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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Redes    sociais de m&uacute;sica: segmenta&ccedil;&atilde;o, apropria&ccedil;&otilde;es    e pr&aacute;ticas de consumo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Por Adriana    Amaral</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os estudos sobre    as rela&ccedil;&otilde;es de circula&ccedil;&atilde;o e consumo midi&aacute;tico    no contexto dos estilos de vida na sociedade contempor&acirc;nea t&ecirc;m apontado    os efeitos desse amplo universo de bens simb&oacute;licos e cultura material    dispon&iacute;veis atualmente. O processo de estetiza&ccedil;&atilde;o da vida    cotidiana, em curso desde pelo menos o s&eacute;culo XVII e tornado mais vis&iacute;vel    pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa no s&eacute;culo XX, continua    a configurar padr&otilde;es de identidade atrav&eacute;s de perfis de consumo,    seja no contexto amplo dos lazeres e da produ&ccedil;&atilde;o massiva de objetos,    vestu&aacute;rios e bens simb&oacute;licos, seja em &acirc;mbito mais espec&iacute;fico    dos grupos e subgrupos a eles interligados. No &acirc;mbito da cultura digital,    uma faceta notadamente marcada desses fen&ocirc;menos acontece atrav&eacute;s    das pr&aacute;ticas de constru&ccedil;&atilde;o de perfis online em redes de    relacionamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Devido ao intenso    crescimento e populariza&ccedil;&atilde;o dos sites de redes sociais, uma das    tend&ecirc;ncias de apropria&ccedil;&atilde;o foi a segmenta&ccedil;&atilde;o    em nichos de "gosto" e estilos de vida, como redes de relacionamentos voltadas    a animais dom&eacute;sticos (como o Orkupet), moda (MySpace Fashion), atua&ccedil;&otilde;es    profissionais (por exemplo, o Linkedin) e de m&uacute;sica, entre outros. Atualmente,    existe uma s&eacute;rie de redes emergentes espec&iacute;ficas para a m&uacute;sica,    como o Soundcloud, Grooveshark, MyStrands, o Pandora (que foi fechado para usu&aacute;rios    fora dos Estados Unidos), Ilike, Spotify, Imeen (que apresentou um crescimento    muito grande no &uacute;ltimo ano) e o Musicovery (que trabalha com as sensa&ccedil;&otilde;es    dos g&ecirc;neros musicais atrav&eacute;s das cores e do design).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No caso espec&iacute;fico    da forma&ccedil;&atilde;o de um "gosto musical", complementar &agrave;s possibilidades    midi&aacute;ticas massivas como o r&aacute;dio, a televis&atilde;o, os jornais,    as revistas etc, os perfis online em redes de relacionamento t&ecirc;m se mostrado    eficientes no sentido de constitui&ccedil;&atilde;o de um banco de dados de    consumo, de mem&oacute;ria musical, de organiza&ccedil;&atilde;o social em torno    da m&uacute;sica, de cr&iacute;tica e classifica&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;neros,    de constitui&ccedil;&atilde;o de reputa&ccedil;&atilde;o de conhecimento sobre    o assunto, quando aliados aos sistemas de recomenda&ccedil;&otilde;es musicais,    como no caso do <u>Last.fm</u>, por exemplo. Recentemente, ap&oacute;s ser batido    numericamente em acessos pelo Facebook, o MySpace anunciou que se dedicar&aacute;    exclusivamente aos perfis relacionados ao conte&uacute;do musical. J&aacute;    a Apple adiantou que em breve lan&ccedil;ar&aacute; um sistema de recomenda&ccedil;&atilde;o    e cataloga&ccedil;&atilde;o musical integrado ao iTunes que deve concorrer diretamente    com o Last.fm. O pr&oacute;prio YouTube pode ser compreendido como plataforma    musical, &agrave; medida que &eacute; muitas vezes apropriado para escuta de    m&uacute;sica em <i>streaming</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora as pesquisas    sobre sites de redes sociais estejam em amplo crescimento, ainda h&aacute; pouco    material relacionado &agrave;s especificidades da produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o    de conte&uacute;do musical, bem como &agrave;s pr&aacute;ticas e estrat&eacute;gias    de divulga&ccedil;&atilde;o utilizadas por produtores e f&atilde;s nesses ambientes.    