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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cidades globais, do conhecimento, criativas ou <i>technopolis</i>: um olhar sobre Austin e Salvador</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fabio Ferreira</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o advento da sociedade em rede (Castells, 2000), torna-se cada vez mais evidente a import&acirc;ncia das cidades como elos (n&oacute;s) numa vasta rede (ainda que em muitos casos excludente) baseada em tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o (TICs). Existem diversos motivos pelos quais as cidades tornam-se elementos centrais na sociedade em rede, e, dentre eles, pode-se destacar os seguintes: a compress&atilde;o do espa&ccedil;o-tempo via tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o (TICs) e a possibilidade de descentralizar produ&ccedil;&atilde;o e centralizar o controle de processos via TICs (Sassen, 1994; Mosco, 1996; Castells, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando a import&acirc;ncia das cidades na sociedade em rede e sem a pretens&atilde;o de esgotar as possibilidades de abordagem conceitual que podem lhe ser aplicadas, &eacute; poss&iacute;vel identificar quatro perspectivas para compreend&ecirc;-las na sociedade em rede: cidades globais, <i>technopolis</i>, cidades do conhecimento e cidades criativas. Cada um desses conceitos &eacute; apresentado, de forma breve, com o objetivo de explorar (de forma inicial) a possibilidade de sua aplica&ccedil;&atilde;o &agrave;s cidades de Salvador (Bahia, Brasil) e Austin (Texas, Estados Unidso).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cidades globais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com Castells (2002), as cidades conectam-se umas &agrave;s outras numa escala global (via tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o) da mesma maneira que "n&oacute;s" conectam redes. Os fluxos diversos dentro dessas redes de cidades, no entanto, n&atilde;o s&atilde;o homog&ecirc;neos e certos circuitos s&atilde;o preferidos em detrimento de outros, em grande medida em fun&ccedil;&atilde;o do fato de tradicionalmente serem centros internacionais de neg&oacute;cios e servi&ccedil;os banc&aacute;rios; concentrarem centros decis&oacute;rios, servi&ccedil;os especializados e financeiros; e serem ao mesmo tempo geradores e consumidores dos produtos resultantes de inova&ccedil;&otilde;es. Para Castells (2002), a cidade global n&atilde;o &eacute; um lugar, mas sim um processo, uma arena onde capital, inova&ccedil;&atilde;o, tecnologia, intera&ccedil;&otilde;es organizacionais, sons e s&iacute;mbolos podem fluir por meio de redes baseadas em tecnologia (Catells, 2000, pp. 442-444). Similarmente, para Graham (2002), as cidades globais concentram uma s&eacute;rie de elementos que as torna dominantes na economia global, dentre eles, destacam-se: redes e servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es, servi&ccedil;os financeiros e finan&ccedil;as corporativas, com&eacute;rcio internacional, matriz de corpora&ccedil;&otilde;es, servi&ccedil;os avan&ccedil;ados, e ind&uacute;strias culturais de alcance global (incluindo as ind&uacute;strias de m&iacute;dia). Em complemento a essas perspectivas, para Sassen (1994), as cidades globais s&atilde;o aquelas que concentram atividades e fun&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o essenciais &agrave; economia global, a exemplo de finan&ccedil;as e servi&ccedil;os corporativos avan&ccedil;ados. Na verdade, as cidades globais s&atilde;o os centros de comando dessa mesma economia e &eacute; nelas que est&atilde;o localizados os centros decis&oacute;rios de firmas e organiza&ccedil;&otilde;es transnacionais (Sassen, 1994). As cidades globais s&atilde;o, portanto, o centro estrat&eacute;gico na ger&ecirc;ncia da economia global, notadamente no que se refere a servi&ccedil;os especializados e finan&ccedil;as, constituindo-se em mercados transnacionais onde firmas e governo podem comprar tais servi&ccedil;os.