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ComCiência

On-line version ISSN 1519-7654

ComCiência  no.127 Campinas Apr. 2011

 

REPORTAGEM

 

As obras raras das bibliotecas Brasileiras

 

 

Maria Clara Rabelo

 

 

Traçar um panorama das obras raras no Brasil não é uma tarefa fácil. Primeiro, pela grande quantidade de bibliotecas e arquivos espalhados pelo território nacional. Segundo, pela relevância e consistência do assunto que desperta inúmeros questionamentos, cujas respostas nem sempre são óbvias. Questões que passam pelo conceito de obra rara, por exemplo. É uma obra antiga ou uma obra difícil de ser encontrada? Nem uma coisa, nem outra. Ou, talvez, as duas. A raridade de uma obra é medida e atribuída de acordo com critérios bastante específicos que não se limitam à idade ou ao número de exemplares existentes.

Para responder a esta e a outras questões igualmente pertinentes, a rota desta reportagem passa por onze instituições nacionais, públicas e privadas, que são: Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) e Biblioteca Mário de Andrade (BMA), de São Paulo, Biblioteca Central Cesar Lattes da Universidade Estadual de Campinas (BCCL/Unicamp), Campinas; Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (BC/UFRGS), em Porto Alegre; Biblioteca Pedro Aleixo da Câmara dos Deputados, Brasília; Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Real Gabinete Português de Leitura (RGPL), todas do Rio de Janeiro; Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), que fica em Recife; e Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), de Belém.

Os representantes dessas instituições são unânimes em afirmar que a “raridade” de uma obra é determinada por um conjunto de fatores. Em geral, sua classificação é baseada em critérios pré-estabelecidos pela Fundação Biblioteca Nacional, aos quais são adicionadas peculiaridades e necessidades locais, isto é, “cada instituição define como raros títulos considerados fundamentais para a preservação de sua memória”, esclarece a bibliotecária Matie Nogi, da Biblioteca Pedro Aleixo.

“Todo bom livro é raro!”, exclama Ana Virgínia Paz, chefe da Divisão de Obras Raras da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e questiona: “Quantos livros conhecemos, editados recentemente, que seriam importantes o suficiente para compor uma biblioteca no próximo século?” A autora de Que é livro raro?, cuja segunda edição vem sendo preparada, associa a definição da raridade de um livro à intenção de preservá-lo fisicamente para as próximas gerações, sem se esquecer dos critérios classificatórios já consagrados como antiguidade, produção artesanal, tiragem reduzida, importância histórica, características bibliológicas, entre outros.

Apesar de estar mais vinculado ao objeto “livro”, o conceito “obra rara” não exclui periódicos, mapas, folhas volantes, cartões-postais e outros materiais impressos, pondera Rizio Bruno Sant'Ana, coordenador de Obras Raras e Especiais da Biblioteca Mário de Andrade. O autor do artigo “Critérios para a definição de obras raras” ressalta que fotografias, manuscritos, gravuras e desenhos por serem peças únicas e originais, não recebem a mesma denominação apesar de demandarem o mesmo cuidado em relação à preservação e conservação. Assim, os acervos raros são aspectos específicos e integrantes de um conjunto maior: as coleções especiais.

 

 

Para ver essas imagens em tamanho maior e outras obras das bibliotecas raras brasileiras, clique aqui.

A Coleção de Obras Raras da Biblioteca Central César Lattes/Unicamp é composta, principalmente, por exemplares do século XV ao XX que integravam bibliotecas particulares de intelectuais brasileiros adquiridas por compra (Sérgio Buarque de Holanda, Alexandre Eulálio, Paulo Duarte, Peter Eisenberg) e doação (Aristides Cândido de Mello e Souza e José Albertino Rodrigues), desde 1970. Fazem parte do acervo obras de Johannes Nieuhof, Johan Nieuhofs Gedenkweerdige Brasiliaense... (1682); Jean de Lery, “Histoire d'un voyage fait en la terre du Bresil... (1585) e Histoire d'un voyage faict en la terre du Bresil... (1600); Tomás Antônio Gonzaga, Marilia de Dirceo (1792); e de Caspar van Baerle, Casparis Barlaei Rerum per octennium in Brasilia... (1647). Mas, o destaque são os três volumes de Delle navigationi et viaggi, de Giovanni Battista Ramusio (1554-59).

Segundo Marta do Val e Tereza de Carvalho, da Diretoria de Coleções Especiais e Obras Raras da Unicamp, a temática principal da coleção é a Brasiliana (séculos XVI-XIX), presente nas narrativas de viagens, cujos relatos dedicam-se à geografia, economia, política, religião, população e aos costumes do período colonial e imperial brasileiros. Em geral, tratam-se de exemplares esgotados, primeiras edições de editores renomados, além de edições especiais, clandestinas e de luxo.

