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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Megaopera&ccedil;&atilde;o promete revitalizar o porto do Rio e transform&aacute;-lo em polo cultural</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Carolina Ramos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Rio de Janeiro se destaca pela produ&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o de conhecimento desde os tempos coloniais. &Eacute; uma cidade de hist&oacute;ria e cultura efervescentes, cantadas pelas rodas de samba e de choro, que l&aacute; nasceram, e contada por museus e centros culturais que est&atilde;o entre os mais antigos do Brasil. Seu circuito hist&oacute;rico, arquitet&ocirc;nico e cultural continua respondendo &agrave; demanda de conhecimento por parte daqueles que buscam ou produzem, de alguma forma, saberes diferentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Agora, a exemplo de grandes cidades em outras partes do mundo, o Rio parte para a revitaliza&ccedil;&atilde;o do seu porto - que completou 100 anos em 2010 - e da regi&atilde;o onde ele est&aacute; localizado, compreendendo uma &aacute;rea de cinco milh&otilde;es de metros quadrados, que inclui tr&ecirc;s bairros e partes de outros tr&ecirc;s, incluindo o Centro da cidade. &Eacute; l&aacute; que vivem 22 mil pessoas com um &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) na ordem de 0,775, um dos menores da capital carioca. Entre as obras de revitaliza&ccedil;&atilde;o - cujo conjunto ganha o nome de Opera&ccedil;&atilde;o Urbana Porto Maravilha -, est&atilde;o previstas iniciativas que prometem incrementar as &aacute;reas cultural e tur&iacute;stica, al&eacute;m de transforma&ccedil;&otilde;es da infraestrutura urbana que prometem a valoriza&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria da &aacute;rea.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das iniciativas nas &aacute;reas cultural e tur&iacute;stica &eacute; o Museu do Amanh&atilde;, no p&iacute;er Mau&aacute;, na Ba&iacute;a de Guanabara. Esse mesmo lugar j&aacute; foi cotado para sediar uma filial do famoso Museu Guggeheim. O Museu do Amanh&atilde; ser&aacute; projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, que assina o Complexo Ol&iacute;mpico de Atenas e o Museu de Arte de Milwaukee, nos Estados Unidos. O objetivo do projeto, de acordo com o <u>site do Porto Maravilha</u>, &eacute; "discutir quest&otilde;es ligadas &agrave; sustentabilidade da civiliza&ccedil;&atilde;o". Um segundo espa&ccedil;o esperado &eacute; o Museu de Arte do Rio (MAR), que ser&aacute; criado em dois pr&eacute;dios, o Palacete Dom Jo&atilde;o VI, im&oacute;vel de 1912, cujas obras de revitaliza&ccedil;&atilde;o devem tir&aacute;-lo do atual estado de abandono, e um pr&eacute;dio de 1940, que j&aacute; foi sede da Pol&iacute;cia Civil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dois im&oacute;veis ser&atilde;o interligados por duas passarelas e o mais recente abrigar&aacute; a Pinacoteca Escola do Olhar, descrita pelo prefeito Eduardo Paes como "o cora&ccedil;&atilde;o cultural do projeto de revitaliza&ccedil;&atilde;o do Porto". Esse projeto pretende aliar arte e educa&ccedil;&atilde;o para estimular crian&ccedil;as e jovens a descobrir o prazer da criatividade. Ser&atilde;o desenvolvidas atividades como exposi&ccedil;&otilde;es-di&aacute;logo da arte brasileira com a estrangeira e exposi&ccedil;&otilde;es sobre a paisagem e o cotidiano carioca e sobre a intera&ccedil;&atilde;o com o espa&ccedil;o urbano. Os dois novos museus, cujos projetos ser&atilde;o executados pela Funda&ccedil;&atilde;o Roberto Marinho, contratada pela Prefeitura para essa finalidade, dever&atilde;o compor um circuito formado ainda pelo Museu de Arte Moderna (MAM), Museu de Belas Artes e Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim como em Barcelona, na Espanha, que tem um aqu&aacute;rio localizado em sua regi&atilde;o portu&aacute;ria, um