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Technopolis</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Smilor, Kozmetsky e Gibson (1988) definem uma <i>technopolis</i> como uma cidade na qual os setores p&uacute;blico e privado interagem para gerar desenvolvimento econ&ocirc;mico via desenvolvimento tecnol&oacute;gico, sendo que tr&ecirc;s elementos s&atilde;o essenciais na sua constitui&ccedil;&atilde;o: proemin&ecirc;ncia em ci&ecirc;ncia e tecnologia, tornando a <i>technopolis</i> conhecida nacionalmente e internacionalmente a esse respeito; b) desenvolvimento em tecnologias emergentes (a exemplo de biotecnologia, materiais, intelig&ecirc;ncia artificial e tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o); e c) capacidade de cria&ccedil;&atilde;o e atra&ccedil;&atilde;o de ind&uacute;strias de tecnologia. Gibson, Smilor e Kozmetsky (1991) destacam que a intera&ccedil;&atilde;o e a contribui&ccedil;&atilde;o dos seguintes atores institucionais s&atilde;o essenciais para a forma&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de uma <i>technopolis:</i> universidade l&iacute;der em pesquisa, empresas de tecnologia (tanto grandes quanto pequenas), governos estadual, municipal e federal e grupos de suporte diversos (a exemplo de incubadoras). Por fim, numa <i>technopolis,</i> a comercializa&ccedil;&atilde;o da tecnologia criada &eacute; um elemento essencial. Portanto, n&atilde;o basta que os atores (indicados acima) estejam interagindo entre si e produzindo um ambiente prop&iacute;cio &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias; &eacute; necess&aacute;rio que existam, tamb&eacute;m, condi&ccedil;&otilde;es que permitam a sua comercializa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cidades do conhecimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Ergazakis e Metaxiotis (2006), uma cidade do conhecimento &eacute; aquela que cria condi&ccedil;&otilde;es que incentivam cria&ccedil;&atilde;o, compartilhamento, avalia&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o de conhecimentos por meio de intera&ccedil;&otilde;es entre seus cidad&atilde;os e com outras cidades. O pressuposto b&aacute;sico &eacute; que a gera&ccedil;&atilde;o de conhecimento pode gerar desenvolvimento local, sendo que para tanto, &eacute; necess&aacute;ria a exist&ecirc;ncia de infraestrutura de redes e tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, uma cultura de compartilhamento de conhecimento e condi&ccedil;&otilde;es infraestruturais na cidade que favore&ccedil;am a gera&ccedil;&atilde;o de conhecimento. Para eles, os seguintes elementos s&atilde;o essenciais a uma cidade do conhecimento: uma forte din&acirc;mica de suporte &agrave; inova&ccedil;&atilde;o; educa&ccedil;&atilde;o de qualidade; envolvimento do cidad&atilde;o com o desenvolvimento da cidade, incluindo sua identidade; e cria&ccedil;&atilde;o de um ambiente tolerante a minorias e imigrantes. Para Edvinsson (2006) a cidade do conhecimento encoraja e cria elementos que gerem capacidades coletivas de conhecimento, que se expressem, por exemplo, na cria&ccedil;&atilde;o de parques tecnol&oacute;gicos. Ele v&ecirc; as cidades como um "porto" de conhecimento, onde a colabora&ccedil;&atilde;o entre sociedade, universidades e neg&oacute;cios &eacute; essencial para a gera&ccedil;&atilde;o de riqueza. Corroborando Edvinsson (2006), Flores (2006) ressalta que a grande tarefa de uma cidade focada no conhecimento &eacute; maximizar a intera&ccedil;&atilde;o entre seus diversos agentes, na busca da cria&ccedil;&atilde;o de valor.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cidades criativas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com Florida (2005), as cidades s&atilde;o um "caldeir&atilde;o" de criatividade por concentrarem energia humana (a ser transformada em inova&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas e t&eacute;cnicas, novas ind&uacute;strias e paradigmas de comunidade e civiliza&ccedil;&atilde;o). Para ele, todo o desenvolvimento de uma cidade &eacute; centrado nas pessoas, pois s&atilde;o elas que possuem a capacidade de criar. Da&iacute; surge a import&acirc;ncia depositada por Florida no talento (ou conjunto desses) para o desenvolvimento de uma cidade. Na perspectiva de Florida, uma cidade criativa &eacute; centrada em tr&ecirc;s "Ts": tecnologia, toler&acirc;ncia e talento. No que se refere &agrave; tecnologia, uma cidade criativa possui uma boa infraestrutura tecnol&oacute;gica, concentra ind&uacute;strias de tecnologia e gera inova&ccedil;&atilde;o. A toler&acirc;ncia diz respeito &agrave; abertura para diferentes culturas, etnias, ra&ccedil;as e