motoyama,    podem ser citadas outras institui&ccedil;&otilde;es importantes para a consolida&ccedil;&atilde;o    do sistema nacional de CT&amp;I, que s&atilde;o: Instituto Oswaldo Cruz, Instituto    Butantan, Centro T&eacute;cnico da Aeron&aacute;utica (que abriga o ITA), Universidade    de S&atilde;o Paulo e SBPC, entre outros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Sistema Nacional    de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (SNCT&amp;I) no Brasil    envolve 12 minist&eacute;rios, 20 unidades de pesquisa, 28 universidades e 25    funda&ccedil;&otilde;es de amparo &agrave; pesquisa estaduais, conforme o <b><i><a href="http://www.cgee.org.br/quadro/quadro_atores.php" target="_blank">quadro    de atores</a></i></b>. Pode-se afirmar que a consolida&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o    do SNCT&amp;I nacional aconteceu durante as d&eacute;cadas de 60, 70 e 80. Apesar    desse processo ter demorado cerca de tr&ecirc;s d&eacute;cadas, o sistema ainda    apresenta d&eacute;ficits e alguns pontos fracos, pois pode ser considerado    recente, se for comparado ao de outros pa&iacute;ses desenvolvidos. Segundo    Eduardo Moacyr Krieger, que foi presidente da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias    (ABC) entre 1993 e 2007, os principais desafios a serem superados atualmente    s&atilde;o: &quot;aumentar a qualidade da nossa produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica,    que deve ser mais competitiva a n&iacute;vel internacional, e acelerar a transfer&ecirc;ncia    do conhecimento para a aplica&ccedil;&atilde;o (inova&ccedil;&atilde;o), mat&eacute;ria    na qual ainda estamos relativamente atrasados, a julgar pelo n&uacute;mero de    patentes registradas e pequeno n&uacute;mero de doutores trabalhando no setor    privado&quot;, aponta. J&aacute; S&eacute;rgio Machado Rezende, ex-ministro    de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (de julho de 2005 a dezembro de 2010) e ex-presidente    da Finep, enumera os recursos ainda insuficientes, a burocracia e o fato de    v&aacute;rias FAPs n&atilde;o atuarem bem, como os principais pontos fracos    do sistema.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>MCT &eacute;    criado em 1985</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com a incumb&ecirc;ncia    de formular a pol&iacute;tica de C&amp;T e coordenar o sistema como um todo,    fun&ccedil;&otilde;es anteriormente atribu&iacute;das ao CNPq, foi criado, em    1985, o Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, que executa as a&ccedil;&otilde;es    definidas com base na pol&iacute;tica nacional de CT&amp;I, atrav&eacute;s das    entidades de pesquisa que s&atilde;o a ela vinculadas, das quais se destacam    o CNPq e a Finep, que foram absorvidas pelo MCT, ap&oacute;s a sua cria&ccedil;&atilde;o.    &quot;No come&ccedil;o dos anos 1950, a ideia do MCT n&atilde;o era muito difundida,    mesmo internacionalmente. No Brasil, sempre houve resist&ecirc;ncia por parte    de amplos setores da comunidade cient&iacute;fica em se envolver com quest&otilde;es    da pol&iacute;tica&quot;, argumenta Motoyama, a respeito de seu surgimento tardio,    ap&oacute;s a Capes e o CNPq entrarem em vigor.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atualmente, &quot;o    MCT desempenha um papel central na formula&ccedil;&atilde;o, coordena&ccedil;&atilde;o    e execu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica nacional de C&amp;T&quot;, qualifica    Rezende. &Eacute; vis&iacute;vel que o MCT tem buscado melhorar e aumentar as    pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas para o setor, firmando parcerias estrat&eacute;gicas    com diversos pa&iacute;ses, empresas e universidades, multiplicando investimentos    por meio dos Fundos Setoriais (que s&atilde;o instrumentos de financiamento    de projetos de pesquisa, atendendo diversas &aacute;reas e setores cient&iacute;ficos),    modernizando a gest&atilde;o do sistema, investindo na agilidade das institui&ccedil;&otilde;es    de fomento e atuando na institucionaliza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    no