Em 1969, a aquisição da biblioteca particular de Eduardo Secco Eichenberg (bibliófilo e médico) deu início à coleção de raridades da Biblioteca Central/UFRGS. Desse acervo, aproximadamente 10.000 volumes foram considerados raros, formando a Coleção Eichenberg de Obras Raras. Inaugurado, oficialmente, em 1978, o Departamento de Obras Raras abriga, em sua maioria, publicações do século XIX, principalmente edições limitadas, como: Plantes usuelles des brasiliens, de Auguste de Saint-Hilaire (1824) e Les carottes, de Honoré Daumier (1844). Há também publicações de outros períodos, como: L'histoire des choses plus memorables advenües..., de Pierre Du Jarric (1611); Origem da lingua portuguesa, de Duarte Nuñez de Lião (1606); e uma Coleção de Bíblias, à qual pertence um exemplar alemão ilustrado por Gustave Doré e considerado um dos seus melhores trabalhos, como afirma Ana Lúcia Rüdiger, coordenadora do setor.

O acervo raro da Biblioteca Pedro Aleixo vem sendo formado desde o início das atividades da Biblioteca da Câmara dos Deputados, na instalação da Assembléia Geral, Constituinte e Legislativa do Império do Brasil, no dia 17 de abril de 1823. Essa longa existência garantiu-lhe o acúmulo de uma quantidade significativa de obras, hoje consideradas raras. Em 1971, criou-se uma seção específica para o abrigo de tal coleção que é formada pelo acervo geral e pela aquisição da coleção particular do ex-deputado e jornalista Márcio Moreira Alves, explica Matie Nogi, bibliotecária responsável.

As principais raridades do acervo estão registradas em dois catálogos publicados pela Câmara, disponíveis na internet. O primeiro volume reúne “200 obras segundo critérios de antiguidade e valor histórico-social para a construção do pensamento social brasileiro e o interesse de historiadores, pesquisadores e bibliófilos”. Enquanto o segundo é composto por “obras que tratam exclusivamente do Brasil, desde o século XVI até o início do século XX”, como: Directorio, que se deve observar nas povoaçoens dos indios... (1758) e o Diario da viagem do Dr. Francisco José de Lacerda e Almeida pelas capitanias... (1841).

Em 1907, iniciou-se a formação do acervo da Biblioteca Mário de Andrade com a criação da primeira Biblioteca Pública Municipal de São Paulo que, anos mais tarde, incorporou o acervo da Biblioteca Pública do Estado. Em 1943, organizou-se a Seção de Obras Raras. A instituição passou a chamar-se Mário de Andrade em 1960, reunindo diversas coleções de bibliófilos e pesquisadores, compradas ou doadas, constituindo coleções que levam o nome do doador: Barão Homem de Mello, Félix Pacheco, Paulo Prado, Pirajá da Silva, Otto Maria Carpeaux, Antonio de Paula Souza, Paulo Duarte, entre outros.

É vasto e valioso o acervo raro da BMA, sendo muitas as obras que merecem destaque. Por exemplo: Vocabulário na língua brasílica (1628), Códice Costa Matoso (1749); Diabo Coxo (1864-65), de Angelo Agostini – único exemplar conhecido; Suma Teológica (1477), de Santo Antonino – publicada por Nicolau Jenson; Bíblia (1492) – em caixa de jacarandá; Crônica de Nuremberg (1493) – com 1.600 xilogravuras é considerado o maior livro ilustrado de sua época; História de César (1506), de Suetônio; e a Enciclopédia Francesa (1754), de Diderot e D'Alembert – edição original. Também pertencem à coleção encadernações em pergaminho, couro, latão, seda e com decorações em ouro; além de importantes obras do século XX, entre as quais estão as primeiras edições autografadas de Mário de Andrade ou Jorge Amado, exemplifica Rizio Bruno.

A Biblioteca Brasiliana José e Guita Mindlin, formada por José Mindlin ao longo de sua vida, iniciou-se a partir de dois acontecimentos. O primeiro, ao adquirir em um “sebo” os Discursos sobre a história universal, de Jacques Bossuet (1760), cuja antiguidade impressionou o menino de apenas treze anos de idade. O segundo, ao ser presenteado com um exemplar da História do Brasil, de Frei Vicente do Salvador, que influenciou a formação de sua biblioteca na temática Brasiliana.

