<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1519-7654</journal-id>
<journal-title><![CDATA[ComCiência]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[ComCiência]]></abbrev-journal-title>
<issn>1519-7654</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Estadual de Campinas - Labjor]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1519-76542008000400011</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["A passagem de um vazio" em fotografias de escolas]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wunder]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alik]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2008</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2008</year>
</pub-date>
<numero>101</numero>
<fpage>0</fpage>
<lpage>0</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1519-76542008000400011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1519-76542008000400011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1519-76542008000400011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="verdana" size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="4"><b>"A passagem de um vazio" em fotografias de    escolas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Alik Wunder</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <blockquote>        <blockquote>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><i>"Na fotografia um detalhe conquista toda        minha leitura; trata-se de uma mutação viva de meu interesse, de uma fulguração.        Pela marca de uma coisa, a foto não é mais qualquer. Essa alguma coisa deu        um estalo, provocou em mim um pequeno abalo, um satori, a passagem de um        vazio". </i>(Roland Barthes, 1984)</font></p>   </blockquote> </blockquote>     <p><font face="verdana" size="2">Na escola, lugar de passagens, há muitos que    não deixam seus nomes e há os que passam e que insistentemente querem marcar    o espaço: nomes, imagens e palavras por todos os lados, paredes, mesas, cadeiras,    portas de banheiro, cartazes, ofícios, livros de registro... Coisas que corporificam    a passagem de seres, diferentes formas escolhidas para deixar rastros dos encontros.    O que fica depois de nossos encontros com seres e coisas? Marcas? Vazios? Como    expressar essas forças? Como a fotografia entra nesse jogo?</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Há uma intensidade de desejos de dizer do vivido    nas fotografias produzidas no interior das escolas, como tentativas de reter    sentidos, de preencher materialmente os vazios abertos pelo tempo que insistentemente    corre. Como se a imagem pudesse <i>eternizar </i>efemeridades. Há uma carga    de narrativas desejantes de comunicação na invisibilidade do cotidiano. Uma    forma de contar sem palavras, de trazer à vista cenas, práticas e políticas    pouco aparentes nas edições comumente realizadas sobre escolas: os gestos sutis    do aprender a ler, os olhares por entre as fileiras escolares, os instantes    de ajuda entre as crianças, a diferença que há na repetição do cotidiano da    sala de aula, corpos a escrever, a modelar, a afagar, a ajudar, a brincar, a    ler, a formar palavras... A retenção fotográfica desses seres, coisas e gestos    é uma forma de ser cúmplice deles, de torná-los dignos e de conceder-lhes certa    continuidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cci/n101/a11img1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2">Esses pensamentos, fragmentos de minha tese de    doutorado, fizeram-se no encontro com leituras, com educadores e com fotografias    de cenas cotidianas de escolas produzidas por eles em cursos sobre a linguagem    fotográfica e a educação que realizei entre 2003 e 2006 na rede pública de ensino    em Campinas, São Paulo. As imagens apresentadas aqui são ora fotografias produzidas    por educadoras nos cursos, ora composições feitas por mim a partir de suas imagens.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Os diferentes cursos não tinham como proposta    gerar pensamentos sobre o olhar e possibilitar que cada educador encontrasse    seu próprio modo de dizer por meio da linguagem fotográfica. A intenção era    centrar nas possibilidades da fotografia como expressão de certas visões, de    encantamentos e assombros em relação ao que se vive na escola, e também como    geradora de outras visibilidades e perplexidades. Nessa perspectiva, ao final    dos cursos, fizemos o convite aos educadores de realizarem um ensaio fotográfico    individual sobre a sua escola.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Em sua maioria, as experiências escolhidas para    perdurar nos ensaios fotográficos, trazem crianças a manipular coisas e sendo    manipuladas por elas: jornal, tela, parede, giz, bambolê, tinta, boneca, garfo...    As imagens nos fazem imaginar uma escola onde se deseja ensinar o uso das coisas    e dar um sentido às ações ditadas por elas. Um convite a adentrar a um certo    mundo de sentidos. Uma pedagogia silenciosa e invisível, a todo instante a lapidar    gestos: crianças em ações de aprendizagem. As fotografias tratadas apenas como    retenção do tempo vivido dão força aos sentidos que se querem fazer caber nelas.    Efetuam num silêncio persistente, desejando que durem em repetição. Mas, as    fotografias também são coisas... E como coisas, o que ensinam?</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Para além de reterem os sentidos dos encontros,    as fotografias também efetuam sobre eles.As fotografias desarranjam os nossos    discursos sobre as coisas e os seres; nelas, eles também ganham outras formas.    Há a potência do corte, do apagamento, da sombra, da luz, da transformação das    cores, em especial nas imagens preto e branco, da justaposição, do adensamento    de corpos e da retenção do efêmero.