pa&iacute;s. Por&eacute;m, conforme diz Motoyama, &quot;um dos indicadores    fundamentais da institucionaliza&ccedil;&atilde;o refere-se ao n&uacute;mero    de pesquisadores. Entretanto, n&atilde;o existe uma quantifica&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero m&iacute;nimo de pesquisadores que permita dizer que houve    institucionaliza&ccedil;&atilde;o. Depende da regi&atilde;o, da &eacute;poca    e de outros fatores&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Financiando    pesquisas por &aacute;reas espec&iacute;ficas</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No final da d&eacute;cada    de 1990, o setor de C&amp;T nacional obteve um avan&ccedil;o bastante significativo,    com a implementa&ccedil;&atilde;o dos Fundos Setoriais de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia,    que entraram em vigor, mais especificamente, a partir de 1999, no embalo do    Fundo Setorial do Petr&oacute;leo e G&aacute;s Natural, estabelecido por lei    em 1998. Eles foram criados com a finalidade de serem fontes complementares    de recursos para fomentar a pesquisa e financiar o desenvolvimento de setores    espec&iacute;ficos e estrat&eacute;gicos brasileiros e logo passaram a constituir    quase o total das receitas do FNDCT. Rezende comenta o papel dos Fundos Setoriais    para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico.    &quot;O FNDCT foi criado em 1971 e foi fundamental para a institucionaliza&ccedil;&atilde;o    da pesquisa e da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. Passou duas d&eacute;cadas    com poucos recursos e voltou a crescer a partir da cria&ccedil;&atilde;o dos    Fundos Setoriais&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Est&atilde;o em    vigor, atualmente, 16 Fundos Setoriais, sendo 14 para setores espec&iacute;ficos,    que s&atilde;o para &aacute;reas de: transporte terrestre, aeron&aacute;utica,    agroneg&oacute;cios, Amaz&ocirc;nia, transporte aquavi&aacute;rio e constru&ccedil;&atilde;o    naval, biotecnologia, energia, espacial, recursos h&iacute;dricos, tecnologia    da informa&ccedil;&atilde;o, infraestrutura, petr&oacute;leo e g&aacute;s natural,    mineral e sa&uacute;de, e dois transversais, que s&atilde;o: o Fundo para o    Desenvolvimento Tecnol&oacute;gico das Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Funttel)    e o Fundo Setorial do Audiovisual. Na opini&atilde;o de Krieger, &quot;&eacute;    necess&aacute;rio que cada um dos fundos tenha maior participa&ccedil;&atilde;o    na discuss&atilde;o e elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas para desenvolvimento    daquele setor, uma vez que a ideia na cria&ccedil;&atilde;o dos Fundos Setoriais    foi que eles, com efici&ecirc;ncia, desenvolvessem toda a cadeia para o progresso    do setor, desde a forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos e a cria&ccedil;&atilde;o    de novos conhecimentos, at&eacute; a sua aplica&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento    do pa&iacute;s&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na opini&atilde;o    de Rezende, os&nbsp;fundos setoriais s&atilde;o muito importantes principalmente    porque representam uma fonte segura de recursos or&ccedil;ament&aacute;rios    para financiar o sistema de Ct&amp;I. Ele explica que desde que foram criados    esses fundos s&atilde;o geridos por comit&ecirc;s formados por representantes    do governo federal e tamb&eacute;m da sociedade, o que faz com que sua gest&atilde;o    seja transparente. &quot;Eles tinham tr&ecirc;s defici&ecirc;ncias s&eacute;rias:    uma &eacute; que s&oacute; atendiam a alguns setores de C&amp;T; outra &eacute;    a enorme disparidade entre suas receitas e finalmente a pouca articula&ccedil;&atilde;o    entre as a&ccedil;&otilde;es definidas pelos comit&ecirc;s gestores. Essas defici&ecirc;ncias    puderam ser sanadas porque desde sua cria&ccedil;&atilde;o os fundos foram alocados    no FNDCT. Com a lei de regulamenta&ccedil;&atilde;o do FNDCT de 2006, parte    dos fundos passou a ser destinada &agrave;s chamadas a&ccedil;&otilde;es transversais,    que possibilitam apoiar