respeito a minorias. Na perspectiva de Florida (2005), o talento &eacute; o elemento mais importante para uma cidade criativa, sendo, portanto, fundamental para as cidades que desejem centrar-se num desenvolvimento baseado na criatividade reter e atrair pessoas talentosas. Al&eacute;m dos outros "Ts" (toler&acirc;ncia e disponibilidade de tecnologia), as pessoas talentosas decidem se mudar para certas cidades em fun&ccedil;&atilde;o do estilo de vida proporcionado, das amenidades oferecidas (parques, bares, restaurantes, caf&eacute;s, elementos naturais etc.) e, muitas vezes, na busca de um estilo de vida bo&ecirc;mio (Florida, 2005). Clark (2004), por exemplo, afirma que as amenidades podem "transformar uma localidade numa cena", ao ressaltar a import&acirc;ncia das op&ccedil;&otilde;es de entretenimento e cultura para a atra&ccedil;&atilde;o de talentos. Blakely (1991) tamb&eacute;m destaca a fun&ccedil;&atilde;o das amenidades e suas rela&ccedil;&otilde;es com pessoas talentosas, por&eacute;m, ressalta a import&acirc;ncias das oportunidades educacionais nesse processo. Por outro lado, as cidades criativas n&atilde;o devem ser definidas apenas em fun&ccedil;&atilde;o do seu desenvolvimento tecnol&oacute;gico. A exist&ecirc;ncia de uma forte economia cultural e de ind&uacute;strias criativas bem desenvolvidas tamb&eacute;m podem ser elementos definidores desse conceito. Currid (2007), por exemplo, demonstra a import&acirc;ncia das ind&uacute;strias de moda, arte e m&uacute;sica para a economia da cidade de Nova York.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Salvador e Austin - explorando conceitos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base na breve explana&ccedil;&atilde;o acerca dos conceitos acima, pode-se posicionar, de forma breve e necessitando de complemento, as cidades de Austin e Salvador em rela&ccedil;&atilde;o a eles.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>a) Austin</b> - Ainda que tenha certo grau de internacionaliza&ccedil;&atilde;o (&eacute; sede, por exemplo, da Universidade do Texas, que atrai diversos alunos estrangeiros, e de grandes empresas, notadamente na &aacute;rea de tecnologia), a cidade de Austin n&atilde;o pode ser considerada uma cidade global, pois n&atilde;o se constitui num n&oacute; central na sociedade em rede, papel que cabe a cidades como Nova York, Londres e T&oacute;quio, por exemplo. Ainda que nela possam ser observados os diversos elementos que definem uma cidade global, Austin n&atilde;o &eacute; um grande centro financeiro e, no que tange a neg&oacute;cios, n&atilde;o possui a escala necess&aacute;ria a uma cidade global (Dallas e Houston s&atilde;o, comparativamente, centros muito maiores). Por outro lado, Austin destaca-se no que se refere &agrave; tecnologia, arte, cultura, e qualidade de vida, o que lhe concede o t&iacute;tulo tanto de <i>technopolis,</i> quanto de cidade criativa. Simlor, Kozmetsky e Gibson (1988) e Gibson, Smilor e Kozmetsky (1991) posicionam Austin como uma <i>tecnhopolis,</i> demonstrando que a intera&ccedil;&atilde;o entre diversos atores institucionais, a exist&ecirc;ncia de uma universidade de pesquisa (a Universidade do Texas) e a exist&ecirc;ncia de estrat&eacute;gias e institui&ccedil;&otilde;es que fomentam a comercializa&ccedil;&atilde;o de tecnologia (a exemplo do IC<sup>2</sup> Institute, que, dentre outras atividades, gerencia o Austin Technology Incubator), ajudaram a tornar Austin numa cidade proeminente em tecnologia (notadamente de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o). Florida (2005) deixa bastante evidente a exist&ecirc;ncia dos tr&ecirc;s "Ts" em Austin, demonstrando que a cidade tem uma alta concentra&ccedil;&atilde;o de trabalhadores na &aacute;rea de tecnologia e de software; &eacute; considerada um lugar ideal para empreendedorismo; &eacute; uma cidade com boa infraestrutura de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o (inclusive redes <i>wireless</i> ); com uma alta concentra&ccedil;&atilde;o de ind&uacute;strias de alta tecnologia e de pessoas com n&iacute;vel superior e p&oacute;s-graduadas; possui um estilo de vida "relaxado" e ao ar livre; &eacute; considerada uma das principais cidades dos Estados Unidos no que se refere &agrave; m&uacute;sica ao vivo; e tem se constitu&iacute;do em uma importante cena de filmes independentes. Al&eacute;m