dos mais ambiciosos projeto do Porto Maravilha &eacute; o AquaRio, anunciado como o maior da Am&eacute;rica Latina e que ser&aacute; instalado em uma &aacute;rea de 25 mil metros quadrados. O aqu&aacute;rio ter&aacute; 5 milh&otilde;es de litros de &aacute;gua e reunir&aacute; 12 mil animais de 400 esp&eacute;cies do ecossistema marinho. A intera&ccedil;&atilde;o com o p&uacute;blico &eacute; proposta com mergulho junto a peixes e arraias e tamb&eacute;m com seres virtuais, que est&atilde;o extintos ou n&atilde;o podem ser tocados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Essa renova&ccedil;&atilde;o foi vista como uma oportunidade para a reconvers&atilde;o do patrim&ocirc;nio industrial-portu&aacute;rio: os armaz&eacute;ns, p&iacute;ers e edif&iacute;cios hist&oacute;ricos s&atilde;o reciclados para novos usos", diz a pesquisadora Verena Andreatta, organizadora do rec&eacute;m-lan&ccedil;ado livro <i>Porto Maravilha + 6 casos de sucesso de revitaliza&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria</i>, que analisa a transforma&ccedil;&atilde;o ocorrida nos portos de Baltimore, Barcelona, Buenos Aires, Cidade do Cabo, Hong Kong e Roterd&atilde;. De acordo com ela, a renova&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o desses espa&ccedil;os faz parte de uma a&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica para o planejamento da cidade. Esse, segundo Andreatta, &eacute; um dos aspectos comuns entre o Porto Maravilha e os casos analisados no livro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a pesquisadora, assim como ocorreu em v&aacute;rias cidades que passaram por processos de revitaliza&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria, a aposta no Rio se d&aacute; pela inser&ccedil;&atilde;o desses espa&ccedil;os renovados em um ambiente de internacionaliza&ccedil;&atilde;o e globaliza&ccedil;&atilde;o, em que se prima pela conex&atilde;o baseada na tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o. "S&atilde;o muitos os desafios do Porto Maravilha e a aposta por um ambiente de qualidade em um mundo em que h&aacute; uma profus&atilde;o de meios de comunica&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o certamente conduzir&aacute; &agrave; aptid&atilde;o desse espa&ccedil;o ao abrigo de uma cidade de conhecimentos".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Uma aposta mercantil?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gerardo Silva, professor da &aacute;rea de planejamento e gest&atilde;o do territ&oacute;rio da Universidade Federal do ABC (UFABC), faz algumas observa&ccedil;&otilde;es antes de analisar o Porto Maravilha como uma iniciativa que aposta na revitaliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea com vistas tamb&eacute;m &agrave; circula&ccedil;&atilde;o do conhecimento. "Fala-se de uma sociedade do conhecimento que vem substituir a sociedade industrial. Fala-se tamb&eacute;m de uma 'economia do conhecimento' e de um 'capitalismo cognitivo', de maneira geral definido como um novo regime de valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho vinculado &agrave;s novas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o", observa. "No trabalho em rede, o conhecimento &eacute; produzido no mesmo momento em que circula, de maneira colaborativa, tornando-se a base da inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, mas tamb&eacute;m, e principalmente, a pr&oacute;pria matriz da intera&ccedil;&atilde;o social".