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cci/n101/a11img2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2">As fotografias além de reterem marcas, também    criam outras. Os sentidos dessas fotografias de escola não são habitantes fixos    que podem ser reconhecidos, descritos e analisados. Há uma potência do inominável,    dos sentidos em constante escape e desconexão. Mesmo sendo um objeto produzido    com a intenção de reter e aprisionar sentidos, a fotografia possui uma força    outra, efetua em sua superficialidade, em seu silêncio, em dizeres balbuciantes,    em tênues expressões e deixa um potente espaço vazio para sentidos não determinados.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">As fotografias afetam-nos pela efemeridade de    seus gestos incompletos, pelas suas improváveis formas, cores e sombras, por    pairarem em uma lacuna do tempo e do espaço. Outros <i>acontecimentos </i>na    superficialidade do visto, invisibilidades, imprevisões, outras visões. Nessas    lâminas impregnadas de sentidos, a retenção de algo do visto que se esvai em    infinitos instantes, em visões multifacetadas daquilo que sempre passa. Nas    fotografias produzidas cotidianamente nas escolas, acredito na possibilidade    do <i>acontecimento </i>(na proposição realizada por Deleuze, 2003) que se dá    pelas superfícies das imagens, <i>quase </i>que descolado do tempo fotografado.    Nesse plano sem profundidades há algo que não se consegue apreender e representar    em palavras conhecidas. Outros tempos, outros sentidos fazem-se no silêncio    inapreensível das imagens. As fotografias, ao quererem reter o tempo, ser um    objeto que materialize sentidos, também "são posses imaginárias de um passado    irreal" (Sontag, 1984, p.19). Há nesta <i>irrealidade </i>do passado algo a    pensar sobre o gesto de deixar aos outros uma herança do tempo.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">O gesto de uma criança na escola pode nos remeter    a um momento finito, que passou e não mais retorna, a partir de uma imagem de    tempo encadeado em passado-presente-futuro. Mas, seu gesto retido também cria    a suspensão de uma imagem de tempo que somente passa, cria uma outra temporalidade.    A fotografia pára o movimento e, ao mesmo tempo, mantém sua potência, num constante    saltar, pender, cair... gesto que não termina, que paira suspenso na vibração    de um desequilíbrio. Por mais que tentemos legendar as imagens, compô-las em    ordem cronológica ou em qualquer outra organização (álbuns, painéis, sites,    relatórios...), há sempre uma impossibilidade de contextualização espacial e    temporal. As fotografias de cenas comuns das escolas são ao mesmo tempo singulares    e plurais, ficam entre a particularidade daquele instante efêmero e os efeitos    múltiplos e improváveis que se fazem nos nossos encontros com esses instantes    plasmados na superfície-papel. Assim, a fotografia da mesma maneira que retém    o instante não possibilita nos apropriarmos dele, lança-nos a outros tempos    além daquele particular e datado. Oferecem-nos "instantes inapropriáveis" (Vilela,    2006, p.126) como um acontecimento que nos rompe inesperadamente. Um lugar de    trânsito como um labirinto entre o que foi e o que é na imagem. O acontecimento    como um vazio, uma lacuna dos sentidos, a emergência de algo novo, uma rachadura,    linha do sentido rasgada, desfiada, triturada, esmigalhada que abre forças de    pensamento. O acontecimento é inapreensível, irredutível ao mundo das palavras    e das imagens, espalham sentidos em deriva. No efeito de um sentido desse instante    não interpretável, não compreensível, outros são gerados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cci/n101/a11img3.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2">Esses pensamentos vão no sentido de considerar    a fotografia menos como um meio material que transporta uma mensagem no tempo,    como um sentido que possa ser retido e comunicado de antemão. Nesta outra perspectiva,    fotografar e observar fotografias seriam mais uma dança entre a informação e    a imaginação, entre o registro e a invenção, entre a compreensão e o assombro,    gestos que abrem possibilidades de expressão e criação de sentidos sobre as    escolas e a educação. Dizeres fissurados pelos sentidos do que foi e pelos sentidos    que vem sem controle pelo adensamento silencioso de luzes no papel, e nesta    fissura, e neste vazio, acredito habitar a força da imagem fotográfica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Pensar pelo instante inapropriável das fotografias    seria uma tentativa de "habitar de uma outra forma o mundo e o sentido" (Vilela,    2006), deixando-se contaminar por uma força vibrátil, por efeitos outros além    da luta de sentidos que se quer fazer aderir. Um dizer com imagens que nasce    do estado limite entre a vida e a morte do sentido, que rompe com o modo de    pensar que quer desvendar o mundo, ser espelho de uma nítida imagem ideal. Um    deixar-se afetar pelos sentidos que nunca se fixam.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cci/n101/a11img4.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2">As fotografias de escolas como objetos lançados    ao tempo lançam luzes e presenças, sombras e ausências. São <i>dizeres </i>de    um passado, de um tempo de encontros entre o aprender e o ensinar, e também    são silêncios. "Não reproduzem o que transmitem, não reproduzem o mesmo, avançam    em silêncio obliquando-se, mudando de direção, variando sua tela, perpetuamente    herdada do outro" (Deleuze, 2003, p.334). Estas fotografias resistem a um dizer    último com seus silêncios, criam uma sombra "dissidente de uma imagem definitiva"    ( Vilela, 2004, p.126) do passado, do tempo, da criança, do aprender, da escola,    do professor, do educar...