disso, o fluxo constante de estudantes internacionais e de trabalhadores estrangeiros na &aacute;rea de tecnologia - muitos dos quais, atra&iacute;dos pelas amenidades, seguran&ccedil;a e alta qualidade de vida proporcionada por ela - amplia a diversidade cultural da cidade. No que se refere &agrave;s cidades do conhecimento, ainda que n&atilde;o existam estudos analisando Austin sobre essa perspectiva, acredita-se que as condi&ccedil;&otilde;es institucionais que tornam a cidade uma <i>technopolis</i> e uma cidade criativa permitem afirmar que Austin &eacute; uma cidade do conhecimento. A Universidade do Texas &eacute;, inclusive, uma grande geradora de conhecimento via pesquisa e desenvolvimento, e possui mecanismo para dissemin&aacute;-los para al&eacute;m de seus laborat&oacute;rios e salas de aula.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>b) Salvador</b> - A capital baiana n&atilde;o pode ser considerada uma cidade global (ainda que certos elementos da cidade possam ser assim considerados), pois, dentre outros aspectos, n&atilde;o possui uma alta concentra&ccedil;&atilde;o de centros decis&oacute;rios de empresas, n&atilde;o &eacute; um centro financeiro e n&atilde;o se constitui num n&oacute; central na sociedade em rede (Ferreira, 2010). Na perspectiva de <i>technopolis,</i> Salvador n&atilde;o pode ser considerada como tal, pois dentre outras coisas, n&atilde;o possui uma grande concentra&ccedil;&atilde;o de ind&uacute;strias de tecnologia nem de infraestrutura de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, e deixa a desejar em inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica (Ferreira, 2010). Ainda que existam centros de excel&ecirc;ncia em tecnologia em suas universidades, estes ainda se encontram distantes do mercado e a comercializa&ccedil;&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica (via transfer&ecirc;ncia universidade-empresa) tende a ser baixa. Por outro lado, deve-se ressaltar que iniciativas como o Tecnovia (parque tecnol&oacute;gico) buscam dar um impulso a &aacute;rea tecnol&oacute;gica da cidade, por exemplo, nas &aacute;reas de TIC e de biotecnologia. Ainda que possua em seu territ&oacute;rio universidades que conduzem pesquisa (a exemplo da Universidade Federal da Bahia) e mecanismos de apoio &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o que visam incentivar a gera&ccedil;&atilde;o de conhecimento, Salvador n&atilde;o pode ser considerada como uma cidade do conhecimento, pois carece de infraestrutura e articula&ccedil;&otilde;es diversas entre seus atores para tanto. Sob a perspectiva de ind&uacute;strias criativas, ao se considerar o aspecto tecnologia dos tr&ecirc;s "Ts" de Florida (2005), Salvador estaria ainda distante de se tornar criativa. No entanto, considerando-se o conceito de cidades criativas para al&eacute;m de seu vi&eacute;s tecnol&oacute;gico, sob uma perspectiva de economia da cultura e de ind&uacute;strias criativas, Salvador pode ser considerada como parte desse grupo de cidades. Salvador tem um grande potencial como um polo de entretenimento e turismo, al&eacute;m da possibilidade de constituir-se como um cluster cultural. O carnaval da cidade, que movimenta bilh&otilde;es de reais nos dias da festa (Secult, 2007), por exemplo, demonstra o poder da economia criativa em Salvador.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A breve an&aacute;lise desses dois casos permite algumas especula&ccedil;&otilde;es, ainda que embrion&aacute;rias. A primeira delas &eacute; a porosidade dos diversos conceitos. Na verdade, ainda que distintos, os conceitos discutidos possuem uma s&eacute;rie de similaridades. Isso fica evidente no caso de Austin, que pode ser considerada ao mesmo tempo uma <i>technopolis,</i> uma cidade criativa e do conhecimento, por motivos bem semelhantes. Al&eacute;m disso, percebe-se que os conceitos n&atilde;o podem ser utilizados de forma restritiva; Salvador pode ser considerada uma cidade criativa, ainda que n&atilde;o seja um caso de desenvolvimento baseado em tecnologia. Por fim, esses conceitos (inclusive conjugados) podem servir de base para a constru&ccedil;&atilde;o de indicadores e marcos norteadores do desenvolvimento de cidades, ou seja, se uma cidade deseja se tornar uma <i>technopolis,</i> por exemplo, tem &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o na literatura os elementos que definem uma localidade desse tipo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Blakely, E. (1991). "The new technology city: infrastructure for the future community". In Brotchie, John; Batty, Michael; Hall, Peter; Newton, Peter. (1991). <i>Cities of the 21th century: new technologies and spatial systems.