A maioria das investiga&ccedil;&otilde;es concentra-se na &aacute;rea de computa&ccedil;&atilde;o    musical e de computa&ccedil;&atilde;o social. Ainda existem poucos trabalhos    no &acirc;mbito das ci&ecirc;ncias sociais. Nesse sentido, indico a intersec&ccedil;&atilde;o    do online com o offline nessas pr&aacute;ticas, em uma rela&ccedil;&atilde;o    de continuidade entre diferentes suportes, linguagens e formas de compartilhamento    e armazenamento que est&atilde;o relacionadas ao ritual simb&oacute;lico caracter&iacute;stico    do "ser f&atilde; de m&uacute;sica" desde suas primeiras manifesta&ccedil;&otilde;es,    al&eacute;m de contribu&iacute;rem para uma poss&iacute;vel constru&ccedil;&atilde;o    do <i>branding</i> musical tanto dos artistas quanto dos g&ecirc;neros e subg&ecirc;neros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A mobiliza&ccedil;&atilde;o    de f&atilde;s de artistas de cunho pop, como Depeche Mode, Lady Gaga e Justin    Bieber - de certa forma ainda atrelados aos modelos massivos da ind&uacute;stria    fonogr&aacute;fica -, tanto como manifesta&ccedil;&otilde;es de artistas mais    ligados a determinado nicho e independentes, como Amanda Palmer, Trent Reznor,    por exemplo, s&atilde;o performatizadas atrav&eacute;s de novas pr&aacute;ticas    que ainda articulam a media&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do musical nos    &acirc;mbitos online e offline, como a classifica&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;neros    e divulga&ccedil;&atilde;o da marca/nome do artista atrav&eacute;s do uso das    tags (marcadores ou palavras-chaves), as <i>flashmobs</i> (agrega&ccedil;&otilde;es    instant&acirc;neas de pessoas com um determinado objetivo) sobre determinados    artistas ou can&ccedil;&otilde;es, o <i>lipdub</i> (produ&ccedil;&atilde;o de    um v&iacute;deo dublado de alguma can&ccedil;&atilde;o em uma intersec&ccedil;&atilde;o    das pr&aacute;ticas de v&iacute;deo e dublagem) e a produ&ccedil;&atilde;o de    mixtapes (uma pr&aacute;tica de compila&ccedil;&atilde;o de can&ccedil;&otilde;es    por g&ecirc;neros, artistas, anos, ou aspectos mais subjetivos etc) originalmente    gravada em fitas-cassete e, atualmente, produzidas e compartilhadas online em    sites como o <u>Mixtape.me</u>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diversos estudos    observam a emerg&ecirc;ncia de pr&aacute;ticas sociais e a constitui&ccedil;&atilde;o    das principais caracter&iacute;sticas dos perfis nos sites de redes sociais    voltadas &agrave; m&uacute;sica, em uma constru&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica    dessas plataformas, delimitadas a partir das apropria&ccedil;&otilde;es dos    perfis nelas inseridos (como m&uacute;sicos, produtores, DJs ou f&atilde;s e    participantes de alguma cena musical, por exemplo). A literatura sobre a tem&aacute;tica    enfatiza as negocia&ccedil;&otilde;es e a organiza&ccedil;&atilde;o em torno    da m&uacute;sica como maneiras de composi&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria    e das identidades das audi&ecirc;ncias a partir das rela&ccedil;&otilde;es ali    travadas. Al&eacute;m disso, diversos aspectos, como a personaliza&ccedil;&atilde;o,    a frui&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica e a consci&ecirc;ncia da audi&ecirc;ncia    segmentada, entre outros aspectos, fazem parte das caracter&iacute;sticas atribu&iacute;das    e apropriadas pelos usu&aacute;rios aos sites de redes sociais voltados &agrave;    m&uacute;sica, conforme podemos observar no quadro abaixo:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cci/n121/09f01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tais pesquisas    indicam uma preocupa&ccedil;&atilde;o com a variedade de tags coletadas a partir    dos usu&aacute;rios para categoriza&ccedil;&atilde;o dos estilos musicais, contribuindo    para a an&aacute;lise dos usos e formas de colecionismo de m&uacute;sica online.    