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Silva, isso significa que a produ&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o de conhecimentos somente podem prosperar em contexto social de valoriza&ccedil;&atilde;o cultural aberto e democr&aacute;tico. Dessa forma, a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento - em sua opini&atilde;o, insepar&aacute;vel da produ&ccedil;&atilde;o da cultura - j&aacute; n&atilde;o pode ser circunscrita aos tradicionais limites institucionais das universidades e museus, mesmo que estes sejam ainda importantes. "Sabemos que o carro-chefe do projeto Porto Maravilha &eacute; o Museu do Amanh&atilde;, da Funda&ccedil;&atilde;o Roberto Marinho, a ser constru&iacute;do no cais Mau&aacute;. Sem d&uacute;vida, esse empreendimento ter&aacute; um grande impacto no circuito cultural carioca do centro da cidade. Por&eacute;m, n&atilde;o fica muito claro como se integrar&aacute; nele, nem como ser&aacute; capaz de valorizar a produ&ccedil;&atilde;o cultural em sentido territorial", comenta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o professor da UFABC, por enquanto, o debate adota os r&oacute;tulos importados de "ind&uacute;stria criativa" ou "ind&uacute;stria cultural", que j&aacute; v&ecirc;m carregados de uma fort&iacute;ssima tend&ecirc;ncia a conceber a produ&ccedil;&atilde;o de cultura em termos estritamente mercantis (ou de sustentabilidade, o que para ele, d&aacute; no mesmo). No <u>artigo</u> "Rio: dois projetos para uma cidade do conhecimento", Silva, em parceria com a pesquisadora Barbara Szaniecki, coeditora das revistas <i>Lugal Comum, Global/Brasil</i> e <i>Multitudes</i>, aborda o impasse na produ&ccedil;&atilde;o cultural no Rio a partir do projeto Porto Maravilha. "Valorizando a experi&ecirc;ncia dos editais de pontos de cultura e pontos de m&iacute;dia, uma importante inova&ccedil;&atilde;o do ministro Gilberto Gil durante o governo Lula, questionamos a capacidade dos museus de mobilizar os saberes difusos e as m&uacute;ltiplas express&otilde;es art&iacute;sticas que fecundam os territ&oacute;rios do centro da cidade. E o que vale para a produ&ccedil;&atilde;o da cultura, no meu entendimento, vale tamb&eacute;m para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento", avalia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Silva afirma que a recupera&ccedil;&atilde;o urban&iacute;stica do cais - respaldada inclusive pelos eventos previstos na cidade nos pr&oacute;ximos anos, em particular as Olimp&iacute;adas de 2016 - poder&aacute; contribuir para a revaloriza&ccedil;&atilde;o produtiva do centro da cidade, criando novos atrativos comerciais e tur&iacute;sticos aos j&aacute; existentes, tal como aconteceu, por exemplo, em Barcelona e Buenos Aires. "Entretanto, os problemas que se colocam para o Porto Maravilha s&atilde;o v&aacute;rios e complexos e v&atilde;o al&eacute;m das quest&otilde;es t&eacute;cnicas. Por um lado, temos as quest&otilde;es relativas &agrave; racionalidade (tecnocr&aacute;tica, estrat&eacute;gica, participativa, comunicativa) que comanda o processo de planejamento", diz. "Nesse sentido, o que se observa &eacute; um procedimento do tipo 'pacote fechado', em que as principais decis&otilde;es j&aacute; foram tomadas, restando apenas comunic&aacute;-las e implant&aacute;-las. Portanto, embora a recupera&ccedil;&atilde;o urban&iacute;stica do Porto tenha o potencial de se transformar um poderoso fator de revaloriza&ccedil;&atilde;o produtiva do Centro, o que significaria reconhecer o valor da sua diversidade social e cultural, da maneira como est&aacute; sendo levada &agrave; pr&aacute;tica, o projeto n&atilde;o conseguir&aacute; ir al&eacute;m dos estreitos limites da valoriza&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria", opina.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cifras, datas e grandezas prometidas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Opera&ccedil;&atilde;o Urbana Porto Maravilha prev&ecirc; investimentos de quase R$ 8 bilh&otilde;es na constru&ccedil;&atilde;o ou melhoria de infraestrutura urbana e incremento tur&iacute;stico da regi&atilde;o, somados &agrave; oferta de servi&ccedil;os, cultura e lazer. Est&atilde;o previstos, ainda, investimentos em reformas do patrim&ocirc;nio cultural da regi&atilde;o e a urbaniza&ccedil;&atilde;o da favela do Morro da Provid&ecirc;ncia, a primeira do Brasil. As obras do projeto come&ccedil;aram