</i> Longaman Cheshire - Halted Press: New York. pp. (229-236).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Castells, M. (2000a). "The information age: economy, society, and culture". In <i>The rise of the network society.</i> Oxford: Blackwell.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Clark, Terry Nichols (2004). "Urban amenities: lakes, opera, and juice bars: do they drive development?". In Clark, Terry Nichols (2004) <i>The city as an entertainment machine. research and urban policy v. 9.</i> Elsevier Amsterdam, Boston, Heidelberg, London, New York, Oxford, Paris, San Diego, San Francisco, Singapore, Sydney, Tokyo. pp 103-140.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Currid, E. (2007). <i>The Warhol economy: how fashion, art and music drive New York City.</i> Princeton and Oxford.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Edvinsson, Leif. (2006). "K-city and society entrepreneurship for intellectual capital". In Carrillo, Francisco. (2006). <i>Knowledge cities: approaches, experiences, and perspectives.</i> Elsevier Amsterdam, Boston, Heidelberg, London, New York, Oxford, Paris, San Diego, San Francisco, Singapore, Sydney, Tokyo. pp. 59-73.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ergazakis, Kostas &amp; Metaxiotis, Kostas. (2006). "An emerging pattern of successful knowledge cities' main features". In Carrillo, Francisco. (2006). <i>Knowledge cities: approaches, experiences, and perspectives.</i> Elsevier Amsterdam, Boston, Heidelberg, London, New York, Oxford, Paris, San Diego, San Francisco, Singapore, Sydney, Tokyo. pp. 75-84.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ferreira, F. A. "An analysis of salvador within the global/creative city framework". In: Jambeiro, Othon; Palacios, Marcos. (Org.). <i>Brazilian perspectives in digital environments: communication policies, e-government and digital journalism.</i> Salvador: EDUFBA, 2010, p. 57-74.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Flores, Pedro. (2006). "Implementation of the capital system for a knowledge city". In Carrillo, Francisco. (2006). <i>Knowledge cities: approaches, experiences, and perspectives.</i> Elsevier Amsterdam, Boston, Heidelberg, London, New York, Oxford, Paris, San Diego, San Francisco, Singapore, Sydney, Tokyo. pp. 75-84.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Florida, R. (2005). <i>Cities and the creative class.</i> New York: Routledge.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gibson, D., Smilor, R. and Kozmetsky, G. (1991). <i>Austin technology-based industry report.</i> Austin: IC<sup>2</sup> Institute, University of Texas at Austin, c1991</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Graham, S. (2002). "Communication grids: cities and infrastructures". In S. Sassen (Ed.), <i>Global networks, linked cities</i> (pp. 71-91). New York &amp; London: Routledge.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mosco, V. (1996). <i>The political economy of communication.</i> Thousand Oaks: Sage.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sassen, S. (1994). <i>Cities in a world economy</i> (2nd ed.). Newbury Park, CA: Pine Forge.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Secult. (2007). "Carnaval 2007: uma festa de meio bilh&atilde;o de reais". In <i>Informativo da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia</i> Infocultura. 1 (1).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Smilor, R., Kozmetsky, G., and Gibson, D (Eds).(1988). <i>Creating the technopolis: linking technology, commercialization, and economic development.</i> Cambridge, Mass.: Ballinger Pub. Co.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Fabio Ferreira &eacute; doutor em comunica&ccedil;&atilde;o pela Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos e professor adjunto da Escola de Administra&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal da Bahia.</i></font></p>      ]]></body>
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