“São muitas as obras raras (...), versando sobre os mais variados assuntos”, afirma a curadora da Brasiliana Mindlin, Cristina Antunes. Entre elas estão: Hans Staden – primeira edição ilustrada com xilogravuras sobre os índios brasileiros; Warhafitige Historia vnd beschreibung... (1557); Histoire d'un voyage fait en la terre du Bresil, de Jean de Léry (1578); os Sermoens do P. Antonio Vieira, (1679-1748); Explicacion de el cathecismo en lengua guarani, de Nicolas Yapuguay (1724); O Guarany, de José de Alencar (1857) – primeira edição; Marilia de Dirceo, de Tomás Antônio Gonzaga (1810) – primeira edição brasileira, mais rara do que a primeira edição portuguesa (1792); Raça, de Guilherme de Almeida (1925) – tiragem especial.

 

Patronos

Criada em 1946, a partir de um decreto presidencial, a Seção de Livros Raros da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), hoje chamada Divisão de Obras Raras (DOR), foi formada a partir do acervo geral da biblioteca, seguindo os critérios de raridade e preciosidade. A maior parte dos livros selecionados é proveniente da Real Bibliotheca Portuguesa (século XVIII). Tal acervo preenche mais de dois mil metros lineares de itens em estantes, gavetas e cofres, distribuídos numa área de 520 m2, cujo espaço leva o nome de seu patrono e doador da valiosa coleção de incunábulos – livros impressos nos 50 primeiros anos após a invenção da imprensa –, edições príncipes, camonianas, além de outros impressos e manuscritos relativos ao período colonial: Antônio Marques, um bibliófilo fluminense.

Chefe da DOR/FBN, Ana Virgínia, afirma que a divisão é “guardiã de uma coleção múltipla que cresce ininterruptamente, devido às doações de beneméritos e remanejamentos de outras áreas do acervo”, possuindo valiosos itens entre os quais se destacam: títulos impressos (século XV-XVIII) – oriundos de tipografias de todas as nações; a coleção Brasiliana – livros sobre o Brasil, impressos ou gravados do século XVI ao XIX, e os livros de autores brasileiros impressos ou gravados no exterior até 1808; a coleção de incunábulos brasileiros (século XIX), ou seja, os primeiros livros impressos no país; exemplares de caráter memorial, por sua importância intelectual e histórica; exemplares de caráter memorial, pela riqueza dos materiais utilizados (couro, pergaminho, madeira, papel de trapo e de madeira, seda, veludo e tafetá).

Segundo Dilza Bastos, chefe do Serviço de Biblioteca da Fundação Casa de Rui Barbosa, a coleção de obras raras da instituição teve início com a Biblioteca Rui Barbosa, que “foi constituída pelo próprio ao longo de sua vida, reunindo 23 mil títulos em 37 mil volumes, sobre os mais variados ramos do conhecimento”, com destaque para as obras jurídicas. Ainda integram o Serviço a Biblioteca Infanto-juvenil Maria Mazzetti e a Biblioteca São Clemente que, por sua vez, está em constante desenvolvimento, abrigando diversas coleções particulares adquiridas, em sua maioria, por meio de doação, além das raridades avulsas doadas ou compradas pela própria instituição.

Seletiva e rica em obras de referência, a Biblioteca Rui Barbosa possui várias edições príncipes, primitivas ou originais. Alguns de seus destaques são: Divina Comédia, de Dante Alighieri (1481) – editado por Landino; La vie de Notre-Seigneur Jésus Christ, de Tissot (1896-97); e Crônica de D. João I, de Fernão Lopes (1644) – primeira edição. Além de diversas outras obras, que deixam “evidente que Rui Barbosa buscava a fonte original em seus estudos e produção literária”, afirma Bastos.

A Seção de Obras Raras A. Overmeer, da Biblioteca de Ciências Biomédicas (Fiocruz), possui em seu acervo – que se estende do século XVII ao XIX – temas relativos às diversas áreas do conhecimento, apesar da ênfase em ciências biológicas, medicina e história natural. Em sua formação, Oswaldo Cruz contou com o apoio do cientista Arthur Neiva que selecionou títulos de história natural e “adquiriu obras consideradas raras ou valiosas, não só por seu conteúdo e valor intrínseco, como por sua antiguidade”, explica Jeorgina Rodrigues, bibliotecária responsável pela seção.