Assim, ocorrem hibrida&ccedil;&otilde;es interg&ecirc;neros, que se perpetuam    ora pelo uso cont&iacute;nuo das tags propostas pelos usu&aacute;rios - no caso    do estudo sobre usu&aacute;rios brasileiros do Last.fm (Amaral e Aquino, 2009),    por exemplo, as tags j&aacute; existentes no sistema s&atilde;o utilizadas por    72% dos entrevistados -, ora pelas pr&oacute;prias rela&ccedil;&otilde;es sociais    de "amizade" que se configuram no sistema a partir da constitui&ccedil;&atilde;o    do gosto musical, conforme nos indicam Baym e Ledbetter (2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essas pr&aacute;ticas    s&atilde;o dimensionadas pela organiza&ccedil;&atilde;o das buscas e informa&ccedil;&atilde;o    sobre estilos musicais, e as possibilidades de recomenda&ccedil;&atilde;o passam    a ser fatores importantes nessa constitui&ccedil;&atilde;o, pois a partir desses    dois elementos (<i>tagging</i> e recomenda&ccedil;&atilde;o), podemos medir/visualizar    presen&ccedil;a e perman&ecirc;ncia na plataforma, afetando, assim, a constitui&ccedil;&atilde;o    da reputa&ccedil;&atilde;o e mesmo da autoridade (normalmente vinculada aos    grupos/subculturas de cunho musical) no sistema.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essas opera&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o negociadas de forma complexa entre os diversos atores sociais que    participam da performance afirmativa de gosto (Liu, 2007) conotadas via perfil    e que s&atilde;o parte do ato de frui&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica como    bem simb&oacute;lico, incluindo a pr&oacute;pria confec&ccedil;&atilde;o de    uma esp&eacute;cie de "marca musical" disseminada n&atilde;o apenas nos aspectos    sonoros (a recomenda&ccedil;&atilde;o das can&ccedil;&otilde;es <i>per se</i>    em seu formato MP3, por exemplo) mas em outras linguagens, como o texto (os    escritos sobre a m&uacute;sica, cr&iacute;ticas, coment&aacute;rios, links e    hipertextos, as letras das m&uacute;sicas), o visual (a fotografia de festas,    shows, artistas ou capas de &aacute;lbum e a pr&oacute;pria vestimenta do avatar    do perfil) e o audiovisual (os videoclipes, as par&oacute;dias, os v&iacute;deos    de trechos de shows etc).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As negocia&ccedil;&otilde;es    simb&oacute;licas identit&aacute;rias que ocorrem nesse entorno legitimam outras    pr&aacute;ticas que, de certa forma, podem constituir uma organiza&ccedil;&atilde;o    social da cultura dos f&atilde;s de m&uacute;sica, num sentido que pode ser    atribu&iacute;do ao que Raymond Williams (1992, p.208) denominava como organiza&ccedil;&atilde;o    social em torno das pr&aacute;ticas culturais: "Assim, a organiza&ccedil;&atilde;o    social da cultura, como um sistema de significa&ccedil;&otilde;es realizado,    est&aacute; embutido em uma s&eacute;rie completa de atividades, rela&ccedil;&otilde;es    e institui&ccedil;&otilde;es, das quais apenas algumas s&atilde;o manifestamente    'culturais'". Tais pr&aacute;ticas s&atilde;o amplificadas pela infraestrutura    e pelo ambiente das plataformas, embora j&aacute; ocorressem nas discuss&otilde;es    offline, na cr&iacute;tica e na imprensa especializada e em outros f&oacute;runs    de encontro, como festas, shows etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra quest&atilde;o    importante diz respeito aos f&atilde;s-curadores do acervo de mem&oacute;ria    musical informativa. Esse grupo espec&iacute;fico de f&atilde;s de m&uacute;sica    tende a utilizar a rede para resgatar suas escolhas musicais em termos de g&ecirc;neros    e artistas, preenchendo as lacunas de sua cole&ccedil;&atilde;o e colaborando    para a conserva&ccedil;&atilde;o de um legado a ser passado para outras gera&ccedil;&otilde;es.    