em junho de 2009 e devem se estender at&eacute; 2015. At&eacute; l&aacute;, tamb&eacute;m devem estar conclu&iacute;dos o Museu de Arte do Rio, do Museu do Amanh&atilde;, com sua Pinacoteca Escola do Olhar, e o AquaRio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Um dos principais objetivos do projeto &eacute; promover o aumento da popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o, que hoje &eacute; de cerca de 22 mil habitantes para uma &aacute;rea de 5 milh&otilde;es de metros quadrados. A expectativa &eacute; que, em 10 anos, esse n&uacute;mero cres&ccedil;a para 100 mil moradores. O aumento da popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionado com uma vis&atilde;o de espa&ccedil;o urbano onde as pessoas possam morar, trabalhar e se divertir", explica Alberto Gomes Silva, assessor especial da presid&ecirc;ncia da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Regi&atilde;o do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), criada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, por interm&eacute;dio da Lei Complementar 102/2009, para coordenar o processo de implanta&ccedil;&atilde;o do Projeto Porto Maravilha.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda como parte dessa vis&atilde;o, o assessor especial explica que a pretens&atilde;o &eacute; que a regi&atilde;o possa abrigar diferentes classes sociais, assim como diferentes atividades comerciais e de entretenimento. "A Opera&ccedil;&atilde;o Urbana Porto Maravilha prev&ecirc; investimentos para a valoriza&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio cultural da regi&atilde;o, bem como investimentos em a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da cidadania e de forma&ccedil;&atilde;o profissional. Essa valoriza&ccedil;&atilde;o representa a possibilidade n&atilde;o s&oacute; de recuperar, mas tamb&eacute;m de envolver a popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o no desenvolvimento de formas de explora&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, de modo sustent&aacute;vel desse patrim&ocirc;nio", sinaliza.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tudo isso em uma &aacute;rea que sofre com um dos menores &Iacute;ndices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Rio de Janeiro, na ordem de 0,775. Nesse sentido, de acordo com o assessor especial, um conjunto de medidas, que concilia educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o profissional, assist&ecirc;ncia social e &agrave; sa&uacute;de, dever&aacute; impactar positivamente esse &iacute;ndice. Uma delas &eacute; o projeto que contempla um programa de desenvolvimento social para a regi&atilde;o, intitulado Porto Cidad&atilde;o, prevendo parcerias com o setor privado para o apoio &agrave;s iniciativas de organiza&ccedil;&otilde;es civis da regi&atilde;o voltadas principalmente &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e &agrave; forma&ccedil;&atilde;o profissional. "Como a Opera&ccedil;&atilde;o pretende atrair novos empreendimentos para a regi&atilde;o, muitos postos de trabalho ser&atilde;o criados e &eacute; preciso preparar a popula&ccedil;&atilde;o local, sobretudo os jovens, para que possam aproveitar as oportunidades de emprego que ser&atilde;o criadas", diz Alberto. De acordo com ele, estima-se que ser&atilde;o criados 10 mil novos postos de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa prepara&ccedil;&atilde;o para o mercado de trabalho a que ele se refere tamb&eacute;m envolve um Centro de Ind&uacute;stria Criativa, um Centro de Tecnologia, que est&aacute; sendo instalado pela Prefeitura, e a Escola de Restauro e uma Escola de Artes Culin&aacute;rias, em negocia&ccedil;&atilde;o com o setor privado. O governo estadual pretende ainda criar uma escola de turismo e a Escola de Magistratura do Rio de Janeiro, al&eacute;m da j&aacute; citada Escola do Olhar.</font></p>      ]]></body>

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