</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Busco uma poética e política de possibilidades    para pensar as fotografias da escola não como documentos que atestam fatos ou    como objeto de análise de visibilidades, mas como lâminas que possibilitam novas    e infinitas dobras de sentidos. Um pensar que mude seus rumos pela passagem    inexorável da luz: uma forma, um brilho, um gesto que nos atinge. Uma aventura    não programada de nossos dizeres. O pó de giz na lousa, no chão, nas mãos, sombras    e luzes singulares e cotidianas na concretude das paredes, o intenso e fugaz    encontro de olhos, o instante em que a tinta se adensa na superfície do papel    e que se esvai na água, um toque de corpos, a corda azul que se apaga e se adensa    na superfície-papel.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Se a educação se faz no desejo de deixar marcas,    de <i>ensi(g)nar </i>-e se a fotografia entra como potencializadora    desse seu desejo, que ela também possa expandi-lo (talvez subvertê-lo) na sua    potência como um dizer em <i>fulguração. </i>Coisas e seres passam, passam-se,    não se passam, marcam, marcam-se, não se marcam, abrem vazões, não abrem...    Um movimento contínuo entre o controle e o acaso, entre marcar (não marcar)    e ser (não ser) atingido por inesperadas e inapreensíveis aberturas. E se elas    ensinam, talvez seja um pensar/dizer aberto ao imprevisível e incontrolável.Um <i>ensi(g)nar </i>que se faz como rasgo na <i>pele </i>de um tempo controlado    que quer emoldurar com imagens o que lhe escapa. Poética fissura, abertura a    um outro tempo em constante variação com luzes e palavras. Na "estática humildade"    (Pessoa, 2007, p.50) da imagem corriqueira, as mínimas coisas sem função, sem    utilidade, sem importância carregam a força sutil daquilo que está esvaziado    de sentidos. Nas frestas dessas janelas-superfícies de vazias paisagens, uma    rajada de vento, imaterial e efêmera que contém a força de nos tirar do lugar.    "Um cheio e um vazio de poética insuficiência" (Zambrano, 1999, p.101).</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Este texto é uma versão reduzida do artigo "Restos    <i>quase </i>mortais: fotografia, <i>acontecimento </i>e escola" enviado para    a 31ª Reunião da Associação Nacional de Pós-Graduação Pesquisa em Educação (Anped    - 2008), fragmento da tese de doutorado <i>Foto quase grafias, o acontecimento    por fotografias de escolas </i>(Faculdade de Educação - Unicamp, 2008). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="3"><b>Bibliografia </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">BARTHES, Roland. <i>A câmara clara: nota sobre    a fotografia</i>.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">DELEUZE, Gilles. <i>Lógica do sentido.</i> São    Paulo: Perspectiva, 2003.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">VILELA, Eugénia. "Resistência e acontecimento.    As palavras sem centro". In: KOHAN, Walter Omar. <i>Foucault 80 anos.</i>    Belo Horizonte: Autêntica, 2006, p.107-128.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">VILELA, Eugénia. <i>Corpo, resistência e testemunho    nos espaços contemporâneos de abandono. </i>Dissertação de doutoramento em filosofia,    Universidade de Letras do Porto, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">PESSOA, Fernando. <i>O livro do desassossego    de Bernardo Soares.</i> Lisboa: Planeta DeAgostini, 2006.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">SONTAG, Susan. <i>Sobre fotografia. </i>São Paulo:    Companhia das Letras, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">ZAMBRANO, Maria. <i>Dictados y sentencias </i>(edición    de Antoni Marí). Barcelona: Edhasa, 1999<i>.    </i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2">Alik Wunder é doutora em educação pelo Olho -    Laboratório de Estudos Audiovisuais, da Faculdade de Educação, da Universidade    Estadual de Campinas </font></p>      ]]></body>
<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARTHES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Roland]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A câmara clara: nota sobre a fotografia]]></source>
<year>1984</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Nova Fronteira]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DELEUZE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gilles]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Lógica do sentido]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Perspectiva]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VILELA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eugénia]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Resistência e acontecimento: As palavras sem centro]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[KOHAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Walter Omar]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Foucault 80 anos]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>107-128</page-range><publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Autêntica]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VILELA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eugénia]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Corpo, resistência e testemunho nos espaços contemporâneos de abandono]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PESSOA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fernando]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O livro do desassossego de Bernardo Soares]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Planeta DeAgostini]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SONTAG]]></surname>
<given-names><![CDATA[Susan]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sobre fotografia]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Companhia das Letras]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ZAMBRANO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marí]]></surname>
<given-names><![CDATA[Antoni]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dictados y sentencias]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Barcelona ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edhasa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