Blogs de cr&iacute;tica musical ou de download voltados para g&ecirc;neros relacionados    a um per&iacute;odo hist&oacute;rico, como rock cl&aacute;ssico, &iacute;talo-disco    ou anos 80, se enquadrariam nesse tipo de apropria&ccedil;&atilde;o curatorial,    por exemplo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No presente artigo,    discutimos a conceitualiza&ccedil;&atilde;o das plataformas de m&uacute;sica    online a partir de diferentes estudos sobre sites de redes sociais, observando    a constru&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria dos perfis e as formas de consumo    musical. Enfatizamos que essas caracter&iacute;sticas n&atilde;o devem ser tomadas    como tentativa de sistematiza&ccedil;&atilde;o r&iacute;gida das plataformas,    mas como uma observa&ccedil;&atilde;o preliminar dos modos de consumo musical    no &acirc;mbito dos sites de relacionamento, no qual detectamos tanto pr&aacute;ticas    offline h&aacute; muito constitu&iacute;das - como no caso do ato da recomenda&ccedil;&atilde;o,    feita pelo procedimento boca a boca e atrav&eacute;s das m&iacute;dias massivas,    mas que nesse caso apresenta o elemento do c&aacute;lculo aperfei&ccedil;oado    -, como novas formas de busca de informa&ccedil;&otilde;es musicais e de relacionamento    entre f&atilde;s, artistas e a m&uacute;sica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na cultura contempor&acirc;nea,    tais pr&aacute;ticas t&ecirc;m o seu trabalho rapidamente tornado vis&iacute;vel    e ganham amplifica&ccedil;&atilde;o nas redes digitais e mais especificamente,    na constru&ccedil;&atilde;o personalizada e performatizada de um "gosto musical"    negociado simbolicamente com outros participantes. Al&eacute;m disso, atrav&eacute;s    da participa&ccedil;&atilde;o em tais a&ccedil;&otilde;es, podemos observar    o fluxo entre o trabalho amador voltado ao entretenimento, &agrave; divers&atilde;o    e &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o de um determinado legado musical, tanto    quanto &agrave; coopta&ccedil;&atilde;o dessas estrat&eacute;gias de produ&ccedil;&atilde;o    coletiva para fins comerciais e atrelados a modelos corporativos. Essas plataformas    e pr&aacute;ticas de consumo e distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do    musical merecem ainda ser abordadas sob v&aacute;rios outros &acirc;ngulos e    problem&aacute;ticas, sejam elas hist&oacute;ricas, econ&ocirc;micas, est&eacute;ticas,    sensoriais, entre outras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Para saber mais:</b>    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Amaral, A, Aquino,    M.C. (2009) "Eu recomendo... e etiqueto". Pr&aacute;ticas de folksonomia dos    usu&aacute;rios no Last.fm. Em <i>Revista L&iacute;bero</i>, n. 24, Ano XII,    pp.117-129, Dez de 2009. Dispon&iacute;vel em: <u><a href="http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/libero/article/view/6779/6122" target="_blank">http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/libero/article/view    /6779/6122</a></u> Acesso em 12/12/2009</font><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Baym, N., Ledbetter,    A. "Tunes that bind?: Predicting Friendship Strength in a Music-Based Social    Network". Em Anais da Aoir 9- Internet Research 9.0, Copenhagen, Denmark, October    2008. Dispon&iacute;vel em <u><a href="http://www.onlinefandom.com/wp-content/uploads/2008/10/tunesthatbind.pdf" target="_blank">http://www.onlinefandom.com/wp-content    /uploads/2008/10/tunesthatbind.pdf</a></u> Acesso em: 10/11/2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Liu, Hugo. "Social    network profiles as taste performances". Em <i>Journal of Computer-Mediated    Communication</i>, vol. 13 (1), artigo 13, 2007. Dispon&iacute;vel em <u><a href="http://jcmc.indiana.edu/vol13/issue1/liu.html" target="_blank">http://jcmc.indiana.edu/vol13/issue1/liu.html</a></u>    . Acesso em 05/07/2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Williams, Raymond.    <i>Cultura</i>. S&atilde;o Paulo: Paz &amp; Terra, 2ª. Ed. 2008 1992.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Adriana Amaral    &eacute; professora e pesquisadora do programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    em ci&ecirc;ncias da comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade do Vale do Rio    dos Sinos (Unisinos). Twitter: @adriamaral</i></font></p>      ]]></body>
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