qualquer &aacute;rea de C&amp;T, e passou a haver uma    maior integra&ccedil;&atilde;o entre as a&ccedil;&otilde;es dos fundos, feita    por meio do Conselho Diretor do FNDCT&quot;. A curva abaixo mostra a evolu&ccedil;&atilde;o    dos recursos efetivamente executados pelo FNDCT, demonstrando a import&acirc;ncia    desse programa para a ci&ecirc;ncia brasileira. Dentre os principais benef&iacute;cios,    o ex-ministro destacou a implementa&ccedil;&atilde;o do programa dos Institutos    Nacionais de C&amp;T e a subven&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica para inova&ccedil;&atilde;o    em milhares&nbsp;de empresas, pol&iacute;ticas implementadas nos &uacute;ltimos    anos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cci/n129/a03fig1.jpg"><img src="/img/revistas/cci/n129/a03fig1a.jpg" border="2"></a></p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="/img/revistas/cci/n129/a03fig1.jpg"><b>Gr&aacute;fico    1</b> - Clique para ampliar</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>O (importante)    papel das funda&ccedil;&otilde;es de amparo &agrave; pesquisa</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro momento importante    para o fomento da CT&amp;I no pa&iacute;s &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o da    Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo    (Fapesp), que, em 2012 completa 50 anos de exist&ecirc;ncia, tendo sido criada    em 1962. Depois dela, surgiram, na sequ&ecirc;ncia, as FAPs do Rio Grande do    Sul (Fapergs, em 1964), Rio de Janeiro (Faperj, em 1980) e Minas Gerais (Fapemig,    em 1985), que tinham como modelo a bem sucedida Fapesp, de acordo com Motoyama    (veja ano de surgimento de outras FAPs <a href="http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&amp;edicao=67&amp;id=847" target="_blank">nesta edi&ccedil;&atilde;o</a>). &quot;A maioria das outras seria    criada depois de 1988, isto &eacute;, depois da Constituinte Federal, nas constituintes    estaduais&quot;, relembra. &quot;Ultimamente, as FAPs de Minas Gerais e Rio    de Janeiro passaram a receber regularmente recursos do Estado e est&atilde;o    desempenhando papel equivalente &agrave; Fapesp nos seus respectivos estados.    O importante &eacute; que as FAPs que, praticamente existem em todos os estados    brasileiros, passem a ter recursos e atua&ccedil;&atilde;o regulares&quot;,    avalia Krieger.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As <a href="http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&amp;edicao=67&amp;id=847" target="_blank">FAPs</a>, embora apresentem pap&eacute;is e capacidades distintas    de atua&ccedil;&atilde;o, conforme cada estado e a pol&iacute;tica governamental    do mesmo, possuem destaque no desenvolvimento equilibrado das pesquisas cient&iacute;ficas    e tecnol&oacute;gicas brasileiras, como um todo, e n&atilde;o apenas regionalmente,    sendo parte essencial do sistema nacional de CT&amp;I, uma vez que participam    da discuss&atilde;o, elabora&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o    de pol&iacute;ticas de ci&ecirc;ncia e tecnologia regionais e estaduais. &quot;O    Brasil &eacute; um pa&iacute;s muito grande, tem uma grande diversidade e &eacute;    muito heterog&ecirc;neo. Por isso, &eacute; muito dif&iacute;cil ter uma pol&iacute;tica    que seja eficaz sendo executada de Bras&iacute;lia ou do Rio de Janeiro, onde    est&atilde;o localizados a Finpe e o BNDES. Um problema &eacute; que as FAPs,    com exce&ccedil;&atilde;o da Fapesp, est&atilde;o sujeitas &agrave;s flutua&ccedil;&otilde;es    nas pol&iacute;ticas dos estados&quot;, complementa Rezende. Para Motoyama,    &quot;al&eacute;m de complementar as sempre escassas verbas das duas institui&ccedil;&otilde;es,    elas podem priorizar as necessidades de pesquisas locais. Isso em teoria. Na    pr&aacute;tica, com exce&ccedil;&atilde;o da Fapesp e de algumas outras em n&uacute;mero    reduzido, elas n&atilde;o v&ecirc;m cumprindo o seu papel por causa principalmente    de sua reduzida capacidade financeira&quot;, finaliza.</font></p>      ]]></body>

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