Entre suas raridades, destacam-se: Historia Naturalis Brasiliae, de Willem Piso e Georg Marggraf (1648) – primeiro estudo da medicina tropical; Experimenta circa generation insectorum, de Francesco Redi (1671) – um dos fundadores da biologia experimental; Systema Entomologiae, sistens..., de Johann C. Fabricius (1775); Estudos hematológicos no impaludismo, de Carlos Chagas (1903) – tese; A veiculação microbiana pelas águas, Oswaldo Cruz (1893) – tese. Além de periódicos científicos nacionais e estrangeiros, como: Gazeta Médica da Bahia (1876-1972); Anais da Academia Nacional de Medicina do Rio de Janeiro (desde 1885); Memórias do Instituto Oswaldo Cruz (desde 1909); Annales de Chimie et de Physique (1789-1913); Annalen der Physick (1790-1983); e Proceedings of the Royal Society of London (1800-1969).

O acervo raro da Fundaj foi “constituído, basicamente, por doação”, afirma a bibliotecária Lúcia Gaspar. A maioria das obras é proveniente do extinto Museu do Açúcar, e foram incorporadas ao Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, em 1977. Tal coleção, cujos exemplares mais antigos são do século XVII, é composta de livros, folhetos e periódicos de temas diversos, como: as obras de viajantes (século XIX); os aproximados 2.800 folhetos de cordel; as Séries Brasiliana e Documentos Brasileiros; periódicos nacionais e estrangeiros (século XIX-XX); além do Arquivo Joaquim Nabuco (doado pela família do abolicionista) que recebeu o Certificado de Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo (MOW), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) (2008).

Entre os itens do referido acervo – que possui tiragens reduzidas, primeiras edições, obras esgotadas e exemplares com anotações manuscritas – destacam-se: Medicina Brasiliensi, de Guilielm Pisonis (1648); Castrioto Lusitano, de Frei Raphael de Jesus (1679); O Fazendeiro do Brazil..., de Frei José M. da C. Velloso (1798-1806); English Constitution, de Bagehot (18--?) – exemplar que pertenceu a Joaquim Nabuco, com anotações de próprio punho; Henry George: nacionalização do solo..., de Joaquim Nabuco (1884) – um dos poucos exemplares encontrados para consulta; Memórias da viagem de SS. Magestades Imperiais..., do Imperador do Brasil Pedro II (1862); Travels in Brazil, de Henry Koster (1816); A history of the Brazil..., de James Henderson (1821).

No Pará, as aquisições do zoólogo Emílio Goeldi, as doações de ilustres e a permuta entre o Museu Paraense de História Natural e Ethnographia e instituições nacionais e internacionais formaram o acervo raro da Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna/MPEG. De acordo com Aldeídes Camarinha e Berenice Bacelar – respectivamente, coordenadora do Centro de Informação e Documentação (CID) e curadora da coleção, as áreas da botânica e zoologia são contempladas com importantes estudos sistemáticos e documentos relativos às viagens e explorações científicas e históricas na Amazônia, constituindo-se um acervo expressivo e de referência para estudos clássicos científicos acerca da região.

Entre os seus 3000 volumes, dos quais 276 são in-fólios, destacam-se: Delle navigationi et viaggi, de Giovanni Battista Ramusio (1554-74); Relation Abrégée d’ um Voyage..., de Charles Marie de La Condamine (1745); Relacion histórica del Viage... e Observaciones Astronômica y Phisicas, de D. Jorge Juan e D. Antonio de Ulloa (1748); Nouveau recueil de planches coloriées..., de C. J. Temminck (1838); Histoire naturelle des oiseaux ...; de George L. L. Buffonde, (1771-86); Monograph of the Ramphastidae or Family of Toucans, de John Gould (1854) – 51 estampas coloridas; além da publicação científica do Museu Emílio Goeldi até 1945.

As raridades do Real Gabinete Português de Leitura foram reunidas através da compra ou da doação de coleções por particulares, como a de João do Rio, exemplifica Vera de Almeida. A obra mais antiga que a instituição possui é De bello civili, de Marco Aneu Lucano (1502). Outros destaques ficam sob a responsabilidade das duas edições de Os Lusíadas, de Luiz de Camões (1572 e 1670), respectivamente, a primeira edição e um exemplar autografado por Gago Coutinho; Ordenações de dom Manuel (1520); Vozes saudosas, da eloqüência... (1736) e Voz sagrada, politica, rhetorica e metrica... (1748), de Padre Antonio Vieira – primeiras edições de seus sermões; e dos livros autografados por Euclides da Cunha, Machado de Assis, Joaquim Nabuco, entre outros.

Certamente outros exemplares importantes devem figurar distintas bibliotecas brasileiras, mas tomando por base as que foram consultadas nesta reportagem, é possível ver a variedade dos acervos brasileiros e a importância que tem sido dada a eles. Esses livros e documentos atravessaram a história e o mundo até chegarem aqui, e merecem esse lugar de destaque.

Leia também a reportagem Conservação, restauro e espaço.